sábado, 29 de março de 2008

Foram precisos estes anos todos para aprender o que é bom.

Até há uns meses atrás, eu era daquele tipo de pessoas (raras) que, ao fazer tostas (tostas a sério, não é pão com x), não barrava o pão com manteiga. Só agora percebi que isto era o mesmo do que ser engenheiro e não exercer, comer caldo verde sem chouriço ou ser um daqueles maridos que faz amor com a sua esposa e não lhe dá um tautauzinho pequenino no rabinho (o que por sua vez, é o mesmo do que não fazer amor).

Esta revelação aconteceu na segunda-feira passada e é de uma magnitude francamente superior à das aparições em Fátima, no caso de serem verdadeiras. Se o forem, seja como for, os 3 pastorinhos não sentiram o mesmo espanto e felicidade que eu senti ao comer a tosta que agora vos relato.

Não sou estranho a esta tosta. É denominada de "tosta gigante de cachorro". Já a tinha comido fora de casa mas, como ficou provado, se queremos uma coisa bem feita, temos de ser nós a deitar mãos à obra. É, no fundo, um trabalho de amor.

Peguei em duas fatias godzillescas de pão caseiro quentinho e barrei-as com manteiguinha. Depois forrei uma das fatias com um bocadinho de fiambre, mas só um bocadinho (não estou preparado para revelar o meu conceito de bocadinho). Feita a caminha de fiambre, pus em cima salsichas em quantidade suficiente, para que o pão ficasse coberto. Imaginem uma família pobre a morar numa divisão exígua, com uma cama correspondente. Com as salsichas é a mesma coisa, tirando o facto de cheirarem e saberem incomparavelmente melhor (e nem a filha de uma família destas, mesmo sendo maior de idade, se deve comer).

Não comecem já a correr para a cozinha, que ainda falta. As salsichas, mesmo tendo estado na frigideira, são coisinhas frágeis, que se podem constipar, caso a devida atenção não seja dada. Não podia pôr, sem mais nem menos, a fatia restante de pão em cima delas. Primeiro tapei-as com mais um bocadito de fiambre, aconcheguei-as bem e sussurrei: "Adoro-vos". Tapei-as com o resto do pão e fiz um momento de silêncio antes de começar a comer (uns 2 segundos), rezando para que fossem felizes na sua nova casa (ou casas).

Acho que já utilizei a mesma expressão aqui no blog, relativamente a uma sandes de ovo, mas aplica-se de novo. Foi uma tosta épica, a melhor da minha vida. Fica aqui, portanto, a minha sentida homenagem:


Nobre salsicha,
Alimento insubstituível,
De todas és a melhor xixa,
Para além de pouco perecível.

Mas depois de abrir a lata
Há que te dar destino.
Será uma tarefa ingrata:
Viajarás pelo intestino.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Troco...

... tudo aquilo que aprendi na universidade, pela capacidade de fazer isto, em qualquer cadeira, à primeira.

terça-feira, 25 de março de 2008

O engenheiro josé sócrates Não É Mentiroso!

ele Acredita Mesmo Naquilo Que Está A Dizer.

domingo, 23 de março de 2008

Boa Páscoa.


Não se preocupem que Ele depois ressuscita.

sexta-feira, 21 de março de 2008

quarta-feira, 19 de março de 2008

Mulheres

Invariavelmente, mesmo que uma pessoa não os peça, há sempre aquele tipo de mulheres (quase todas) que se tentam armar em conselheiras sentimentais, tentando explicar aos homens a chave infalível para o sucesso com as mesmas.

"Nós não gostamos nada disso!"
"Nós adoramos que nos façam aquilo!"
"Vai por mim, eu sou mulher, eu sei aquilo de que uma mulher gosta."
"Essa atitude é erradíssima! Só a estás a afastar!"

Treeeeeeeeetas. Não gostam de ser estereotipadas, e depois estereotipam. E agora, pergunto eu. O que é que vocês, mulheres, percebem de mulheres? Nada!!! Com quantas mulheres é que já namoraram ou tentaram namorar? A maior parte responderá "nenhuma". Logo, não fazem ideia da complicação que vai nessas cabeças no contexto de uma relação amorosa. Nem na vossa cabeça têm bem a noção do que se passa, quanto mais na cabeça da outra pessoa, no caso de ser outra mulher. É como jogar na lotaria. Tudo pode estar bem, sem que haja condições para tal, como o cenário mais paradisíaco se pode tornar num pesadelo.

Nós só precisamos que nos ensinem, desde pequenitos, a reconhecer a estrutura à qual foi dado o nome de clitóris. Tudo o resto, é pura especulação. Deixem-nos trabalhar. É que se nós não percebemos nada de mulheres, vocês percebem ainda menos.

Vá, fiquem lá ofendidinhas.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Ensino Semi Superior

Nutrição é daqueles cursos em que as notas não contam para absolutamente nada. Que credibilidade tem uma nutricionista morbidamente obesa, para me dizer aquilo que devo ou não comer? E não adianta vir com o argumento de que "vim para este curso para que outros não tenham de passar o que eu passo no dia-a-dia" que eu essa, não engulo.

Por outro lado, se a nutricionista for nova, gira e boa, eu não só como a sopa e a fruta ao almoço e ao jantar (coisa que já faço), como ainda o faço ao pequeno almoço, bucha de meio da manhã (é assim o termo técnico, não é?), lanche e ceia, tudo para que me diga:

- Mas Pedro, não há nada de errado consigo.

- Consigo também não, sotora. Estou a ver que se alimenta muito bem.

Gera-se aquele clima e acaba tudo num grande amasso. Pelo menos comigo é assim. Só quem não come a sopa toda é que não merece.

domingo, 16 de março de 2008

Fim de semana deprimente

Realmente este desodorizante da Vichy é mesmo eficaz durante 48 horas.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Os livros

1989 - Habilitações académicas: 3ª classe

Os Livros

Os livros são fonte de prazer, de sabedoria.
Os escritores escrevem neles fichas para a escola, histórias de encantar...
São uns bons amigos!
Eu acho que a maioria das pessoas gosta deles.
Na escola, é bom saber que se trabalha com eles.
Algumas pessoas dizem que os computadores dão mais prazer às pessoas do que os livros. Como se enganam! Os livros dão mais prazer de folhear, de ler...
Foram eles que guardaram a memória dos nossos antepassados.
Como eu gosto dos livros!

...

2008 - Habilitações académicas: Licenciatura (curso de 5 anos, nada de paneleiradas de Bolonha)

Os Livros

Os livros são fontes de dores de cabeça, porque uma pessoa muda de casa e nunca sabe o que lhes há-de fazer; ocupam demasiado espaço e pesam bastante.
Hoje em dia qualquer palhaço pode editar um livro.
São uma seca (menos aqueles que os meus irmãos me oferecem)!
Eu acho que a maior parte das pessoas não lê livros; isto não atinge só os analfabetos ou os burros.
Na escola, é bom saber que um professor vai faltar por tempo indefinido.
Algumas pessoas dizem que os livros dão mais prazer às pessoas do que os computadores. Como se enganam! Nos computadores pode-se jogar, pode-se falar no messenger com os amigos durante o horário de trabalho, a pornografia tem som e movimento...
Foram eles, através da banda desenhada, que possibilitaram que se fizessem tantos filmes de super-heróis como actualmente.
Como eu era atadinho, crominho e horripilante quando tinha 8 anos!

quarta-feira, 12 de março de 2008

O verbo "foder" persegue-nos...

...porque se não fodermos, estamos fodidos.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Festival RTP da Canção 2008

Se era para fazer músicas tão ridículas, teria sido bom, pelo menos, que tivessem escolhido apenas gajas podres de boas para as interpretar e, de preferência, nuas. É que, e tirando a opção de mudar de canal (que derrota o princípio da questão), apenas tenho o poder de baixar o volume, de modo a tornar a emissão mais agradável. Não havia valores de contraste ou de luminosidade que tornassem aquela piroseira menos intragável.

Ternurinha =)



Não é "nobe", é "nobre.

Não é "Povo" e "Nação" pegado, é "Po-o-vo" e depois "Nação" dito de uma vez só.

Não é "imotal", é "imortal".

Desafinaste na descida em "de novo".

Não é "de de Potugal", é só "de Portugal".

Não é "ente as bumas", é "entre as brumas".

Não é "pátia", é "pátria".

Disseste extremamente bem "igrégios", por isso não tens desculpa para os "Rs" anteriores mal dados.

O que foi feito ao "Sobre a terra e sobre o mar"? Perdeu-se na floresta e foi comido pelo lobo mau?

Lutále? LUTÁLE?

...

Esse "Muito Bem!" foi dito com um certo je ne sais quois de songa monguice. Não partilho do mesmo entusiasmo. Se fosse minha filha, com aquele tamanhão todo já resolvia equações de segundo grau com uma mão e coloria livros da Pequena Sereia com a outra sem sair dos riscos.

Mas fogo, o que eu não dava para ter uma filha assim daqui a uns anos (e nem tantos quanto isso).

sábado, 8 de março de 2008

Recebi o primeiro vestígio de fan mail!

E tudo isto apenas passado quase um ano desde o começo do blog.

O anónimo, cujo sexo era indecifrável através do endereço de e-mail e pela escrita(e mesmo assim, nestas andanças, nunca se sabe), embora tenha elogiado o meu pardieiro literário, queixou-se de que "só não acho bem quando te serves da raça negra para fazer humor". "Só te fica mal e tira um bocado de brilho ao resto dos textos".

Textos? Que comentário tão paternalista. Dá a ideia de que acordo às 8 da manhã, tomo o pequeno almoço, tomo banhinho e visto-me, para me sentar à frente do computador às 9 da manhã. Começo a escrever dezenas de textos, à procura dos melhores para publicar. Faço uma pausa às 13 para comer umas burgas, outra às 16 para uma bucha, e desligo o computador às 18 com o sentido do dever cumprido. Isto não é assim. Eu não escrevo textos. Eu dou ao dedo. Escrevo o que bem me entender, às horas que me apetecer, nos dias em que sinto que Vénus está alinhado com Saturno, quer tenha coerência ou não. Vou prová-lo: chiclete, trotinete, cotonete... biciclete, camionete, avionete.

E mais: posto nestes termos, parece que ando a dizer mal de pretos a toda a hora. Eu gosto de dizer mal de todo o tipo de raças, especialmente quando são inferiores à minha (esta é só para chocar, e desta vez, com razão, o(a) anónimo(a)). No entanto, e a julgar pelo conteúdo do blog, é raro fazê-lo. Além disso, se o fizesse regularmente, a minha tendência seria para achincalhar os ciganos em primeiro lugar (disso lembro-me) e talvez depois os timorenses e indonésios (porque, na minha opinião, são das etnias mais feias, de um ponto de vista estético Marie Claire). Ah, e ainda me mete mais confusão os sovacos por depilar das francesas do que propriamente pretos. Até há pretos fixes. Gajas com sovacos peludos fixes é que não conheço nenhuma (nem queria, se existissem).

Parece impossível que eu tenha colocado um endereço de e-mail para toda a gente ver e, para além de algum spam devido ao mail estar colocado ali às claras, esta ser a único mensagem que recebo referente ao blog. Estamos em Março de 2008, meus amigos. Deviam ser pelo menos uns 20 e-mails por mês a dizer que eu sou muita bom e genial, a par de uma ou outra ovelha negra a sugerir que eu encharque as goelas com águinha das pedras e cianeto.

Estou deveras desiludido. Já não sei se faz sentido este blog continuar.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Falta de interesse ou de motivação?

Acabou há pouquíssimas horas o grandioso derby Sporting - Benfica.

Tirando um período de 1 semana, quando tinha 3 anos, em que um tio meu me convenceu a ser do Benfica (ou do Pipica, como eu dizia), sempre fui do Sporting, por influência do meu pai, do meu irmão, e do bom senso. No entanto, tenho vindo a perder cada vez mais o interesse no futebol.

Tenho tido coisas bastante mais importantes em que pensar. Percebi hoje que, independentemente do resultado, me estava perfeitamente a cagar para o jogo. Repito, a cagar. Só mais uma vez, a fazer cocó.

Vi uns 8 minutos do jogo e foi deitado no sofá, já que não havia energia para mais. Estou oficialmente, a partir de hoje, a borrifar-me para o futebol.

Ah, é verdade: após algumas tentativas, deixei de tentar gostar de cerveja. Tremoços comi há umas semanas, para matar as saudades, e acho que durante os próximos 16 anos não me vai apetecer repetir. Tampo da sanita para baixo é prática corrente já há vários anos. Aliás, já cheguei ao ponto de, em casas onde só moravam raparigas, ser eu próprio a fechar a matraca à bela da louça sanitária, só porque me fazia confusão deixar aquilo assim, mesmo sem ter sido eu o prevaricador. Uma sanita aberta é como um segredo à deriva que não devia ser partilhado.

Meninas*, podem-se chegar à frente. A partir de hoje, sou oficialmente perfeito.


*Meninas, no sentido figurativo. Se és menor de idade, vai mas é prá escola.

domingo, 2 de março de 2008

Realmente foi pequeno

Sexta-Feira

- Boa tarde. Daqui fala XXX XXXXXXX, do Serviço de Carreiras e Apoio ao Aluno (SeCAA). Estou a falar com o Pedro, não estou?

- Sim, é o próprio. Boa tarde.

- Olhe, queria saber se era possível fazer-lhe um pequeno questionário.

- Claro, concerteza.

- O Pedro acabou o curso no ano passado, não foi?

- Sim, exactamente, em Julho.

- Já arranjou emprego?

- Não, ainda não.

- Pronto, obrigada.

...

Nem um "se eu ando a comer bem", ou um "se tem chovido aqui para os meus lados, porque os agricultores já andam apreensivos", nada.

Bolas.

sábado, 1 de março de 2008

Um dia destes queria ter um assim


Podia era tocar as coisas de que o pai gosta, e não estas bimbalhadas de inspiração americana.

Também podia ser um bocadinho mais bonito (se bem que depois, com um pai destes, é impossível não sair um menininho perfeitinho)...

Do mesmo modo, dispensava-se tamanha cara de totó ao receber qualquer tipo de prendas, ainda para mais durante tanto tempo. Era só mais um bocadinho de autocontrolo, se faz favor.

Mas queria um assim :)


...e era sinal de que a mãe também era fantástica, porque meninos sem dinheiro, que apanham muito tau-tau e que não recebem muitos miminhos, não são tão educadinhos nem se dedicam tanto a coisas tão fixes desde pequeninos, ainda para mais com aquela carinha bonita de felicidade. Um dia destes queres ser a mamã?