segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Também eu já fui vítima de assédio sexual...

Mas gostei. Confesso que gostei. Quer dizer, senti-me um bocado sujo da primeira vez, mas a partir daí, woooooooooooooooooooow.

O meu rabo foi apalpado por desconhecidas em três ocasiões em toda a minha vida. Duas delas foram na escola secundária, à saída da sala de aula. Sabem como é; a campaínha toca e os corredores enchem-se de gente que se acotovela, na tentativa de chegar primeiro ao bar e ficar com os melhores bolos, ou de ir à papelaria comprar folhas de ponto (eu, durante o 9º ano, fui um desses atados que tinha sempre folhas de ponto para toda a gente).

Um dia, assim que saio da sala, sou apalpado à força toda por alguém, que eu naquela altura só rezava para que fosse uma rapariga. Olhei para trás, fixei algumas caras, mas como ninguém tinha ar suspeito, não grunhi nem nada. No dia seguinte, no mesmíssimo intervalo, sou apalpado de novo no mesmo sítio. Mas que apalpão aquele! A minha nádega direita levou ali carinho para o resto da vida. Olhei de novo prontamente para trás, comparei com a fotografia mental do dia anterior (sou óptimo nisso), e percebi logo quem tinha sido a rapariga (sim, felizmente era uma rapariga) que tinha dito olá manualmente ao meu fiambre. Não a conhecia pessoalmente, mas desde já assumo que fiquei com pena de não a ter conhecido melhor. Não era nada de se deitar fora (e diga-se de passagem que eu, na altura, não estava em posição de deitar nada fora). Nunca mais me apalpou.

Por acaso não foi a única vez que, naquela escola, passei pela experiência de um acontecimento suceder duas vezes consecutivas com praticamente todos os pormenores repetidos. Infelizmente, da outra vez em que isso me aconteceu, não foi por motivos de apalpanço. Numa aulas de ciências, às 10:30 da manhã, comecei de repente a sangrar do nariz. "Precisas de ir à casa de banho, Pedro?" - perguntou o professor Jaime (acho que era Jaime). "Não, não, isto não é nada" - respondi eu, com grandes gotas de sangue a embater com tanta violência no caderno que até salpicavam as imediações. Os meus colegas ficaram semi-preocupados (semi porque descobri depois, embora ainda hoje não saiba bem porquê, que a maior parte da turma não simpatizava lá muito comigo). No dia seguinte, precisamente à mesma hora, na mesma mesa, etc etc etc etc etc etc etc e tal, começo de novo a sangrar do nariz, como se de um sinal divino se tratasse. Surgiu de novo a mesma pergunta, sendo retorquida da mesma forma pseudo-valentóide. Pronto, não era uma questão de valentia, as casas de banho é que eram nojentas. Já que é para sangrar, que seja dentro da sala de aula. A única diferença foi que, desta vez, os meus colegas, em vez de ficarem preocupados, ficaram amedrontados, como se eu estivesse a ser o veículo de alguma demonstração demoníaca. Era só sangue, pá! Calhou foi em má altura...

Voltando à questão do apalpanço...

Mais tarde, sem conseguir precisar se ainda foi no secundário ou não (talvez, porque vinha com o meu amigo A. a percorrer o mesmo trajecto de volta para casa), passam por nós duas raparigas. Uma delas passa por mim e pim! Mão aberta na borda que até mias (acho que desta vez foi na esquerda).

Nunca mais me apalparam de forma não solicitada. Hoje sei que sofro por isso. Inclusivamente, de vez em quando, pedia às minhas namoradas para me apalparem o rabo numa altura em que eu não estivesse à espera, mas já não era a mesma coisa... O meu rabo era delas por direito, por isso não havia aquela sensação de perigo de "será que ele é um tarado sexual, encara isto como um convite, e me ensina coisas bonitas da vida já aqui?", nem aquela pega firme, de quem sabe que só tem uma hipótese de visualizar de forma táctil o belo do nalguedo, atirando-se logo à tarefa com firmeza e determinação.

Qualquer dia ponho aqui no blog uma foto do meu rabo. Farei então um apelo. Se és gira, reconheceres o meu rabo na rua, e não tiveres medo de sofrer represálias por parte da Avioneta (a quem, embora não seja minha namorada, concedi plenos direitos morais sobre as minhas amolfadinhas musculadas), APALPA-ME, PÁ!

7 comentários:

Jasmim disse...

As voltas que uma pessoa dá para transmitir uma mensagem simples... Tanto latim para dizeres que gostas de ser apalpado!! Ou para a Avioneta ficar a saber que tem oficialmente plenos direitos morais sobre as almofadinhas e tudo mais... Dos episódios que me lembro desse género nos tempos (remotos) da minha infância-adolescência (com 12 anos ainda não se é adolescente, pois não?), o que mais gostava era dos estaladões que dava aos rapazes!

Marta Mendes disse...

bem, depois conta como foi...
:)

NI disse...

Pedro, já sei que ma vais dizer que o "cu não tem a ver com as calças", mas o prometido é devido. E quando falaste do rabo soube que tinha que te dar mais uma receita para fazeres à tua donzela, ou não fosses (pelo facto de seres alto e magro), um verdadeiro D. Quixote (ainda pensei em Sir Lancelot mas o Pensador já é e seria complicado para a Távola Redonda ter dois Lancelotes).

Aqui vai a receita:

Colocas num recipiente de ir ao forno 1Kg de sal (parece muito mas não te assustes), em cima colocas um frango inteiro sem nenhum tempero e colocas no forno. Assim, tal e qual. Quando vires que está tostado viras o frango. Quando esse lado estiver tostado tiras e serves acompanhado com o que quiseres (arroz, salada, batatas fritas, o que entenderes). Queres receita mais fácil que esta. Enquanto o frango assa podes fazer uma das tuas sobremesas.

Vais ver que a tua Dulcineia (se vires a minha resposta ao teu comentário no meu blog entenderás porquê)vai adorar.

O pensador disse...

Pedro,andas assim tão desesperado no "derriére"?

Bem...mas já considero um bom sinal o facto de pedires apenas um apalpanço em vez de pedires um dedo...hehehe...

:-)

angelodias disse...

Quer-me parecer que sentes o teu rabo um bocado sozinho e andas desesperado para lhe pôr algo...e o sangue é um sintoma...sangrar do nariz só se for depois de uma cotovelada...tudo o resto é roto e tudo está interligado.

Pedro M. disse...

Sangrar do nariz, quanto muito, é uma coisa nerd. Não vamos exagerar e dizer que tudo agora tem conotação homossexual.

Quanto ao resto, sinto muito, mas estava literalmente a enaltecer a prática do apalpão por parte da mulher portuguesa, especialmente se eu for o alvo. Lamento desiludir-te, mas nunca terei jeito para mudar de canal com o telecomando enfiado no rabo. Não percas, no entanto, as esperanças; qualquer dia um urso polar ainda me ataca à saída do prédio, arranca-me metade do cérebro à dentada e eu, durante a recuperação, desenvolvo um gostinho especial pela cultura bambi. Quem sabe...

2 gajas super mega ri idiotas disse...

Acho que a Avioneta vai-te apalpar as duas nádegas, uma de cada vez, mas com as biqueiras pontiagudas das suas texanas!

Borboleta Azul