sexta-feira, 25 de maio de 2007

Amor...



... é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É pastilha elástica em que uma pessoa se senta porque naquele dia se esqueceu de verificar a cadeira apesar de se ser o miúdo mais gozado do 9ºC;

É pionés que pica comó caraças porque naquele dia nos esquecemos de andar pelos corredores da escola com o rabo encostado à parede sendo o 3º miúdo mais gozado do 6ºB e tendo o 1º miúdo mais gozado do 6ºB ido à enfermaria tratar de um penso e o 2º miúdo mais gozado do 6ºB ficado em casa com gripe;

É mandar um pulo e um gritinho no meio de uma aula de Microbiologia Alimentar porque alguém se lembrou de nos espetar um dedo no flanco lombar, sítio no qual temos umas cócegas desgraçadas;

É ficar feliz por ver carne de porco à alentejana na mesa, para depois descobrir que tá salgada, o que é mau, porque sal a menos ainda se adiciona, mas a mais é um martírio;

É ter um cão chamado Bobi do qual se gosta muito, mas ir na rua e ter de apanhar os seus cocós, porque fomos educados a ser pessoas asseadinhas e a não dar cabo do bem estar dos outros;

É fingir de conta que acreditamos no "Não é nada disso que estás a pensar", apesar de começarmos a sentir umas ligeiras comichões na testa;

É comer torrão de Alicante, só para sentir aquele gostinho no fim, apesar de ao princípio ser mais duro que a maçaneta de uma porta;

É... inútil continuar. Acho que já chega.

6 comentários:

Rita Marques disse...

Gostei!

Acho que não preciso dizer mais nada! :P

Anónimo disse...

O amor é lindo blá blá blá...
Lendo o teu "post" o que me fez pensar foi a reacção da prof. T. Alves por alguém mandar um pulo e um gritinho na aula dela! Lol

João Marques " The blog's devil lawyer" disse...

Como poesia está genialmente ironicamente cómica. Na óptica do psicanalista revela um desejo profundo de descobrir o amor e a frustação de isso ainda não ter acontecido. Mas não desanimes, o amor existe mesmo. Quem sabe a rapariga do casamento?

Pedro M. disse...

Eu já descobri o amor. Chama-se Range Rover Sport Supercharged. Tudo o resto não passou de uma espécie de aulas de educação física à bruta. Range Rover, as outras não significaram nada para mim, ok?

João Marques disse...

Uma coisa não invalida a outra. E a moça dentro do carro? O que não se poderia fazer num carro "super charged" de espaço. Não precisava de ser à bruta, porque o ginásio é grande!

Pedro M. disse...

Qual moça? A do casamento? Por favor! Se já no meu Honda Civic de 98 não entra qualquer pessoa, imagina no meu futuro Range Rover... Gajas ali só mesmo material com classe.