quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Sou um investigador, um homem de ciência

Para todos aqueles que nunca tentaram comer sopa com uma colher de servir azeitonas:

Não tentem, porque é difícil, mesmo difícil. Se gostarem da sopa muito espessa, as possibilidades de poderem vir a ver o fundo do prato aumentam; caso contrário, relativamente a caldinhos e afins, esqueçam.

Neste caso específico, ou uma pessoa mexe o braço à velocidade do som, tendo sempre a boca a dois centímetros de distância da colher, pronta a sugar o nutritivo líquido, ou então "prueba no superada". Para todos os efeitos, quando a ciência chama, chama mesmo, não restando outra solução que não a de testar todas as premissas relevantes. Nada poderá apagar em mim, no entanto, a sensação de que o escasso que tempo de vida que eu, como ser humano, disponho neste mundo, poderia ter sido mais bem empregue noutras vertentes de pesquisa.

Provei, ainda assim, que daria um excelente investigador. Ao serem-me atribuídos fundos para investigação, ideias nunca iriam faltar. Em último caso, há mais colheres parvas, e mais fluídos estranhos para serem testados. Haja imaginação.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Quem me quiser conhecer melhor...

Ultimamente a vida não me tem presenteado com muita parvoíce, facto que me tem impossibilitado de escrever com a assiduidade que me caracteriza. No entanto, tenho visto por aí um questionário que, embora na realidade seja uma palha pegada, respondido por mim pode ser equivalente a copo de suminho proveniente de laranjas bem espremidinhas.

Aqui vai:

...

Olhos: Acastanhados, embora várias vezes se enganem e me digam que são verdes, dependendo da iluminação. Como é lógico, nessas alturas eu nunca corrijo ninguém.

Cabelos: Quando deixo crescer um bocadinho mais, lembro-me de que é castanho-amêndoa, seja lá o que isso for.

Altura: 1 metro e 82 centímetros de pura loucura. Corpo elegante, magro mas com massa muscular adequada e tonificada, para haver onde agarrar durante aqueles momentos mais intensos, no elevador.

Ascendência: Português de gema, clara e casca. Mas nada daquelas famílias que ainda são ligeiramente arraçadas de árabe, credo.

Signo: Caranguejo. Põe-te de lado, fofinha, que hoje damos as pinças e vamos passear à beira-mar.

Sapatos que estou a usar: Estou a usar o belo do Téni, como é óbvios.

Medos: De ser pobre. De ninguém gostar de mim. De existirem apenas mil pessoas no mundo, 999 adorarem-me, uma não gostar de mim por motivos assim assim, e nunca me dizer porquê.

Objectivo que gostaria de alcançar: Não me apetece dizer, ainda acaba por dar azar.

Frase que mais uso no MSN: “Eu sei q sou 1 amante fantástico, mas tb n precisas de tar sp a repetir isso; ainda p cima apenas 10 segs apos me ter posto online, sua chata do caraças. N tinhas loiça p lavar?”

Melhor parte do corpo: Sem dúvida as minhas mãos (embora ligeiramente mais a esquerda do que a direita). Os lábios também não são nada de se deitar fora.

Coca-Cola ou Pepsi: Coca-Cola. Pepsi rima com Bibi e com Bambi.

MacDonald's ou Bob's: Pergunta estúpida. Mac, obviamente (Big Tasty mnham mnham).

Café ou Capuccino: Adoro capuccino, embora beba café mais frequentemente (mas não frequentemente).

Fumas: Não, não, e não. Além disso tenho o dom de fazer parar de fumar a namorada da altura, senão acaba-se logo ali a relação (embora não seja eu a acabar com elas porque elas se recusam a parar de fumar, mas elas a acabar comigo porque eu me recuso a parar de ser chato).

Palavrões: É raro, mas se estiver sozinho e irritado, lá sai um F ou outro. Mas é mais como mantra do que como palavrão PALAVRÃO.

Perfume: Se tivesse dinheiro para isso, tomava banho em Emporio Armani for Men todos os dias. Felizmente para a sociedade, não tenho dinheiro para isso.

Canta: Segundo uma pessoa que percebe do assunto, “nunca vi ninguém tão tenso a cantar como tu”. Eu concordo.

Toma banho todos os dias: Sim, mas nem é por mim, tendo em conta que transpiro pouquíssimo. Nunca se sabe quando uma rapariga gira nos vai assediar, daí a necessidade de uma higiene pessoal cuidada. Só por isso.

Gostava da escola: Nunca gostei de escola nenhuma em que andei. Por mim, todos os estabelecimentos de ensino podiam arder, que era para o lado que eu dormia melhor. Ainda por cima as pessoas mais ignorantes são as mais felizes; seria até um favor acabar com a educação.

Acredita em si mesmo: Naquilo que digo? Sempre, e piamente, mesmo quando estou errado. Nas minhas capacidades? Raramente, o que se torna ainda mais estúpido sabendo que sou um indivíduo com um potencial incomensurável.

Tem fixação pela saúde: No dia a dia, nem por isso, mas de vez em quando tenho aqueles momentos em que fico preocupadíssimo com vários aspectos da minha saúde. Sou aquilo a que se chama um Dr Jekyll and Mr Hyde da hipocondria.

Dá-se bem com os seus pais: Tem dias. Tem noites.

Gosta de tempestades: Desde que eu não me molhe e a electricidade não falhe aqui em casa, é para o lado que durmo melhor, de novo.


No último mês...

Bebeu alcool: Não.

Fumou: Ver resposta em cima.

Fez compras: Infelizmente não.

Comeu um pacote inteiro de bolachas: Meio.

Sushi: Não.

Chorou: …não… sniff.

Fez biscoitos caseiros: Nem sequer gosto lá muito de biscoitos. Bolo para mim, tem de ter creme.

Pintou o cabelo: Não sou nem gaja nem maricas.

Roubou: Não pertenço ao conselho de administração de nenhuma empresa, não tenho espírito de portuguesinho chico-esperto, não entrei em nenhuma edição do Big Brother e não sou cleptomaníaco.


Nº de filhos: Zero. Vontade de os fazer: todinha. Gostava de ter um casalinho. Primeiro nascia o rapaz, e depois, passados dois ou três anos, a rapariga. Assim, o rapaz, para além de se habituar desde cedo à convivência com as amigas da irmã, podendo mais tarde afiambrar-se a várias delas, estaria sempre alerta para dar uma valente carga de porrada nos abutres que andassem a rondar a irmã, sempre que o pai não a pudesse vigiar.

Como quer morrer: A dormir, ou então a salvar alguém que mereça, como num momento trágico de um filme de aventura.

Piercings: Nopes.

Tatuagens: Nopes nopes.

Quantas vezes o meu nome apareceu no jornal: Algumas, mas há mais Marias na terra. Mas já apareci na televisão durante uns largos minutos (ver post da Rita Mendes).

Cicatrizes: 4: uma grandita na parte de trás do braço direito, uma pequenita na parte de trás do braço esquerdo, um ponto minúsculo na mão esquerda, e um rasgãozito de quando uma faca ferrugenta se foi alojar na parte de baixo da minha perna esquerda, sendo que esta última, infelizmente, mal se nota. Fiquem descansadas que não é nada que, na hora H, se torne inibidor da prática implícita na pergunta “Nº de filhos”.

Do que se arrepende de ter feito: Para além de várias coisas que não são agora para aqui chamadas (não necessariamente por serem todas sórdidas, mas porque não estou para aí virado), talvez possa dizer que me arrependo de ter sido exageradamente introvertido durante tantos anos.

Cor favorita: Cores. Preto, Verde Alface, Azul Clarinho, Laranja Desenho Animado, Cinzento A Atirar Para O Metalizado Mas Não Totalmente Pelo Facto Deste Tom Ter Sido Completamente Banalizado Principalmente Por Culpa Da Indústria Automóvel Clarinho.

Disciplina favorita na escola: Educação Física.

Um lugar onde nunca esteve e gostaria de estar: Japão! Japão! Japão! Diria mesmo mais: gostava de morar e trabalhar lá durante um ou dois anos, pelo menos.

Matutino ou Nocturno: Nocturno, embora já tenha sido mais. Digamos que, neste momento, num mundo ideal, acordaríamos sempre às 10:30 (com tolerância para as 11), faríamos as nossas coisinhas até ao almoço, para acordar, e então aí sim. Depois da sobremesa, toca a ser produtivo, pelo menos até ao jantar. Depois, só boa vida até ir de novo para a cama, nunca antes das 2.

O que tenho nos bolsos: Um papelinho de um Mini-Twix que já devia ter ido para o lixo.

Em 10 anos imagino-me: Digam-me vocês. Eu já não sei de nada. Feliz, espero.

...

Ao princípio pensei que isto fosse uma forma rápida de actualizar o blog, sem ter que pensar muito. Acabou por me dar mais trabalho do que eu pensava. Espero que tenha valido a pena.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Uma boa alimentação

Há cerca de duas semanas fui com o meu amigo J. à melhor pizzaria aqui da zona. Mas que pizzas fantásticas! Só pecam por não serem tão gordurosas como as da Pizza Hut e Telepizza (já se sabe que o sabor está todo naquele escorrerzinho de gosma pela fatia fora), mas ganham por terem um maior toque caseiro.

Gosto de pão. Gosto de queijinho. Gosto de tomate. Gosto de cogumelos. Gosto de azeitonas. Gosto de carne. Gosto assim de um ananá ou outro misturado. Logo, adoro pizza. Basta juntar uma pepse para empurrar o pãozinho e temos maravilha instalada na barriga. No fundo é apenas uma tosta mista glorificada e sumo. Que mal pode fazer?

Como ambos gostávamos de ser homens de família respeitáveis no futuro, pedimos duas pizzas familiares, uma para cada um, para não haver invejas. É como fazer um Plano Poupança Reforma antes dos 30. Uma pessoa ainda não chegou lá, mas já está a armazenar comida para um dia poder sustentar a prole.

Acontece uma coisa engraçada com a comida. Quando está muito boa, é impossível apreciá-la de forma perfeita. É que enquanto nos sabe tão bem que parece que estamos a ter uma conversa estimulante com a mulher da nossa vida (existe melhor forma de dois adultos aproveitarem o tempo sem ser recorrendo ao diálogo?), precisamos sempre de mais e mais. No entanto, esse "mais mais mais" nunca leva a um orgasmo alimentar. O resultado é sempre ficarmos tão cheios enjoados que não conseguimos olhar nem para mais um bocadinho de fiambre. Felizmente somos portugueses e há sempre espaço para a sobremesa.

Esta pizzaria de que vos falo foi remodelada recentemente, sendo agora substancialmente maior. Até aí tudo bem. Estamos mais à vontade, com bastante mais espaço, e talvez isso seja um catalizador psicológico para termos ainda mais vontade de dilatar o estômago. O serviço está agora muito mais rápido, devido a terem aumentado a quantidade de empregados, não só no restaurante propriamente dito, como na tarefa de entrega ao domicílio. É vê-los a sempre a entrar e sair, com a farda da pizzaria, uns atrás dos outros. Aliás, eu suspeito que há lá algures uma senhora escondida, deitada numa marquesa, a dar à luz rapazinhos de blusão e boné verdes, já montados em lambretas, em pleno parto, tendo em conta a alarvidade de empregados diferentes que por la vi.

É um dado adquirido que não se aprende nada com as histórias que conto. Quanto muito aprende-se o que se deve evitar, de forma a atingir o sucesso ou, no mínimo, uma correcta integração na sociedade. Considerando este facto, decidi ensinar-vos que o plural de "pizza", em italiano, é "pizze". Não digam agora que aqui não há suminho. Espero ter contribuído para a vossa felicidade.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Querido Pai Natal =)

Este ano fui um bom menino. Eu sei que não fui perfeito, longe disso, mas pelo menos esforcei-me... Dei miminho a quem dele precisou, fui um amiguinho muito estável e confiável, e estou quase no caminho certo para me tornar num homenzinho responsável e independente.

Não achas que mereço boas prendinhas? Eu acho que sim :-)

Tinha três coisitas principais em mente... Vá lá, são só três... Eu sei que já não és um senhor novo, mas apesar de barrigudo, as tuas artérias não estão nada entupidas e ainda tens bastante força para carregar tudinho! Se vires que não dá tempo de fazer todos os meninos felizes e ainda assim atender o meu pedido, dou-te mais uns diazinhos, se quiseres. Quem já esperou tanto tempo por ti, também é capaz de esperar até ao ano novo.


1. Nintendo Wii


Dantes era maluquinho por jogos, embora nunca tenha deixado que isso interferisse com a minha amorosa (também não tinha vida amorosa; no entanto, se a tivesse, não a ia negligenciar). Entretanto, as vicissitudes da vida, vulgo, falta de tempo e principalmente carteira vazia, fizeram com que me desligasse deste hobby fascinante, que nos transporta para mundos onde não há exames, não há trabalho, não há paixões mal resolvidas, não há desilusões amorosas, não há pessoas a dizerem-nos que somos fantásticos, e carinho que é bonito é que nada, nem conflitos com a família. Há apenas corridas para vencer, extraterrestres para matar, planetas para explorar, e psicopatas para desventrar. Uma maravilha!




2. PRS Custom 24


Como é óbvio, eu não sei tocar guitarra, mas mesmo assim gostava de ter esta. A seguir a um bebé, a um cachorrinho e a um carro bem janota, este é o objecto que, estando na nossa posse, mais impressiona as raparigas. Gostava mesmo de ser guitarrista. Tenho a ideia de que são indivíduos fabulosos e extremamente realizados do ponto de vista sexual. Pudera, com uma guitarra daquelas!



3. Avioneta


Para com ela voar e ser feliz.

...

Não estou a ser exagerado, pois não, Pai Natal? Eu bem te disse que eram só três coisas... Seja como for, se me obrigares a optar por uma delas, escolho a última. O que não acho aceitável é ignorares o meu pedido. Tu até sabes que me portei bem...



PS: Não te esqueças, eu sei onde moras. Ainda por cima, tendo agora gps, a Lapónia está à distância de alguns cliques. Verás como uma raquete de ténis não serve só para bater em bolas... de ténis. Escusas de pedir ajuda ao Menino Jesus, que com um franguinho daqueles posso eu bem. E ele que não diga que vai chamar o mano mais velho, e que depois me dá porrada, que eu sei que é mentira. Ele é filho único, o Anjo Gabriel não tinha paciência para aturar mais um. Ele até queria um casalinho, mas sabe-se lá se vai sair menina ou voltar a sair menino...

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Cavalheiro Andante

Anteontem à noite, ia eu lampeiramente (apesar de já estar atrasado) pela rua, rumo aos meus compromissos, quando reparo numa rapariga, por sinal até bonita (embora pudesse beneficiar de um banhito de loja), a sair de um prédio. Ia tão apressada que deixou cair as chaves, vindo estas a deslizar pela calçada até junto dos meus pés.

Como cavalheiro que sou (e juro pela minha sinusite que não foi por ser gira), baixei-me prontamente para apanhar as chaves. Apesar de eu ter sido mais rápido, baixámo-nos praticamente no mesmo instante.

No entanto:

O tempo não parou...

O mundo não se fechou em tons de preto e branco...

Os nossos corações palpitantes não desejaram sincronismo...

Os nossos olhos não trocaram um pestanejar cúmplice...

Os deuses não nos empurraram, um para os braços do outro.

Aquela bardajona mal educada não só não foi capaz de agradecer, como nem sequer esboçou a porcaria de um sorriso.

Estúpida. Para a próxima não só não apanho as chaves, como sou capaz de, sem querer, deixar que o meu pezinho as envie oito metros mais para a frente.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Ando viciado...

... mas não é em bolacha maria (repararam como deixei, convenientemente, a marca com letrinha minúscula?).

Os dois disquinhos que vos vou mostrar não me saem nem da cabeça nem do gira-cds.


Alter Bridge - Blackbird


Nunca pensei vir a gostar desta banda. O primeiro cd deixou-me morninho, e este parecia ir pelo mesmo caminho, depois de ouvir o single. Abençoado seja Nosso Senhor Jesus Cristo por me ter metido na cabeça que, embora estivesse aflitinho para ir à casa de banho, ia dar uma oportunidade a estes rapazes e ouvir uma musiquita diferente primeiro. O resto é bem melhor que o single (que apesar de tudo não é nada mau).

Isto é rockalhada da boa. Guitarras poderosas, um vocalista que, se arrotar tão bem como canta, não só arrota o abcedário como declama poesia nesse mesmo registo, e uma secção rítmica extremamente sólida, que tinha bastante que ensinar à antiga ponte de Entre-os-Rios. Sinceramente, que poder. É quase como que um apertão bem forte nos testículos, tal é a intensidade com que nos agarra. É raro o álbum que me deixa com uma vontade compulsiva de ouvir uma vez, e outra, e outra, e outra, tudo seguidinho. No fundo, também é raro que me apertem os tomates. Coerente, portanto. Resta dizer que não posso levar este cd para o carro, senão, o mais provável é espetar-me no primeiro pinheiro que encontre, devido à adrenalina que injecta. Se calhar há por aí alguém que até gostava que isso acontecesse.

David Fonseca - Dreams In Colour


Simpatizo com o David desde os tempos dos Silence 4. Aliás, a primeira música que aprendi a tocar na guitarra foi o emblemático "Borrow". Aquele cd foi um dos principais responsáveis pelo meu gosto por música.

Valeu a pena o David ter apostado na carreira a solo (frase cliché; usar a expressão cliché é também em si um grande cliché). Tenho comprado sempre os discos assim que saem, e este não foi excepção.

Talvez não tenha músicas individuais tão brilhantes quanto os dois primeiros mas, no seu todo, parece-me ser o melhor dos três. É um álbum bastante redondinho, cheio de surpresas a cada esquina, e o dvd também não está mau de todo (e com aquele preço, não me venham dizer que está caro). Dá-me vontade de cantar, pular e dançar. Não só me dá vontade como me mete mesmo a fazer estas figuras (embora o dançar nem tanto). Tem sido um fiel companheiro no meu carro. David, fazes umas songuettes bem fixes.

...

O assobio já todos conhecem. Mas o poder, talvez ainda não. Aqui fica.


segunda-feira, 12 de novembro de 2007

As minhas sitcoms preferidas / Mais um TuliChallenge

A Tulizinha enviou-me este desafio.

Basicamente consiste em "postar" 3 filmes relacionados com um tema à nossa escolha. Ora, eu neste momento não estou com vontade de andar à procura de 3 filmes com membros decepados, 3 com extraterrestres, ou 3 de mulheres desnudadas.

Sendo assim, decidi deturpar ligeiramente (muiiito ligeiramente) o objectivo do desafio, passando a mostrar-vos 3 coisas audiovisuais que estão relacionadas, não pelo tema, mas sim pelo formato: as minhas 3 sitcoms preferidas.

1º Seinfeld

Tenho de confessar que o Jerry é um dos meus ídolos. Aliás, eu provavelmente fui adoptado, porque na realidade sou o irmão mais novo dele. No fundo, até tem alguma lógica.



2º Everybody Loves Raymond

O Raymond não é um dos meus ídolos, mas simpatizo imenso com ele. É um totó de primeira. Se calhar, não sou irmão do Jerry, mas sim do Raymond. No fundo, até tem alguma lógica.



3º Curb Your Enthusiasm

Será que o Larry David é o meu verdadeiro pai?



Menção Honrosa - Mad About You

Quem nunca sonhou ter um casamento como o do Paul e da Jamie (mas com um acréscimo de 12% no que diz respeito às relações sexuais de características quase tribais, que eles são demasiado molinhos)?



PS: É engraçado, todas as personagens masculinas principais das minhas sitcoms favoritas usam o mesmo primeiro nome, tanto na série como na vida real. Curioso. Curiosíssimo.

domingo, 11 de novembro de 2007

O que é que se passou de errado na minha vida...

... para eu estar neste momento à frente da televisão, a ver o programa do Dr. Phil e a comer bolacha maria?

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

O que é que se passou de errado na minha vida...

... para eu estar neste momento à frente do computador, a jogar mahjong e a comer bolacha maria?

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Tomem sempre o vosso banhinho.

Os últimos dias têm sido stressantes. Ando a trabalhar para uma coisa que pode ser o princípio da minha realização pessoal. Às vezes, quando mais se precisa, a criatividade não nos atinge e o cérebro para. Lembro-me de desenhos animados antigos, de palavras que me disseram, de como é bom ser-se jovem em Portugal, de como gosto de castanhas (aliás, tanto quanto de ser jovem em Portugal), mas não se consegue ver o trabalho a fluir.

Inspiração, pode não haver nenhuma, mas uma coisa é certa. A "última da hora" pode trazer surpresas. Às vezes, basta um banho quente (bem quente) para afastar a palermice. Quando queremos muito uma coisa e nos esforçamos por ela, morremos todos os dias um bocadinho, mas talvez menos do que se não o fizéssemos. Agora, para ser honesto, foi a higiene pessoal que me inspirou.

Ainda bem que os meus pais, quando eu tinha 10 anos, numas férias do Verão na nossa casa na aldeia, me deixaram andar uma semana sem tomar banho (porque eu odiava; qual era objectivo se me ia sujar a andar de bicicleta logo a seguir, o mais tardar no dia seguinte?), até eu perceber por mim mesmo que, assim muito de vez em quandinho, umas gotinhas de água, shampoo e gel de banho, podem empurrar-nos de novo para a estrada certa.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Curtas númbaro 3

Sabem que nome se dá a um indivíduo árabe extremamente musculado?

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Musclemano.

sábado, 3 de novembro de 2007

Amar sem ser amado...

... é como limpar o cú sem ter cagado.
Ditado Popular

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Embora já conhecesse este ditado , ultimamente tenho dado de caras várias vezes com ele. Desconstruindo a frase, cedo se percebe que só pode mesmo ter sido o povinho a inventar isto. Vejamos: a sua aparente graça reside apenas na conjugação do verbo "cagar" de modo a gerar uma conveniente rima. A partir daí começaram-se a rir, deixaram cair as sacholas no chão, e nem se preocuparam em fazer uma análise consciente ao significado.

Limpar o cú sem ter cagado, a menos que seja feito sem papel macio e de modo abrutalhado, não é um acontecimento assim tão catastrófico. O correcto seria:

"Amar sem ser amado, é como cagar e não limpar o cú."

Acho que é mais isto. Custa muito mais.