segunda-feira, 30 de julho de 2007

Chuto na veia de poeta


"Um dia no parque"


Em cada jardim há uma flor.
Em cada criança há um sorriso.
Há também um casal na relva
A ignorar o aviso.

A relva não é para pisar!
Há outros locais para isso.
Se queriam tanto pinocar
Faziam em casa o serviço.

É que eu aprecio passear;
Caminhar pode ser lúdico,
Mas dispensava visionar
Tanto preto pêlo púbico.

Se ela tivesse cara de fidalga
Os meus olhos eu não tapava.
Mas afinal aquilo era a nalga...
Nem a prateleira se escapava!

Continuei o meu passeio
Como se nada tivesse presenciado.
Não vai ser um devaneio
Que me vai deixar apoquentado.

Porque...

Há tantos pombos a voar!
Tantos patos para abater!
Em qual devo acertar
Para posteriormente comer?

Ia ser um processo demorado
Com a minha medíocre pontaria
Optei logo por um gelado.
Decidi que hoje não mataria.

É o que dá ser tolerante
E amar com alma a natureza
Sem esquecer o importante:
Não basta ter a arma acesa.
Usar um método controlado,
Não requer muita destreza.
Um contraceptivo lubrificado,
Não é sinal de fraqueza.


Pedro M. (depois de beber uma imperial; para a próxima bebo duas)

1 comentário:

Rita Marques disse...

duas imperiais é pouco... acho que devias beber mais!!!!!