A indignação que sinto neste momento, aliada à proximidade das eleições legislativas, levou-me a tomar uma atitude de força. Não há tão pouco tempo quanto isso, estava habituado a ser um indivíduo alheado da política. Basicamente, votava de forma clubística. Como gostava dos princípios ideológicos gerais do PSD, assim me ia deixando ficar, imune às mudanças de caras e nomes. No entanto, agora é a altura de inverter esta apatia. Não só me tornei mais activo, como acabo de fundar um novo movimento político (MDFCP) que, embora já não vá a tempo de concorrer às eleições este ano, tem a pretensão de vir a fazê-lo em tempos vindouros.
A decisão vem no seguimento do último post, e das tendências de opinião que tenho vindo a observar nas últimas semanas. É que parece impossível que não se oiça uma única voz a defender a pobrecita (ler com sotaque castelhano) da Carolina Patrocínio. Ou é porque é mimada, ou porque é fútil, ou é burra, ou tá sempre a trocar de gajo. Eu se fosse um gajo podre de bom, também andava a comer esta, aquela e aqueloutra. Se pudesse ser rico sem fazer nenhum, não ia escolher ser pobre a trabalhar de sol a sol que, de facto, é a trabalheira da realidade. Mesmo assim, enuncio os seguintes pontos em sua defesa:
1º Mas quem é que aqui gosta de perder? Às vezes os fins justificam os meios. Se eu estiver a jogar à sueca com amigos, e se souber que só posso ganhar fazendo batota, desde que ninguém me tope, prefiro ser o rei da sueca do grupo. O prestígio nunca é demasiado.
2º Eu se fosse gaja e tivesse um nalgueirão daqueles (o melhor cu de Portugal, opinião que não é dada de ânimo leve, mas sim após horas de visionamento de rabaçais de portuguesas), também era orgulhoso e gostava de dar nas vistas. E se fosse só o cu... A miúda também tem umas mamas bem supimpas. E mais; um gajo depois de perder trinta minutos a olhar para o cu e 15 para as mamas, olha seis segundos para o resto e percebe que aquilo não é nenhum camarão. Aproveita-se tudinho. É gira, porra.
3º Pedir a mão em casamento ao pai é o mínimo que um gajo pode fazer. Óbvio que, por mais formal que o noivo seja, o pai estará a pensar "queres a mão em casamento, queres; não queres tu outra coisa que não a mão". Seja como for, as aparências são para se manter e há que suar para facturar. Não acho antiquado e descabido(o que não significa que todas as gajas sejam dignas de se passar essa vergonha à frente dos futuros sogros, que isto de uma rapariga ser boa pessoa e prendada não chega).
4º Quem é o cara de poste de alta tensão que curte os caroços das frutas? É preciso ter muita cara de pau (lá está, de poste) para criticar a Carolininha por causa disto. Só não como mais vezes melância porque o raio das pevides são chatas comó caraças. Um gajo quer comer aquilo à lambão e não pode. Ou perde meia hora em cada talhada a descobrir as malvadas, ou tá sempre a ouvir crack crack, como se fossem moscas a bater no insectocutor de um restaurante.
5º Se eu tiver possibilidades de ter uma empregada, e se ainda por cima sobra tempo para ela me fazer as mordomias todas sem ser chata, quem será o otariãozão que mais uma vez vai dizer que não? Se tenho alguém que me descasque a fruta, porque é que terei de ser eu a descascar? Concordo que há que aprender a fazê-lo minimamente bem, mas passadas três ou quatro peras e uma maçã, a ciência do descascar fica praticamente cimentada. Por outro lado, pela perspectiva da empregada, que não é uma escrava porque é uma trabalhadora remunerada como os outros (espera-se), mais vale tirar caroços a cerejas do que esfregar esfregar a merda das sanitas com o piaçaba. Se pudesse, descascava-lhe eu próprio a fruta t o d a.
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Posto isto, acho que a Carolina dará agora uma melhor mandatária para a juventude do que o próprio José Socrates daria no seu tempo. Eu até suspeito que ela dava agora uma melhor Primeira Ministra do que ele nestes 4 anos. Quem estiver disposto prestar o seu apoio numa altura decisiva como esta, não hesite em copiar o seguinte dístico e slogan, colando-o no seu respectivo blog, onde acharem que não estorva. Vamos fazer do MDFCP um estandarte da defesa dos direitos dos jovens neste país.
O País somos todos nós, e quem não se esforçar no sentido da sua melhoria, também não tem o direito de achincalhar o sistema só porque a vida corre mal. Não sejam passivos. Ou se fode ou se sai de cima. Fodam.