quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Preconceitos

Já quando eu era miúdo, havia muita gente que gozava com os homens que cortavam o cabelo na cabeleireira, e que diziam que ir ao barbeiro é que era coisa de macho. Pensem comigo:

São homens e chegam a casa, vindos do emprego. O dia foi cansativo e a dor de cabeça é insuportável. Quem preferem que vos faça um cafuné para descontrair? A Lília ou o senhor Barbosa?

PS: Não, não fui cortar o cabelo hoje. Mas se fosse, não era um gajo que me ia mexer na cabeça.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

No lugar do passageiro, para variar

Ela: - Não reparaste naquela senhora que ia sendo atropelada?

Eu: - Não, estava embasbacado a olhar para ti.

Ela: - Ai ai, só tu.

Caros Professores - Ainda se lembram de quem inventou isto?

Já quando eu andava na escola, a Área Escola era a maior diarreia que podia haver. Perdia-se tempo a fazer coisas que não lembravam a ninguém, tudo em virtude de ideias muito bonitas e coloridas.

Agora mudaram o nome para Área Projecto, mas mantiveram a mesma consistência viscosa de sempre.

Não sei porque é que me lembrei de repente disto; talvez apenas me apetecesse criar um qualquer contexto em que a palavra "diarreia" fosse plausível. Nada melhor que um tópico do sistema educativo. Até um pouco polémico serve.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Haverá coincidências?

Comprei hoje um pack de 3 palmiers no Pingo Doce. Estava agora mesmo a ir buscar o segundo à caixa, quando reparei que, em vez da massa do bolo se unir em formato de coração, ainda se estendia para fora, assemelhando-se mais do que vagamente ao formato do "M" do logotipo da marca McDonald's (alguém conhece?).

Será isto um indício de que eu deverei pegar no carro, dirigir-me ao Macdrive mais próximo, e pedir um Super Menu Big Tasty com Fanta de laranja e um Double Cheese extra à parte, antes que chegue à hora do fecho?

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Mas há dúvidas?

Há uns tempos falava com um grande amigo meu sobre mulheres e relações. Uma das coisas que discutimos foi a possibilidade da mulher que eu amasse não gostar de mim e se começar a interessar por ele.

"Se tu gostas dela, então para mim ela é como se fosse um homem e é impossível acontecer alguma coisa entre nós" - respondeu ele, com toda a convicção. No entanto, não demorou muito a surgir a primeira dúvida.

"Mas imagina que ela depois também se tornava no amor da minha vida e ela sentia o mesmo por mim... Aprovavas a nossa relação ou preferias que fôssemos infelizes para sempre?"

...

A) "Se ela não gostava de mim mas vocês se amassem mesmo, então eu, apesar de me custar muito, tinha de pensar naquilo que era melhor para vocês, tentar compreender e seguir em frente."

B) "Preferia que fossem infelizes, como é óbvio."



Agora adivinhem o que eu respondi.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Feliz Dia Dos Namorados!!!!! =)

Odeio o dia dos namorados. É bom que não haja casalinhos felizes a atravessarem-se à minha frente hoje. São capazes de sofrer represálias.

A primeira vez que tomei um contacto mais real com este famigerado dia foi numa altura em que tinha acabado de mudar de escola e de turma. Para meu espanto, nessa escola, havia uma caixinha do dia dos namorados, podendo qualquer um ir lá deixar a sua carta para a sua pita metade (ou pito). Meia dúzia de anormais estavam encarregues de distribuir as românticas cartinhas pelas diferentes salas.

Chegada a hora da verdade, passadas as primeiras distribuições, recebi a minha primeira carta. Não percebia como é que isso era possível, mas fiquei completamente aos pulos. Há que ter em conta que eu era o crânio daquele grupinho horripilante, sendo, portanto, o mais gozado por todos. Entretanto, recebo mais uma. E outra. E quando dei por mim já tinha nove cartas dentro da mochila (sim, porque eu não as queria ler ali à frente de toda a gente).

De repente, um dos colegas daquela turma que eu odiava mais (espero que ele neste momento seja um infeliz, detesto-o) roubou-me a mochila. Saca de uma das cartas e começa a ler em voz alta. Começou-se toda a gente a rir de mim, professora incluída (também olha que eras mesmo suburbana, coitadinha). Digamos que o conteúdo mais soft da carta era a passagem "meu amor, meu penico voador". Imaginem agora o resto.

Fui humilhado em frente àquela turma de gente merdosa. Sim, gente merdosa. Ignorantes, burros, feios, mal vestidos, de classe baixa. Era facílimo ser-se o melhor aluno dali. A única coisa que me consola é o facto de, tirando uma ou outra pessoa, os outros chungosos estarem à partida destinados a ser para sempre uns falhados.

Ainda bem que assim é.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

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Não sei o que sou. Só sei que não sou aquilo que podia ser.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

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Acho que daqui a duas horas me vou sentir cansado, embora não seja nada que uma linha de coca e um leitinho com chocolate não resolvam.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

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É impressão minha, ou cagalhoto é uma palavra extremamente divertida?


Repitam-na ad nauseum. Verão que primeiro estranha-se e depois entranha-se.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

République Portugaise - Unes verdadieres nabices

Na sexta-feira passada fui buscar o meu novo bilhete de identidade. Na altura apenas pensei "vê-se por aí tanta gente com vergonha da foto do BI, e neste até nem fiquei nada camafeu". Achei que "ora aqui está um documento identificativo de qualidade, com o seu je ne sais quoi de harmonia e formosura". Atenção, nem tudo estava perfeito. Tivesse eu tido completo controlo sobre o meu indicador direito, e aquela impressão digital tinha ficado bem menos esborratada. "Ai não faça força, não faça força", dizia a funcionária (apesar de tudo, simpática), enquanto me violava a terceira falange. Podem crer que daqui a cinco anos e nove meses farei toda a força deste mundo e arredores.

A foto ficou jeitosa e bem enquadrada na cartolina, sublinhe-se o FACTO. Até aí tudo bem, como estava a dizer. No entanto, virando eu o cartão para dar uma vista de olhos no verso, deparo-me com um erro inacreditável, daqueles que põem em causa toda a competência da função pública em Portugal. Não se perdoa uma coisa destas! Já foram decapitadas pessoas por bem menos, acreditem (embora não neste país; ou então neste país mas não no nosso tempo). Eu não merecia um deslize crasso destes. É que, embora ainda não pague impostos (porque, pelos vistos, não há oferta no mercado de trabalho para engenheiros na área alimentar que tenham um nível de sensualidade acima da média) sei cantar o hino nacional como deve ser, não me enganando na transição de "nobre po-o-vo" para "nação valente", como muito boa gente. Irei até mais longe: uma vez, em casa do meu vizinho da frente, o T., o casal do andar de cima começou a fazer amor*, e nós, por amor à pátria, pusemos o hino nacional em altos berros, começando a cantá-lo ao mesmo tempo que marcávamos passo, que nem garbosos e valentes soldados.

Tanto respeito pelo país de nascença e fazem-me isto num documento que tem escarrapachado por todos os lados a palavra "Portugal". Como eu estava a dizer, olho para o verso do BI, e reparo no seguinte. ROUBARAM-ME, À DESCARADA, UM CENTÍMETRO DA MINHA ALTURA! Minhas bestas, se eu antes media UM METRO E OITENTA E DOIS CENTÍMETROS, como é que vocês, sem sequer me voltarem a medir, decidem que eu, passados cinco anos, mesmo que possa até nem ter crescido nada (os homens desenvolvem-se até mais tarde, nunca se sabe), tenha perdido UM CENTÍMETRO DE ALTURA?

Qualquer dia, por qualquer motivo, torna-se necessário incluir outras medições no BI, de variadíssimas naturezas, e voltam-me a roubar mais comprimento. Ainda se o fizessem na pila, não vinha mal ao mundo, porque o que há, há de sobra e não envergonhava nenhum cabo-verdiano, mas brincar com a minha altura é que não. "Este não tem namorada, vamos roubar-lhe um centímetro que ele já está tão dormente que nem dá por nada."

Também cheguei a pensar que "ok, está ali escrito apenas um metro e oitenta e um, ao invés de um metro e oitenta e dois, mas o que se passou foi que riscaram a palavra altura e puseram a palavra "comprimentodoorgãosexualmasculinovulgoPILA" por cima. Mas não, está lá altura, APENAS altura. Que verdadeiras nabiças. Ainda bem que nem todos os funcionários públicos são assim (espero).

Já os pais, esses, são os mesmos. Não só não passei a ter pais ricos, como moro na mesma freguesia, no mesmo espaço, com menos duas (ou cinco) assoalhadas do que o necessário para uma existência digna, sem vista panorâmica para a cidade de Lisboa, e o meu estado civil é Sol.

Está solinho, está.


*Uma vez cronometramos a prestação dos senhores. Conseguiram uma marca de nove minutos, coisa que para muita gente (enfim) é um feito notável. No entanto, era uma coisa muito mecanicazinha; só se ouvia a armação da cama a abanar sempre com o mesmo ritmo e a mesma intensidade. Não havia um gemido, um latido, um escalar do entusiasmo na cadência daquela consumação de amor por parte de dois seres vivos. Infelizmente, o hino nacional, ao contrário do que seria de esperar, como é óbvio, não veio ajudar em nada o reportório do casal. Continuou o mesmo entusiasmo, a mesma destreza.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

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É por estas e por outras que sempre que estou mais tristonho, acabo por não dar o passo final em frente, desde a janela deste segundo andar. Afinal há gente bem pior que eu. Obrigado por existirem; só é pena não ser em maior número. Assim tenho de me esforçar mais.

Caro Hugo Leal, percebo agora porque é que os outros canais lhe exigiram verbas à volta de 10mil euros para divulgar o seu... trabalho. Eu percebo que o bichinho tenha crescido dentro de si, e realmente chega sempre a altura em que é necessário fazer alguma coisa. No seu caso devia optar por matar o raio do bicho; sempre era menos uma coisa embaraçosa que tinha dentro de si. Seja como for, ainda bem que a sua amiga lhe falou nesta rubrica, naquele dia em que esteve em Londres a trabalhar nas obras, perdão, a cantar.

Diana: assim que a vi, percebi logo que era rapariga para eu lhe aviar umas trinta ou quarenta berlaitadas por noite. Infelizmente, logo a seguir, a menina começou a dançar. Assim é complicado manter uma erecção, não acha?

Andreia: muitos parabéns; espero que o Martim esteja de boa saúde (mas isto dito com toda a sinceridade). Só não percebo uma coisa. Tendo a Diana na banda, como é que foi a menina a eleita para ficar grávida? Miopia? Desespero? Álcool?

Felicidades a todos, sim?

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

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Leitinho com chocolate aconchega a alma, mas se optarmos por uma combinação de leitinho com chocolate, um pãozinho com manteiga e fiambre, duas sandes em fatias de pão de forma com queijinho Limiano e uma coisinha de leite creme da Nestlé, também não ficamos nada mal.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

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É tão ou mais recompensador atingir objectivos por despeito do que por convicção própria.

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Leitinho com chocolate aconchega a alma.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Alguém me explica?

Porque é que uma pessoa, mesmo depois de já se ter servido (e alarvemente) das batatas fritas, continua a ir à travessa depenicar numa ou noutra, deixando o prato intocado?