terça-feira, 13 de novembro de 2007

Ando viciado...

... mas não é em bolacha maria (repararam como deixei, convenientemente, a marca com letrinha minúscula?).

Os dois disquinhos que vos vou mostrar não me saem nem da cabeça nem do gira-cds.


Alter Bridge - Blackbird


Nunca pensei vir a gostar desta banda. O primeiro cd deixou-me morninho, e este parecia ir pelo mesmo caminho, depois de ouvir o single. Abençoado seja Nosso Senhor Jesus Cristo por me ter metido na cabeça que, embora estivesse aflitinho para ir à casa de banho, ia dar uma oportunidade a estes rapazes e ouvir uma musiquita diferente primeiro. O resto é bem melhor que o single (que apesar de tudo não é nada mau).

Isto é rockalhada da boa. Guitarras poderosas, um vocalista que, se arrotar tão bem como canta, não só arrota o abcedário como declama poesia nesse mesmo registo, e uma secção rítmica extremamente sólida, que tinha bastante que ensinar à antiga ponte de Entre-os-Rios. Sinceramente, que poder. É quase como que um apertão bem forte nos testículos, tal é a intensidade com que nos agarra. É raro o álbum que me deixa com uma vontade compulsiva de ouvir uma vez, e outra, e outra, e outra, tudo seguidinho. No fundo, também é raro que me apertem os tomates. Coerente, portanto. Resta dizer que não posso levar este cd para o carro, senão, o mais provável é espetar-me no primeiro pinheiro que encontre, devido à adrenalina que injecta. Se calhar há por aí alguém que até gostava que isso acontecesse.

David Fonseca - Dreams In Colour


Simpatizo com o David desde os tempos dos Silence 4. Aliás, a primeira música que aprendi a tocar na guitarra foi o emblemático "Borrow". Aquele cd foi um dos principais responsáveis pelo meu gosto por música.

Valeu a pena o David ter apostado na carreira a solo (frase cliché; usar a expressão cliché é também em si um grande cliché). Tenho comprado sempre os discos assim que saem, e este não foi excepção.

Talvez não tenha músicas individuais tão brilhantes quanto os dois primeiros mas, no seu todo, parece-me ser o melhor dos três. É um álbum bastante redondinho, cheio de surpresas a cada esquina, e o dvd também não está mau de todo (e com aquele preço, não me venham dizer que está caro). Dá-me vontade de cantar, pular e dançar. Não só me dá vontade como me mete mesmo a fazer estas figuras (embora o dançar nem tanto). Tem sido um fiel companheiro no meu carro. David, fazes umas songuettes bem fixes.

...

O assobio já todos conhecem. Mas o poder, talvez ainda não. Aqui fica.


5 comentários:

Jasmim disse...

Não conheço Blackbird...sorry! Mas gosto do David, esta não conhecia! Agora, Pedro, revelaste mais uma característica tua... masoquista! "Apertão forte nos testículos"??!

Jasmim disse...

Esta...dos Blackbird, portanto! estava só a ouvir e achei estranho ser do David Fonseca!

Pedro M. disse...

A banda chama-se Alter Bridge, o álbum é que se chama Blackbird ;) Como o single do David já é sobejamente conhecido e ainda não há nenhum video para um segundo single, decidi por apenas o dos Alter Bridge. Espero que tenhas gostado, nem seja apenas um bocadinho ;)

Ah, e quanto à zona testicular... Levar com bolas de futebol e gostar, isso sim, é masoquismo! Já levei algumas e não foi das experiências mais enriquecedoras que tive na minha vida. Eu sou mais do amor e menos da dor :P

ladybug disse...

Hmmm.... Alter Bridge sou fã desde o 1º album. E só porque tu aconselhas, vou experimentar ouvir o do David. Logo darei a minha opinião. Beijoca,

Joana

ladybug disse...

O David não me convence :( Mas tinha que ouvir para saber, né?

Beijoca