quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Caralho é aquela palavra que...

... dita por um homem no final das frases, fica sempre bem. Nunca soa fora de sítio e pode até ser frequentemente utilizado para adjectivar qualquer coisa de forma francamente positiva. É impossível não se ter conversa quando se enche todas as frases com chouriços destes. Já "foda-se" serve mais para iniciar qualquer ideia.

"Foda-se, o Cristiano marcou mais um golo do caralho!"

Simples, directo, e matarruanamente intelectual. Seja como for, não estou aqui para falar da língua portuguesa e suas vicissitudes. Queria apenas desejar-vos, desde aqueles que me linkaram, aos que comentam e aos que "apenas" vêm cá regularmente, um ano de 2009 do caralhão.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Já há 4 dias...

... que não cagava. Uma pessoa vai passar o Natal fora e parece que os intestinos fazem cerimónia. Admito que tenho fobia de casas de banho públicas e prefiro ganhar úlceras nos intestinos a ceder à tentação de usar uma, mas em casa do meu irmão o cenário é bem diferente e o meu rabo não devia ter tanta vergonha de fazer cocó.

4 dias sem expelir fezes, ainda por cima na quadra natalícia, repleta de excessos gastronómicos, é obra. No primeiro dia, já sabia que era normal isso acontecer. Sempre que vou para uma casa estranha (leia-se, que não a minha), tenho tendência a reter o que de pior o ser humano produz cá dentro durante uns tempos. No segundo dia, continuei a não estranhar nada. Aliás, eu continuava a comer do modo alarve que me caracteriza e a barriga não mostrava sinais de mau estar, pelo que continuei a apreciar o Natal na companhia da família como se nada fosse. Pensava sempre que "isto à próxima azevia vai lá concerteza". No entanto, é chegado o terceiro dia de permanência fora do berço e nada de cocó. Peidos, sim, o costume (sim, nã0 me venham cá dizer que vocês não mandam puns). Seja como for, flatular não é cagar. São graus de alívio totalmente diferentes.

Não pensem que este foi o meu caso mais grave. O meu record de prisão de ventre é de 6 dias, numa vez em que fui acampar, quando tinha uns 12 anos. Fala-se tanto em ir cagar à mata, e eu com tanta dela ali, e nem cagalhinho nem cagalhão. Nessa altura a história era outra; as condições eram muito precárias e eu, com tanta gente à volta a toda a hora, só me queria era poupar a uma situação constrangedora. Sabem como é, são sempre aquelas perguntas que todos os putos atados de 12 anos colocam quando se encontram numa situação complexa pela primeira vez: "onde está o papel?"; "alguém já limpou o rabo a ervas e sobreviveu?"; "no caso de haver papel, o que é que eu faço com ele depois de estar despachadinho?". Olhando para trás, tenho orgulho em afirmar que aguentei estoicamente.

Continuemos a história deste natal. Chegado ao quarto dia, e sabendo que tinha 380 quilómetros para fazer desde Faro até casa, surge aquele dilema. Será que deverei fazer um esforço sobre-humano agora, ou continuo como se nada fosse, já que, incrivelmente, continuo a sentir-me tão bem como se tivesse acabado de cagar há 10 minutos? Decidi fazer como se nada fosse. Se não há aqui nada a dizer que quer sair, então devo ter evoluído e consigo eliminar todas as impurezas através da transpiração e do xixi, ao contrário do ser humano comum.

Agora, digam-me é uma coisa: MAS COMO É QUE O MEU CU SABE QUE ESTÁ A CHEGAR A CASA? É que tanto na época do acampamento, como neste Natal, assim que ficava um troço de autoestrada mais perto de casa, lá começava ele a dar sinal de crescente desconforto. Após os primeiros 100 quilómetros, fiquei aliviado por saber que "ahh, afinal hoje vou conseguir esvaziar a tripa e voltar ao normal", após aquele primeiro tocar de campainha. Aos 190 pensei "desta vez não tenho medo de adormecer e estou fresquinho para fazer a viagem toda de seguida sem parar a meio, já que esta sensação suportável não me deixa desconcentrar da condução". Aos 360 dava graças por ter grande facilidade de controlar a mente com o poder da respiração. Isto foi escalando até um "ai que me borro todo" quando cheguei à porta do meu prédio.

Eu tenho a sensação que, tendo em conta esta ligação emocional tão bonita e forte entre o meu cu e a minha sanita, se nessa altura me metesse de novo no carro e me afastasse dali acima do limite de velocidade, que a vontade desapareceria gradualmente tal como apareceu. Mas pronto, a vida vive-se é andando para a frente e lá caguei tudo o que me ia na alma. A curiosidade era grande; com quatro dias de intestinos presos isto não pode ser merda, devo mas é ter dado à luz a qualquer coisa viva e pulsante. Ainda assim, a mão no autoclismo foi mais forte do que a mórbida vontade de olhar.

Caguei e andei.

No refrão...

... da nova musica EXTREMAMENTE APANELEIRADA do André Sardet, experimentem mudar "Gosto de ti" por "Faço xixi". É coisa de gente básica, mas a diversão está garantida.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Merry Christmas...

... and all that crap. :P

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Não-sensações

Quando tenho dores de dentes, normalmente é pelo facto de achar que as tenho e que se passa alguma coisa. Ando lá horas a esgravatar com a língua, minuto sim, minuto não, e depois é que fico com uma dor de dentes mesmo a sério, com direito a gengiva inflamada e tudo. Agora que já passou, penso em como sabe tão bem não ter dor de dentes e não sentir nada.

E, agora que me lembro, também sabe muito bem não estar apaixonado por ninguém.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Não é por ser preta.

Ele: Puto, curte aí a Tyra Banks.

Eu: Que é que tem?

Ele: É boa comó caralho.

Tás doido? não curto nada. parece feita de plástico.

Tás drogado ou quê? não é boa, queres ver?

Nop...

E a Carmen Electra? Foda-se... Mêmo boa...

Pelo menos é melhor que a Tyra Banks...

Lá tás tú. não lhe mandavas uma, queres ver?

À carmen electra mandava. À Tyra Banks nop.

Lol, então é isso.

E nem é por ela ser obama. Simplesmente faz-me impressão, a gaja. Acho-a azeiteira.

Deve ser por ser gaja. Paneleiro do caralho.

Foda-se! Agora tenho de gostar de todas as gajas, não?

Foda-se! A gaja é boa. Se ela quisesse não a fodias, queres ver?

Pá, é boa pra ti. Não a fodia, não. Não a curto. Tenho padrões elevados, que é que queres.

Tu tás é drogado. Se tivesses grelo com fartura, eu até compreendia, um gajo escolhe sempre. Agora, não fodes há uma data de tempo, ela aparecia-te aí nua e não a fodias? Vai pó dick.

Eu vou-te mostrar uma gaja, e tu vais aprender comigo, certo? Olha aí para a Megan Fox. Compara lá a gaja com a Tyra. Tás a ver que aspecto tem uma gaja boa? E já agora que estamos nisso, também não fodia a Pamela Anderson. Ainda hoje em dia se fala muito nela e não percebo porquê. Tem cá um ar de porca... nota-se mesmo a rodagem.

Quem é esta? Não gosto. Não a fodia.

O quê? Não gostas da Megan Fox?! Ah mas da Tyra já gostas. A Tyra parece um homem ao pé da Megan. Gostas de homens, tá visto.

Não mais do que tu. Ela de perna aberta e tu não ias lá. Seja como for, é gaja, tem cona e tu tens pixa.

Good point, mas mesmo assim não serve para todas. A N. (nota: é uma cigana velhota cá da cidade que cheira a urina e que está sempre a chatear toda a gente que passa na rua com a sua voz grave e esganiçada) também tem e não é por isso que eu lá vou aviar salsicha.

Não compares, caralho! Já me tou a passar contigo! Tás-me a deixar stressado! Fag!

Fag? Fala o gajo que prefere a Tyra à Megan. Olha aqui mais uma foto da tua amada Tyra... Tão linda...

Que é que tem? Tem cá um par de chuchas. Até batiam palmas!

Agora imagina isto em tribunal. Tás fodido. Contigo a preferires a Tyra à Megan, o juiz diz logo que tu é que és panilas.

Tava apenas a gozar para te lixar. Claro que a aviava. Aviava as duas.

Sim, sim... Fag status you seek, young fagawan.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Nem todas as mulheres são umas cabras...

... nem todos os homens são uns porcos. Há sempre algumas excepções... acho eu.

Fico é sem saber se nascemos com essa tendência ou se são as circunstâncias da vida (e especialmente das relações amorosas) que nos tornam assim. Por um lado, a questão surge um pouco como a do ovo e da galinha. Alguém teve de dar o primeiro passo. Algum gajo foi porco primeiro, ou alguma gaja foi cabra primeiro. No entanto, não tenho dúvidas de que qualquer (generalizando) doce menina se transforma numa cabra montesa após uma experiência com um colossal porco. Pode demorar mais com umas do que com outras, mas a coisa vai lá sempre dar, mais porco, menos porco (a menos que cedo se depare com um sapo banana e faça de conta que tem ali um principe). Não tenho dúvidas de que a desilusão fará com que a ex-doce menina acabe por agir em várias ocasiões como uma cabra de primeira para o primeiro doce desgraçado (doce não, que é adjectivo mariconço) que encontrar à frente,deixando-o de rastos. Quando ele deixar de ser um sapo banana, irá adoptar laivos de suíno, nem que seja inconscientemente. E assim sucessivamente.

Independentemente de sermos homens ou mulheres, temos todos um lado vingativo. Todos os dias saem do armário porcas e cabrões.

Eu acho que já sou porco. E vocês? Oinc? Meeeé?


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Eu até sou apologista...

... de se andar sempre minimamente bem vestido, nem que seja para ir à rua despejar o lixo, não vá uma pessoa cruzar-se com a mulher da nossa vida (se for com a nossa mulher da vida a indumentária torna-se irrelevante, basta ter dinheiro no bolso) e perder ali uma oportunidade irrepetível, fruto do mau aspecto.

Seja como for, uma pessoa de vez em quando desleixa-se. Aconteceu-me precisamente no domingo à noite, quando um amigo me apresentou uma rapariga que já há uns tempos acho muito gira. A rua costuma estar deserta a essas horas num domingo, e tinha logo de ser a única pessoa com quem nos cruzámos. Barba mal aparada, camisola abaixo da média, casaco mal composto. Acontece.

Uma coisa é certa; de nada me valeu hoje a indumentária, quando antes de me cruzar com outra rapariga que acho bastante simpática a vários níveis, me cai um pingo gigante por entre os óculos e o olho esquerdo.

Acho que simplesmente não estou destinado a ser pai.

Os mosquitos não têm...

... nariz, senão não encontrava um a voar bem no fundo da minha sanita, como se fosse o interior de um vulcão. Um conselho: se conseguirem acertar num mosquito durante a expulsão do chichi da pilinha ou do pipi, não deixem que ele se aproxime da bordinha e escape, apesar de molhadinho. Ou lhe acertam mais, ou puxam logo o autoclismo.