domingo, 30 de novembro de 2008

Come o salmão...

- ... que é rico em omega 3.

- E é rico em dinheiro? Não, pois, não? Então quero lá saber.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Erecção de entretenimento interactivo - Mirror's Edge

Estou a começar a ficar maluquinho para experimentar este jogo. Sempre gostei muito de FPSs, e embora este tenha pouco de S, ganha a potes pela fluidez da experiência. Deixo aqui o trailer, porque explica o meu entusiasmo melhor do que eu. Portanto, acho que assim a Wii fica para já excluída, já que ele só existe para a PS3 e Xbox 360, e estas têm maior quantidade de jogos que quero jogar. Assim que a minha conta bancária estiver na situação em que devia estar, a minha sala terá um brinquedo novo.

Já agora, se gostaram da música principal, aqui fica a versão completa:

Que nome se dá a esta doença?

Apesar de eu saber que não estou nem remotamente perto de ser uma das melhores pessoas do mundo, fico com umas comichões danadas quando alguém me aponta um defeito ou quando alguém não gosta de mim. Tenho logo uma vontade danada de me defender (mas isto sei de onde apanhei, e tento respirar fundo e fingir que ao menos estou a aceitar de forma positiva aquilo que me dizem).

Por exemplo, há bocado acabei de jantar com uma das turmas a quem dei formação. Foram dois meses com eles, era natural que fizéssemos algo do género. Raramente fui criticado, raramente houve períodos em que a formação não correu bem, quase toda a gente me deu a nota máxima (embora isso não queira dizer nada, e a maior parte das pessoas preencham aquilo a correr e por simpatia). Mas lá está. Quase toda a gente. Raramente. Mas aindaassimmente. À tarde, com outra turma, depois das últimas formalidades, acabámos todos a comer azevias e a beber vinho do porto (e uma mini no café, no final; só bebi uma para não fazer desfeita). Ainda levei duas caixas cheias de doces para casa (mais tarde tenho de fazer publicidade a alguns dos restaurantes dos quais os meus formandos são donos, para quem for da região). Depois desejámos todos muitas felicidades uns aos outros e pediram desculpa por algum comportamento que tivessem tido que eu não tivesse gostado tanto e disseram que gostaram muito e aprenderam muito. Mas alguém ali de certeza não gostou assim tanto, não me achou assim tão simpático, e achou que eu não percebia nada do assunto. Estranhamente, não me estou a cagar para isso.

Podia-me ter esforçado um bocado mais (não no sentido da quantidade, mas da qualidade, já que o ritmo de trabalho e de quilómetros foi muito intenso). Por outro lado é complicado uma pessoa esforçar-se quando amanhã acaba a última turma (no total foram 8 cursos) e ainda não vi nem um cêntimo, andando a sobreviver à custa de dinheiro emprestado. Mesmo assim não penso só no dinheiro, e penso também na formanda que disse que as sessões do formador de Atendimento eram espectaculares e ele era super divertido. Estou-me a cagar se a matéria da minha área é mais maçuda e se eu sou menos extrovertido (embora, para quem me conhecia há uns anos atrás, ter estado no centro das atenções de tantas pessoas com este à vontade todo e sem dar parte fraca, seja obra). Eu devia ser muito mais espectacular grande bom e bonito que o caramelo do Atendimento.

Também não me estou a cagar quando alguém diz no blog que eu sou um idiota porque digo disparates sobre mulheres e carne de porco à alentejana, apesar de me dever estar a cagar, porque a minha consciência relativamente a mulheres está tranquila, e se às vezes generalizo, ainda que levando para a brincadeira, é porque as minhas experiências foram mais para o lado do turbulento que outra coisa.

E é assim. Tão cedo não voltam a ver um post que me deixa num estado de nudez tão aparente como este (portanto, tadinhas das meninas, no que diz respeito à futura falta da minha nudez). Aliás, vou já por outro post antes deste, para aqueles que têm dificuldades em se concentrarem durante muito tempo no mesmo blog deixarem este post escapar.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Nerd Talk

Pois é. A votação acabou, mas as dúvidas persistem.

Afinal compro uma Wii, uma Xbox ou uma Playstation?

Por um lado, um amigo meu tem uma PS3, e até agora o esquema de jogo não me atraiu muito (por exemplo, a jogar o Metal Gear Solid 4, era como se estivesse a jogar o MGS2 pela enésima vez, mas com melhores gráficos). Assassin's Creed? Boooooring. Devil May Cry 4? Mehhh... GTA4? Porreiro e tal, mas passada a novidade uma pessoa abstrai-se um bocado dos gráficos.

Wii? Adoro os comandos, e sou maluquinho pelo Metroid Prime 3( aquela sensação de isolamento...), Mario Galaxy e Zelda. Infelizmente parece que só existem estes jogos de jeito, e o resto é um bocado fracote, sem tirar partido das potencialidades dos comandos como deve ser.

A Xbox parece-me catita e tal, mas cai na mesma categoria da PS3. Será que me vou fartar? Até agora, os jogos multiplataforma correm quase todos melhor na Xbox do que na PS3 (as suas potencialidades foram muito sobrevalorizadas, não é assim tão boa). Só que uma pessoa olha para o Killzone 2 e fica com a dúvida: será que aquilo é o resultado de muito suor para tentar igualar a demo da E3 2005 ou a consola vai ser mesmo capaz de nos dar aquilo e muito mais daqui para a frente, tendo a Xbox alcançado o seu limite com o Gears of War 2?

E é isto. Tenho noção de que as minhas hipóteses de retomar uma vida sexual razoável cairam por terra, depois desta demonstração de geekismo à frente de tanta rapariga jeitosa, mas ao menos a consola não chateia. Além disso, com o dinheiro de dois ou três jantares bons compro um jogo, e não tenho de me esforçar para arranjar tópicos de conversação. E o jogo não chateia nem diz que estou distante e que não reparei que escadeou o cabelo dois milímetros. A consola não deixa pensos higiénicos enroladinhos (ahaha, como se não desse para reparar que aqueles já não acudem a mais nenhuma emergência) num cantinho da casa de banho. Tanto a mulher como o comando são wireless hoje em dia, mas o comando não me sufoca com os braços quando tento dormir, como se eu fosse uma porta USB e ela quisesse recarregar a bateria com miminhos às 4 da manhã.

Resumindo:

A Wii tem comandos inovadores (quando bem utilizados; o que raramente tem acontecido), e o Metroid Prime 3 deixa-me com a espinha arrepiada. É menos potente que as outras; os gráficos não são grande espingarda (embora em parte também por culpa de quem faz os jogos). O Mario Galaxy é ridiculamente divertido (embora não muito másculo).

A Xbox 360 tem o Gears of War 2 (aqui, matar é tão bonito que o Jesus até diz que deixou de ser pecado) e o Project Gotham Racing 4 (um Ferrari Enzo em Nurburgring, à chuva = AMOR). Será que se confirma esta tendência de não perder terreno para a PS3? Infelizmente não tem net wireless; tinha de gastar mais 80 euros nisso, e lá se vai o preço bem mais barato. O meu amigo J. não tem, e por isso podíamos jogar os exclusivos de ambas as consolas se eu comprasse esta. Tenho um bocado de receio de levar com um RRoD em cima, embora com as mais recentes este problema não aconteça tanto.

A PS3 tem o Killzone 2 (se as forças armadas portuguesas fossem assim, eu alistava-me) e o Gran Turismo 5 (se resolverem o pormenor de ser possível ganhar tempo fazendo as curvas contra os outros carros, não haverá nada sobre rodas tão sexy como isto). Como o J. já tem, podiamos comprar jogos diferentes, trocar um com o outro, e levar o comando para casa um do outro e organizar umas jogatanas. Será que a consola tem futuro ou tudo não passou de um grande hype?

Ajudem-me a escolher! Convençam-me! Já lá vai o tempo em que podia ter mais do que uma. Agora, a consciência da fase adulta obriga-me a poupar o mais possível. Deste modo, se algum (ou alguma, que as raparigas cada vez mais estão em sintonia com este hobby) de vocês me convencer de forma a não deixar dúvidas, terei sempre um bode espiatório, para o caso de me arrepender da compra.

É um caso de vida ou de morte!


PS: O Mirror's Edge e o Burnout Paradise são muito diferentes de consola para consola? Ora aqui estão mais dois jogos que me deixam a salivar.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Nicola - Encontros Perfeitos

Um dia digo-te que não és tão importante na minha vida como pensas e que me estou a cagar se te vejo ou não.


Hoje é o dia.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Foi por porco

No âmbito da área em que estou a dar formação, estive ontem à noite a visitar um matadouro, onde também se faz a transformação de matéria-prima, para analisar algumas das medidas que poderiam ser melhoradas, comunicando-as tanto a patrões como empregados.

Aquela mistura de cheiro de porco com fiambre, frio e chouriço,não me é estranha, visto que estagiei na Nobre. De certa forma, foi como um regressar às raízes; trouxe-me à memória lembranças lindas de juventude, onde tudo eram descobertas inocentes, e papoilas povoavam campos, juntamente com margaridas. E um quadradinho anexo de terreno para salsa e hortaliças.

O frio inibe bastante os cheiros, e na altura a fábrica estava parada, mas por outro lado estive bem perto das câmaras dos fumados. Seja como for, não saí de lá a cheirar a muito mais do que o habitual desodorizante (tão habitual que uma vez, não tendo a certeza se o tinha posto ou não, e tendo alguns complexos com cheiros, fiz inversão de marcha e fui a casa por desodorizante, resultando este desvio em cerca de 14 quilómetros).

Hoje, quando fui à rua de tarde, e como o casaco que levei ontem não cheirava a quase nada, decidi levá-lo, para arejar um bocado.

Ora eu, que no dia a dia raramente me cruzo com raparigas (labregas não contam), fui-me logo cruzar com a C.

Espero não lhe ter causado repulsa. Se causei, foi por pouco. É que eu nos outros dias do ano não sou assim.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O facto de um homem...

... não gostar de mulheres não significa necessariamente que seja paneleiro. Pode ser só divorciado.

domingo, 9 de novembro de 2008

Filosofia 10º ano

Nem todos os homossexuais usam lenço ao pescoço, mas todos os homens que usam lenço ao pescoço são homossexuais.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O ponto a que se chega por causa de uma gaja...

Dizer que se gosta de Mafalda Veiga.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Questões das nossas vidas - 1

No fim de semana estive a tomar café com um amigo e lembrei-me de uma questão pertinente, como poucas há por esse mundo fora.

- Eras capaz de casar com uma mulher sabendo que sexo oral estaria fora de questão até que a morte vos separasse?

- Epá... supostamente, se vou casar com ela, é porque a amo e o resto não importa... mas um broche é um broche...

- Pois.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A toodos uma boa semaaaana

A toodos uma boa semaana.
Deseejo uma boa semaana
Para toodos vós.

Ao som de Esbjorn Svensson Trio - Serenade For The Renegade

Infelizmente as gânfias do Bibi não chegaram ao Coro de Santo Amaro de Oeiras.

sábado, 1 de novembro de 2008

Desafios alimentares

Naquele que acabou por ser o meu último dia de contacto promíscuo com os raios ultravioleta, fui à praia com a minha amiga A. Como uma mulher prevenida vale por um homem desprevenido, levou sumos e bolachas Maria para os dois.

- Aposto que não és capaz de comer dez bolachas Maria seguidas num minuto sem beber sumo! NINGUÉM é capaz, a menos que faça algum tipo de batota! Isto era uma coisa que se fazia dantes na tropa aos soldados.

- É claro que sou! Só dez num minuto? Pffffff! Só não o faço aqui porque tenho vergonha de fazer figuras tristes, e há por aí muita gaja de bikini de olho em mim, com toda a certeza.

Nunca dou parte fraca quando me fazem um desafio. Acabo, no entanto, por nunca os fazer, seja por serem desafios imensamente estúpidos, ou por o desafiante não estar disposto a remunerar convenientemente o urso que se sujeita a estas demonstrações de excelência na imbecilidade.

Nem sequer tinha pensado muito bem no assunto. De facto, se sou capaz de comer dez Marias num minuto, porque é que não haverei de ser capaz de comer dez bolachas, que têm bastante menos xixa?

Mais tarde, às duas da manhã, como se não tivesse já coisas bem mais importantes para fazer, entrando em jogo o meu talento para estabelecer prioridades, a que é que me dediquei? Bolacha Maria.

Metodicamente, coloquei em cima da bancada de inox da cozinha dez bolachas Maria empilhadas em grupos, dois grupos de três e dois de duas (eu até punha de quatro, mas a minha boca não permite), o telemóvel com a opção de cronómetro seleccionada (eu sabia que ainda havia de dar jeito), um guardanapo (em caso de necessidade de higiene pessoal básica) e um copázio de água (não para fazer batota, mas para uma eventual aflicção, que isto ainda são coisas arriscadas).

...

Realmente é praticamente impossível. Já tinha passado um minuto e eu nem quatro completas tinha conseguido comer. Para já, colocar um grupo de três bolachas Maria de uma vez na boca é estar a implorar por aftas, porque ao mastigar as primeiras vezes, formam-se dezenas de bocadinhos aguçados de bolacha que picam que se fartam. Por outro lado, não podendo beber água, ficamos com a boca cheia de uma pasta tão seca que não só custa a engolir como a descolar os dentes uns dos outros. Sendo assim, porque é que eu continuei a comer as bolachas para lá do primeiro minuto???!

Não é masoquismo; sou apenas um apaixonado por análise quantitativa e estatística. Já que tinha dez bolachas ali à frente, ao menos que servisse para ver quanto tempo demorava. Esta teimosia acabou por durar dois minutos e meio, revelando-se do mais puro sofrimento. Parece que ainda agora consigo sentir aquela sensação nojenta de ter a boca cheia de argamassa.

Fiquei mais feliz? Não. Consegui ultrapassar o desafio? Não. Alimentei-me bem? Não. Alcancei um patamar mais elevado na busca da essência do meu ser? Totalmente! Confirma-se a minha idiotice. Idiotice parcial; até aos dias de hoje, em termos de bolachas, deixei de lado a Maria, tendo optado apenas por comer waffers de chocolate*.


* e essas sim, consigo comer dez num minuto sem beber água.