quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Que nome se dá a esta doença?

Apesar de eu saber que não estou nem remotamente perto de ser uma das melhores pessoas do mundo, fico com umas comichões danadas quando alguém me aponta um defeito ou quando alguém não gosta de mim. Tenho logo uma vontade danada de me defender (mas isto sei de onde apanhei, e tento respirar fundo e fingir que ao menos estou a aceitar de forma positiva aquilo que me dizem).

Por exemplo, há bocado acabei de jantar com uma das turmas a quem dei formação. Foram dois meses com eles, era natural que fizéssemos algo do género. Raramente fui criticado, raramente houve períodos em que a formação não correu bem, quase toda a gente me deu a nota máxima (embora isso não queira dizer nada, e a maior parte das pessoas preencham aquilo a correr e por simpatia). Mas lá está. Quase toda a gente. Raramente. Mas aindaassimmente. À tarde, com outra turma, depois das últimas formalidades, acabámos todos a comer azevias e a beber vinho do porto (e uma mini no café, no final; só bebi uma para não fazer desfeita). Ainda levei duas caixas cheias de doces para casa (mais tarde tenho de fazer publicidade a alguns dos restaurantes dos quais os meus formandos são donos, para quem for da região). Depois desejámos todos muitas felicidades uns aos outros e pediram desculpa por algum comportamento que tivessem tido que eu não tivesse gostado tanto e disseram que gostaram muito e aprenderam muito. Mas alguém ali de certeza não gostou assim tanto, não me achou assim tão simpático, e achou que eu não percebia nada do assunto. Estranhamente, não me estou a cagar para isso.

Podia-me ter esforçado um bocado mais (não no sentido da quantidade, mas da qualidade, já que o ritmo de trabalho e de quilómetros foi muito intenso). Por outro lado é complicado uma pessoa esforçar-se quando amanhã acaba a última turma (no total foram 8 cursos) e ainda não vi nem um cêntimo, andando a sobreviver à custa de dinheiro emprestado. Mesmo assim não penso só no dinheiro, e penso também na formanda que disse que as sessões do formador de Atendimento eram espectaculares e ele era super divertido. Estou-me a cagar se a matéria da minha área é mais maçuda e se eu sou menos extrovertido (embora, para quem me conhecia há uns anos atrás, ter estado no centro das atenções de tantas pessoas com este à vontade todo e sem dar parte fraca, seja obra). Eu devia ser muito mais espectacular grande bom e bonito que o caramelo do Atendimento.

Também não me estou a cagar quando alguém diz no blog que eu sou um idiota porque digo disparates sobre mulheres e carne de porco à alentejana, apesar de me dever estar a cagar, porque a minha consciência relativamente a mulheres está tranquila, e se às vezes generalizo, ainda que levando para a brincadeira, é porque as minhas experiências foram mais para o lado do turbulento que outra coisa.

E é assim. Tão cedo não voltam a ver um post que me deixa num estado de nudez tão aparente como este (portanto, tadinhas das meninas, no que diz respeito à futura falta da minha nudez). Aliás, vou já por outro post antes deste, para aqueles que têm dificuldades em se concentrarem durante muito tempo no mesmo blog deixarem este post escapar.

5 comentários:

Ana disse...

Só é doença quando atrapalha a tua vida, te impede de fazer certas coisas. Se continuas a viver, então essa é só uma característica tua. E também acho que ninguém gosta quando são criticados, alguns admitem-no, outros não.

ManUel disse...

tem piada que muitas vezes tambem me sinto assim. em muitas ocasioes sou o foco de atenção de muita gente, e fico logo danado se houver uma crítica ou opinião negativa mesmo que o resto das pessoas tenham tido uma opiniao bastante positiva!!

Rita disse...

Acho que a única crítica que te podem fazer por aqui no mundo dos blogs é mesmo não teres sido capaz de comer as 10 Marias sem quase morreres sufocado... Mas enfim, tem tudo a ver com "capacidade oral". LOL!
Quanto às outras críticas, as do mundo (mais) real, são como os comprimidos, há sempre umas mais difíceis de engolir. Mas com a ajuda certa, tudo acaba por ir parar mesmo é à "retrete"... Não penses mais nisso!

PS: vou pensar nisso do filme... mas confesso que quando fiz a experiência estava "em trajes menores" pois havia o risco de me "cuspir" toda e escusava de ter de passar a noite a esfregar a roupa para tirar os restos de bolacha.

busycat disse...

Logo agora que descubro que até gosto de te ler assim sério já fica a promessa da não repetição... Mas também, com o frio que está, até se compreende a resistência à nudez.

beijo
busycat

Abobrinha disse...

Moço

Não sei a que post te referes, mas não deves levar a sério o que se diz sobre ti nos blogues. Por uma série de razões, as mais importantes das quais sendo que quem comenta normalmente não te conhece e vice-versa. E se tens a consciência tranquila (tanto em relação à carne de porco como às mulheres), isso é que conta. Um blogue... é mesmo só um blogue!

E podes sempre espalhar rumores sobre o do Atendimento...

Desnuda-te se quiseres, mas de facto na blogosfera é chato. Eu, que o tenho feito (circunstâncias...) sei-o e tento evitar.

Vá, não leves essas coisas tão a peito! Não te leva a nada! Sorri e sê feliz!