quarta-feira, 21 de maio de 2008

Logo eu que nem costumo falar alto e ser javardo.

No fim de semana passado fui a casa de um dos meus melhores amigos, para lhe fazer uma visita. Uns dias antes, tínhamos comido a melhor fatia de cheesecake das nossas vidas, e isso é um marco que deve ser celebrado.

A casa estava no mais profundo silêncio, tendo eu ficado logo com a certeza de que poderíamos estar à vontade e exibir a nossa condição de homens, que consiste em, de 30 em 30 segundos, mandar umas piadas para o ar sobre mamas e rabos.

Como tinha referido no início, aquele cheesecake de um certo sítio que não vou dizer o nome (se lá vou, não é para dar de caras com o prato que quero vazio, e ser obrigado a comer bolo de bolacha), rapidamente se afirmou como tópico principal da conversa. Quando falo de coisas que adoro, sou incapaz de controlar o meu entusiasmo exagerado, e emiti uma opinião que supostamente é tabú na sociedade ocidental, mas que tinha de ser dita.

- Já mandei fodas bem piores do que aquela fatia de cheesecake!

- Não fales tão alto que tá aí a minha mãe!

Ora, numa casa em que sou recebido com uma certa dose de arrotos e caralhadas (mas com classe), e perante o silêncio, pensei que pudesse estar à vontade. Pelos vistos não. Agora a mãe dele, das duas uma:

1) Fica a achar que a minha vida sexual tem sido, até aqui e, se calhar, por minha culpa, deprimente. Isto ainda se espalha pela cidade, inibindo na população feminina solteira (ou mal casada) a vontade de me vir dar uns miminhos.

2) O segredo daquele cheesecake está prestes a ser desvendado pelo resto das pessoas. Se assim for, toda e qualquer escumalhinha fará fila para o comer, e quem fica com o coração nas mãos sou eu, porque sem docinhos bonzinhos a minha vida fica mais pobre.

Espero, portanto, que se verifique a primeira hipótese.

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