sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Foi por porco

No âmbito da área em que estou a dar formação, estive ontem à noite a visitar um matadouro, onde também se faz a transformação de matéria-prima, para analisar algumas das medidas que poderiam ser melhoradas, comunicando-as tanto a patrões como empregados.

Aquela mistura de cheiro de porco com fiambre, frio e chouriço,não me é estranha, visto que estagiei na Nobre. De certa forma, foi como um regressar às raízes; trouxe-me à memória lembranças lindas de juventude, onde tudo eram descobertas inocentes, e papoilas povoavam campos, juntamente com margaridas. E um quadradinho anexo de terreno para salsa e hortaliças.

O frio inibe bastante os cheiros, e na altura a fábrica estava parada, mas por outro lado estive bem perto das câmaras dos fumados. Seja como for, não saí de lá a cheirar a muito mais do que o habitual desodorizante (tão habitual que uma vez, não tendo a certeza se o tinha posto ou não, e tendo alguns complexos com cheiros, fiz inversão de marcha e fui a casa por desodorizante, resultando este desvio em cerca de 14 quilómetros).

Hoje, quando fui à rua de tarde, e como o casaco que levei ontem não cheirava a quase nada, decidi levá-lo, para arejar um bocado.

Ora eu, que no dia a dia raramente me cruzo com raparigas (labregas não contam), fui-me logo cruzar com a C.

Espero não lhe ter causado repulsa. Se causei, foi por pouco. É que eu nos outros dias do ano não sou assim.

3 comentários:

Abobrinha disse...

Isso só será um problema grave se a moça for vegetariana. E mesmo assim, podes sempre disfarçar se o casaco for couro: eu acho que eles cheiram sempre um bocado a animal morto!

Por acaso faz-me lembrar um episódio do CSI em que a Sara Sidle ficou a cheirar a cadáver e o pretendente disfarçou mal que não ia sair com ela porque ela cheirava mal. Nesse caso é motivo para esperança: ela depois começou a comer o Grissom, que tinha muito mais nível! (Espero que tenha dado para animar)

Carlos Rangel disse...

Ahahahahaahahahahaha! Alto episódio! :)

Abraços!

Vitor disse...

Existem azares na vida de um homem...