quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Chuto na veia de poeta - 2

Apesar de todos os factores cheguei bem,
Embora quase tivesse ficado sem gasolina em Santarém.
O medo de parar fez-me andar apenas a oitenta,
Tornando-se a viagem assim, muito mais lenta.

Se isso acontecesse não poderia pedir a ninguém seus préstimos,
Uma vez que disponha no meu telemóvel de apenas cinco cêntimos.
Valeram então os oitenta e o ponto morto nas descidas,
Senão, morto estava eu e as formações de amanhã fodidas.

É que tenho muita coisa para preparar,
E o tempo, por passar, sempre aperta.
Há que à empresa agradar
Se quiser ter remuneração certa.

Poderão achar que nesse caso
Investir tempo em poesia é desperdício
Mas o ser português dá azo
A que nem seja um sacrifício.

São só 10 minutos perdidos
Só por isso já se justifica.
A qualidade é que prontos...
O melhor mesmo é parar e ir comer ovos moles que isto sem a barriguinha cheia a cabeça gosta é de ver o programa das operações plásticas do canal E! Entertainement.


PS: para quem não percebeu, a última estrofe faz parte da quadra. É um estilo novo.

1 comentário:

O pensador disse...

Eu apostava claramente no estilo novo...