segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Game, set and fart

Aqui há umas semanas decidi voltar a jogar ténis. Estava enferrujadíssimo, e sem qualquer tipo de desculpa, porque sempre foi o meu desporto preferido de praticar (já para ver, a escolha recai na luta greco-romana entre duas gajas nuas e bem tesudinhas).

Como sou de manias, a juntar à pratica desportiva propriamente dita, ainda me farto de ver ténis na Eurosport e de jogar Top Spin 3 na Playstation.

Com esta tamanha injecção, escusado será dizer que começo de novo a formar mentalmente a imagem daquilo que seria o meu ténis ideal. Não adianta nada a preparação física ser boa se a técnica e a leitura de jogo não forem também perfeitas. Já pensei em branquear os dentes, deixar crescer a barba cerrada e pintá-la de preto, de modo a que o contraste ao sorrir seja maximizado, mas a única forma realmente eficaz de melhorar o meu jogo é praticar. É que trocar bolas só com o intuito de ver a bola passar consistentemente, não dá gozo nenhum. Há que arriscar e jogar bonito.

Mesmo sem praticar muito, há pontos em que tudo corre bem, e damos pancadas ao nível de um qualquer jogador do ATP de meio da tabela para cima. Tudo, ou quase tudo.

Estava a jogar com um amigo, e aquele início de ponto foi até bastante comum, para um gajo destreinado como eu. Ele serve com força mediana, mas como o ângulo do serviço foi um bocado mais aberto, reagi um bocadinho mais de improviso com um amortie para a esquerda (e não em força), mas não saiu tão curto como queria. Ele teve tempo suficiente para chegar à bola e despachou-a para o meu lado do court, com uma pancada ao longo da linha. Bato a bola de esquerda e, pressentindo que a bola me ia ser devolvida para o mesmo lado, para me apanhar em contra-pé a voltar para o meio, deixei-me ficar mais à esquerda. Quando a bola volta, estando eu ao fundo do canto do court, em vez de devolver com a lógica esquerda a duas mãos, chego-me um bocado para o lado e dou uma direita cruzadíssima e cheia de top spin para o lado oposto do campo. Obviamente que era uma pancada indefensável, para além de que uma direita cruzada desde a parte esquerda do court é muito mais espectacular, mais difícil de executar bem e menos frequente do que o contrário.

Para quem não sabe o que é o top spin, é um efeito que advém de atacar a bola com a raquete mais na diagonal, deixando a bola a girar bastante sobre si mesma, rotação essa que a torna o seu comportamento muito mais imprevisível ao voltar a bater no campo. Agora lá está, como a raquete vai na diagonal, e não de chapa, para que uma bola com top spin seja devolvida com força, é preciso bater a bola com ainda mais potência do que o habitual. Essa é uma das razões pela qual os jogadores dão berros, ou as jogadoras gemem (embora possam gemer por outras razões). É uma descarga de energia muito grande, e essa é a exteriorização mais simples de constatar.

Ora para a minha direita cruzada ter ido bater mesmo ao cantinho e ao pé da linha com aquela força, e ainda por cima com top spin, tive mesmo de lhe dar uma granda sarda. A diferença é que eu não gemi quando bati a bola, simplesmente peidei-me. Não se preocupem, apesar do descontrolo, foi sem molhanga.

A questão que se coloca é a seguinte:

Será que vale a pena jogar desta forma mais agressiva, sabendo que eu nunca fui muito gritar ou gemer mas que, pelos vistos, a peidar já me entendo?

3 comentários:

nat disse...

Se admitires que até as gajas boas se peidam!... AHAHAHAHAHAHA ai Pedro.

Eu Mesma! disse...

lolllllll
desde que.... os peidos não sejam demasiado sonoros....

:)

Abobrinha disse...

Sinceramente acho que tens futuro: todas as melhores jogadoras gemem como se as estivessem a apunhalar (ou a ter um orgasmo, ainda não decidi). Tu tens o equivalente macho da coisa: o flato! Ambos funcionam como guerra psicológica contra o adversário. Se acrescentares a isto guerra química e não só poluição sonora acho que serás imbatível! Não sei é se terás muitas namoradas...

Afinfa-lhe!