quinta-feira, 28 de junho de 2007

Amizade

Para os gajos as amigas são: Conjunto de gajas boas e/ou bonitas a quem dirigimos a palavra, sem haver, no entanto, hipótese de lhes mandarmos uma marretada na espinha. É fodido.

Para os gajos os amigos são: Conjunto de pessoal porreiraço com quem podemos ir a bares de strip, beber imperiais, arrotar e dizer caralhadas, sem haver, no entanto, risco de que pensem que somos pouco requintados e não lemos livros com mais de trinta páginas.

Para as gajas os amigos são: Conjunto de 'ninos lindos, fofinhos e queridos, embora insuficientemente estilosos que, a um estalar de dedos, vêm a correr lamber-nos os dedinhos dos pés e fazer todas as vontadinhas a qualquer hora do dia e da noite sem, no entanto, haver necessidade de contacto físico mais profundo.

Para as gajas as amigas são: Conjunto de inimigas mais próximas de nós.


É ler e decorar. Vá, que eu tou aqui é pra ajudar.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Se os meus beijos fossem feitos de açúcar...

...ias sofrer para sempre de diabetes.

terça-feira, 26 de junho de 2007

O meu indivíduo de cor favorito é o...

...Darth Vader. E ainda vem a minha mãe dizer que eu sou racista.

Podem não acreditar, mas eu faço parte daqueles 0,1% de pessoas que nunca, nem em criança, se mascararam. Nas minhas fotos da primária, em que toda a turma saia à rua mascarada de mão dada, dava bem para ver a exclusão social estampada na minha cara, sendo o único miúdo vestido à paisana. Digamos que a criança que era obrigada a dar-me a mão na rua também não era das mais felizes do grupo. Não dá lá muito status andar de mão dada com o único miúdo que não se veste de Zorro, Cowboy, Palhaço ou Pierrot (era esta a ordem da distribuição demográfica das máscaras na minha turma). Surpreendentemente ninguém se vestia de menina, tendo nascido com uma pilinha (nem o reverso). É que hoje em dia é no mínimo caricato ver a quantidade de supostos machões do dia-a-dia, vestidos de gaja a divertirem-se que nem umas Alices no país das maravilhas. "Ah isto é só para me divertir, eu estou absolutamente seguro da minha sexualidade". Vê-se.

Seja como for, depois de uma tarde de introspecção espiritual intensa, cheguei à conclusão de que era possível, um dia destes, eu aproveitar o carnaval como o comum dos #cough#cromos#cough# mortais. Ai esta tosse. Ao menos já não é acompanhada de expectoração.

A única forma de isto se tornar possível seria eu arranjar um fato de Darth Vader, completo com sabre de luz e tudo, igualzinho ao dos filmes. A máscara nem precisava de fazer aquele efeito ofegante de distorção da respiração. Deixava isso a cargo da minha rinite e sinusite crónicas.

Era só uma questão de começar a ver passar as moças, em trajes pouco realistas para um Fevereiro europeu, até sentir a a necessidade de usar a Força. O lado negro da mesma, claro está.


Vuuuuuuuuummm Vuuuuuuum Swooooooouuuuuuuuuuuuush (som do meu sabre de luz a usar o lado negro da força à grande e à francesa).

Must ...rrrrooooooooo... nail ...rrroooooooo... Princess ...rrrrooooooo... Leia.

Querem mais uma musiqueta?

Desta vez vou partilhar convosco uma música que é muito importante para mim. Provavelmente já todos a conhecem, e vão desejar que nunca tivesse sido feita, depois de saberem a razão da sua importância. É que foi por culpa desta mimosura dos Guns N' Roses que eu fiquei apaixonado por música (a paixão por maminhas já foi obra da Escola Secundária #####l ######o #######o, que para vossa informação, não é uma banda). Depois seguiram-se outras coisas que, para quem já ouviu, talvez sejam vergonhosas. Seja como for, o domínio do mundo está para breve (dependendo do vosso conceito de brevidade).

É de salientar que, sem contar com o Slash, guitarrista da banda, é impossível para qualquer outro ser humano estar dentro de uma igreja, sair porta fora, ir parar ao deserto com uma versão miniatura da igreja por trás, tocar guitarra de pernas semi-abertas, e ainda assim parecer extremamente cool.

Para os ouvintes mais "ai não me toques":

Se acham que o vocalista é horrível, pensem assim: era muito pior se fosse o António Calvário a cantar. A songuette, para todos os efeitos (especialmente o final) é uma beleza, por isso apreciem-na e calem-se.

"November Rain"



PS: A partir de agora os comentários vão passar a ser moderados. Quem revelar o nome da escola onde desenvolvi a minha paixão por prateleiras, ou quem ousar dizer que sou feio, leva com a censura na tola. Tenho de proteger a minha identidade; ainda me falta dizer mal de muitas etnias e classes sociais. Vocês percebem, né? Tenho dito.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Ainda sobre as tostas...

Acabei de fazer uma tosta gigante de cachorro divinal. Duas fatias sauropódicas (um beijinho ou um abraço a quem perceber o adjectivo; a mim parece-me bastante simples mas já nem digo nada) de pão caseiro, salsichas, queijo gouda, batatas fritas, ketchup e está a festa feita. Um petisco destas dimensões, para não sujar, não precisa de guardanapos; convém mesmo ter um rolo de papel de cozinha à mão.

Pela enésima vez, sempre que como coisas gordurosas destas, acabo por queimar o céu da boca. Pela primeira vez não me doeu. Simplesmente aprendi a aceitar o facto de que, com comida maravilhosa (embora pouco requintada) deste género, se não queimarmos o céu da boca, é porque o petisco nem valia assim tanto a pena. PizzaHut? Boca queimada. O extremamente quente a mim não me incomoda. A ânsia de meter grandes quantidades de comidinha boa a escaldar na boca de uma só vez não só não incomoda, como é uma necessidade.

De vez em quando sinto um vazio interior. Podia ter-me entregue à bebida. Podia ter ido à missa. Podia ter-me metido na droga. Meti-me na sandocha de salsicha e queijo. Ao menos sei pronunciar correctamente salsicha. Tanto geniozinho que por aí anda, e depois dizem salchicha (sim, é feita de chicha, mas não exageremos), shalchicha ou até saltchitcha. Já ouvi de tudo.

Acho que, pelo menos até agora, a comida foi o assunto mais focado neste blog. Logo, este espaço não é assim tão inútil. Talvez seja até o melhor blog culinário de que há memória (na minha, pelo menos). Além disso é requintado, visto que a música que estou a ouvir agora é ligeiramente romântica.

Se calhar não era má ideia ir dar uma voltinha e apanhar ar fresco. Passar muito tempo sentado à frente do computador não só frita a cabeça como coze os tomates.

domingo, 24 de junho de 2007

Mais frases parvas.

"O coração de um homem conquista-se pelo estômago."

E eu que era capaz de jurar que um homem se conquistava pela possibilidade de nudez. A dona Piedade faz de longe a melhor baba de camelo que eu já provei, e não é por isso que sinto um desejo incontrolável de ir a correr acender-lhe o fogão.

E eu até tenho um bom coração.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Grandes questões da vida moderna

Porque é que as tostas mistas sabem sempre melhor fora de casa?
...

terça-feira, 19 de junho de 2007

O meu A a Z


A - Amanhã. Por muito mal que o dia de hoje nos tenha corrido, sabe sempre bem ir para a cama com a certeza de que amanhã tudo poderá ser diferente. Podemos voltar a respirar com serenidade, e o sol brilhará só para nós. No entanto também pode acabar por correr tudo ainda pior; afinal de contas, os recordes foram feitos para serem batidos.

B - Batatas Fritas. É, sem dúvida, o melhor acompanhamento que existe, sem contar com as de pacote. A minha teoria é a de que se alguma coisa sabe bem, é porque faz bem e devemos comê-la o maior número de vezes possível. Faz sentido.

C - Chevrolet Corvette. Quando tinha 9 anos era um dos meus carros preferidos. Tinha uma versão em miniatura (era da majorette), e um miúdo da escola primário roubou-mo. Nunca mais o vi. Espero que esse indivíduo hoje em dia seja um falhado, que sofra de ejaculação precoce e nunca venha a ter estabilidade financeira. Gostava mesmo daquele carrinho.

D - Dormir. Sozinho, acompanhado, no sofá, num colchão ortopédico, de noite, de tarde, após uma pratada de carne de porco à alentejana, durante a primeira aula da manhã, na assembleia, na igreja, com pijama de flanela, em tronco nu, com três cobertores, só com o lençol, na praia ou no monte... de preferência em silêncio.

E - Elevador. É muito prático quando estamos carregados e moramos no sétimo andar. Também é prático quando não estamos carregados e moramos no segundo andar. Aliás, eu já usei o elevador para descer/subir um só andar, e nem sequer tinha nada nos bolsos. E se houvesse meios andares... No entanto, já me aconteceu abrandar brutalmente o passo quando vi quem eram os vizinhos que tinham acabado de chegar ao prédio. Por outro lado, já acelerei o passo depois de reparar que a vizinha nova ia entrar. O resto é só velhas, há que aproveitar.

F - Forcados. Detesto touradas, logo, detesto forcados. Queria ver se tinham coragem de enfrentar o touro sem lhe terem espetado bandarilhas, e sem lhe terem cortado as pontas dos cornos. Às vezes até é preciso pedir por favor para ele se atirar a vocês. No fundo, é apenas mais uma desculpa para meia dúzia de gajos, vestidos de maricas, terem contacto físico uns com os outros (e com um animal à mistura) em público, eliminando o receio de se ser alvo de chacota.

G - Guitarra. É o melhor instrumento do mundo, tendo em conta que é o que tem maior potencial para engatar gajas (o que não quer dizer que eu me ande a safar à conta disso). Ninguém anda com um piano de cauda a tiracolo. Yo chavala, curte aí o meu oboé.

H - Honda. É a marca do meu primeiro carro e gosto muito dele. Antes que digam alguma coisa, sim, tem faróis de nevoeiro, mas são de origem. Não foi, portanto, infectado com o vírus azeiteiro do tunning, embora eu tenha de admitir que sempre foi um sonho meu ter um Renault Twingo de 96 amarelo, com a tinta esbatida pelo sol, protegido por 20 metros quadrados de saias e abas laterais. Tunning não é crime, é apenas extrema falta de bom gosto.

I - Iscas. Um dos meus maiores terrores de criança era chegar à hora da refeição e perceber que ia ter de comer aquela porcaria. As iscas são o equivalente infantil à pena de prisão perpétua. Uma pessoa já sabe que vão ser horas de choradeira à mesa. É o azar de se nascer numa família em que o rabo não sai da cadeira enquanto o último bocado de isca não tiver ido praticar pesca submarina para os nossos sucos gástricos.

J - Japão. Sou completamente apaixonado pela cultura japonesa, pela língua e pela forma como combinam tradição milenar com avanço tecnológico... Mais do que visitar o país, ficava feliz se tivesse a oportunidade de morar lá durante durante um ano. É um povo aberto em relação a todas as coisas boas que vêm de fora, mas com uma capacidade incrível para as adaptar à sua própria natureza. As mulheres asiáticas no geral não me seduzem, mas as japonesas...

L - Leite com Chocolate. No fundo é a única forma que a indústria alimentar tem de nos dar mimos. Como pode um dia acabar bem sem um copinho de leitinho achocolatado quentinho?

M - Mousse de Chocolate. Desde que me lembro de ser gente que este é o meu doce preferido. Seja caseira ou de pacote, marcha tudo. Apetece-me dar um estalo a cada pessoa que diz "ai não, é muito doce". Não, havia de ser azedo. Azedinho é que é bom. Direi mais: a mousse quer-se mesmo é enjoativa e espessa, daquelas que não conseguimos parar de comer, apesar de termos consciência que amanhã vamos passar mais tempo na casa de banho do que na sala, a ver o telejornal, a telenovela e as televendas juntas. O melhor mesmo é arranjar uma televisão pequenita para por ao lado do suporte das toalhas de rosto.

N - Natal. Quando era miúdo gostava muito do Natal. Provavelmente nenhuma criança lê este blog e, com toda a sinceridade, assim é que está correcto. Se vocês, pais, deixam os vossos filhos ler estas porcarias, então mais vale ligarem para a TV Cabo e pedirem que os canais pornográficos sejam descodificados. Suspeito que lhes fará menos mal. Pelo menos já não entortam a vista. Caso algum miúdo esteja a meter o nariz onde não é chamado, nomeadamente neste blog, fica aqui a novidade. O Pai Natal não existe. Quem põe os presentes debaixo da árvore são os teus pais, ó idiota. Váaaaa, andor... Por outro lado, qualquer criança que saiba ler e tenha conseguido chegar até esta letra, deve estar farta de saber isto... Nunca precisei de acreditar no Pai Natal para gostar de receber presentes.

O - Oreos. São as minhas bolachas preferidas. Chega?

P - Ping Pong. Sabiam que esta modalidade é a mais rápida de todos os desportos com bola? É também umas das mais técnicas de sempre. Esqueçam o ping pong que todos dizem ter praticado quando eram mais novos. Para se jogar ao mais alto nível, é necessário saber como aplicar vários tipos de spin na bola, bem como devolver as jogadas mais diabólicas dos adversários. Deste modo, torna-se um desporto extremamente gratificante, mesmo quando se perde. Comecei a jogar ping pong há uns meses e agora estou completamente viciado. Se tudo correr bem, irei representar Portugal nos Jogos Olímpicos de 2012 em Londres.

Q - Queijo. Desde sempre que é um dos meus alimentos de eleição. Gostava tanto de queijo que em pequenino pedia sempre "queijo no pão e queijo na mão". Já que se trata de um assunto tão interessante, porque não partilhar convosco as minhas variedades preferidas? Elas são, sem ordem específica, o Flamengo, Gouda, Queijo da Serra e queijo fundido. Peço desculpa se me estiver a esquecer de algum queijo. O Roquefort não, foi intencional (que nojo).

R - Raparigas. A minha ordem de preferência é a seguinte: uma portuguesa, várias italianas, carrinhas cheias de escandinavas, algumas romenas e para terminar, as espanholas que estiverem mais bem lavadas e depiladas na altura. Raparigas mas alto lá, maiores de idade, que isto é um blog sério. Só não usei o "M" para mulheres porque pronto... quem vai desperdiçar a letra "M" com mulheres e perder assim uma oportunidade de falar em mousse de chocolate?

S - Salsichas (tipo Frankfurt). Recuso-me a comer enchidos e seus semelhantes, mas abro uma excepção para as salsichas. Mais uma vez guio-me pela regra do "se sabe bem, é porque faz bem". Aberta uma lata, tenho de comer pelo menos quatro e os outros que se lixem. Além do mais, é um alimento seguríssimo do ponto de vista microbiológico (a menos que abram a lata, a deixem a um canto da dispensa e voltem lá passados quatro dias à espera de petisco). Um pequeno conselho: ainda que sejam óptimas com arroz, ovo e queijo ralado, não façam salsichas para o primeiro jantar com os pais da vossa namorada. A menos que sejam etíopes, são capazes de ficar a achar que vocês não são um bom partido.

T - Ténis de Mesa. Sabiam que esta modalidade é a mais rápida de todos os desportos com bola? É também umas das mais técnicas de sempre. Esqueçam o ténis de mesa que todos dizem ter praticado quando eram mais novos. Para se jogar ao mais alto nível, é necessário saber como aplicar vários tipos de spin na bola, bem como devolver as jogadas mais diabólicas dos adversários. Deste modo, torna-se um desporto extremamente gratificante, mesmo quando se perde. Comecei a jogar ténis de mesa há uns meses e agora estou completamente viciado. Se tudo correr bem, irei representar Portugal nos Jogos Olímpicos de 2012 em Londres.

U - Ultrapassagens. Gosto de ir na estrada e ultrapassar qualquer carro que me apareça pela frente, desde que haja boa visibilidade e não seja preciso andar a velocidades excessivas. Segurança acima de tudo. Pronto, sou um menino.

V - Varejeiras. "Todas as criaturas são filhas de Deus." Ya. Essas coisas nojentas também? Mas alguma vez um ser de tamanha superioridade, caso existisse, ia dedicar precioso tempo da sua eternidade para a criação de coisas que só se sentem bem é a descansar no meio do cocó? Acho que isto já chega para deixar os cristãos a pensar. Se há dogma que não tem defesa possível, é este.

X - Xadrez. Acho que neste tipo de listas é a única coisa que as pessoas acabam por escrever. Também não admira: é que só há mais duas alternativas, xaile e xarope. Ora xaile não porque não sou nem uma velha nem sou fadista; xarope não porque não tenho tosse. Ao menos no xadrez sei como é que as peças se movimentam.

Z - Zarabatana. Para os mais distraídos (para não dizer outra coisa), uma zarabatana é um longo tubo pelo qual são sopradas setas pequenas ou dardos. Era uma arma primitiva usada por indígenas para caçar animais. É claro que durante a minha infância também servia para nos caçarmos uns aos outros. Pegávamos em todas as TV Guia antigas que conseguíssemos encontrar e enrolávamos as folhas de modo a fazer cones pequeninos e aguçados. Tal como no paintball, sabia-se sempre quando alguém tinha sido atingido. Não deixava marca de tinta, mas ouvia-se quase sempre um "Ai porra, que já fui". Aquilo ainda doía. Aliás, era bem melhor do que paintball. Jogávamos na aldeia, e portanto tínhamos espaço e estruturas para fazer verdadeiros fortes. Admiro-me agora é como é que aquilo nunca atingiu um olho a ninguém. Na altura não pensava nisso, até porque usava óculos e não andava propriamente preocupado em não acertar na cara dos outros.

...

E pronto, neste momento são estas as coisas de que me consigo lembrar. Obrigado por terem gostado de ler. Estou aqui é para agradar. Já agora, tenho a certeza de que as vossas listas também são muito interessantes (embora não tanto como a minha). Por isso, estejam à vontade para as partilhar, utilizando o espaço para comentários.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

O melhor do mundo NÃO são as crianças

Assim de repente vêm-me à cabeça uma data de coisas que são bem melhores e mais fáceis de manter, na maioria dos casos.

- Omolete com salsichas e batatas fritas. Este é um "no brainer". Bem feito, é o melhor prato do mundo (ai de quem disser o contrário).

- Pizza. PizzaHut é mesmo mnham mnham. Deve-se alternar com a omolete, porque há que promover uma alimentação variada.

- Ter um Porsche Carrera GT. Quase toda a gente pode ter filhos, mas poucas pessoas no mundo têm o prazer de conduzir uma obra de arte destas.

Fulano - Vou ser pai! E como o melhor do mundo são as crianças, vai ser pela quarta vez!

Beltrano - Acabei de comprar um Porsche Carrera GT! O Ferrari 360 Modena e o Range Rover Sport Supercharged estavam a sentir-se sozinhos.
(na pele de quem gostavam de estar? pois, me too)


- Doces conventuais. Oh... my... god. This... is... so... fuckin'... good!!! Diabetes, aqui vou eu!

- Tomar banho passado dois meses perdido no deserto sem ver água. É cá uma sensação de frescura...

- Beber uma Fanta de Ananás geladinha depois de dois meses no deserto sem ver água (sou um camelo), mesmo que a seguir alguém da nossa família, apesar de termos estado desaparecidos, nos venha dizer "olha que isso faz mal à garganta".

- Ouvir música. Bate aos pontos ouvir "Papá papá, quero uma Barbie" ou "Papá papá, quantos milissegundos faltam para chegarmos?". Comparativamente com alguns cds que tenho, "Papá papá, és o melhor pai do mundo" não me comove tanto. Ainda se fosse "Papá papá, ouvi a vizinha de baixo, aquela com quem metade da rua sonha em ter um caso, dizer que se te volta a apanhar no prédio em tronco nú, o elevador vai fazer muitas visitas consecutivas ao sótão"...

...

Vamos lá ver uma coisa. Pratica-se exponencialmente mais "o amor" com vista ao prazer carnal do que propriamente para procriar. Desse ponto de vista, não faria mais sentido a frase "O melhor do mundo são os contraceptivos"?

Há frases pouco parvas, há.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Há coisas que não têm explicação.

Mas porque é que, dos rapazes/homens que eu conheço e/ou vejo por aí, aqueles que têm as melhores namoradas são precisamente os que se peidam, arrotam, e/ou dizem mais asneiras? Eu pensava que para atrair uma mulher, alguns dos requisitos mínimos eram precisamente não largar gases, não ser alarve a comer, e não completar metade das frases com "caralho". Sabem que mais? Eu estava errado! O pior de tudo é que, quando eu digo "as melhores", estou a incluir a boa educação, simpatia e uma certa dose de queridice.

Há uns dias um amigo meu arrotou à frente da namorada. Como eu tinha uma certa confiança perguntei-lhe se eu tinha sido a única pessoa ali a ter reparado naquele rugido da savana. Ela, com o seu ar querido e bem educado, encolheu os ombros e disse que já estava habituada.

Estes amigos de quem falo de labregos não têm nada. É uma nova geração de tipos a quem foi dada educação e, se necessário, se sabem comportar tão bem ou melhor que eu. Por isso, só posso concluir uma coisa. Portam-se bem durante uns tempos e depois partem para o ataque. Descobriram que elas não passam sem uma certa dose de javardice. No fundo, ao não me armar em gebo de vez em quando, estou a abdicar de uma possível relação duradoura com um exemplar delicioso do sexo feminino. Imaginem a quantidade de noites de sexo tonto que eu já perdi só porque escolho não coçar os testículos à frente delas. Tanto esforço inútil a aprender a arrotar de forma discreta para nada. Francamente.

Eu sempre pensei que uma namorada fosse mais difícil de manter do que de conquistar (embora ultimamente, nem manter, nem conquistar, nem uma safada troca de olhares marotos). Pelos vistos estou completamente enganado. Andei-me a esforçar demasiado, a ser querido e atencioso, e isso nunca resulta. Criei nas mulheres expectativas demasiado elevadas ao longo destes anos, sendo que eu sou um gajo absolutamente normal. Sei agora, sem sombra de dúvida, que manter uma relação é extremamente mais fácil do que de começar. Um arrotinho, uma flatulência, ou um foda-se-zinho bem metido, nunca fizeram mal a ninguém.

- Espera aí... Eu considero-me uma pessoa bem educada, culta e com bom sentido de humor, e a minha namorada é a mais bela do mundo!

- Epá, olha lá melhor. Desfoca os olhos durante 20 segundos e volta a focar.

- Caramba!

- Pois.

De agora em diante vou começar a contrariar os meus instintos. Vou passar a fazer o contrário do que a minha consciência me manda. Pode ser que comece a ter mais sorte. BLUUUUURP! Porra quésta merda bateu-me forte. Agora só falta encontrar uma rapariga querida, gira e simpática.

Xiiiiiiiiiiiiiiii, olha pás mamas daquela! Cum c...!!!

terça-feira, 12 de junho de 2007

Só para computer geeks

13:37. É hora Coca Cola Leet.

domingo, 10 de junho de 2007

Nem tudo é parvoíce

Mais um dia, mais uma batalha contra a inutilidade. Desta vez a premissa é apurar o vosso gosto musical. Aqui fica o tema principal do filme "Merry Christmas, Mr. Lawrence", composto (e neste video é o próprio ao piano) por Ryuichi Sakamoto.



Para aqueles que pensam que estou a ficar molinho, só tenho uma coisa a dizer. Quem não gosta desta música, independentemente das suas preferências, é porque cheira mal dos pés. Só pode.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Cultura é formosura

Gostava de dar uma dimensão cultural ao meu blog. Há uns dias disseram-me que o "É Inútil Resistir", de facto, cumpria o objectivo a que se propunha, o de ser verdadeiramente inútil. No entanto, tendo em conta que já me afeiçoei bastante a este espaço de partilha de ideias e sentimentos, senti que tinha de fazer alguma coisa para mudar a opinião do meu amigo.

Acho que acertei, é mesmo isto. Decidi começar a fazer críticas a bons filmes, bons livros, bons discos, enfim, a toda a boa arte, independentemente do tipo de suporte. Será uma iniciativa esporádica; não tenho pretensões de roubar a fama e o glamour que abunda no fascinante meio da crítica artística nacional e seus intervenientes. Seja como for, é uma óptima oportunidade para vós, leitores, imersos nas vossas vidas ocupadas, de conhecerem obras que escaparam ao mediatismo sensacionalista, e que de outra forma, poderiam não chegar a conhecer.

O livro que escolhi para o dia de hoje intitula-se "Oh João! Foste tu, porcalhão?". O seu autor, David Roberts, era até agora um nome desconhecido para mim. No entanto, e como vão perceber pela minha crítica, estamos perante um verdadeiro Dan Brown da literatura infanto-juvenil, pelo que estou ansioso para ler tudo aquilo este senhor editou até agora. Seria uma alegria comprovar que é este o seu habitual nível de escrita. A versão que vos apresento é a portuguesa. Se alguém me puder fornecer um exemplar da versão original, e se forem do sexo feminino (e giras), sou capaz até de vos pagar o almoço e um gelado.



Esta magnífica obra conta a história de João, um menino que gosta de dar puns. Embora não pareça, este livro é dedicado a todas as pessoas do mundo, facto comprovado pelo seguinte prefácio:

"Este livro é dedicado a todos aqueles que já alguma vez se riram das suas próprias porcarias."

Sim, é um livro para crianças sobre flatulência... Sim, comprei um livro para crianças que fala de bufas. Foram, sem dúvida, os 6 euros e picos mais bem gastos em toda a minha vida. Não percebi foi a reacção, ligeiramente gozona, da menina que me atendeu, após me ter perguntado "É para oferecer? Quer que embrulhe?" e eu ter respondido "Obrigado, mas não é necessário, é mesmo para mim".

Era impossível um livro para meninos sobre gases ter ilustrações tão ricas quanto estas:


Para terem uma ideia da grandeza literária deste belo amigo (quem nunca cantou "Um livro é um amigo / Que devemos preservar " após ler um exemplar fascinante?), vou citar uma passagem:

"No café, o João deu uma bufa mesmo mal cheirosa. Era pior que um ovo podre!"

No meu livro de português da primária, o saudoso "Papa-Léguas", não se aprendia tão bom português.

Fico sem palavras para descrever tão belas interjeições:

Pum! Bfffff! Ptumptumtum!

Peço que não fiquem já com má imagem do Joãozinho, visto não ser a única personagem que dá largas à sua imaginação (e ao esfíncter) neste maravilhoso livro. Aliás, qual é a pessoa que nunca soltou um sonoro traque? Muitos de vós até o fazem em público, e com redobrado orgulho!

Recomendo este clássico a qualquer pessoa que goste de ler bons livros, especialmente livros que custem menos de 7 euros, direccionados para a pequenada, e que abordem o tema da flatulência. Aliás, nas últimas páginas há inclusive algo a aprender. Na minha opinião, o livro apenas não leva a nota máxima porque ainda haveria muito mais a falar sobre a arte de dar puns. E que regozijo, se fosse sempre com esta qualidade!

Nota Final: 4,5/5

terça-feira, 5 de junho de 2007

Novo hobby - Coleccionismo

Tenho um pedido para vos fazer. Comecei recentemente a fazer colecção de moedas e notas. Se alguém tiver notas de 500, 200, 100, 50 e 20 euros, e moedas de 1 e 2 euros, que diga qualquer coisa. Se não precisarem delas aceito todas as que me quiserem dar. São as que me faltam para acabar a caderneta.

Ah, já agora, caso queiram para a troca, tenho algumas notas de 10 e 5 euros repetidas. Também tenho várias moedas de 1, 2, 5, 10, 20 e 50 cêntimos.

Desde já o meu muito obrigado.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Isto é só um desabafo, porque até os há bem simpáticos

Aqueles palhaços, todos vestidinhos de preto, davam uma bela equipa de arbitragem. Tenho quatro drógádos na minha rua. Um é o árbitro principal. O jovem corre para um lado, corre para o outro, assobia, marca faltas às pessoas quando o carro não fica arrumado um milímetro mais para a esquerda ou para a direita... Enfim. Cheira-me é que o quarto árbitro da minha rua, quando desaparece misteriosamente todos os dias à mesma hora, não lhes vem trazer uma garrafinha de bebida energética e um pacotinho de M&M's para equilibrar o nível de açúcar no sangue. Será que devo chamar a PSP? É melhor não, aquilo a dividir por 4 já não chega para mais que um dia, quanto mais a dividir por 5 ou 6. Além disso aquilo são pessoas com um dom para fazer novas amizades.

Dantes, quando a polícia aparecia (sinto-me esquisito a dizer bófia), fugiam dela como o Diabo da sopa de peixe sem peixe que se come cá em casa. Depois começaram a mudar apenas de lado da rua. Agora já falam e trocam gracejos com os senhores agentes. Um dia destes até me pareceu ter visto uma troca de olhares com alguma dose sensualidade entre dois deles. Deixa-me cá mas é ficar quietinho.

Voltando ao arrumador-mor, ou DrugaDux (que belo trocadilho universitário que só 7 ou 8 pessoas vão perceber), como lhe gosto de chamar: é inútil discutir com aquela besta. Eu não sei que tipo de droga é que aquele drógádo toma, que mesmo que só caiba ali uma mota, tem sempre de gritar "Ó CHEFE, META MAIS PRÓ LADO! MAIS PRÓ LADO C@R@LHO! ENTÃO NÃO TÁ A VER QUE CABEM AÍ TRÊS?"

Cabem aí três, cabem. Cabem três bardafos bem medidos nessa fuça, ó drógadito de merdum. O que é que é feito do código de honra dos drógádos, que estes anormais até com mulheres e velhotes gritam? Ficam práli a insultar, a insultar, às vezes até asneiras que eu não conheço (ok, é verdade que conheço poucas, e provavelmente vou tentar usá-las todas até ao fim deste desabafo). Era bem feito que toda a gente que estivesse ali na fila para a segurança social ou para o centro de saúde começasse a gritar "Ó PALHAÇO, A TUA MÃE GOSTAVA TANTO DE TI QUE QUANDO ESTAVA GRÁVIDA BEBIA UM GARRAFÃO DE TINTO A TODAS AS REFEIÇÕES ENQUANTO JOGAVA À BISCA DOS NOVE CA TUA TIA!".

O tal que é o principal é um tipo muito ecléctico. O gajo assobia afinadinho comó caraças (embora não deixe de ser irritante). Sabe muitas músicas. O pior é quando ele as canta. Anda tanta gente por aí a causar acidentes e a andar fora de mão e não há ninguém que o atropele...

- ESTA VIDA DE MARINHEIRO, ESTÁ A DAR CABO DE MIM, ROPAROPAROPAROPAROPAROPOPO! HEI!

Amiguinho, não sou médico, mas esse nevoeiro todo não me parece que seja da maresia. É capaz de ser é da droga. Já agora, se algum membro dos Sitiados, banda que "compôs" este belo hino, me está a ler, fica aqui o meu conselho. Larga tu também a droga, pá. Mas que musiquinha mais azeiteira! Eu nem com um quilo de haxixe preso a cada uma das orelhas era capaz de fazer pior! Por favor, não gravem mais nada. Aquele drogadote ainda é capaz de aprender mais uma das vossas musiquetas e depois quem tem de mudar de casa sou eu.

Pode ser que com sorte me mude para um bairro com drógádos surdos mudos (ai perdão, arrumadores, que se não formos politicamente correctos rogam-nos logo uma praga).