terça-feira, 3 de julho de 2007

Alô, jóia.

Embora a moda dos grupos infanto-juvenis de musica ligeira portuguesa tivesse começado um pouco antes, foi mais ou menos por volta dos meus 11 anos de idade que deixei de mudar de canal sempre que se avizinhava uma das suas actuações, normalmente para dar prioridade a programas de desenhos animados.

Lembro-me de que, para além dos Ministars, Queijinhos Frescos e Onda Choc, havia mais um ou outro grupo deste género. Embora a música dos Quejinhos Frescos fosse a de maior qualidade musical (e salvo erro, os únicos cujos instrumentais também eram originais e não versões estranjeiras), não era bem esse o parâmetro que mais me cativava. Eu queria era ver as gajas.

Ah, as gajas! Ainda bem que aqueles grupos eram formados por 342 raparigas e 2 rapazes, mais coisa menos coisa. Assim sempre havia muito por onde escolher. Na altura, as cavalonas estavam todas nos Onda Choc. Que inveja que eu sentia dos 0,239 rapazes que compunham o grupo. Embora fossem extremamente totós (embora eu fosse bem mais), tinham mais hipóteses do que eu para se afiambrarem a alguma delas. Por causa dos ensaios e isso.

Eu pensava para mim: dava beijinhos naquela, naquela e naquela. Bem lá no fundo, até tinha dado na mais feia de todas, caso tivesse tido oportunidade. Além disso, naquela altura, a mais feia dos Onda Choc conseguia ser mais boazona que a segunda ou terceira mais gira dos Ministars, por isso de certeza que não me ia fazer mal. É que as dos Onda Choc, ainda que algumas tivessem cara de borregas, tinham sempre curvas, enquanto que as dos Ministars eram todas umas autênticas tábuas de passar a ferro (e pirosas que nem tunning).

Resumindo: tinha boas recordações daquele tempo, e pensava que já ninguém me podia roubar aquela sensação quentinha.

Entretanto descubro isto:



Por favor... Para que é que foram reanimar os Onda Choc, se era para sair uma homozada destas? Agora não consigo deixar de pensar que andei a ser enganado durante a infância.

Só cá faltava mais um trauma...

2 comentários:

Joon disse...

A experiência é de facto traumatizante...

Os Queijinhos Frescos também tinham músicas que não eram originais. Faziam versões de algumas músicas de compositores "clássicos", tal como a Ana Faria, mãe de três ou quatro (não sei precisar)queijinhos frescos e, ela própria, nestas andanças da música (de bom gosto!) para a garotada!!

De música infantil percebo eu... lol

Rui disse...

Fogo nem parece que é desta dimensao,dava um bom episódio da twilight zone, os putos a verem isso ficam com os pequenos cerebros todos fritos....