quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Dois Mil e Nove

Este ano foi ligeiramente a atirar para o merdoso. Apesar de ser frustrante, tenho de reconhecer que não consegui atingir a maior parte dos objectivos a que me tinha proposto no início. O único que concluí com sucesso foi o de não apanhar gonorreia. Tristemente, foi bastante mais fácil do que eu estava à espera.

Para o ano que começa amanhã, mantenho todos os objectivos que tinha traçado no princípio de 2009, menos, justamente, o da gonorreia. Acho pouco ambicioso colocarmos sistematicamente na nossa lista de prioridades coisas em que tivemos tanto sucesso no passado. Quanto aos outros, se é estupidez ou persistência, a seu tempo se verá.

De resto, falta-me apenas agradecer-vos por mais este ano de visitas. Parece que quanto mais ordinário este blog se torna, mais frequentes e fofinhos são os vossos mails (e vocês ainda não viram nada). Que sejam felizes and all that crap, é o que vos desejo. Ah, e que em 2010 nunca sejam acusados de soltar bufas. Há que manter a postura, por pior que seja o cheiro.

E pronto. Agora vou preparar-me psicologicamente para me atafulhar de bifanas e minis. Há quem coma doze passas. Outros precisam de arrotar violentamente doze vezes, que é menos démodé. Cheers!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

3rd date = Sex

Infelizmente, esta fórmula americana não está em vigor no nosso país. No entanto, mesmo que estivesse, não acho ainda que seja suficientemente avançada para os dias que correm, pelo menos para os meus dias. É que, para mal dos meus pecados, os três dates têm de ser com a mesma pessoa. Uma coisa vos garanto: se assim não fosse, a terceira gaja a sair comigo em 2009 ia ficar como uma castanha. Assada.

domingo, 27 de dezembro de 2009

A fivela interior da mala do portátil...

...está lá para alguma coisa. Se pensarmos bem, ao não utilizarmos cinto nas calças, a probabilidade das calças caírem e de nos olharem para as cuecas é maior. Portanto, ao ter-me lembrado da fivela, consegui que apenas a papelada toda, canetas e cds caíssem no meio do chão de um dos meus locais de trabalho, enquanto 3 gajas atrás de secretárias olhavam embasbacadas para a minha figura. Bem, ao menos olharam com interesse, para variar. Imagino o que seria se o portátil também tivesse caído ao chão. No mínimo, lubrificavam o pipi.

Ajudar é que está quieto. Ser rameira é ter uma pen caída ao lado da perna da cadeira e não mexer nem um dedito para a apanhar. Eu nem estava preocupado a ver se não tinha perdido nenhum documento nem nada. É que podiam fingir, ao menos. Não admira que no sector da galderice também haja crise. Não é por falta de tesão dos clientes, é mais por excesso de concorrência. Há mesmo putas em todo o lado.

Para cúmulo, nesse dia tinha vestido o mesmo casaco que tinha levado a um jantar de natal de amigos na semana anterior. Quando devolvi a chave das instalações, já que não havia mais nenhuma cópia e eu tão cedo não ia precisar, ela estava presa à minha prenda de natal do amigo secreto do dito jantar, aquele mesmo em que eu era para ter levado embrulhado um caralho das caldas. À conta das minhas piadas na troca de emails combinando o jantar, tive direito a um presente especial. Era suposto a festa ser temática e todos levarem uma peça de roupa vermelha, que poderia estar à vista ou não, mas que teria de ser mostrada. Eu apenas me limitei a dizer que, se fossem ao jantar gajas comestíveis, eu teria de certeza uma coisinha vermelhita para mostrar no final da noite. E pronto, o tal presente especial foi uma tanga vermelha com pelo branco à volta, que tive de vestir durante 10 segundos por cima das calças para não me acusarem de estragar a piadola. Já agora, a todos os que na altura se riram, vão mas é pró caralho, minhas caganitas de coelho. Escusado será dizer que, no ano que vem, escusam de me convidar. Eu irei lá aparecer, mas apenas para deixar um saco do Lidl cheio de merda a arder à porta do apartamento.

Recapitulando, para quem tem dificuldades de concentração ou não tem queda para detective, quando fui tirar a chave do bolso para entregar à directora, vêm as cuecas vermelhas presas no porta chaves e caem ao chão, no meio do gabinete. Até àquele dia, nunca a tinha visto mais do que sorrir. Pois, até àquele dia. E eu, um gajo que tirou um curso superior, apenas fui capaz de balbuciar "Ora, isto são só restos de natal do fim de semana passado". Restos de natal do fim de semana passado. Se apontarem uma lanterna potente ao meu ouvido esquerdo, quem olhar fixamente pelo direito vai ficar com o clarão marcado na menina dos olhos durante uns cinco minutos.

Quem demorou mais de vinte segundos a perceber o sentido da última frase também vai pelo mesmo caminho. Sim, tu também, minha besta. É que era só agarrar na pen e pôr em cima da mesa.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O meu Natal alternativo

Eu gostava muito do Natal quando tinha 6 anos. Agora cresci e sei que é uma merda do caralho. Só quem ainda come papa Cerelac ao pequeno almoço é que ainda não está numa fase de chegar a esse tipo de conclusões.

Ai o amor e a fraternidade e aqueles que mais precisam e a alegria e bitoque de porco bem passado. O que eu gostava era de inventar uma festa alternativa a esta chachada toda. Podia-se chamar o Nafoda-se. Feliz Nafoda-se para si e para os seus. Em vez de prendas davam-se chutos no cu. Poupava-se dinheiro em coisas que não servem para nada, tempo para os comprar, e a intenção, em vários casos, acabava por ser a mesma.

De repente toda a gente se conhece e deseja Boas Festas uns aos outros, com aquele sorrisinho de sete e quinhentos, como se alguém estivesse interessado em saber se o Bôda passa um Natal feliz ou não. Isso, perguntem quem é o Bôda, que ainda há muita gente que não o conhece. As pessoas querem é saber de si, e se o subsídio de Natal ainda chega para comprar vinho para a passagem de ano, para ajudar a esquecer 2009.

Seja como for, a receber uma prenda no Natal, queria que fosse uma casa em meu nome. Assim, quando a gaja que a partilhasse comigo me viesse dizer que as coisas não estavam a correr bem e que precisavamos de falar, a resposta ficava simplificada. Ou era para falar da época que o Sporting anda a fazer, e aí concordo que precisamos de falar, ou então bem pode é pegar nas merdas dela, sair porta fora e ir chatear a cabeça a outro. E, já agora, um Feliz Nafoda-se.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Como é que se compra...

... um caralho das Caldas, especialmente se tivermos em conta que é um gajo a comprar? Queria comprar um pequenino, daqueles de lapela, por causa da prenda do amigo secreto num jantar (é melhor escolher um lugar estratégico perto das prendas, não vá ele calhar a um gajo), mas a abordagem não está estudada. Não vou lá chegar e pedir um caralho. Era um caralho pequenino para por ao peito, faz favor. Pode ser aquele ali, embrulhadinho. Também não vou pedir um pénis. Pénis é pior que caralho. Soa mal que se farta. E então? Pirilau? Verga? Narso? São Bernardo? Tomar uma decisão destas sozinho é fodido comó caralho.

Se eu tivesse mesmo a certeza que a prenda ia calhar a uma gaja boa (já que não conheço metade das pessoas que vão ao jantar, provavelmente), até lhe dava o meu, mas como puseram a fasquia do valor máximo nos 5 euros...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Iludidos

Confesso que sou espectador assíduo dos Ídolos (ou Iludidos, como gosto de chamar). Sou capaz de perder a bola só para ficar a ver as cantorias daquela mocidade toda. Tudo bem que metade da piada já passou, mas mesmo assim não sou pessoa para desistir das coisas nas quais já investi bastante tempo. Por isso, lá vou vendo as cantorias ao domingo.

Há apenas uma coisa que me entristece no meio disto tudo, especialmente comparando com as versões dos anos anteriores. É que se havia altura boa para concorrer, era na edição deste ano. Nunca vi outro sítio com um rácio de Gajas Boas/Rabetas a tender tanto para 1.

A minha estratégia era esperar que as boas fossem sendo eliminadas, eu ser também, e estar lá para as confortar. Sempre tive mais sucesso ao pé de gajas com baixa autoestima.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Portugal de olhos em bico

Sou um grande fã de muita coisa que vem do Japão. Não falo apenas da tecnologia, mas também da maluquice em geral. Se pudesse escolher uma cultura para conhecer, seria sem dúvida a japonesa. Nem que seja em cinzas, espero ir lá um dia.

Portanto, assim que soube que o programa "Portugal de olhos em bico" ia estrear na televisão portuguesa, fiquei logo com a pulga atrás da orelha, não pelo programa em si, mas porque sempre que oiço a palavra bico, sinto um arrepio na espinha. Nem é bem na espinha.

Aquele tipo de programa (tipo, porque isto que estreou cá é apenas um sucedâneo), faz muito sentido no contexto daquele povo. Já connosco, fica apenas aquele sentimento de vergonhinha alheia. Somos péssimos a imitar os outros, mas insistimos quase sempre em não tentar criar os nossos próprios conceitos. Isto é tão válido para as cópias de programas japoneses, como para as telenovelas brasileiras, concursos americanos ou telejornais dos países desenvolvidos e civilizados.

Com sorte, nunca deixaremos de ter Portugal, olhos e bicos. Tudo na mesma frase é que não parece ter grande resultado. Seja como for, se só se puder preservar um dos três vocábulos, que seja o bico. Porque esse, é universal.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Não aguento mais.

Ele é "valha-me deus", é "valha-me cristo", é "deus me ajude". Já não posso mais com esta lengalenga. É em casa, é na rua, é no restaurante, é na tabacaria. Raio da frase tá na boca de qualquer pessoa. O que me irrita mais é que metade das pessoas não o diz por reflexo, mas por acreditar que muda alguma coisa.

Até eu sei que um dos mandamentos é não invocar o nome de (inserir aqui o nome de um dos pandas kung fu por quem o povo mais chama) em vão e não acredito em nada dessas merdas. Se existisse deus, era o primeiro a dizer "cala-te, foda-se que já não te posso ouvir".

Aliás, se andar a chamar por este e por aquele fizesse alguma diferença nas tarefas que temos a desempenhar, o que não faltaria por aí seria mulheres (e mais homens do que possam imaginar) a exclamar "caralhos ma fodam! caralhos ma fodam!".



PS: e assim, com picuinhices se prolonga o mau-humor que me tem mantido afastado da net. Graças a deus que não há mal que sempre dure.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

De vez em quando...

... não faz mal nenhum cedermos a passagem a outro condutor. Tinha acabado de chegar à cidade; ela esperava, pouco pacientemente, com o pisca ligado. Como sabia que era difícil virar para aquele lado, vindo daquela rua, parei e fiz-lhe sinal. Acelerou, levou a mão à boca e mandou-me um beijo. Já há demasiado tempo que não via aquele gesto.

Ou me confundiu com alguém ou gosta de Hondas.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

DJs

O cenário era um qualquer programa de televisão num qualquer canal de cabo. O chavão era o do costume - "ah quando eu vou tocar e isso".

Vamos lá esclarecer uma coisa: vocês passam música, ou o verbo que quiserem chamar, menos tocar. Vocês não tocam. Nunca tocaram nem nunca vão tocar. No máximo dos máximos tocam ao bicho e já é uma sorte.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Legen... wait for it... dary

"Are you nuts? That would involve me speaking to a woman I already had sex with, which frankly is a little bit like changing the oil in a rental car."

Barney Stinson in How I Met Your Mother

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Uma das razões pelas quais adoro "The Office" e me encharco em Imodium

Michael: An intervention - it's really hard to describe. It's a coming together... it's a surprise party for people who have addictions. You get in their face and you scream at them and make them feel really badly about themselves, and then they stop.

...


Michael: As it turns out you can't just check someone into rehab against their will. They have to do it voluntarily. They have to hit rock bottom. So I think I know what I need to do at this point - I need to find ways to push Meredith to the bottom. I think I can do it. I did it with Jan.


É de borrar a rir (ou melhor, a sorrir, tendo em conta que sou um chavalo sofisticado).

domingo, 1 de novembro de 2009

Estou confuso.

Há bocado, enquanto fazia zapping, apareceu na televisão um grupo de hip hop chamado VIP Party Boys. O pormenor que me pretendeu a atenção foi o facto de se autoproclamarem como o primeiro grupo gay a fazer hip hop... Então mas o hip hop não era já suficientemente gay antes deles aparecerem?

sábado, 31 de outubro de 2009

E por seres tão especial na minha vida...

...dedico-te esta linda canção.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

E a pergunta do século é:

Qual será a linha de pensamento das pessoas que, em situações sociais, utilizam gorros e bonés com palas laterais para as orelhas? A pergunta ganha ainda mais pertinência se concentrarmos o estudo especialmente nos jovens, que serão supostamente mais esperançados e terão mais optimismo na realização de sonhos.

Já agora, se tiverem amigas assim, coloquem aqui os seus contactos. Com essas devo ter claras hipóteses de sucesso no que diz respeito ao coito. No sábado até vi uma rapariga magrinha e razoalvemente gira com um quico desses enfiado na cachimoina. Na altura o meu diagnóstico apontou para distúrbios do foro alimentar (o que é uma doença óptima, ao contrário do que muita gente diz, porque assim as gajas não engordam). Sim, porque normal é que ela não era. Não é que eu seja, mas ao menos não corro o risco de parecer o primo direito do Forrest Gump.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Deus...

Deus é o Pai Natal dos adultos.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

vida.

És
mulher

da

minha

a








És a minha mulher da vida.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dava um dos meus testículos para ser o autor da frase:

Os homens gostam de mulheres e as mulheres gostam de dinheiro; os paneleiros é que gostam de homens.


PS: Depois admiro-me de não ter tomates para fazer certas coisas; ando aí a dá-los ao desbarato.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Que merda...

... Já se passaram dois dias da semana. Só temos mais três dias para trabalhar e depois começa logo a porcaria do fim de semana :-(

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Campanha Eleitoral

Não sei se nas vossas cidades se passou o mesmo, mas aqui a campanha eleitoral de hoje resumiu-se a bandeiras de fora dos carros e PII PI PIII PIP PIIIIIIIIIIIIIIIIIIII PI PI PIIIIIIIIII PIIIIIIIIIIIIIIPIII PIIIII PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIPIIIIIIIIIII PIIIIIIIIIII PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIPI PI PI PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII.

O que é que eles acham que conseguem com isto? Digam-me, que eu gostava de perceber. Por mim, esta gente morria toda. Já agora, podendo escolher, podem morrer primeiro (desde que os outros também não se escapem) os do bloco de esquerda, que foram os pinguças que mais se atravessaram hoje à minha frente.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O trolha está para o homem assim como a ??????? está para a mulher.

Qual é o equivalente feminino de um "trolha"? A pergunta é mais pertinente do que possam pensar. Ao longo de 28 anos de vida, uma das coisas de que mais me orgulho é o meu extenso vocabulário trolhístico, do qual destaco duas expressões, a título de exemplo:

"Caiava-te toda por dentro!"

Ou ainda:

"Maravilha, maravilha, é tirar da mãe e pôr na filha!"

Uma coisa é certa: não podemos ser só nós a ter este tipo de recursos estilísticos. Verdade seja dita, tirando aquelas frases mais unisexo do género "comia-te com mel" (fraquinha, fraquinha), nunca ouvi uma mulher a exercitar o músculo linguístico para além do "temos de falar" ou "aí não que magoa". Mas afinal, que raio é que vocês dizem quando querem ser alarves? É que eu sei que as meninas também arrotam e peidam, portanto não me venham cá dizer que não têm nenhuns dizeres javardolas. Se eu fosse mulher, talvez usaria:

"Davas um rico mastro prá minha pirata!"

Ou ainda:

"Não te enfardes de ameixa que ainda tens duas metades de meloa para comer!"

Mas isto sou eu, que não conheço bem as mulheres*.



* Quer dizer, conheço apenas as partes que interessam.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Dead Letter Circus

Ultimamente ando viciado nesta banda. Presumo que a maioria não conheça, por isso não fica mal da minha parte partilhar convosco. Uma coisa é certa: quem não gostar deve passar com a mão pelo rabinho, porque é provável que haja uma vassoura lá enfiada.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Apesar de hoje ter olhado para várias raparigas na rua...

... vi uma que tinha um decote tão engenhosamente bem montado que conferia uma invulgar esfericidade às suas mamas (minuciosamente proporcionadas face ao resto do conjunto), ao ponto de eu me ver obrigado a dar graças por ser apenas o passageiro e não o condutor do automóvel naquele momento. Fiquei foi com um torcicolo.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

126SC

Este é o título de uma ingénua música de um dos meus músicos portugueses favoritos (de longe). Foi a primeira dele a ser editada, já há mais de 10 anos, quando a sua carreira ainda estava a começar. Naquela altura apenas acompanhava outros artistas, não tendo ainda pretensões de lançar nada a solo; daí a tal ingenuidade.

Só agora é que descobri que 126 vem de 126 bpm (batidas por minuto, o tempo da música), e SC significa sopa de cagalhão. O baterista queria tocar aquilo mais lento, e eles gritaram "é a 126, ó cagalhão", ficando a música baptizada.

E assim se descobre mais um dos elos perdidos que mostra a razão de eu ser tão exímio no humor escatológico.

domingo, 4 de outubro de 2009

George, the ocean called. They're running out of shrimp.

Estar acordado às oito da manhã de um domingo parece uma loucura, a menos que tenha havido uma conquista sexual no sábado à noite e eu não me consiga abster de a relatar. Já me deviam era conhecer melhor. Sou um cavalheiro, e não gosto de andar por aí a falar sobre as gajas que não como.

O que se passa é que o jantar de sábado ficará para sempre conhecido como o Grande Crash de Marisco de 2009. Se vos apetecer comer uma gambinha que seja, e depararem com preços de mercado demasiado inflaccionados, a culpa foi de 11,5 intrépidos amigos (um era uma criança).

Mariscada no restaurante dos pais de um amigo só pode significar duas coisas: paragem de digestão e flatulência, ambas esperadas, desejadas e provocadas. A primeira mariscada feita em nossa honra tinha sido tão boa que, para esta, metade de nós, se não decidiu jejuar para ter mais fome à noite, pouco faltou. Eu almocei cedo e pouco, sendo que quase conseguia não lanchar, ficando o plano estragado com o iogurte que tive de comer às seis da tarde, já com o avizinhar de uma quebra de tensão.

Quando apareceram as primeiras vieiras e gemi com a primeira colherada, sabia que estava prestes a viver um momento grandioso, tão grandioso que me dilatou o estômago ao ponto de tocar no diafragma, tornando o acto de respirar extremamente doloroso. Missão cumprida.

Desde camarão assim e assado, a sapateira, a ameijoa, os diferentes pratos iam desfilando à nossa frente, em tamanho e número, como se de diferentes fileiras de um pelotão de guerra se tratasse. Todos nós tentávamos guardar espaço para o melhor, o arroz de gambas no final, mas o cérebro há muito que estava apagado e os esforços eram direccionados no sentido de tentar aproveitar ao máximo cada um dos níveis. Saborear ao máximo, neste caso, era encher a boca ao máximo, até estalar o maxilar de tanto a abrir.

No campo dos refrescantes líquidos a coisa também estava bem encaminhada. As primeiras boémias não impediram que se provasse um vinhinho branco que entretanto apareceu na mesa (seguindo-se o despejar do vasilhame), e de copos cheios de sangria, a qual não nos lembrávamos de ser tão boa naquele estabelecimento, desde que fizemos uma das empregada entrar em depressão por ser obrigada a preparar dezenas de jarros numa só noite. "O Cáaaaatia, tenho seeeeede!"

O arroz de gambas chegou, e com ele chegaram-nos as lágrimas aos olhos. Eram lágrimas de felicidade a sair de um olho e de tristeza do outro. É que apesar do arroz ser tão bom que podia ser usado como atenuante num caso de homicídio, caso alegássemos que matámos para o comer, sabíamos que mais uma mariscada estava prestes a chegar ao fim. Tão cedo não voltarei a comer dois pratos de arroz de gambas melhores que aqueles, venha quem vier, seja em que parte do mundo for.

Pudim de ovos. Pudim de ovos. Pudim de ovos. Pudim de ovos. Pudim de ovos. Pudim de ovos. Caseirinho. Por momentos pensei que tinha entrado em coma de qualquer coisa, o meu coração tinha parado e eu estava a ter uma experiência de quase morte. Mas não, era "só" o pudim de ovos. E é aqui que a coisa nunca poderá ser descrita fielmente. Um dia disse aqui publicamente que já mandei fodas piores do que certas coisas que comi. Pois bem, neste caso, entre ser-me dada hipótese de comer daquele pudim e comer uma gaja, é melhor que a gaja seja incrivelmente boa e sabida. Vai ter de suar descomunalmente para conseguir chegar ao mesmo nível. O ideal seria intercalar uma fodinha e uma fatiazinha. Se calhar era melhor primeiro a fatia, para eu não me sentir tentado a apressar a parte da fodinha. Sinceramente, minha gente amiga deste blog que sempre trago no coração, aquele pudim é um dos mais fortes argumentos para legitimizar o facto da raça humana ainda estar viva e a destruir desta forma os recursos do planeta Terra. E olhem que sou uma pequena autoridade no que toca a pudins.

É impossível uma pessoa comer uma refeição destas e:

a) parar, tendo alcançado a satisfação.
b) abrandar o ritmo, pensando na fome no mundo.
c) ambas as alíneas anteriores.

Sim, a resposta certa é a C. Quanto à B, ao comer aquelas ameijoas grandinhas e tão bem temperadas, ensopando pãozinho no resto do molho, temos tendência para pensar "baaaaah, who gives a damn, munch munch munch munch". Já em relação a A, tal coisa é impossível. Enquanto sabe bem, queremos sempre comer mais e é impossível chegar a um climax e por ali ficar. Aquela sensação de "ainda comia mais uma garfada" passa sempre directamente para "não devia ter comido mais uma garfada". Aprendi que esta é uma das leis da física, e daí ser positivo que tenhamos ficado todos mal-dispostos a seguir. Abraçámos a possibilidade de que seria um crime não comer até rebentar, mesmo que isso significasse não voltar a querer ver comida durante umas três horas e marisco durante uns dois dias. Quem tenta apenas comer um bocadinho de cada coisa é um mariconço da pior espécie e não merece afincar as favolas em tal repasto.

Depois de 3 horas à mesa ainda fomos sair, mas o pessoal (gajas, gajos e criança) já estava demasiado fodido dos cornos para se aguentar em pé por muito mais tempo. A última coisa de que se falou, ainda assim, enquanto nos despedíamos, foi se combinávamos ou não um ajantarado em casa de outro dos amigos de ontem. Umas febras e chouriço e tal, nada de especial. Eu sei o que estão a pensar, mas mesmo que pareça incrível, nenhum de nós faz hidroginástica. Ou seja, em média, o grupo é magro.

Resta-me pedir desculpa, em nome de todos, pelo facto de mais algumas espécies estarem em vias de extinção. Aliás, desculpa o tanas.


PS: Como me esqueci de tirar uma foto, estava à procura de qualquer coisa parecida na net, apenas no intuito de tornar o post mais redondinho. Não consegui, porque está complicado olhar para comida. A menos que se trate de um iogurtinho.

sábado, 3 de outubro de 2009

I'll see you in my dreams

É raro o dia em que não me lembre dos sonhos que tive na noite anterior. Normalmente, passados uns minutos lembro-me de um pormenor, que por sua vez puxa outro, e outro.

Neste caso, só sei que de repente recebi um mail de uma grande e conhecida instituição, a pedir a minha presença nas suas instalações num determinado dia.

O mail não era claro, mas vindo de quem era, parecia coisa aliciante. Não sei porquê, mas a pessoa que escolhi para me acompanhar foi um conhecido, gajo que suspeito que até nem me curte lá muito, e caso fôssemos deixados sozinhos numa sala, a conversa seria extremamente constrangedora. Queria à toda força ir comer costeletas ao McRib, o lambão.

Chegado à sede da dita instuição, deparo-me com dezenas e dezenas de pessoas (portanto, centenas), tudo pessoal novo, de todas as cores e feitios. De repente oiço uns a falar ao lado "epá ainda bem que a tua banda foi escolhida!", e várias pessoas histéricas e vários boas sortes. É óbvio que pensei logo que, se a razão era música, então tinham-me escolhido bem e a coisa estava no papo.

Já muito depois da hora, chega a representante da instituição e manda o pessoal todo dividir-se por grupos. Para a esquerda ia o grupo das modelos (naquele caso eram gajas boas mas inexplicavelmente mal arranjadas e com a cara mais triste do mundo), depois o dos jovens engenheiros com cargos de sucesso (e eu à palavra "engenheiro" soltei um "ó porra que afinal não era a música", mas depois com o "cargos de sucesso" foi um alívio do caralho). A seguir chamou "pessoas que se sujeitam a tudo". A verdade é que dois indivíduos de leste, de gorro e de ar quase tão triste como as modelos lá se levantaram e se dirigiram para os seus lugares. Fiquei foi sem perceber o que é que modelos, engenheiros e moldavos tinham a ver uns com os outros. Engenheiros e moldavos ainda é um bocado naquela, ambos são explorados, faz sentido, mas e as modelos? Pensando melhor, tanto um engenheiro como um moldavo sonha um dia vir a comer uma ou várias modelos, uma ou várias vezes, de preferência.

Para acabar chamaram uma categoria qualquer de que eu não me lembro, sendo que o meu nome e o da maioria das restantes pessoas estava nessa lista. Senti-me cheio de sorte, sendo que as gajas eram bem mais giras e de ar mais fresquinho (mas continuavam a ter mais que idade para ter a carta de condução) do que as modelos. Algumas delas davam até boas namoradas. Chegámo-nos todos à frente, e apareceram dois paramédicos com uma maca, carregando um chinês mais amarelado que o normal, a soro, mesmo à rasca, tão à rasca que não se mexia, e cheio de ranho a sair do nariz e a espalhar-se pela cara.

"E agora vamos ver quem é que sabe prestar os primeiros socorros e fazer respiração boca a boca."

Aparece uma câmara de televisão ao meu lado, e um dos paramédicos pergunta-me se eu dou conta do recado. Eu, como é óbvio, como não curto nem homens nem ranho, achei que a atitude certa a tomar em relação à vítima era deixá-la morrer, e respondi como mais convinha.

"Eh pá, que chatice, não percebo nada disso."

"Então vai aprender!"

De repente só me vejo ao pé do cadáver (duvido que alguma coisa ali estivesse viva, para além daquela quantidade enorme de muco) e passam-me umas seringas para a mão, eu que já estava a passar-me porque "what the fuck, o que é que eu faço que há aqui gajas giras à volta que podem ou não ficar impressionadas com os meus próximos passos".

"Pegue na agulha. Faça assim, faça assado."

Ora foi literalmente faça assim, faça assado. Mesmo se eu quisesse ajudar o pobre homem, as explicações do paramédico eram do mais inútil que podia haver. Seringas para quê? E espeto isto onde? E depois? E o gajo só assim e assado, assim e assado. E eu já irritado, assado o cú da tua prima. Levantei-me, mandei o gajo ir engolir açorda, e atirei as coisas todas para o chão. As miúdas giras não sabiam se se haviam de borrar a rir ou se criticar a minha conduta, mas eu quando me sinto exposto ao ridículo, apago completamente. Fico cego de fúria e vai tudo à frente, podendo fazer-me parecer ainda mais idiota.

Depois desci no elevador com duas miúdas muita giras, que tinham ficado estranhamente impressionadas, mas não consegui sacar-lhes o número de telemóvel. Caso contrário não estaria aqui a escrever este post, tinha mas era ido sair com uma delas. Ou seja, estava sim a escrever este post, porque gajas giras num raio de 200 quilómetros que fiquem impressionadas comigo, só em sonhos.

Ir para casa é que foi um pesadelo. O meu carro tinha ficado sabe-se lá onde, só porque apeteceu ao meu conhecido ir comer as tais costoletas a um restaurante fast food de costoletas. Como nos sonhos o meu sentido de orientação fica afectado, não sabia para que lado me havia de virar. Ainda por cima deixei a carteira dentro do carro, no bolso do casaco. Ao menos tinha o telemóvel no bolso das calças. Quando ando com ele nesse sítio, tenho sempre o cuidado de o afastar para a parte exterior do bolso, para não parecer que estou com uma erecção.

Ligo àquele cabrão que eu nem sequer curto muito para me ajudar a encontrar o restaurante e o gajo não me atende. O que me safou foi que o telemóvel (desta vez a sério, na vida real) começa a tocar. Acordo e falo com um gajo do BPI, que me perguntou se eu queria fazer uma simulação de um crédito à habitação. Mas como, se eu não sou um jovem engenheiro num cargo de sucesso, nem uma modelo, nem uma pessoa que se sujeita a tudo?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

De vez em quando também tenho sorte.



Sempre gostei bastante de miniaturas, desde que não se esteja a falar de mamas. Por isso, ao esbarrar acidentalmente neste vídeo, não pude deixar de ficar impressionado com aquilo que o chavalo conseguia fazer apenas com dois dedos sem agarrar na tábua.

Uns dias mais tarde, ao entrar na Sportzone, reparei numa estante onde vendiam estes pequenos skates. Nem sequer sabia que isto era a loucura do momento dos miúdos. Olhei para o skate e olhei para a caixa. Desisti logo da ideia de comprar porque quem estava na caixa era uma miúda bem gira (ligeiramente roliça e cavalona, mas gira).

Ainda pensei em perguntar se era possível embrulhar, para não dar a entender à empregada que aquilo na verdade, era para um gajo de vinte e tais, mas sabia que não conseguiria ser convincente. Ia ficar logo nervoso e começar a balbuciar assim que ela me dissesse "boa tarde".

Como os amigos são para as ocasiões, passei por lá mais tarde com um e ele pagou por mim. A única dificuldade foi mesmo escolher o skate (o da foto no final do post), já que havia vários de que eu gostava.

Neste momento, embora continue vários patamares abaixo do gajo do vídeo, até já consigo sacar uns truquezitos engraçados. A têndencia será para não desistir e continuar a melhorar, tendo em conta que a minha vida vai dar uma grande reviravolta. É que tenho uma amiga que é professora. Ela já confiscou vários skates aos seus alunos, por brincarem com eles nas aulas, e vai-me dar uns cinco ou seis. Bestial.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A minha maçã newtoniana

Quando eu era mais novo (isto fisicamente, porque psicologicamente pouca coisa mudou), olhava muito para a minha pilinha. Era o centro do meu mundo, tendo em conta que era também o orgão que mais me intrigava. Não sabia mesmo para o que servia, já que para fazer xixi um simples buraquinho bastava, poupando-se pele, vasos sanguíneos, massa muscular, etc. Aliás, vários seres humanos tinham apenas buraquinhos. Seriam os mais espertos, pensava eu. Como é que era possível dar beijinhos na boca com todo o conforto, se as pessoas não eram achatadas (culpa do nariz, mamilos, pila e barriga de cerveja)? Assim, em vez de nos encaixarmos de frente, tinhamos de nos contorcer. Aos 5 anos, portanto, não sabia que a minha pila viria a servir para explorar lugares que poucos homens (ou nenhum, em casos bastante mais raros) teriam explorado antes, justificando a sua existência.

Quando tinha vontade, ia à casa de banho, pegava na pilinha, e la saía um jactozinho de xixi. Sabia perfeitamente que só se podia fazer isso ou na sanita ou atrás de árvores muito frondosas. Por um lado, como o Jerry Seinfeld disse e muito bem, "different pipes lead to different places!", face à revelação de que o George mijava no duche, sem perceber bem porquê a cara de repulsa da Elaine. Por outro lado, atrás de uma grande árvore, pouca gente haverá para nos chatear. A sanita era o único sítio dentro de casa onde eu me soltava e não apanhava tareia.

Sendo então a sanita o local de eleição, havia uma coisa para a qual os meus 5 anos de idade não tinham explicação. Até agora, o meu conhecimento básico de física dizia-me que todas as coisas, não tendo ajuda de qualquer espécie, caiam directamente de cima para baixo. A questão é que eu punha-me debaixo do chuveiro, e apesar de não ter vontade, olhava para baixo e via água a sair da ponta da pila. O facto de não ser nem remotamente amarelada não aguçou o meu sentido crítico. Só podia ser incontinente. Havia qualquer coisa que me fazia mijar de cada vez que me metia debaixo de água. Se vocês experimentarem levantar ligeiramente o braço enquanto tomam duche, a água "agarra-se" maioritariamente à parte de baixo do braço e, em vez de cair directamente para baixo, como a minha Física ditava na altura, escorria por ali fora e só caía quando se acabava o braço. Ou seja, transpondo o caso para a minha pila, ainda que de 5 anos, demorava imenso tempo a cair na banheira.

Óbvio que sou uma pessoa inteligente, e aos 12 anos percebi que aquele fenómeno devia ser apenas o resultado da interacção entre a tensão superficial da água e as forças de adesão sólido-líquido. Fiquei felicíssimo. Tudo estava explicado. Afinal eu não era mijão!

Por outro lado ainda não consegui perceber muito bem se sou cagão ou não, mas ainda sou novo e tenho a sensação de que isto se há-de conseguir explicar, mais cedo ou mais tarde.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Popós

Confesso que ao princípio não achei nada de especial ao novo Ferrari 458. Agora, e especialmente depois de ver vídeos deste género, é uma farronca que me provoca generosas erecções. Tal como a Dânia Neto.



PS: Com tanta portuguesa tão brasona, começa a ser um crime prolongar por mais tempo o layout deste blog, ainda por cima tendo em conta que é protagonizado por uma das três pessoas deste país que acha que José Socrates tem idoneidade suficiente para chefiar um governo. Ou uma churrasqueira.

Leitoras deste blog:

Ficariam excitadas se soubessem que escrevi este post imediatamente após sair do banho, todo nu?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A minha vida sentimental...

...dos últimos tempos (eras) não podia ser descrita de forma mais fiel do que pelo video que colei no final deste post. Rejubilei quando o encontrei. É como quando prestamos atenção à letra de uma canção em inglês e sentimos que aquilo tem tudo a ver com os sentimentos que a gente carrega bem cá para dentro em certas e determinadas alturas deste carroussel que é a putinha da vida. Parece que aqueles velhinhos do vídeo estavam mesmo mesmo a pensar na minha bestial pessoa enquanto dançavam ao som da telefonia. Adoro pessoas idosas, desde que não cheirem a xixi e consigam mexer os olhos.

Já agora não sei se alguém me pode emprestar uma sebenta de Métodos Estatísticos. É que, quando eu andava na faculdade, tinha o péssimo hábito de mandar para a reciclagem os apontamentos de cada cadeira, assim que olhava para a pauta e via que tinha passado no exame. Precisava de calcular as minhas probabilidades de vir a ser pai, caso perdesse uma horinha a ir a um banco de nhanha e sentar-me numa daquelas salinhas a ver revistas de gente a fazer coisas porcalhonas, enquanto afagava a árvore que dizem que supostamente dá pêssegos.


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

David Fonseca...

... anda à procura de um novo elemento para a sua banda. Como era natural, depois do sucesso da Rita Redshoes, as agendas dos dois tornaram-se inconciliáveis, para pena de ambos (e minha, que gosto bastante deles). Passo a citar o perfil pedido pelo David, na tentativa de o ajudar a encontrar alguém (visto que há milhares de pessoas que lêem este blog, não tendo, porém, conhecimento do artista):

"Sem mais demoras, eis o que procuro: Músico do sexo feminino com domínio de piano e guitarra e que possa cantar connosco até que a voz lhe doa."

Ora ele não especifica de que nacionalidade tem de ser a menina. Ainda assim, Caster Semenya, que venceu a a final dos 800 metros nos últimos Campeonatos do Mundo, por melhor que seja a sua fluência na língua inglesa, e por melhor que saiba tocar os supracitados instrumentos, não tem qualquer hipótese de preencher o lugar da Rita. Mesmo que não tivessem sido feitos testes por parte de especialistas, de modo a determinar o verdadeiro sexo do Ser Humano em questão, bastava olhar para a sessão de fotos da revista sul-africana You, para perceber que a Semenya nunca poderia cantar a "Hold Still" tão bem como é habitual.

PS: Sinto-me tentado a fazer uma operação de mudança de sexo para tentar entrar na banda. Às vezes os fins justificam os meios.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Querido, mudei o layout!

Pronto, um gajo mete-se a photoshopar o logo do PS e deixa-se entusiasmar um bocado com a premissa de que, tocando-lhe à campainha nua, a Carolina levava um daqueles tratamentos à antiga, aproveitando-se ou não algo para além disso. Mea culpa. Confesso que só voltei a ficar em mim quando vi a Ana Rita Clara na Sic Mulher. Essa sim, é digna de se pedir a mão em casamento (o que não exclui o tal tratamento de combate enquanto é tempo, que o ser humano ainda não conseguiu contornar a inevitabilidade do envelhecimento).

O que é certo é que o antigo layout do blog já me estava a fazer bocejar. O novo deu uma excelente piada brejeira, mas nem só de uma mulher vive o homem. É tempo de mudar, e em vez de mandar um mail para a Sic e ter de andar a aturar a Sofia Carvalho e seus designers (aquela gente, de vez em quando tem um gosto um bocado duvidoso, ao ponto de achar que o programa se devia chamar "Querido, mudei o ar pobre da casa para um ar verdadeiramente apaneleirado!"), decidi que não poderia contar com melhor ajuda do que a vossa.

Queria pedir às leitoras (para os leitores, basta falar de cus e mamas e tá tudo certo, acabaram-se as exigências) para pensarem no seguinte:

O que é que eu poderia fazer ao layout deste blog (imagem de entrada, cores, etc.) para vos deixar para lá de excitadas de cada vez que cá viessem?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Por um Portugal sem Caroços

A indignação que sinto neste momento, aliada à proximidade das eleições legislativas, levou-me a tomar uma atitude de força. Não há tão pouco tempo quanto isso, estava habituado a ser um indivíduo alheado da política. Basicamente, votava de forma clubística. Como gostava dos princípios ideológicos gerais do PSD, assim me ia deixando ficar, imune às mudanças de caras e nomes. No entanto, agora é a altura de inverter esta apatia. Não só me tornei mais activo, como acabo de fundar um novo movimento político (MDFCP) que, embora já não vá a tempo de concorrer às eleições este ano, tem a pretensão de vir a fazê-lo em tempos vindouros.

A decisão vem no seguimento do último post, e das tendências de opinião que tenho vindo a observar nas últimas semanas. É que parece impossível que não se oiça uma única voz a defender a pobrecita (ler com sotaque castelhano) da Carolina Patrocínio. Ou é porque é mimada, ou porque é fútil, ou é burra, ou tá sempre a trocar de gajo. Eu se fosse um gajo podre de bom, também andava a comer esta, aquela e aqueloutra. Se pudesse ser rico sem fazer nenhum, não ia escolher ser pobre a trabalhar de sol a sol que, de facto, é a trabalheira da realidade. Mesmo assim, enuncio os seguintes pontos em sua defesa:

Mas quem é que aqui gosta de perder? Às vezes os fins justificam os meios. Se eu estiver a jogar à sueca com amigos, e se souber que só posso ganhar fazendo batota, desde que ninguém me tope, prefiro ser o rei da sueca do grupo. O prestígio nunca é demasiado.

Eu se fosse gaja e tivesse um nalgueirão daqueles (o melhor cu de Portugal, opinião que não é dada de ânimo leve, mas sim após horas de visionamento de rabaçais de portuguesas), também era orgulhoso e gostava de dar nas vistas. E se fosse só o cu... A miúda também tem umas mamas bem supimpas. E mais; um gajo depois de perder trinta minutos a olhar para o cu e 15 para as mamas, olha seis segundos para o resto e percebe que aquilo não é nenhum camarão. Aproveita-se tudinho. É gira, porra.

Pedir a mão em casamento ao pai é o mínimo que um gajo pode fazer. Óbvio que, por mais formal que o noivo seja, o pai estará a pensar "queres a mão em casamento, queres; não queres tu outra coisa que não a mão". Seja como for, as aparências são para se manter e há que suar para facturar. Não acho antiquado e descabido(o que não significa que todas as gajas sejam dignas de se passar essa vergonha à frente dos futuros sogros, que isto de uma rapariga ser boa pessoa e prendada não chega).

Quem é o cara de poste de alta tensão que curte os caroços das frutas? É preciso ter muita cara de pau (lá está, de poste) para criticar a Carolininha por causa disto. Só não como mais vezes melância porque o raio das pevides são chatas comó caraças. Um gajo quer comer aquilo à lambão e não pode. Ou perde meia hora em cada talhada a descobrir as malvadas, ou tá sempre a ouvir crack crack, como se fossem moscas a bater no insectocutor de um restaurante.

Se eu tiver possibilidades de ter uma empregada, e se ainda por cima sobra tempo para ela me fazer as mordomias todas sem ser chata, quem será o otariãozão que mais uma vez vai dizer que não? Se tenho alguém que me descasque a fruta, porque é que terei de ser eu a descascar? Concordo que há que aprender a fazê-lo minimamente bem, mas passadas três ou quatro peras e uma maçã, a ciência do descascar fica praticamente cimentada. Por outro lado, pela perspectiva da empregada, que não é uma escrava porque é uma trabalhadora remunerada como os outros (espera-se), mais vale tirar caroços a cerejas do que esfregar esfregar a merda das sanitas com o piaçaba. Se pudesse, descascava-lhe eu próprio a fruta t o d a.

...//...


Posto isto, acho que a Carolina dará agora uma melhor mandatária para a juventude do que o próprio José Socrates daria no seu tempo. Eu até suspeito que ela dava agora uma melhor Primeira Ministra do que ele nestes 4 anos. Quem estiver disposto prestar o seu apoio numa altura decisiva como esta, não hesite em copiar o seguinte dístico e slogan, colando-o no seu respectivo blog, onde acharem que não estorva. Vamos fazer do MDFCP um estandarte da defesa dos direitos dos jovens neste país.


O País somos todos nós, e quem não se esforçar no sentido da sua melhoria, também não tem o direito de achincalhar o sistema só porque a vida corre mal. Não sejam passivos. Ou se fode ou se sai de cima. Fodam.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Odiar

Uma das principais diferenças entre homens e mulheres é a sua forma de odiar. Se um gajo fizer trinta por uma linha à sua namorada, até ao inevitável ponto de ruptura, a última coisa que ela quererá será ir de novo para a cama com ele. Ora nós, em muitos casos, mesmo odiando uma gaja, dificilmente recusaríamos uma hipótese de a podermos comer por trás (já que a odiamos e não queremos olhar para a cara dela), com grandes probabilidades de lhes deixarmos nas nalgas a marca das nossas palmas das mãos abertas. O rancor não nos tira a tesão, simplesmente nos deixa com ganas de fazer que elas se sintam ao mesmo nível de uma Miele ou um Fagor. Ambos os sexos são vingativos, sendo que nós somos, assumidamente, mais básicos e menos venenosos.

Transpondo isto para um plano mais popular, teremos de pensar em exemplos mais conhecidos, de modo a tirar qualquer dúvida. Há muita gaja a chamar nomes que eu até tenho medo de enunciar ao Cristiano Ronaldo. Pondo de parte aquelas que só o vilipendiam porque é moda (mas se pudessem iam a correr para ele com o trabalho adiantado e as cuecas pelos tornozelos), as outras, odiando verdadeiramente o seu estilo, jamais seriam capazes de ter qualquer coisa com o pobre do rapaz. Por oposição, e tenham como ponto de referência o vídeo recentemente famoso da Carolina Patrocínio como mandatário da juventude do PS, eu até percebo que haja muita gente a olhar de lado para as suas declarações (apesar de achar que aquilo também deve ser levado com um bocado de sal, não é razão para tanto escândalo). Agora, uma coisa é certa. Tudo bem que a miúda já devia ter deixado de ir à praia (ou solário?) há uns meses. Aquilo já é cor de mexicano, e toda a gente sabe que os mexicanos são um povo de bigode e sombrero, nada de chique pode vir dali. Tudo bem que é ligeiramente vesgolha. Tudo bem que tem as pernas um bocadito tortas. Agora, não me venham cá dizer que não continua a ser boa comó caralho. Qualquer gajo com o mínimo de juízo (ou seja, que goste de mulheres), por mais que a fofa da Carolina o irritasse profundamente, deixava de lá ir mostrar serviço, eu inclusivé (apesar de eu achar que ela, à sua maneira mimada, high maintenance, exibicionista e desmioladinha, é uma doçura).

Carolina, minha princesinha do Meco, a minha banana não tem caroços. Sempre são mais uns minutos de descanso por dia que damos à empregada.



PS: Aliás, o escândalo nas declarações da Carolina nem é o facto de assumir que é extremamente mimada, que prefere fazer batota a perder (isso também eu prefiro, foda-se) e que "abusa" da empregada, é dizer que o nosso caríssimo primeiro ministro tem feito um trabalho exímio no que diz respeito a ajudar os jovens a construir um futuro. Quer dizer, ela não disse que tipo de futuro era, o futuro de merda pode perfeitamente estar subentendido. Retiro o que disse.


terça-feira, 8 de setembro de 2009

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Game, set and fart

Aqui há umas semanas decidi voltar a jogar ténis. Estava enferrujadíssimo, e sem qualquer tipo de desculpa, porque sempre foi o meu desporto preferido de praticar (já para ver, a escolha recai na luta greco-romana entre duas gajas nuas e bem tesudinhas).

Como sou de manias, a juntar à pratica desportiva propriamente dita, ainda me farto de ver ténis na Eurosport e de jogar Top Spin 3 na Playstation.

Com esta tamanha injecção, escusado será dizer que começo de novo a formar mentalmente a imagem daquilo que seria o meu ténis ideal. Não adianta nada a preparação física ser boa se a técnica e a leitura de jogo não forem também perfeitas. Já pensei em branquear os dentes, deixar crescer a barba cerrada e pintá-la de preto, de modo a que o contraste ao sorrir seja maximizado, mas a única forma realmente eficaz de melhorar o meu jogo é praticar. É que trocar bolas só com o intuito de ver a bola passar consistentemente, não dá gozo nenhum. Há que arriscar e jogar bonito.

Mesmo sem praticar muito, há pontos em que tudo corre bem, e damos pancadas ao nível de um qualquer jogador do ATP de meio da tabela para cima. Tudo, ou quase tudo.

Estava a jogar com um amigo, e aquele início de ponto foi até bastante comum, para um gajo destreinado como eu. Ele serve com força mediana, mas como o ângulo do serviço foi um bocado mais aberto, reagi um bocadinho mais de improviso com um amortie para a esquerda (e não em força), mas não saiu tão curto como queria. Ele teve tempo suficiente para chegar à bola e despachou-a para o meu lado do court, com uma pancada ao longo da linha. Bato a bola de esquerda e, pressentindo que a bola me ia ser devolvida para o mesmo lado, para me apanhar em contra-pé a voltar para o meio, deixei-me ficar mais à esquerda. Quando a bola volta, estando eu ao fundo do canto do court, em vez de devolver com a lógica esquerda a duas mãos, chego-me um bocado para o lado e dou uma direita cruzadíssima e cheia de top spin para o lado oposto do campo. Obviamente que era uma pancada indefensável, para além de que uma direita cruzada desde a parte esquerda do court é muito mais espectacular, mais difícil de executar bem e menos frequente do que o contrário.

Para quem não sabe o que é o top spin, é um efeito que advém de atacar a bola com a raquete mais na diagonal, deixando a bola a girar bastante sobre si mesma, rotação essa que a torna o seu comportamento muito mais imprevisível ao voltar a bater no campo. Agora lá está, como a raquete vai na diagonal, e não de chapa, para que uma bola com top spin seja devolvida com força, é preciso bater a bola com ainda mais potência do que o habitual. Essa é uma das razões pela qual os jogadores dão berros, ou as jogadoras gemem (embora possam gemer por outras razões). É uma descarga de energia muito grande, e essa é a exteriorização mais simples de constatar.

Ora para a minha direita cruzada ter ido bater mesmo ao cantinho e ao pé da linha com aquela força, e ainda por cima com top spin, tive mesmo de lhe dar uma granda sarda. A diferença é que eu não gemi quando bati a bola, simplesmente peidei-me. Não se preocupem, apesar do descontrolo, foi sem molhanga.

A questão que se coloca é a seguinte:

Será que vale a pena jogar desta forma mais agressiva, sabendo que eu nunca fui muito gritar ou gemer mas que, pelos vistos, a peidar já me entendo?

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Sem querer... (2)

... uma amiga minha veterinária disse:

"Não posso com uma gata pelo rabo."



Estou a brincar, foi outra vez a amiga psicóloga.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sem querer...

...uma amiga minha psicóloga disse:

"Esta semana vai ser de loucos."

sábado, 29 de agosto de 2009

Tenho uma amiga...

... que, de vez em quando, me costuma fazer cobranços do género "daquela vez não te lembraste daquilo" ou "no outro dia pedi-te e não me ligaste nenhuma". Pois bem, ela acaba de cometer o pior erro de todos. Esqueceu-se de me dar os parabéns. Ligou-me há bocado e disse:


- Só agora é que reparei que me esqueci dos teus anos. Ainda por cima estas coisas são importantes para mim. Opá, perdoas-me?

Não é que isso me faça diferença. Sinceramente, desligo-me um bocado dessas tretas. Uma amizade mede-se pelos gestos que os outros têm connosco todos os dias, e não apenas nas datas mais redondas. Quando uma pessoa tem a lata de nos pedir para irmos a Lisboa às 8 da manhã num domingo para carregar móveis, vê-se que só podemos mesmo ser grandes amigos, pelo tamanho do descaramento (pronto, lá vou ouvir amanhã mais um "deixa tar que nunca mais te peço nada"). São estas ocasiões que fazem as amizades, e não o cor-de-rosa de mais um cumpleaños.


- Deixa lá, não é assim tão importante. Já sabes que para mim é um dia como todos os outros, nem andava assim com grandes razões para festejos...

Uma coisa é certa: a minha convivência com mulheres ensinou-me a encarar uma falha destas como se de um tesouro se tratasse, uma manilha de trunfo à espera de engolir um rei e dois valetes perdidos algures numa mão, ao sabor das últimas rodadas. É óbvio que eu podia ter-lhe ligado há mais tempo e espetar-lhe com essa na cara, mas não. Decidi ser gaja. Vou esperar que ela me chateie por causa de uma merda aleatória, e vou-lhe servir o esquecimento do aniversário de bandeja. E não há-de ser um acto isolado.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Mão na bola ou bola na mão?

A lei do futebol indica claramente que, para haver atribuição de penalty ao haver contacto da bola com a mão/braço na área, o jogador que nela toca tem de mostrar intencionalidade, ainda que nem sempre este princípio seja aplicado. Muitas das vezes, mesmo que o jogador não aja no intuito de prejudicar o adversário, considera-se justo proceder à marcação de penalty, bastando para tal verificar-se um desvio desfavorável da trajectória do esférico (e às vezes nem mesmo com consequências tão pronunciadas), indo claramente contra aquilo que as regras ditam.

E agora pergunto-vos:

É possível uma gaja ser uma sonsa de merda sem querer (se bem que inconscientemente as pulsões estão sempre lá), ou apenas ganho o direito de lhe chamar de monte de bosta fumegante no caso da rameira em questão proceder de forma consciente?

Seja qual for a resposta, metade do peso da minha pergunta é retórico. Ela é bovina e ponto final. Quem não concordar, que encare isto pelo prisma da subjectividade inerente à arbitragem. Seja como for, a merda está feita e os adeptos estão descontentes.

domingo, 23 de agosto de 2009

PES 2009

Depois de o A. me chamar a atenção para a RTPn, pelo facto da Pipoca Mais Doce ser uma das convidadas para o debate, começo a notar que os meus critérios de beleza têm mudado. Que a Pipoca é gira, toda a gente sabe. Os seus pés, já toda a gente os viu no blog, normalmente de cima e nem sempre enfiados nos melhores sapatos (perdoem-me as milhares de fãs, sou um gajo com gosto clássico, nada de mariquices demasiado elaboradas e de cores berrantes) . Mas há bocado, no debate, era possível ver a sua silhueta (principalmente do esquerdo), coisa inédita até agora (se calhar, apenas para mim). E amiguinhos, se havia curva perfeitinha, era daqueles pézinhos. Por maior que fosse o domínio da posse de bola da Joana Amaral Dias no debate, sempre que aquele particular plano era seleccionado, eram como se me tapassem os ouvidos com abafos e apenas me sobrasse a visão. Para mim, o melhor do debate estava debaixo da mesa.

Está mais que visto que estou a desenvolver um (novo) fetiche. Atenção, não é nada que me deixe com vontade de andar a chupar dedões sofregamente, mas a olhar também se come. De resto, em termos de quejos, fico-me pelo gouda e pelo flamengo. Voltando aos pés, ultimamente fico entusiasmadíssimo se vir uns bonitos. Ainda hoje à tarde estava no café a ver o Benfica (não por ser do Benfica, mas por apoiar qualquer equipa nacional que jogue contra eles) e muita foi a gaja boa que ali entrou, vinda da praia. Normalmente, o meu radar teria a seguinte prioridade:

1 - mamas
2 - cara
3 - mamas
4 - passa lá para ver o rabo.

Agora, com a bênção do Verão, os pés andam bem mais arranjadinhos, e só olho para a cara depois de olhar bem para eles (embora as mamas continuem no topo; um bom decote é um bom decote). Sempre torci o nariz ao sair com uma rapariga de mãos mal cuidadas ou simplesmente feias, mas agora terei de juntar os pés à lista, mesmo que não tenha pretensões (por enquanto?) a lambê-los. Claro que, diga-se de passagem, falta-me arranjar forma de não serem elas a torcer o nariz primeiro por qualquer merdice minha. Tudo a seu tempo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Cerimónia de entrega de medalhas

Eu acho que, quando os gajos (e gajas) sobem ao podium, havendo um deles que mesmo estando num degrau inferior, consegue ficar mais alto do que outro, as medalhas deviam ser trocadas. Mas pronto, devo ser só eu, que ainda me preocupo com a justiça desportiva.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Decidam por mim que eu quero é espumante barato e putas a cheirar a lavanda

Como o número da Optimus que tenho já está a ficar demasiado associado aos contactos de trabalho, e como se eu quiser arranjar gaja tenho de me mudar para a TMN que é o que toda a gente tem, decidi mandar vir um telemóvel singelo e aproveitar os pontos de um amigo. Mandei vir o Nokia 5130 em vermelho:


Como eu tenho um azar do caraças nestas merdas, é óbvio que me enviaram o azul em vez do vermelho, mas ao menos está tudo completo e certinho.

Como eu tenho um azar do caraças nestas merdas, é óbvio que me vão enviar a cor certa mas a faltar qualquer coisa essencial ao funcionamento do chaço.

Como eu sou um preguiçoso do caraças nestas merdas, é óbvio que é mais simples perguntar no blog do que me mexer. Será que trocam isto numa loja qualquer da tmn, ou tenho mesmo de usar o formulário de devolução e sujeitar-me ao tempo de espera e ao que vier de novo? É que eu não tenho grande pachorra para esperar. O azulinho até já tá aqui à frente e até é giro, não me choca muito. Simplesmente o vermelho era mais a condizer com a decoração do tipo de bordéis que frequento, e fica sempre bem em cima da mesa, ao pé da carteira e do whisky.

E agora, o que é que eu faço?

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Sinceridade não compensa

- Cheiras muito bem, Pedrinho.

- Obrigado. A higiene pessoal é um baluarte da minha pessoa.

- Tens de me dizer que perfume é esse. É aquele Terre D'Hermès?

- Mas eu hoje não pus perfume...

- Então deve ser do gel de banho. É Dove ou qualquer coisa do género, não é?

- Não. É Gel Dermatológico Inibsa.

- Ah. (revirar de olhos)

sábado, 8 de agosto de 2009

PES = doença?

Nota: PES são as iniciais de Pro Evolution Soccer, um jogo para a Playstation 3 e Xbox 360, entre outros.

Não há blog feminino em que a mulher, fazendo parte de um casal, não se queixe com a obsessão que o marido/namorado/whatever tem com o PES. Chega até a ser uma referência entediante. Deixem lá os rapazes fazerem o que lhes apetece. Sempre é melhor do que andarem a foder outras.

Dito isto, vou ter de vos dar razão. Como é que é possível um homem perder tanto tempo com aquela merda? Será que estas mentes brilhantes não se lembram de mais nada para fazer? O supracitado foder, por exemplo. Se fossem só os namorados das gajas feias que jogassem PES para compensar a falta de jogo noutros departamentos, ainda percebia. Mas não, os namorados das aceitáveis e até mesmo os das boas, são viciados naquele joguinho de merda.

Ó meus grandes atrasados mentais, porque é que em vez de jogar PES não vão jogar Fifa? Desde 2008 que é melhor em tudo. Os gráficos são melhores (os jogadores são facilmente reconhecíveis, ao contrário dos do PES, que parecem ser de plástico e com o cabelo pintado por cima), o som é melhor (nem a bola soa a uma bola, nem as claques soam a um bando de arruaceiros), tem uma profundidade muito maior em termos de jogabilidade, e a estratégia aproxima-se bastante do futebol real. Embora o Fifa sempre fosse o pioneiro, admito que houve ali uns aninhos em que se deixou ultrapassar. Seja como for, neste momento já não há desculpa. Ah, e ainda por cima, no Fifa, nunca foi preciso andar a editar os nomes dos jogadores e equipas para podermos simular o que se passa na realidade.

Avizinha-se dentro de dois meses a escolha mais difícil para um homem. Que jogo devemos comprar? PES 2010? Fifa 2010? Vejam lá se desta vez fazem a coisa acertada. Que escolham a gaja com quem andam ao calhas, ou baseados num ou dois atributos, ainda percebo. Agora um jogo de futebol... Pensem pelo menos um bocadinho na importância daquilo que estão a fazer.

Vá, quero começar a ler nos blogs femininos que elas andam a ser mal fodidas e se sentem postas de parte porque o gajo perde horas no Fifa, e não no PES.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Qual é a diferença entre guisar e assar?

Eu não consigo deixar um pipi guisado.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Quando menos esperares, ficas a falar p'ró Camões

Já é a segunda vez que uma gaja da qual levei tampa me diz que não entende as mulheres, e que não dá para perceber como é que eu estou sozinho, e que devo ter resmas delas atrás de mim, e que eu é que simplesmente não lhe conto nada. Depois começa o entediante monólogo a exaltar as minhas qualidades pessoais. Fosse eu um atrasado mental e ficava a achar que era um gajo perfeito, tipo o Cristiano Ronaldo.

Acontece que, para além de eu conhecer bem a minha personalidade, tenho espelhos em casa. Sei muito bem em que divisão é que jogo. Se fosse assim tão bom, tão fantástico, TINHAS MAS ERA ABERTO AS PERNAS (a falta de paciência leva-me a ser boçal, mas eu gosto).

A estocada final é a célebre "quando menos esperares, vais ver que ela aparece". Xinapá, que nervos do caralho, especialmente quando não puxei a conversa para esse lado. Fico até com dúvidas se será pior dizer isso como frase feita ou acreditar mesmo que as coisas são assim. É claro que é quando eu menos esperar, tendo em conta que os milagres não são fenómenos calendarizados. Uma coisa é certa: não estou assim tão desesperado ao ponto de ter pachorra para ter conversas destas. Mais que fazer.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

As crianças são a pior coisa do mundo

Acabei agora mesmo de ir ao parque tomar café. Podem ficar admirados por eu ir lá sempre mas, de facto, é a única hipótese que tenho de ver a Menina do Parque o sítio mais agradável para tomar café nesta cidade a estas horas (eu era o da t-shirt laranja da throttleman, mas estou disposto a andar de camisa, se preferires; sou bastante flexível).


Vi lá hoje dois casais a mudar as fraldas a putos, um deles dominando mesmo a arte de mudar fraldas de pé (a mulher segurava o puto e puxava-lhe as pernas enquanto o homem limpava a merda e punha nova fralda). O outro, após remover a fralda mijada, punha pomada nas vergonhas provavelmente assadas do filho, enquanto a mulher acalmava a birra da segunda cria. Digamos que nem um casal nem outro eram o espelho da felicidade.


A menos que a Menina do Parque venha dizer que lê este blog, sabe quem eu sou e, inesperadamente, tem vontade de me conhecer e que adorava ter filhos num futuro próximo o meu relógio biológico (que deve estar sem pilha) me faça mudar subitamente de opinião, não me vejo a ter filhos nos próximos 30 anos. Não sei se é da expectativa de qualidade vida que a sociedade actual nos impõe, mas é raro ver pais felizes pela rua fora. O cenário é totalmente o oposto, parecem agrilhoados e a criança é a bola de ferro. Uma bola de ferro que caga e berra que se farta. Trabalham para sustentar a casa e os filhos, e sobra muito pouco tempo livre para serem verdadeiramente livres e disfrutar da vida. Se não fosse pela necessidade descomunal que eu tenho de perpetuar a minha existência, ao passar o meu código genético fraquito, contentava-me perfeitamente em brincar de vez em quando com os filhos dos outros, nos momentos em que não estão a cagar, não estão a berrar e não me incomodam o trabalho, lazer ou sono.


O meu futuro por falta de aptidão a meter conversa com mulheres que não conheço é comprar um cão.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Ser farmacêutico...

...é uma profissão muito ingrata. Fartam-se de estudar e depois a maioria não passa de empregados de balcão glorificados. Com o tempo e os dados que têm ao lidar com o cliente, conseguem ser tão eficazes como eu a automedicar-me. Eu também sei ler e ir à internet, e não precisei de adquirir conhecimentos por aí além ao longo de anos.

Será que alguém nasce com a vocação de farmacêutico ou é simplesmente uma coisa para onde se vai quando as notas não chegam nem para medicina veterinária? Às vezes acaba por ser semelhante à opção do gajo medíocre que, não conseguindo fazer nada da vida, acaba por ir para a tropa, com a diferença de que um farmacêutico é uma pessoa com QI dentro da normalidade.

Precisei de ir à farmácia de serviço comprar uma coisa para o meu pai. Ele deu uma queda lá na casa da terreola, e pediu-me para ir comprar uma pomada. Que mariquinhas pé de salsa. Andou na guerra a enfiar balázios em pretos e depois, vai-se a ver, e não serviu de nada. Um gajo se partir uma perna vai para o hospital. Se se esfolar todo lava com água e álcool. Agora, estar dorido e pôr pomada é indescritível. Eu cá começo a suspeitar que sou adoptado.

Àquela hora, estavam apenas três pessoas na farmácia. É óbvio que não ia tirar senha. Por cada papelinho corta-se uma árvore. Mas pronto, ai que isto não é um café, é uma farmácia. Ai que eu estudei tanto e tenho de ser diferente. Não é que a gaja me obriga a tirar senha para ser atendido? Com isto passou-me um labrego qualquer à frente.

Felizmente, ao ser passado à frente, acabei por ser atendido no outro balcão pela colega. Essa sim, era uma profissional competente. Novinha, gira e de aspecto delicado. Sorri ternamente na sua direcção, enquanto pensava "fazia-te gémeos e assumia a paternidade", mas não obtive qualquer tipo de reacção. O habitual, portanto.

É por estas e por outras que, sempre que me sinto adoentado, vou mas é ao frigorífico.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Tenho de confessar que...

... já há cerca de três semanas (diria até um mês) que vou tomar café ao mesmo sítio (no parque), à hora do almoço, quase todos os dias úteis, só para ver aquela miúda querida e moreninha, com o cinto castanho largo, allstar pretas e sorrisinho de boneca.

É altamente improvável que consiga ter tomates para falar com ela (porque, se os tivesse, dava um só para o fazer com sucesso), mas ao menos não há espaço para desilusões (isto é claramente o consolo de quem gostava de ter tido uma educação diferente).

Só sei que amanhã volto lá.

PS: Para que não me interpretem mal: ela não trabalha no café. Ela simplesmente vai lá àquela hora tomar café. A porra de haver pessoas que sabem quem eu sou e que lêem esta merda é que já me andam a perguntar se eu curto a mamalhuda que lá trabalha. Epá ya, tem cara querida, mas aquilo é estante para muito livro. Demasiada cultura para o meu gosto. Não vai ser um parzorro de mamas que me vai fazer desviar o olhar da Menina do Parque.

sábado, 18 de julho de 2009

Quando eu vou para o engate...

... não ponho perfume. Ponho clorofórmio.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Encantos da Cidade Termal

Quando andava na faculdade, houve ali uns tempos em que andava embeiçado por uma miúda pequenina e girinha de olho azul. Não é que ela fosse uma coisa por aí além. Simplesmente eu sou daquele tipo de gajos que precisa constantemente de estar apaixonado, como comprovativo de actividade respiratória. É coisa que passa depressa; mostrem-me um defeito insignificante e eu logo arranjarei ali todo um conjunto de vicissitudes impeditivas a um afectuoso relacionamento.

Havia ali dois pormenores que estragavam a moldura. Para começar, tinha ali um pneuzito (o maior contacto que ela tinha com o desporto devia ser ver os jogos sem fronteiras de pijama). Seja como for, e verdade seja dita, isso todas vocês têm (ou então foram os meus desafios oculares que aumentaram com esta minha nova aversão à banha). Pneu, mas não era bardaja. Aquilo ia bem ao sítio com abdominais e cremes adelgaçantes. Para terminar, aloirava o buço. Isso não teria nada de mal se muito miúdo imberbe de 15 anos não desejasse ter pelo menos metade daquela penugem.

Mas pronto, que sa foda. Ao longe era muita querida mesmo, e eu como sou da cidade onde a Rainha Dona Leonor curou as suas maleitas, ao tomar banho em água a cheirar a bufa nos finais do século XV (só para ver se vocês ganham um bocado de cultura geral), podia ter perfeitamente uma relação mais íntima com ela à distância.

Ainda antes de acabar o curso, ela decidiu que a engenharia não era a vocação dela (e não era mesmo), e foi estudar para outra cidade. Pensei que nunca mais voltava a saber nada dela, quando me liga um dia a perguntar:

- Não te importas de comprar um daqueles caralhinhos de louça das Caldas e enviar pelo correio? É só para por na lapela do traje.

Escusado será dizer que não lhe enviei porra nenhuma. Andei uns bons 3 meses a querer dar-lhe o meu e ela pede um de loiça. Tudo bem que pode ser mais rijo, mas o meu ao menos não se parte. Não se parte mas parte.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

78 kg

Afinal não eram 79. Mesmo assim, e para apenas 1 metro e 82, a situação é grave. Tentei recorrer ao Extreme Makeover, mas temo que a minha candidatura não seja aceite a tempo. Estas artérias vão entupir por completo a qualquer momento.

Também já tentei marcar uma operação para colocar uma banda gástrica, mas os médicos acham que, na minha condição, o risco de complicações é demasiado grande. Seja como for, continuo a sofrer, e isso não é justo. Era um jovem independente, e agora vejo as minhas capacidades de locomoção severamente diminuídas. Já nem os 100 metros em menos de 11 segundos consigo fazer. Agora já são 12. Aliás, chego aos 80 e já nem vou a dar o máximo, senão começa logo aquela dorzinha de burro a manifestar-se.

A roupa está cada vez mais apertada, e é um pesadelo sair do carro (mas também ninguém me manda estacionar perto de postes e paredes logo do lado do condutor). Preciso mesmo de ajuda.

Mas porra! Eu sou forte e vou conseguir dar a volta por cima! Só precisava era de algum apoio financeiro para as operações plásticas. Sabem como é. Perder 6 quilos tão drasticamente (a comer como como, estou a prever uns 4 ou 5 meses) vai deixar-me com uma enorme quantidade de pele flácida. Não sou gozado por ser obeso, mas acabo por ser gozado por ter sacos enormes de pele vazia a bailar pelo corpo a baixo. Não quero continuar a ser hediondo.

O Doutor Tallon aconselhou-me doses massivas de sexo para começar a perder este peso todo. Agora só falta saber se há voluntárias entre as leitoras deste blogue (que não sejam avós e/ou labregas, de preferência). Desde já vos peço que não fiquem preocupadas: não vou seguir a recomendação completa dele e dar-vos um arraial de porrada logo a seguir à stickada. Para compensar essa parte, já tenho a bicicleta, o ténis e a natação. É que se é para aparecer no Correio da Manhã, que seja magro e sem processos em tribunal. Promíscuo sim, mas sempre doce e meiguinho.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

First rule of porn

Make sure she has a clister.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Quando estou deprimido...

... costumo ir ao youtube, escrevo "fat people" no campo de pesquisa, e borro-me a rir durante uns sólidos cinco minutos. Normalmente era coisa que costumava resultar, mas nos últimos dois meses não consigo deixar de me sentir culpado.

No outro dia ia a sair do duche e preparava-me para colar as únicas páginas do número da Playboy com a Rita Mendes que ainda estavam soltas. Olho para baixo, ainda com o fardamento de aniversário, e reparo que a minha pila não está tão comprida como de costume. "Não pode ser; apesar daquele cabelo de poodle, a Ritinha ainda me provoca umas erecções do caralho; quanto muito devia era tê-la mais comprida só por olhar para o que resta destas fotos." Não é o mastro que está com caruncho, é mesmo um eclipse parcial devido ao pneu em mim recém formado.

Depois, e associando este facto àquele dia em que, dez minutos depois de sair de casa para andar de bicicleta, já ia com as coxas a querer saltar cá para fora (tinha comido coelho ao almoço), percebi que não estou tão em forma como desejaria. Sempre pratiquei muito desporto, e o último ano não foi excepção. Simplesmente troquei o ténis e a natação pelo automobilismo. Até para ir comprar cordas para a guitarra pego na porcaria do carro. Se isto não é amor ao desporto, não sei o que será. Torna-se complicado, portanto, perceber o que é que se passa comigo.

Eu estou mas é a ficar gordo.

Uma coisa é certa. Não andei eu ano e meio no ginásio para ganhar peitorais e eles agora se transformarem em mamas. Quer dizer, eu curto mamas, e se se roçarem em mim, melhor, mas não a nascerem dentro de mim. Já me basta andar quase sempre com os mamilos espetados.

Tenho urgentemente de começar a fazer exercício e comer bolos menos vezes ao dia. O problema é a disciplina que é necessária para conseguir cumprir estas resoluções. Normalmente só consigo fazer estas mudanças radicais na minha vida logo a partir do dia 1 de Janeiro, ou no dia do meu aniversário. Ou são datas marcantes, ou a coisa acaba por perder o impacto, atirando cedo a disciplina prás urtigas. Felizmente, esta semana faço anos.

Para começar, na manhã do meu aniversário, vou à praia, mas de bicicleta. Quando lá chegar, só vou comer um corneto (aquele novo, dos três chocolates) e beber um café. Acreditem que vou andar muito mais comedido. Até lá, e para dar a ilusão de que o plano de treinos está a ter resultados imediatos, vou comer tudo aquilo que me passar pela cabeça. Depois corto de repente.

Portanto, o objectivo é passar destes novos e decadentes 79 quilos para os antigos e esbeltos 72 aos quais habituei muito boa menina deste lindo Portugal. É que, pelo menos, quando lhes fazia moches, não era do peso que elas se queixavam.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Ai que a minha loucura de adolescência é a próxima.

Excerto de conversa no messenger (o nome da amiga interveniente foi alterado para Juraci por uma questão de protecção de identidade; eu nunca teria uma amiga chamada Juraci):


P. diz (18:10):
q playboy de merda a portuguesa
P. diz (18:11):
so mostram mamas desfiguradas
P. diz (18:11):
e dps uma q se quer mm ver
P. diz (18:11):
p tirar as duvidas
P. diz (18:11):
aparece tapada
Juraci diz (18:11):
a ver, a ver o que aparecerá
Juraci diz (18:11):
parece que é já amanhã
P. diz (18:12):
exijo ver o pipi da rita mendes
Juraci diz (18:13):
amanhã já vês o que podes ou não ver
P. diz (18:13):
faz força para eu ver o pipi dela, sim?
P. diz (18:13):
reza.
Juraci diz (18:14):
velinha e tudo
Juraci diz (18:14):
só uma coisinha...
Juraci diz (18:14):
os pipis são todos iguais...
Juraci diz (18:14):
mais coisa, menos coisa...
Juraci diz (18:14):
pelo que...
P. diz (18:14):
n sao nada
P. diz (18:14):
ai é q tu te enganas
P. diz (18:14):
cada pipi tem a sua personalidade bem definida
P. diz (18:14):
e digo-te ja
P. diz (18:14):
ver o pipi de uma rapariga
P. diz (18:14):
pela primeira vez
P. diz (18:14):
assim devagar
P. diz (18:14):
a tirar a roupa devagar
Juraci diz (18:15):
para mim é tudo pipi
P. diz (18:15):
é cm aquela sensaçao de aproximaçao de um beijo
Juraci diz (18:15):
grandes lábios, pequenos lábios.
Juraci diz (18:15):
'tá.
P. diz (18:15):
ai juraci juraci
Juraci diz (18:15):
não devia ter escrito aquilo, pois nao?
P. diz (18:15):
é tao mais do q isso...
Juraci diz (18:15):
excitatório, não é?
P. diz (18:15):
a serio
P. diz (18:16):
e ate te digo mais
P. diz (18:16):
sao mais diferentes os pipis entre si
P. diz (18:16):
do q as pilinhas
Juraci diz (18:16):
explica-te
P. diz (18:16):
morfologia
P. diz (18:16):
ha mais pipis diferentes
P. diz (18:16):
q pilinhas diferentes
P. diz (18:16):
desde a cor
P. diz (18:16):
a conformaçao dos labios
P. diz (18:17):
a forma como o clitoris espreita ca p fora
P. diz (18:17):
o hair styling
P. diz (18:17):
uns mais gorditos
P. diz (18:17):
outros menos
Juraci diz (18:17):
hair styling...
P. diz (18:17):
sei la
Juraci diz (18:17):
ahahahahahahahahahah
P. diz (18:17):
tanta coisa
P. diz (18:17):
a pontezinha do perineu
P. diz (18:17):
tb é mt diferente
Juraci diz (18:17):
as pilinhas tb
Juraci diz (18:17):
mais pequenas
Juraci diz (18:17):
maiores
Juraci diz (18:17):
mais largas, menos largas
P. diz (18:17):
basicamente resume-se a isso
P. diz (18:17):
diferem no tamanho
Juraci diz (18:18):
mais pêlo, menos pêlo
P. diz (18:18):
umas circuncisadas outras n
P. diz (18:18):
mais pelo menos pelo
P. diz (18:18):
umas tortas p a esquerda
P. diz (18:18):
outras pra direita
Juraci diz (18:18):
lol
P. diz (18:18):
mas n sai mt dai
P. diz (18:18):
pipis n
P. diz (18:18):
um pipi é uma coisa especial
P. diz (18:18):
um templo do amor
P. diz (18:18):
a pilinha é so o peregrino
P. diz (18:18):
peregrinos ha mts
P. diz (18:18):
ha mais peregrinos q templos.
Juraci diz (18:19):
oh não...
Juraci diz (18:19):
a próxima vez que for ao santuário de fátima...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Mas quem me mandou a mim...

... mandar uma mensagem querida (acho eu) a uma pessoa com a qual tenho pouco contacto (e ainda por cima contacto profissional), simplesmente porque, só de pensar nela, me tornava capaz de dizer o abcedário ao contrário sem demorar mais do que 2 segundos por letra (tentem, é bem difícil, o que atesta a força da sensação de borboletas no estômago)?

Analisando o meu registo de vitórias em termos de engate e consumação, os dados não poderiam apontar mais a favor de ter ficado caladinho e quieto, suspirando apenas nas costas dela.

Facto: nenhuma das namoradas e casitos que tive se deveram ao facto de eu as ter tentado conquistar. NEM UMA. Chegou até a ser confirmado que eu tinha feito tudo de forma perfeita, que eu era especial, que era muito importante para a vida dela, que era bonito (sendo que, neste ponto, em defesa das pessoas bonitas, aquela gaja acha toda a gente bonita), que me tinha esforçado como ninguém (em qualidade e quantidade) mas que simplesmente não havia aquele clique. Por momentos ainda me pensei numa dos tempos de secundário de quem eu gostei, e que mais tarde até lhe mexi no pipi, mas cedo me lembrei de que eu gostava dela num ano, e só a comi bastante mais tarde, quando já me era bem mais indiferente. Em todos os outros casos, das duas uma: ou elas expressavam um interesse bem marcado na minha pessoa (num dos casos, até bastante escandaloso; mas quem disse que eu era difícil), ou então era uma situação em que uma mão lavava a outra. Estás aqui e eu estou aqui, tens a pele sedosa, anda cá roçar-te na minha, pensava eu.

Não quer dizer que eu depois não viesse a gostar delas. Mas, seja como for, nenhuma foi fruto de uma conquista pura e dura, daquelas à antiga, com cartas de amor, duelos pela mão da donzela a cavalo e com pistolas à mistura, mas sem as cartas, duelos, cavalos e pistolas.

Desta vez ainda escapou. Agi por impulso, é certo, mas na certeza de que, sem ter grande espaço de manobra, ou arriscava e me expunha ao ridículo, ou então nunca saberia se teria hipóteses ou não de gerar uma reacção positiva. Para a próxima, quando quiser ir ao pomar, passo por baixo das árvores, mas a fruta que se decida a cair na cesta sozinha. Eu cá já não estico mais a mão para a apanhar. Ou vem verde ou vem podre. A estatística assim o dita.

De resto, no soup for you (como se fizesse diferença)! Next!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Provavelmente não lês o meu blog...

...mas se por obra do acaso leres, só quero que saibas que tive pena que não tivesses aparecido de manhã na associação. As fotocópias dos testes e afins eram o menos. Eu queria mesmo era ver-te outra vez. Levei a minha melhor camisa e tudo. És muito bonita e tens a melhor voz de telemóvel de sempre. Se fosses uma jogada de basket, eras um triplo do meio campo, lançado de costas.

PS: envias-me mensagem pelo número da empresa? só para ter a certeza...

E já agora...

...incontinência urinária para todos os trabalhadores da HP associados ao departamento das impressoras.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Se os funcionários da Clix...

...perdessem uma erecção por cada vez que a minha ligação à net vai abaixo, ou eram solteiros ou muita cornudos.

sábado, 13 de junho de 2009

Não serves para grande coisa, ó Santo Antoninho.

Santos Populares é uma diversão do caralho, pelo menos a partir da litrosa e meia de imperial. Se levarem já a garrafinha de casa com vodka e suminho de ananás misturado, ainda melhor. Eu cá, fiquei-me pela litrosa. Já devia ter aprendido a lição com a primeira vez em que lá pus os pés. Mais álcool no sangue é uma necessidade.

Nem tudo foi mau. Aliás, durante o jantar, houve um desenvolvimento extraordinário na minha vida. Depois do chóriço, febra e imperial, eis que chega um prato de caracóis à mesa. Eu cá nunca tinha comido caracóis. Sempre fui daqueles que nunca tinha provado mas que também não fazia questão de os provar, e isto durante anos.

Só os santos para levar um gajo a cometer uma loucura. Olho para o bicho, despeço-me dele, e ala corninhos para a boca. Parei apenas na molhanga. Digam o que disserem, aquela merda não sabe a grande coisa. Parece toucinho mais mole mas não sabe mesmo a nada. "Só comeste um, tens de comer mais!" Deve ser isso. É como com a merda. Um gajo come uma caganita e sabe mal como a merda, mas insistindo, abre-se ali todo um novo mundo de prazer. Não gosto pá, acabou-se. Desta vez não digam que não provei. Venha o tremoço e faz-se a festa na mesma. Pessoal do tremoço para um lado e pessoal do caracol para o outro.

A partir daí foi o downhill completo. Não sei se viram um gajo com tshirt branca e um tubarão da throttleman, lá para os lados da Bica, mas era eu. Tinha cara de mau? Era mesmo eu. Ainda me tentaram puxar para o princípio de um comboio, mas aquilo não é mesmo a minha cara. Toda a gente diz que não gosta daquele tipo de música, mas depois é vê-los todos doidos a dançar.

Não podia era faltar o erro habitual deste tipo de festas. A malta encontra um sítio onde se está tão bem e à vontade, onde dois velhotes cantam os grandes êxitos de Quim Barreiros & Companhia, e vai sair dali para correr os tascos todos. Acho que, para todos aqueles que já participaram no género, não vale a pena explicar o resto. Foram horas a andar para cima e para baixo à procura de outros amigos, aos empurrões ao habitual mar de gente, com os telefonemas pelo meio em que ninguém percebe ninguém, para chegarmos ao destino e voltarmos a descer passados dois minutos.

Eu também fui estúpido porque só fui para lá à espera de ver uma certa pessoa. E quem é que, em plena consciência, acha que é no meio de milhares de pessoas a olharem em frente para tentarem não perder os amigos, é que vai dar de caras com a tal? Quem é que me garante sequer que ela também foi para lá? É que de resto, em termos de gajas, vi fanecas boas suficientes para uns bons meses. Seja como for, ver não é facturar. E aquela era aquela. Não era suposto os Santos ser uma das alturas em que tudo pode acontecer?

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Activia...

... faz peidar, não faz?

terça-feira, 2 de junho de 2009

Vós que sois pessoas de extremado bom gosto...

... ajudai uma pobre alma a tomar uma decisão, face a uma dúvida meramente estética.

Se eu não tivesse medo de ser pobre, a escolha seria bastante simples:

Ora, infelizmente a minha actual situação financeira indica que seria uma loucura gastar 3700 numa guitarra (cliquem nela para ver mais pormenores, que uma fotucha piquena não lhe faz juízo). De repente quero ir às putas e não sobra dinheiro nem para bilhar, tendo de me contentar com o de bolso.

Encontrei, no entanto, outras duas de outra marca e de outro estilo, que conseguem acalmar ligeiramente as minhas ânsias. Tendo em conta que passo imenso tempo a tentar alfabetizar activos deste país (quem disse que a selecção prévia de formandos era cumprida?), achei por bem dar um mimo a mim próprio no meu aniversário (que, se me contaram a verdade em pequerrucho, deve acontecer aqui a umas dezenas poucas de dias). Daqui a 5 dias ainda me aparece um quisto nos ovários, morro, e acabo por não disfrutar nada dos frutos de enfrentar a frustração de lidar com alguns frustrados. Sim, porque pinga não é disfrutar. Eventualmente eu até iria precisar da guitarra, por isso não há mal em comprar agora em vez de comprar mais tarde, pois não?

Pedia, portanto, que TODOS participassem, avaliando as duas opções que vos vou deixar, formalizando o vosso voto com um "CEREJA" ou "BRANCA" no final de cada comentário? Fixe?

A primeira é uma Schecter C-7 Hellraiser, numa cor de cereja escura madura. Fica lindamente por cima de uma camisa branca numa das várias Fnacs deste país. Só fico de pé atrás com os embutidos em forma de cruz satânica que aparecem no braço (embora daqui pouco se notem), ou não se chamasse Hellraiser.



A segunda também é uma Schecter, mas é uma Blackjack C-7 ATX, num branco pêrola sujo. Fica bem com qualquer coisa, e ultimamente ando com a pancada do branco por ser uma cor tão clean. Corro é o risco de me passarem a tratar por Ruth Marlene, visto haver quem a ache bimba.




Pensem num rapaz alto e magro (por enquanto), a cantar lindas canções de amor, incitando à fecundação de óvulos através da coragem de espermatozóides, num palco perto de vós, com um destes charutos a tiracolo. E agora? Branca ou cereja?