sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Desafio númbaro 2 e Prémio Númbaro 1

A Tulicreme propôs-me (com extrema doçura, tendo em conta ter-me escolhido) mais um desafio, ao qual, mesmo andando com a cabeça frita (que nem um camarão tigre, mas menos picante), não vou fugir.

A ideia é: 1. Pegar no livro mais próximo 2. Abri-lo na página 161 3. Procurar a 5ª frase completa 4. Colocar a frase no blog 5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro (usar o mais próximo) 6. Passar o desafio a cinco pessoas

Provavelmente vou-vos decepcionar. Não ando a ler a revista Gina; não só a revista não tem 161 páginas como é impossível de encontrar 5 frases noutro sítio que não o editorial (isto segundo me disseram, como até é inútil salientar).

Livro mais próximo: Queimada Viva
Autora: Souad, com colaboração de Marie-Thérèse Cuny
5ª frase completa da página 161: "Também teria preferido que ela me fizesse perguntas, que falasse comigo, que fossem quatro olhos a olharem-se."
Passar o desafio a 5 pessoas: Mais uma vez vou alegar motivos de desconhecimento de blogs que não tenham sido nomeados e de que eu goste. No entanto, desta vez vou nomear o blog de uma amiga. As outras quatro posições, mais uma vez ficam em aberto para as quatro primeiras pessoas que demonstrarem interesse em cumprir este desafio, sendo que mais tarde porei aqui os seus links. A desafiada é a Joon.

...

É oficial. Este meu (e vosso) blog acabou de ser alvo de uma enorme honra, ao ser distinguido com o "Shmooze Award". Não sabem o que é? Sua cambada de ignorantes! Quem me atribuiu este prémio não foi nenhum político da nossa praça, mas sim a Miúda Stressada. Muito melhor! Vou aproveitar e copiar aqui o texto que descreve o prémio, directamente do site dela.

O prémio foi criado pelo Mike do Ordinary Folk. Este prémio é uma tentativa de reunir os blogs que são adeptos aos relacionamentos “inter-blogs” fazendo um esforço para ser parte de uma conversação e não apenas de um monólogo. Antes das regras, vale aqui uma definição de SCHMOOZE, vocês não vão encontrar facilmente o termo em algum dicionário convencional.

Regras:
1. Se, e somente SE, você receber o “Thinking Blogger Award” ou “The Power of Schmooze Award”, escreva um post indicando 5 (cinco) blogs que tem esse perfil “schmoozed” ou que tenha te “acolhido” nesta filosofia 2. Acrescente um link para o post que te indicou e um para o post do Mike, para que as pessoas possam identificar a origem deste nome. 3. Opcional: Exiba orgulhosamente o “Thinking Blogger Award” ou o “The Power of Schmooze Award” com um link para este post que você escreveu.»

Lá está a chatice de ter de nomear pessoas, estilo "se não enviares isto a 434 pessoas, nunca mais receberás beijinhos na barriga até ao fim dos teus dias". Vou apenas nomear uma pessoa, a Joon (de novo), porque foi a primeira pessoa que me incluiu na sua lista de links (a propósito, já era tempo de eu pensar na minha), integrando-se verdadeiramente no espírito Shmooze da coisa. Thank you very nice!

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Porque é que...

...eu havia de te tentar esquecer, se só tu me fazes sorrir até a cara me ficar a doer?

domingo, 26 de agosto de 2007

Marisol, Marisol... minha tenra Marisol

Um bitoque é constituído por bife de vaca ou de porco, arroz branco, batatas fritas em palitos, ovo estrelado montadinho em cima da xixa, e salada. Tão simples quanto isso. Já um "bife à Marisol" (em homenagem ao nome do restaurante), é constituído por bife de vaca ou de porco, arroz branco, batatas fritas em palitos, ovo estrelado montadinho em cima da xixa, e salada. Tão simples quanto isso.

Inicialmente tinha pensado numa dose de costoletas no churrasco. Depois comecei a ver que várias pessoas estavam a pedir o tal bife à Marisol e, como ainda ia a tempo, decidi mudar o meu pedido. Gosto muito de um bom bife, e os bifes da casa suscitam sempre uma particular curiosidade. Como será a apresentação? Que tipo de molho terá? Introduzirá alguma inovação?

Neste caso não. Um bife à Marisol é apenas um bitoque abaixo da média. Se calhar é por isso que leva a designação "à Marisol". Provavelmente a senhora chama-se Marisol, tentou durante anos atingir a qualidade do bitoque médio português, e não conseguiu. Olha, paciência, fica à Marisol - pensou a senhora. Eu até vou mais longe e proponho que o restaurante se passe a chamar Marisola, em homenagem à consistência do naco de carne. Para além do mais, matam-se dois coelhos de uma cajadada só, visto que o restaurante tem uma grande tradição de sapateira e outros mariscos.

Resumindo: a menos que sejam meninos provenientes da Etiópia e/ou não haja grande escolha em termos de pratos, não peçam o bife à Marisol. Peçam antes o bacalhau com natas, que esse já não deve ser a Marisol a preparar, tendo em conta que dizem que até é saboroso. Mas nem tudo é mau no restaurante Marisol. É que eles lá fazem uma 7up que é uma maravilha. Fresquinha como nunca vi.


PS: Se forem para a terceira fileira de mesas, não se sentem na terceira cadeira virada para a porta a contar da parede. Por um lado, o pilar bloqueia a visão para a televisão. Por outro, as pernas da cadeira abanam imenso. O ideal é estarmos sempre na posição do que se ri daquele que cai quando a cadeira se parte, e não ao contrário.

sábado, 25 de agosto de 2007

Será assim tão incoerente?

Sou um engenheiro que tarde descobriu não ter assim tanta vocação para ser engenheiro. Apesar de tudo, tenho grandes capacidades para ser engenheiro, embora tenha ainda maiores capacidades para ser não-engenheiro. Aliás, neste momento preciso de ser engenheiro, para um dia poder deixar de ser engenheiro.

No fundo, nunca se deixa de se ser engenheiro, especialmente depois de ter reunido todo o engenho necessário para resolver este complexo processo de engenharia.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Curtas númbaro 2

Fielmente baseado numa história verídica:

Ia eu a passear na rua, como faço de vez em quando, e dou de caras com o pé de um amigo meu, o Godzilla. Olhei para cima e falei com ele.

Pedro - Há quanto tempo não te via, rapaz. Então e novidades?

Godzilla - É verdade. Já lá vão uns anos. Olha, consegui finalmente ingressar no ensino superior.

Pedro - Epá boa, parabéns! Entraste para onde?

Godzilla - Vou para a Universidade Católica tirar Digestão de Empresas.


PS: Desculpem lá, mas esta vale ouro. Com um bocado de verdete, é certo, mas ainda assim ouro do bom. E tem a particularidade de, por incrível que pareça (há que realçar), ter acontecido mesmo.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

O estado em que a minha cabeça está...

Imaginem que hoje sonhei que estava a ver televisão, mais propriamente o Herman Sic, e que dois deficientes mentais, auto-apelidados de professores, tentavam hipnotizar toda a plateia, em primeiro lugar e, em segundo plano, toda a população portuguesa que estivesse a assistir em suas casas.

Eu já devia ter adivinhado que ia começar a ter pesadelos destes, depois de ter sonhado que a Ana Malhoa, mesmo depois de entrar na sua fase pornográfica (ai perdão, na fase "sou uma mulher, tenho orgulho nisso e quero mostrá-lo a todo o país, se possível no conforto da minha casa de banho") e de quebrar todos os limites de qualidade da sua música (para baixo), conseguiu ainda assim ter tempo de antena em horário nobre (os programas da tarde não contam, porque servem apenas para as bulímicas conseguirem provocar o vómito).

Qualquer dia ainda sonho que a Linda Reis esteve nesse mesmo programa, a fazer strip tease ao som de kuduru. Nesse caso, pedirei ajuda a um psicólogo, porque é exagero a mais do meu cérebro, ainda que inconscientemente, esboçar a possibilidade de existirem cenários tão absurdos na televisão portuguesa, ainda para mais, pasme-se, em programas do Hérman transmitidos pela Sic. O meu único consolo é o de que a população portuguesa nunca iria aceitar coisas destas, nem acordada, nem hipnotizada, nem em sonhos.

Curtas númbaro 1

Sabem que procedimento se deve tomar de modo a tentar conseguir um cargo numa empresa que engarrafe água mineral?

Envia-se um Curriculum Vitalis.

PS: É o desespero. Quando se pensava ser impossível ver o "É Inútil Resistir" a descer mais um degrau, ali vai ele em ponto morto por aí abaixo. O que inspira mais medo é o facto do título deixar antever muitas mais curtas destas. Pelo menos não me podem acusar desta ser seca...

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Desafio numbaro 1

A Pão com Tulicreme decidiu que eu era suficientemente digno para responder a este desafio, e é com todo o gosto que passo a responder ao que me foi proposto. Ao princípio pensei que fosse um duelo de esgrima ao pôr do sol, o que vinha mesmo a calhar, para desenferrujar os meus conhecimentos deste maravilhoso desporto, mas não. Segue-se então o dito cujo:

Cada pessoa escreve sete factos casuais sobre a sua vida. Depois passa o desafio a outras sete, deixando um comentário no seu blogue para que essa pessoa saiba que foi desafiada.Respostas:

1. Estou constantemente a olhar para o telemóvel, para poder conseguir dar resposta a todas as mensagens enviadas pelas minhas admiradoras. De vez em quando acontece eu estar a praticar desporto e fazer pausas regulares, não para beber água, mas para dar um toque na tecla, acender o visor, e tirar todas as teimas em relação a quem é que me anda a querer.

2. Se estou a ouvir música, a minha vida pára. Não consigo fazer nada ao mesmo tempo. Infelizmente para vocês e felizmente para mim, as únicas excepções são a respiração e circulação sanguínea.

3. Beijo razoavelmente bem.

4. Ponho sempre o despertador do telemóvel para trinta minutos antes da hora limite a que tenho de acordar. Preciso do primeiro toque para ter a consciência de que há grandes probabilidades de que um dia novo esteja a começar, e pelas piores razões (normalmente obrigações e não prazeres). Preciso do segundo toque para me mentalizar de que não vou ter um ataque cardíaco nos próximos 20 minutos e que, portanto, terei mesmo de me levantar da cama. Preciso do terceiro toque para me lembrar de que ainda tenho mais 10 gloriosos minutos para dormir e que, por isso, a minha vida podia ser pior se não os tivesse. Por fim, preciso do quarto toque para dizer "que merda" e ter realmente de me levantar.

5. Não tenho muito jeito para dizer não. É, para mim, o ditongo mais difícil de pronunciar da língua portuguesa, e normalmente ou sai um "nein" ou um "tenho fortes dúvidas no que diz respeito à probabilidade disso acontecer".

6. Nunca na vida serei capaz de ter uma relação, seja casual ou séria, com uma mulher que não tenha mãos bonitas. Dou-lhes muito valor. Juro que isto não é um subterfúgio para esconder o facto de que também gosto de mamas e cús perfeitinhos e bem esculpidos. É claro que gosto! Mas as mãos de uma mulher fascinam-me, não o escondo.

7. Sou um bocado possessivo com as pessoas a quem chamo de amigos, mas em troca estou disposto a dar-lhes até um rim, se for preciso.

- Pedro, se és meu amigo, atira-te daquela ponte ao pé cochinho enquanto gritas "eu admito que, apesar do meu gosto musical extremamente elitista, gosto bastante das novas músicas em português dos EZ Special".

E lá vou eu, sem pestanejar...

...


Esta seria a parte em que eu nomearia mais 7 pessoas para responderem a este desafio. No entanto, grande parte das pessoas que eu iria nomear já foram escolhidas. Além disso, teria um enorme pudor em ir chatear pessoas de blogs que não conheço e não leio para o fazerem (mas Pãozinho com Tulicreme, fiquei muito contente por me teres escolhido, e nada aborrecido). Em vez disso, pensei no seguinte:

As primeiras 7 pessoas que, tendo um blog, manifestarem desejo de responder ao desafio, deverão deixar-me uma mensagem. Comprometo-me depois a colocar aqui o link para os vossos blogs, para que todos os que me lêem possam também ver o resultado das vossas buscas interiores por factos casuais.

Safei-me airosamente desta, não acham?



terça-feira, 14 de agosto de 2007

Férias

Tenho tentado ir à praia estes dias, bem como fazer outras actividades fantásticas ao ar livre, nomeadamente jogar ténis. Aqueles que me conhecem sabem que este ano comecei a jogar ténis de mesa, tendo ficado viciado. No entanto, ténis propriamente dito, daquele viril, já jogo desde os dez anos de idade, tendo vindo agora a tentar retomar uma prática regular. Já o badminton, para mim, está para os desportos de raquete como os caracóis para a culinária. Nunca experimentei, mas espero nunca vir a ser obrigado a experimentar. Relativamente aos caracois, acho-os nojentos, já o badminton é aquele tipo de desporto que nem chega a ser gay, é nitidamente rabichola.

Resumidamente, é por tudo isto que, e devido a uma vida social que corre a um ritmo estonteante, mudanças de look, e várias propostas de namoro (de mim para elas), não tenho tido muito tempo para escrever no melhor blog de língua portuguesa. Nem neste.

Acabei agora de almoçar, e preparo-me para encontrar alguém para ir à praia comigo, como nos outros dias.

Deparo-me com a seguinte problemática:

1. Ir à praia sozinho com um rapaz está fora de questão, a menos que seja um sobrinho (de preferência entre os 4 e os 7 anos de idade; batem aos pontos os cachorrinhos, no que diz respeito a chamar a atenção das raparigas giras de bikini). De resto, ir à praia sozinho com outro rapaz, nem que seja o Homem-Aranha, é uma coisa muito pouco máscula. A partir de dois a coisa lá disfarça um bocado (mas cuidado, porque levando mais de três amigos já se corre o risco de passar para o "rebarbated side of the force group look". Além disso, falar com amigos (rapazes) na praia nunca se deve ser feito nas toalhas. Por alguma razão se inventaram os campos de vólei e de futebol de praia.

2. O ponto 1 poderia pressupor que o complemento ideal para a virilidade de um gajo seria ir à praia com 7 amigas. Cuidado! Se forem vistos com quatro ou mais raparigas, por muito avionetas que sejam, correm o risco de serem confundidos com outro elemento do clube delas. Do clube, não em termos de equipamento, mas em termos de estratégia de marcação à zona. À mesma zona. Eu aconselho o número dois e três, a menos que a única que consigam convencer a ir convosco à praia seja mesmo uma daquelas que queriam convencer logo à partida. Nesse caso, não há nada que bata uma troca de olhares mais intimista... e a possibilidade do bikini saltar ao nosso lado no banho, depois de um mergulho mais no estilo de arma de destruição maciça.

Um conselho: se forem à praia com raparigas, nunca ponham o protector solar em casa (ai se certas pessoas lêem isto... eu juro que não tive mesmo tempo daquela vez!). Para além disso, levem uma toalha enorme, com espaço para 1,5 pessoas; nunca se sabe que acidentes envolvendo água do mar e toalhas de praia alheias podem acontecer em dias de calor.

...

A propósito de férias: acabei de comer uma omelete (dantes dizia omolete, mas desde que descobri que omelete também era uma palavra válida, passei a escrever assim, por razões mais que óbvias) com queijo, salsichas e cajus (já sei o que estão a pensar; uma omelete com muitos cajus é o alimento predilecto dos jogadores de badminton, mas fiquem descansados que a minha tinha poucochinhos).

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Temos pena

Que as penas de prisão tenham durações diferentes, consoante o crime cometido, eu entendo. O que não me entra na cabeça são os critérios para a atribuição de liberdade condicional e as reduções de pena por bom comportamento. Eu acho que o bom comportamento, a ser tido, É CAPAZ DE SER MAIS EFICAZ ANTES DE IR PARAR À PRISÃO (a sociedade agradece). Um preso, ao não armar confusão na prisão e fazer tudo o que lhe mandam, não está a fazer um favor a ninguém. Pelo menos a mim não está. Pelo contrário, acaba por passar mais despercebido e assim já ninguém lhe corta partes importantes do corpo (eu sei como são as coisas nas prisões, vejo o Prison Break).


Quando muito, se fizerem malandrices durante o cumprimento da pena, merecem que lhes seja dado um puxão de orelhas extra. Extra doloroso.

sábado, 4 de agosto de 2007

Se...

...a esperança é sempre a última a morrer, qual será a penúltima? E a antepenúltima? Morrerão sempre pela mesma ordem em todas as pessoas, mesmo se o indivíduo for mexicano?

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Vocação alternativa?

Acabaram de me perguntar:

X - Pedro, já alguma vez pensaste em ser modelo fotográfico?

Pedro - Por acaso não. Mas porque é que...

X - Ainda bem.

Irrita-me...

...a voz arrogante com que aquela grandessíssima "inserir substantivo concordante com o grau de irritação do momento" me diz "O saldo do seu cartão é inferior a 1 euro".

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Estados de espírito

Confesso que tenho uma certa alergia cerebral ao ver alguém ligado no messenger com o o estado "Ausente para Almoço" seleccionado, quando o relógio já marca umas oito, nove da noite. Chego até a pingar do nariz.

No entanto, em vez de adicionar um "Ausente para Jantar", penso que fazia mais falta o estado "Já iam todos mas era PRÓ C@+@£#0", especialmente naqueles dias de maior fluxo, em que a vidinha corre pior.

São prioridades...