quarta-feira, 13 de junho de 2007

Há coisas que não têm explicação.

Mas porque é que, dos rapazes/homens que eu conheço e/ou vejo por aí, aqueles que têm as melhores namoradas são precisamente os que se peidam, arrotam, e/ou dizem mais asneiras? Eu pensava que para atrair uma mulher, alguns dos requisitos mínimos eram precisamente não largar gases, não ser alarve a comer, e não completar metade das frases com "caralho". Sabem que mais? Eu estava errado! O pior de tudo é que, quando eu digo "as melhores", estou a incluir a boa educação, simpatia e uma certa dose de queridice.

Há uns dias um amigo meu arrotou à frente da namorada. Como eu tinha uma certa confiança perguntei-lhe se eu tinha sido a única pessoa ali a ter reparado naquele rugido da savana. Ela, com o seu ar querido e bem educado, encolheu os ombros e disse que já estava habituada.

Estes amigos de quem falo de labregos não têm nada. É uma nova geração de tipos a quem foi dada educação e, se necessário, se sabem comportar tão bem ou melhor que eu. Por isso, só posso concluir uma coisa. Portam-se bem durante uns tempos e depois partem para o ataque. Descobriram que elas não passam sem uma certa dose de javardice. No fundo, ao não me armar em gebo de vez em quando, estou a abdicar de uma possível relação duradoura com um exemplar delicioso do sexo feminino. Imaginem a quantidade de noites de sexo tonto que eu já perdi só porque escolho não coçar os testículos à frente delas. Tanto esforço inútil a aprender a arrotar de forma discreta para nada. Francamente.

Eu sempre pensei que uma namorada fosse mais difícil de manter do que de conquistar (embora ultimamente, nem manter, nem conquistar, nem uma safada troca de olhares marotos). Pelos vistos estou completamente enganado. Andei-me a esforçar demasiado, a ser querido e atencioso, e isso nunca resulta. Criei nas mulheres expectativas demasiado elevadas ao longo destes anos, sendo que eu sou um gajo absolutamente normal. Sei agora, sem sombra de dúvida, que manter uma relação é extremamente mais fácil do que de começar. Um arrotinho, uma flatulência, ou um foda-se-zinho bem metido, nunca fizeram mal a ninguém.

- Espera aí... Eu considero-me uma pessoa bem educada, culta e com bom sentido de humor, e a minha namorada é a mais bela do mundo!

- Epá, olha lá melhor. Desfoca os olhos durante 20 segundos e volta a focar.

- Caramba!

- Pois.

De agora em diante vou começar a contrariar os meus instintos. Vou passar a fazer o contrário do que a minha consciência me manda. Pode ser que comece a ter mais sorte. BLUUUUURP! Porra quésta merda bateu-me forte. Agora só falta encontrar uma rapariga querida, gira e simpática.

Xiiiiiiiiiiiiiiii, olha pás mamas daquela! Cum c...!!!

3 comentários:

João Marques disse...

Em vez de um comentário de advogado do diabo, preferi comentar à la Professor Martelo. Aqui vai:
Meus amigos recomendo-vos a leitura do blog É Inútil Resistir. O autor Pedro Marques revela uma prosa esfusiantemente irónica, digna do melhor dos Gato Fedorento. 20 valores portanto para este blog. Relativamente ao post "Há coisas que não têm explicação" deixo-vos uns breves comntários:
- Em primeiro lugar o autor não tem razão para se queixar, porque já encontrou o seu amor, conforme tão bem descrito na rapariga de "cenas de um casamento".
- Seguidamente, e com muita pena minha hoje não existe um padrão de comportamentos nem de gajas, tal como as meias existem gajas de muitas cores e feitios.
- Relativamente ao padrão de "bem comportadinho" com o qual me identifico, de mais também não. É que as gajas que também são bem comportadinhas, e elas existem meus caros, gostam de comportadinhos q.b.. Se não fosse assim elas não sentiam receptividade e margem de manobra para a relização das suas fantasias secretas, que meus caros elas também as têm...
- Não deixo também de referir que hoje em dia tão importante como as competências técnicas, por exemplo nas artes da sedução, são as competências relacionais. Recomendo ao Pedro Marques a leitura da obra "Inteligência Social". Assim aprenderá a modificar e adaptar o seu comportamento, consoante a gaja com quem se está a relacionar.
- Tal como para os cliente, relativamente às gajas, é muito mais dispendioso e difícil a aquisição do que a retenção. Portanto depois de conquistar uma gaja há que promover a sua fidelização, para não termos de partir para outra.
- Por último um grande bem haja para si Pedro Marques, e que coninue a presentear o seu público com sátiras deliciosamente e sarcásticamente humorísticas.

Pedro M. disse...

Antes demais, para aqueles que pensam que este comentário, por ser tão longo, e vindo de uma pessoa sem conta no Blogger, é meu, desenganem-se. Eu talvez seja suficientemente neurótico para escrever comentários aos meus próprios posts, e fingir que se gerou uma polémica mas, felizmente, até agora não foi preciso. Lavo daí as minhas mãos.

A comparação com o Gato Fedorento é o mesmo do que comparar maçãs com laranjas. Eu não sou humorista, considero-me mais um filósofo, ou até mesmo um profeta, embora um pouco deficiente. Toda a gente sabe que não está certo comparar o Badaró a Platão ou Maomé.

Seja como for, e como provavelmente este vai ser o comentário mais efusivo ao "trabalho" que desenvolvo neste espaço, percebo perfeitamente a intenção, restando-me apenas deixar aqui o meu muito obrigado.

Em relação à sugestão de leitura: vale mesmo a pena ler alguma coisa? Elas são tão básicas como os homens. Pronto, não tão básicas como eu, mas ainda assim suficientemente previsíveis. O ideal é procurar a baliza, manter o máximo a posse de bola e não tentar jogar bonito.

Continuarei sim a presentear o meu enorme público (pelas minhas contas são uns 6 ou 7) com os meus pensamentos filosóficos e alguns factos da vida.

Mais uma vez, thank you very nice ;)

João Marques disse...

O autor além de humorista, e dos bons, é também filósofo e profeta. Cultiva também uma aparente humildade, que só lhe fica bem. Quanto ao público que ultrapassa largamente as suas previsões, só em minha casa somos 4, e dada a modéstia do blogger, as forças invisíveis do mercado vão actuar na blogosfera e tornar "O Inútil é Resistir" num blog de culto.
Lamento relativamente às gajas não concordar com a opinião do blogger. Esta variante do Ser Humano, produzida a partir de uma mutação da costela do Adão, tem no seu ADN, cadeias de células que estão em mutação diária, daí os seus imprevisíveis humores e reacções, que transformam a mulher num ser aparentemente delicado, mas todavia deveras complexo, e que implica por parte do homem um esforço constante e quase desumano no sentido de lhes tentar agradar.
Mais comparo-as aqueles vírus "no bom sentido" que um antibiótico hoje resulta e amanhã já não. Portanto meus caros homens, perante este ser imprevisível, belo, fascinante, só nos resta usar os nossos sentidos (apenas 5) de uma forma apurada no sentido de nos adaptarmos a esta 8ª maravilha da natureza.