quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Reinterpretações (entre o sol e a lua)

Há uma música nova do Ricardo Azevedo (ex-vocalista dos Ez Special) chamada "Entre o Sol e a Lua", que tem passado incessantemente na rádio. O pessoal até mandou chamar o apoio técnico, com medo de que o equipamento tivesse bloqueado naquela faixa, mas não. As playlists são mesmo assim.

Como não podia deixar de ser, o poema desta música do Ricardo (e de resto, à semelhança do "Pequeno T2") é lindíssimo. Só não o é mais porque já existem trezentas e quarenta e sete mil, novecentas e duas músicas de amor com as palavras céu, sol, luar, estrelas, coração e nuvens dentro da mesma música (a ironia é a de que, se errei no valor, foi provavelmente por defeito). Como prova da sua beleza, deixo aqui, para vossa contemplação, esta missiva de amor, juntando apenas uma alteração que penso fazer todo o sentido (que não seria possível sem a ajuda do meu amigo J., ele próprio um admirador incondicional dos registos fonográficos do Ricardo). Fã que é fã não só aplaude, como ajuda. Já eu, faço outra coisa qualquer.


Entre o Sol e a Lua (letra de Ricardo Azevedo e Pedro M.)

Se hoje te dissesse que o sol brilha só para ti
Que as nuvens partiram e levaram a sombra que nos
tentou afastar.
O dia vai acabar
Vou oferecer-te o luar
Porque o céu não é de ninguém.

...

Vem comigo esta noite
Vem comigo esta noite
Agarra a minha mão, dou-te estrelas, o luar.
Se isso não chegar, ouve bem esta canção.
Hoje dou-te...
Hoje dou-te...
Hoje dou-te com o meu salsichão.