segunda-feira, 30 de junho de 2008

Tadito...

Com tanta quimioterapia, tenho medo que o Ruca não tenha tempo de perder a virgindade.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Faço o que for preciso para ser feliz.

Há bocado senti muito medo. É que à medida que vou lendo mais, convivendo com pessoas cujo grau cultural é superior ao meu (parece impossível, não é?), e assimilando cada vez mais conhecimento sobre o mundo que me rodeia, tenho cada vez mais a sensação de que sou um inútil que não sabe nada, não tem importância alguma neste planeta, e cuja ausência não só não traria infelicidade para o mundo, como até poderia trazer alguma alegriazita residual a uns e outros.

Engraçado é o facto de que dantes, apenas por sentir aquele poder que advém da capacidade de articular mais do que 5 palavras de forma coerente de seguida, em frases que podem ter uma utilidade comprovada no decorrer da rotina diária, eu achava que era uma pessoa bastante acima da média. Eu olhava para a média lá bem do alto, e às vezes até cuspia cá para baixo, na esperança de acertar no toutiço de alguma dessa gentinha que compõe o grosso da população, e que em nada se destacam. Mas não, afinal aquele humidozinho que sinto na cabeça, não é aquele borriço, fruto do ameaçar da precipitação. Há mas é uma carrada de crominhos a cuspir cá para baixo, e eu sirvo de alvo como todos os outros.

Quando era criança, gostava de muitas coisas ao mesmo tempo, e preocupava-me apenas em saber ao ritmo do meu desejo. Era feliz assim. Agora, não só me vejo obrigado a restringir-me a um número reduzido de áreas (e das quais a maior parte apenas surgem por necessidade), como tenho uma melhor noção geral sobre as coisas. Percebo agora que é impossível dominarmos qualquer coisa na vida; a aprendizagem é um processo constante. E, se nós aprendemos constantemente (ou devíamos), outros ao nosso lado também o fazem, o que torna extremamente difícil sermos dos melhores naquilo que fazemos, já para não falar em tudo. Dou por mim a evoluir não por prazer, mas por despeito, porque o vizinho do lado agora até já sabe fazer certa coisa. E garanto-vos, o gebo do vizinho só sairá vitorioso no dia em que uma mulher portuguesa se atrever a ser presidente de algum partido (mas tem de ser um dos principais, senão torna-se fácil demais para o vizinho).

Não sei se sou só eu, mas sinto que, se não for dos melhores, então mais vale estar a borrifar-me para tudo, e assim ter justificação para ser dos piores. Ser competente, bonzinho, ou com alguma qualidade é que não chega. Pelo menos para mim não chega, e de repente (só mesmo agora) percebo que é mais fácil sermos roskovs do que os melhores, para além de sobrar imenso tempo para disfrutar da nossa mediocridadezinha.

Terei de tomar medidas; uma pessoa precisa de ter amor próprio para poder viver de cabeça erguida. Como já tinha dito, tinha voltado a ler bastante mais do que o normal, como fazia em miúdo, e ainda por cima livros a sério, com coisos e teorias, mas vou já parar de ler. Vou limitar-me ao jornal da região, porque há uma gaja muita estúpida (e não é só por ser preta, que eu conheço uns pretos muita porreiros a quem ela não sai de certezinha) que eu conheço de vista, e que de vez em quando envia para lá uns artigos de opinião do mais imbecil que pode existir, e a Pública ao Domingo, para saber o meu horóscopo e porque gosto da bonecada da Maitena, apesar de não ser uma gaja (mas este último ponto, já é prática comum).

Música? É um bem artístico essencial. Como tal, nunca mais na vida vou falhar um Rock In Rio, porque é lá que se encontra a fina nata de tudo o que se faz no mundo. A RFM, a Comercial e a Antena 3 passarão a ser as únicas sacerdotisas do meu terço de hora de ponta, a caminho do emprego deprimente que nunca quis mas que terei de ter, que até me paga a horas, e no qual terei oportunidade de me desleixar a maior parte do tempo, lendo mails super divertido ou lendo blogs como este.

Haute cuisine, jamais. Nada supera um bom bitoque, e o McDonald's não fica tão longe quanto isso. Por pouco ainda dava para ver da minha janela o logotipo gigantesco no topo do edifício onde se encontra, qual bat-sinal da alimentação moderna.

Filmes, só pornográficos, e dos anos 70, que a badalhoquice é intemporal. O que tem qualidade, não só não o perde com o tempo, como apura com o passar dos anos. Aquele quejinho de Serpa que mora no fundo da gaveta dos legumes que o diga. Pronto, e alguns desenhos animados também. Ver o He-Man a aviar nos cornos do Skeletor é sempre bué de baril.

Os amigos também vão ser reformulados. Vou ver se consigo arranjar o número de telefone daqueles meus colegas do 9º ano, que diziam que a partir do momento em que uma rapariga começava a ovular, tava mais que pronta para a acção e que, por isso, apesar de serem repetentes com 17 anos, não tinham problemas em galar as miúdas de 12 anos mais desenvolvidas da escola. Havia também outro que, ao fim da tarde, nunca podia fazer nada connosco porque, segundo ele, tinha de ir "cavar batatas com o mê avô". Depois ria-se ruidosamente.

No fundo, este medo pode resumir-se a uma simples frase que acabei de inventar e que acho genial, não pela frase em si, mas porque foi algo que eu inventei. - "Só sei que nada sei". Em latim ficaria "Cogito, ergo sum".

Em suma, prefiro pensar que sei de tudo e ser um labrego do caraças, do que tentar aceitar que nem que viva 7 vidas, conseguirei chegar ao patamar que ambiciono. Ao menos assim, ignorante, serei feliz.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Queria meter...

... um post fantástico no blog, mesmo daqueles pertinentes e giros, mas aparecia sempre a mensagem de que o blogger não estava disponível e blah blah blah.

Agora que já dá, passados apenas 5 minutos de tentativas, deu-me a preguiça e perdi a vontade.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Amo-te, mas não te amo assim.

O que move o mundo é o amor. O que o move, mas também o que o faz parar. Enquanto essa paragem se dá porque duas pessoas teimam em não se desabraçar, não vem mal ao mundo. Por outro lado, se a paragem se der na vida de uma pessoa, por não ser correspondida, perde-se ali uma centelha de humanidade. Um ser poderia estar a alcançar nobres feitos, mas não o faz, pelo facto de sofrer por amor. Parou de respirar.

Neste aspecto, as mulheres são as que mais alimentam as paragens da humanidade. Gostam de ser adoradas, mas preferem não adorar, a menos que se sintam por alguém paradas. Não adianta dizerem que querem apenas ser amigas, que precisam de nós dessa forma e que, mesmo assim, não nos querem perder. Assim continuam-nos a dar toda a esperança do mundo. E nós, homens, quando nos entregamos, não somos homens, somos meninos. Somos doces como meninos, protegemos como meninos, erramos como meninos, e haverá sempre coisas que não conseguiremos compreender. Acima de tudo, como meninos, amamos. Não dá para separar a doçura de amar da consequente esperança em se ser correspondido.

Um amigo pode tentar distrair a nossa atenção, pode dirigir-nos todas as suas palavras de encorajamento, pode apagar o número dela dos nossos telemóveis, o seu contacto da nossa lista de amigos do messenger, mas o poder continua todo centrado na mesma pessoa. A mesma pessoa que, ao se lembrar do nosso número e pedir um pouco de atenção, nos continua a dar esperança. Basta um telefonema, um encontro e um sorriso, para tudo voltar ao ponto de partida. E isso não é honesto.

Por isso, mulheres, seres nobres que incondicionalmente adoramos, bebam um copo de leite bem quente (supera o gás da coca cola) e bebam-no de rompante à nossa frente. Soltem um valente arroto. Arrotem como nunca arrotaram na vida. Riam-se que nem umas labregas a seguir. Arrotem, digam muitas asneiras com sotaque transmontano e parem de nos ligar. Só nessa altura, a ausência do vosso número nas nossas cabeças fará sentido. Marca mais num homem a força da imagem de um arroto vosso de que de um sorriso. E um sorriso nunca poderá cheirar a puré de batata com salsichas.

Se todas as mulheres que passaram pela minha vida tivessem arrotado*, eu teria sofrido menos.

*Por acaso uma até chegou a arrotar. Nessa altura deixei de ter qualquer tipo de dúvidas.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Viver num apartamento não é pêra doce.

As minhas suspeitas confirmam-se: tenho vizinho(s) novos por baixo.

O historial é o seguinte:

  1. Até aos 24 anos, uma velhinha amorosa, que entretanto morreu (o que foi pena, porque me dava muitos doces e de vez em quando dinheirinho)
  2. Até aos 25 anos, um casalinho de namorados que vieram estudar para a escola de artes da cidade (devia ser o primeiro semestre, porque a rapariga era bem gira e querida, mas com o passar dos meses tornou-se desmazelada e mal arranjada, fruto das influências artsy fartsy que tanta gaja boa corrompe naquele sítio)
  3. Até aos 26, uma mulher com cerca de 30 anos, que eu pensava que era a responsável pela situação lamentável em que agora me encontro (se se vestisse de forma um bocadinho mais feminina eu era pessoa para lhe ir lá pedir sal, dando piri-piri em troca)
  4. De agora em diante, gente horrorosa e sem sensibilidade nenhuma (e de certeza que se vestem mal e cheiram mal dos pés, para além de não apararem os pelos do nariz e os terem assustadoramente compridos, como as antenas de rádio que procuram emissões extraterrestres)
Na semana passada, por volta das 3 da manhã, estava aqui a fazer uma coisa no computador, acompanhado de bela e inspiradora música. Quando desliguei tudo e me preparava para ir para a cama, começo a sentir alguém aqui por baixo a bater com uma vassoura no tecto. Deviam estar a gostar tanto da música que, passados 10 minutos de eu me ter calado, pediam furiosamente o encore.

Já ontem, às 22:30, a coisa foi um bocado mais violenta. A missão era novamente musical, e o meu pezinho esquerdo batia compassadamente no chão. Novamente, sinto outras pancadas de vassoura, mas desta vez com um grau de fanfarronice que puxa por toda a malvadez e despeito que tenho reprimidos cá dentro há mais de duas décadas.

Tenho mesmo de ter vizinhos novos. A anterior, até agora, nunca se tinha queixado e, de repente, deixei de ver o carro dela estacionado na rua durante a semana.

A situação é a seguinte: eu tenho mais que fazer e às horas que me apetecer. Em mais de 26 anos não recebi nem uma queixa, pelo contrário, a minha vizinha de cima até aprecia a minha actividade nocturna e confessa adormecer ao som dela. Não é agora um maçarico armado em boss, acabado de chegar ao prédio, que vai ditar aquilo que eu posso ou não fazer.

Por exemplo, imaginem que trago raparigas cá a casa. E agora, o que é que eu faço? Vou baixar consideravelmente o nível das minhas performances, só para elas fazerem pouco barulho e o vizinho poder dormir descansado? Quando o casalinho de artes fazia barulho a horas impróprias, devido a frequentes discussões, eu também não me queixava (até porque convinha estar atento, não fosse a rapariga vir cá acima pedir ajuda).

Estive a aconselhar-me com a minha sobrinha, que já tem quase 16 anos e, por isso, algum juízo, mas não fiquei lá muito esclarecido. Ela diz que eu estou a ser egoísta e também que existem limites. Pois eu não acho que esteja a ser egoísta; por outro lado, concordo com ela com o facto de existirem limites, e o vizinho de baixo já anda a passar das marcas. Por isso, desenvolvi uma estratégia.

Vou fazer tanto barulho de noite, que ninguém no andar de baixo vai conseguir dormir. Vão começar a chegar tarde ao emprego e o seu desempenho sofrerá com o cansaço, ao ponto de serem despedidos e não terem dinheiro para a renda do apartamento. Resultado? Uma vidinha mais descansada. Para quem?

Para mim.

sábado, 14 de junho de 2008

(re)Encontros

Ontem à noite fui tomar café com uns amigos a um sítio (dentro de um sítio) novo com bom aspecto que, apesar de ter custado 18 milhões de euros e ser de alta envergadura, ainda continua às moscas (acho que não revelei demasiado).

A certa altura, a conversa começou a girar à volta da engenharia civil e arquitectura; apesar de eu ser engenheiro (cof cof, só mesmo de nome), a minha área são mais os comes e bebes. Por isso, aquela surpresa não poderia ter acontecido em melhor altura.

Tive de olhar três vezes para acreditar que ela tinha entrado na sala (acompanhada do namorado). Era mesmo ela, a "menina do iogurte". Chamava-lhe menina do iogurte porque a primeira vez que percebi que me derretia todo sempre que a via, ela estava sentada nas escadas da entrada da universidade (portanto, na altura em que eu estudava, apesar de não estudar muito, devido a problemas de coluna, sinusite e vocações tardias conflituantes) a beber uma garrafinha de yoplait. Ela transformava por completo em arte o consumo de garrafinhas de iogurte líquido, especialmente no caso de se sentar em escadas de átrios de estabelecimentos de ensino superior. Um mimo.

Eu era a única pessoa que a tratava (embora nas costas) por menina do iogurte. A minha prima F. (que também era minha colega) tratava-a por "parola", embora eu nunca tenha conseguido perceber porquê; devia ser apenas embirração. Sempre que eu dizia "ai... ela é tão gira", recebia um "tem mas é as pernas tortas, o raio da parola". Já o meu colega A. dizia que ela era muito antipática, e que se eu a conhecesse só me ia desiludir. Ia, ia...

Ainda andei embeiçado pela menina do iogurte (cujo nome verdadeiro começa por M., mas não é Marisa nem Marta nem Mara, para o caso da verdadeira estar a ler isto e poder ter uma pista; o apelido começa por R.) durante bastante tempo, mas nunca lhe consegui dirigir a palavra e mostrar que tal era a força daquilo que ela me fazia sentir, que a seguir aos intervalos eu nem conseguia prestar atenção às aulas (embora se não a visse também fosse complicado prestar atenção, embora por outros motivos). Aliás, uma vez cheguei a dirigir-lhe a palavra, na esplanada, para perguntar se uma das cadeiras da mesa em que ela estava sentada estava ocupada e se a podia tirar. No processo, ia atirando ao chão os livros dela, que estavam precisamente na cadeira vaga, enquanto a minha turma gozava de forma pouco discreta comigo. Bons tempos. Houve também outra ocasião, num jantar académico, em que eu tive (mais ou menos, seria um bocadinho forçado) uma das últimas oportunidades de afiambramento, mas fiquei um tataratá aquém desse feito.

Não me interpretem mal; tudo isto aconteceu já há séculos (uns 4 anos, talvez?), e apenas encarei este reencontro com a dose de piada que estas coisas merecem. Embora hoje em dia eu tenha bastante mais lata (BASTANTE MAIS, como se pode comprovar pela atadice da minha descrição anterior), passado é passado. Além disso, não me ia intrometer agora entre ela e o namorado; iria estragar um bonito amor construído ao longo dos anos (porque o cabrãozito já na altura andava com ela, salvo erro), para além de desiludir todas aquelas que agora sentem por mim o incontrolável chamamento da paixão.

Só mesmo com mulheres?

Pode ter sido apenas uma questão de azar estatístico meu, mas as mulheres foram as únicas que me fizeram passar pela situação de quererem que eu fizesse alguma coisa (por vezes coisas completamente absurdas), passarem meia hora a insistir comigo depois da minha veemente recusa, até tudo ficar suficientemente confuso na minha cabeça para eu acabar por ceder, para logo a seguir dizerem "agora já não quero, olha!" e ser chamado de insensível e egoísta.

Já com um homem, isto nunca me aconteceu. "Se não queres vai pró ca#@£0", mas amigos como dantes.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Acham isto normal?

Por alguma razão o verbo procrastinar é um verbo estúpido. Para comportamentos estúpidos, nomes estúpidos.

É mais de meio-dia, ainda não almocei e ainda não tomei banho. Tenho de sair no máximo dos máximos dos máximos dos máximos às 15 para estar em Lisboa às 15:55, e ó se vai ser importante. Entretanto há trabalho importante para acabar, e estou completamente bloqueado à frente do computador a ouvir música e a relatar o sucedido para o mundo.

Burro, burro, burro, mas mesmo burro. "Felizmente" é mal de muitos.

PS: e sempre que a letra da música que estou a ouvir é em português e a conheço, canto-a com sotaque transmontano (seja lá o que isso for), como se não estivesse nada preocupado. Burro.

Por um mundo melhor

O planeta seria muito mais verdinho e bonito se caísse um raio em cima da cabeça de cada americano que diz "soccer stinks" e derivados a plenos pulmões.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Medos

Acho que tenho mais medo de quando uma rapariga me pergunta o que é um fora de jogo do que de ser assaltado. Nem é tanto por ser uma tarefa quase impossível; é mais por ser extremamente difícil não ficar visto como o mau da fita, mal educado e sem paciência, mesmo após três tentativas diferentes de abordar a regra.

É pena não andarmos sempre com um bloco e caneta na mão. Mesmo assim, em grande parte dos casos, nem com um esquema lá vai.

domingo, 8 de junho de 2008

Não gosto de...

... pessoas com dupla personalidade, porque têm a mania que são mais "cós" outros.

sábado, 7 de junho de 2008

Será que se calhar ele é que tem razão?


A minha opinião pode ser controversa, mas eu acho que ele não tem razão nenhuma.

Contaram-me há bocado...

... que, na obra (o amigo que me contou é engenheiro civil), um dos trabalhadores atirou um calhau enorme em direcção ao wc, visto que estava lá um homem há séculos e nunca mais de lá saia. Com o estardalhaço, acabou por vir de repente cá para fora, um bocado surpreendido. O meu amigo disse-me até que ele provavelmente nem limpou o rabo com o susto.

Ora eu, se estivesse a cagar, independentemente do forrobodó de horrores que estivesse a acontecer lá fora (genocídios, invasões de extraterrestres, triângulo amoroso entre o Jorge Gabriel, a Fátima Lopes e a Júlia Pinheiro), preferia tentar limpar o cú antes de sair cá para fora, mesmo sabendo que havia grandes hipóteses de um meteorito cair em cima da casa de banho no espaço de 2 segundos.

Se de tudo isto não tenho dúvidas, resta saber como reagiria se me viessem dizer que tinha acabado de ganhar o euromilhões... Esta coisa da higiene pessoal é muito bonita, mas o dinheiro é coisa séria.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

És jovem?

És jovem?

Tens sonhos?

:: Tirado do Dicionário da Língua Portuguesa, 6ª edição, Porto Editora (eu sei que já podia estar um pouco mais actualizado) ::

sonho, s. m. actividade mental não dirigida, que se manifesta durante o sono, pelo menos nas suas fases mais profundas, e de que se pode conservar, ao acordar, uma certa lembrança; conjunto de ideias e de imagens que perpassam no espírito durante o sono; (fig) fantasia; devaneio; ilusão; utopia; pl. bolos fofos de farinha e ovos, fritos em azeite e passados depois por calda de açúcar. (Do lat. somniu, «id.»).

Em lado nenhum se fala aqui em fadas, bom karma, justiça, empreendedorismo, recompensa e ser-se feliz para sempre.

Acordem. Os sonhos não se realizam para a grande maioria das pessoas, e normalmente por duas razões. Das duas uma: ou somos imbecis, ou estamos rodeados de imbecis, que em nada colaboram. Ou então são como eu. Já não basta ter a noção do meu grau de imbecilidade, e ainda tenho de estar rodeado deles.

domingo, 1 de junho de 2008

Falsos sinónimos

Quando era pequenino, tinha uma grande dúvida (para além de não saber que aspecto tinha uma mulher nua). Para mim, sempre que alguém matava um homem, esse alguém era um assassino e cometia um assassinato. No entanto, na televisão e nos jornais era raro falar-se em assassinatos. Falava-se sempre em homicídios.

Agora já sei que um homicida é uma pessoa que é amadora, a quem calhou matar alguém por necessidade, azelhice ou apenas como hobby. Já um assassino é um profissional como deve ser, que mata porque é pago para isso, já que a vida está difícil e uma pessoa também tem quereres, quanto mais não seja conhecer aquilo que existe para além de Badajoz ou Sevilha.