quinta-feira, 30 de julho de 2009

As crianças são a pior coisa do mundo

Acabei agora mesmo de ir ao parque tomar café. Podem ficar admirados por eu ir lá sempre mas, de facto, é a única hipótese que tenho de ver a Menina do Parque o sítio mais agradável para tomar café nesta cidade a estas horas (eu era o da t-shirt laranja da throttleman, mas estou disposto a andar de camisa, se preferires; sou bastante flexível).


Vi lá hoje dois casais a mudar as fraldas a putos, um deles dominando mesmo a arte de mudar fraldas de pé (a mulher segurava o puto e puxava-lhe as pernas enquanto o homem limpava a merda e punha nova fralda). O outro, após remover a fralda mijada, punha pomada nas vergonhas provavelmente assadas do filho, enquanto a mulher acalmava a birra da segunda cria. Digamos que nem um casal nem outro eram o espelho da felicidade.


A menos que a Menina do Parque venha dizer que lê este blog, sabe quem eu sou e, inesperadamente, tem vontade de me conhecer e que adorava ter filhos num futuro próximo o meu relógio biológico (que deve estar sem pilha) me faça mudar subitamente de opinião, não me vejo a ter filhos nos próximos 30 anos. Não sei se é da expectativa de qualidade vida que a sociedade actual nos impõe, mas é raro ver pais felizes pela rua fora. O cenário é totalmente o oposto, parecem agrilhoados e a criança é a bola de ferro. Uma bola de ferro que caga e berra que se farta. Trabalham para sustentar a casa e os filhos, e sobra muito pouco tempo livre para serem verdadeiramente livres e disfrutar da vida. Se não fosse pela necessidade descomunal que eu tenho de perpetuar a minha existência, ao passar o meu código genético fraquito, contentava-me perfeitamente em brincar de vez em quando com os filhos dos outros, nos momentos em que não estão a cagar, não estão a berrar e não me incomodam o trabalho, lazer ou sono.


O meu futuro por falta de aptidão a meter conversa com mulheres que não conheço é comprar um cão.

16 comentários:

Abobrinha disse...

Não vês casais felizes a fruirem do prazer de ter um filho e a brincarem com ele? Ou andas em sítios muito manhosos ou a precisar de óculos, meu menino.

Isso, compra um cão! Mas ele também te há-de cagar a casa toda, pô-la a cheirar a cão, encher-te o carro de pêlos, f*** os vasos, os sofás e os tapeter, beber água da sanita, comer-te o ordenado que ganhas (graças a deus não como farmacêutico) entre alimentação, brinquedos e veterinário! Faz-te companhia, mas também tem um custo. E não fala contigo.

... tens a certeza que não preferes um filho? Mas antes realmente tens que arranjar uns óculos!

Pedro M. disse...

"Não sei se é da expectativa de qualidade de vida que a sociedade actual nos impõe, mas é raro ver pais felizes pela rua fora."

Eu não disse que não via, disse que era raro. O que não me espanta, tendo em conta que é complicado trabalhar e depois ainda ter de cuidar de uma criança, que pode ser um bicho muito caprichoso. É claro que não vão andar com sorrisos felizes na tromba muitas das vezes. Não quer dizer que não gostem dos filhos, simplesmente não é uma empreitada fácil. Não preciso de os ter para saber isso. Será que isto é algum disparate?

De resto, os sítios por onde ando, não só não sabes, como não tens nada a ver com isso. Sabes lá se são manhosos ou não.

Quanto ao cão, as frases que estão rasuradas, também são para ler. Se tiraste alguma coisa da forma como escrevi o post, deverias ter percebido que a Menina do Parque é claramente digna da Liga dos Campeões e me faz pôr em causa tudo aquilo que estou a dizer sobre crianças. A última frase mostra, de modo muito exagerado, que eu, ao não ter coragem para meter conversa com ela, arrisco-me a ter de comprar um cão, quando o meu relógio biológico começar a dar sinal.

Mesmo que o meu post não tivesse ponta de ironia, a tua resposta dá que pensar. Em vez de ficares toda arreliada, porque é que não vais imediatamente fazer um filho para ti, já que é uma opção tão superior? Se calhar até já tens um. Não te vejo é a falar da maravilha que é ser mãe no teu blog.

Será que os meus posts precisam que eu escreva logo a seguir um comentário para descortinar todos os seus sentidos? Será que vai sair matéria sobre isso no exame de Português B do ano que vem? Será que é preciso tirar um curso para perceber as merdas que eu escrevo?

J. disse...

Eu tenho de me rir com esta merda. Como é que é possível andarem aqui bandos de falhados, que sabem perfeitamente que tudo o que este gajo escreve é pela piada e nunca fala a sério, vêm para aqui mandar bitaites e cagar larachas todos ofendidos... hahaha
Ganhem juízo e uma vida já agora.

Abobrinha disse...

É raro ver casais felizes com os filhos? Insisto: isso é falta de capacidade de observação.

Será que precisas de ter lições de português para também não seres capaz de descortinar um pouco de ironia nos meus comentários? Ou queres que eu plante smileys pelos meus comentários para saberes quando é que eu eventualmente posso estar a gozar? Ou asteriscos em baixo a dizer "atenção eu estou meia a brincar contigo"?

Se queres mesmo uma opinião sincera, pelos comentários neste e no post anterior, parece-me que quem tem a falta de encaixe que aponta aos outros... és mesmo tu. Pensa nisso (se quiseres, claro!). Isso ou realmente eu não tenho sorte nenhuma com Pedros e nem os dos blogues se safam.

Desejo-te toda a sorte do mundo com a menina do parque ou com qualquer outra. Porque eu tenho assim tão boa natureza: gosto que os outros se dêem bem. Com ou sem filhos, porque eu acredito piamente na queca sem fins reprodutivos (nem que seja só para praticar).

Quanto aos sítios que frequentas... frequenta os sítios que quiseres, que eu não quero saber. E frequenta o parque. E vê se ganhas coragem para meter conversa com a moça, caramba!

E não tenho filhos. Tenho sobrinhos e uma porrada de segundos primos. E sinto que sou levada menos a sério por vezes por não ter a responsabilidade e o peso de um filho. Mas isso são contas de outro rosário. E eu não quero saber do que pensam os outros a esse respeito.

Não vejo é a necessidade de estares tão abespinhado.

Abobrinha disse...

J.

Atendendo a que o único comentário neste post é meu, o "falhado" era "falhada". E ficas a saber que eu não me identifico, por isso falhaste (voilá!) o alvo.

Arranja uma vida tu, se não te importas. Porque eu tenho uma. E bem interessante. E gosto de ler o blogue do Pedro porque me faz rir. Mas não tenho que concordar com tudo o que ele diz, pois não? É que se é, alguém me devia ter avisado.

AH, e recomendo lições de ironia porque também não descortinaste que eu a usei nos meus comentários.

Pedro M. disse...

Quem disse que eu tinha poder de encaixe? Mas abespinhado é bom. Só por isso já valeu a pena.

Pedro M. disse...

Pensando melhor, até tenho poder de encaixe, mas se calhar não era desse que estavas a falar.

Abobrinha disse...

Pedro... eu disse precisamente que não tinhas poder de encaixe, mas que o reclamavas dos outros. Se reclamas dos outros, acho que o mínimo que tens a fazer é adquirir um, senão respondes com o azedume que respondeste neste e no outro post. E não há necessidade!

Levaste o meu comentário para a maldade que ele não tinha. E obviamente o/a J. Mas a essa criatura eu já disse o que tinha a dizer.

Vá, um beijinho e não fiques chateado. E raios me partam se eu não te apresentava à menina do parque!

Abobrinha disse...

(só agora li o outro comentário)

... do outro poder de encaixe também é bom! Muito bom! Mas não eras tu que dizias que não gostavas de "encaixar" depois do coiso e tal? Eu é que sou o cruzamento entre uma lapa e uma cobra constritora! Não me roubes o conceito, senão eu descubro quem tu és e mando cortar-te o pescoço! ;-)

Marlene disse...

Esta abóbora é a coisa mais insuportável da blogosfera!

de Marte disse...

Compra um filho e faz um cão.

:)

Simples!

Eu Mesma! disse...

Confesso que eu adoro essa esplanada no parque... e não vou lá ver a menina toda jeitosa...

apenas adoro essa esplanada...

:)

Inês disse...

Mas onde raio é essa esplanada para eu própria ir falar com a menina??? Ainda volto de férias e estás tu em formol pelos desgostos de amor, ou mesmo pela falta de possibilidade de ter desgostos de amor. Dá-lhe lenha, como o do campofrio.

busycat disse...

E eu que ja não vou ao Parque a canos. Estou a ficar deveras curiosa! Ainda passo lá so pra ver esse monumento que é a menina do parque:)

Beijo

Carlos Rangel disse...

Este post está excelente!, mais uma vez... Percebo-te bem e acho que também é fácil perceber a ironia e a piada que está naquilo que escreves. Dou-te os parabéns por isso, e vai masé falar com a miúda! :)

Abraços!

Pedro M. disse...

Mau. Só eu é que posso insultar os meus leitores. O resto insultem-me a mim.