quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Algumas mulheres são mesmo superficiais.

Quando conheci a Rachel Bilson, ela tinha começado a aparecer recentemente na série "The O. C." e, portanto, ainda não era tão famosa como agora. Ela tinha um fetiche qualquer por rapazes mesmo super giros, sendo por isso que a Mischa Barton nos resolveu apresentar. As duas já se conheciam antes da série. Eu e a Mischa tivemos um casito um pouco antes, mesmo no princípio de 2003, mas não tinha passado de uns beijinhos aqui e acolá, embora por vezes um pouco mais intensos que o normal. Se calhar, foi precisamente essa falta de envolvimento emocional que fez que nos conseguimos tornar amigos depois, sem que qualquer sensação de estranheza se intrometesse entre a nossa amizade.

Quando a Mischa me disse que era amiga dela, eu fiquei completamente louco. Louquinho louquinho. Era sem dúvida a rapariga mais gira que eu alguma vez tinha visto; tinha de a conhecer. A Mischa, no princípio, esteve um pouco relutante; apesar de eu ser muito bonito, talvez não conseguisse corresponder aos padrões surreais de beleza sustentados pela Rachel, podendo gerar atritos entre as duas, resultado de sucessivos arranjinhos pouco frutuosos. Insisti até me tornar irritante (o que, para quem me conhece, é um dom que tenho), ao ponto dela não ter outra saída que não fazer-me aquele favor.

Foi muito complicado. A Rachel, quando soube que eu era apenas extremamente atraente, ficou de pé atrás. Felizmente, a Mischa tinha uma carta na manga, que prontamente usou, com plena eficácia. Tudo bem, pode não ser dos quatro homens mais bonitos à face da terra, mas se alguém sabe como deixar uma mulher desvairada de desejo é ele - garantiu a Mischa. Ele é que depois achou que podia arranjar melhor e acabou por não querer mais nada comigo, o que só prova que vocês têm em comum o facto de terem expectativas muito elevadas. Sabes que nestas coisas eu não minto.

Conhecemo-nos e foi tudo muito bonito e sincero nas primeiras semanas. A certa altura, a fama começou-lhe a subir à cabeça. Ela não tinha coragem para acabar a relação, tendo por isso começado apenas a comportar-se de forma insuportável, para ver se era eu que acabava com ela. Os meus amigos tentavam abrir-me os olhos, mas vocês sabem como é. O amor cega, e eu acabava sempre por a defender. Entretanto, ela e o Adam Brody acabaram por se dar bem demais nas filmagens; eu fiz uma cena de ciuminho, e dei a relação por terminada, atitude que acabou por os empurrar ainda mais um para o outro. Mais tarde ela acabou por admitir que estava farta da pressão dos seus pais e amigos para me trocar pelo Adam, simplesmente porque eu nunca conseguiria alimentar aquele tipo de exposição mediática. Ela que esperasse uns anos e ia ver...

Moral da história: sempre que conhecerem actrizes, modelos, cantoras, ou afins, tenham cuidado. Os vossos sentimentos podem sair magoados, e não há médico nenhum que possa curar um desgosto de amor.

PS: Além disso, sempre que pensamos que encontrámos "A" pessoa certa, e que não é possível haver nenhuma rapariga mais perfeitinha, mais inteligente, mais querida e com melhor coração do que aquela, o tempo encarrega-se de nos mostrar o contrário e acabamos por ficar claramente surpreendidos :) Bye bye, Rachel!

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