terça-feira, 31 de março de 2009

Máquina, por obséquio.

Acho muita paneleirote quando alguém diz que cortou o cabelo "à pente 4". Então o objectivo não era ficar com um ar um bocado mais másculo?

domingo, 29 de março de 2009

Uma vida sedentária...

... normalmente não pode dar bom resultado. A minha rotina resume-se a cama, computador, carro, formação, carro, formação, computador, cama. Não sobra muito tempo para pensar na vida, mas quando o faço, é impossível não me sentir frustrado. Chego a casa com a cabeça esgotada, mas o resto não. Custa-me um bocado a dormir, e tudo fruto de toneladas de energia acumulada. Precisava de esvaziar isto de alguma forma.

Sempre tive a sorte de comer todas as porcarias e mais algumas e ser sempre magro, aquilo a que se chama de um metabolismo acelerado. Mesmo com 27 anos e depois de uns 6 meses de total inactividade física (dantes praticava bastante desporto), fico admirado como é que quase não engordei. Seja como for, não me sinto em forma, e isso é o mais importante. Como não tenho namorada (aliás, amiga colorida, porque com as namoradas a frequência das stickadas também acaba por descer bastante, eventualmente), nem na cama (ou no elevador) dou uso ao fulgor físico que me caracteriza (apesar de andar com uma tremenda rebarba em cima).

Alguma coisa tinha de ser feita. Esta energia não desaparece sem mais nem menos. Se eu continuasse parado ia começar a trepar pelas paredes, literalmente. Corria até o risco de me tornar naquele tipo de pessoas que gasta parte do seu ordenado em putas. Felizmente, antes que isso acontecesse, lá arranjei uma kona.

Tenho montado bastante na minha nova kona. Infelizmente, só tem sido ao fim de semana, mas é melhor do que nada. Ao príncipio uma pessoa ainda não a conhece bem e tem algum receio de se esticar, mas uma coisa vos garanto: mais dia menos dia, esta kona é para partir toda. Ganha ela, que tem uso, e ganho eu, que fico em forma.

No fim de semana passado, fui mostrá-la a uma amiga minha que mora perto da praia. Fui de propósito com ela, e assim que cheguei lá, mostrei-a, todo orgulhoso.

Gostas da minha kona?

Ó Pedro, ai se a minha avó ouve!

Mas é só a marca da bicicleta!

Sai a irmã dela de casa:

Olha pra esta rica kona! Em cima dela deslizo que é uma maravilha!

Ai a avó...

No restaurante dos pais de um amigo meu, durante um jantar com malta amiga, pela enésima vez, ficando toda a gente a olhar para a minha falta de paciência:

Pedro, diz lá outra vez de que marca é a tua bicicleta...

É uma kona, pá!

Durante um passeio com uns amigos:

Ó Pedro, mexe-me essa kona!

Senhora que ia a passar ao lado:

És mesmo porco!

Mas é a marca da bicicleta do meu amigo!

A falar com uma prima minha:

Olá! Olha, finalmente consegui arranjar kona!

Tu arranjaste o quê? Mas tás parvo?

É a marca da minha bicicleta nova.

Pois, só assim é que arranjas kona...

Realmente é verdade. Eu até era para comprar uma bicicleta de outra marca, mas quando vi aquela a preços parecidos com o que queria gastar, confesso que fiquei tentado. Não se desperdiça assim um potencial de piadas básicas deste tamanho. E uma coisa é certa: para o preço, não é nada má. E ainda por cima, depois de ter montado em várias, há que dizer que esta kona já não faz doer tanto o cú.


PS: Cliquem aqui e vão lá ver se acham a minha kona bonita.

domingo, 22 de março de 2009

Roupa

Tenho de dar os meus parabéns ao pessoal que faz o catálogo da La Redoute. Tem gajas mesmo giras e boas e queridas. O que se passa é que, ao fim das primeiras 4oo e tal (literalmente) páginas do catálogo, que SÓ têm gajas, é que vem a roupa de homem. Depois de meia hora a ver o catálogo, quando chego à roupa que me interessa, percebo que passei demasiado tempo naquilo e que tenho de ir fazer qualquer coisa mais produtiva. O resultado é que dificilmente me conseguem ter com cliente.

Eu sugeria o seguinte:

Na primeira parte do catálogo podiam deixar à mesma as gajas, mas folha sim folha não (porque senão também era idiota), vestiam-nas com a roupa que eu quero ver. Poupava tempo e até podia encontrar alguma coisa que me agradasse. Roupa, claro, porque que eu saiba, não se podem encomendar as gajas. Ou será que a La Redoute é apenas uma fachada para uma sofisticada rede de acompanhantes disfarçada de catálogo de roupa?

sexta-feira, 20 de março de 2009

Desperdícios

Porque é que eu fui gastar dinheiro a tirar a carta se até hoje nunca me pediram os documentos? Aliás, nunca me mandaram parar, sequer.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Brio profissional

Na semana passada recebi um telefonema, dizendo que tinham tido muito boas referências minhas, e perguntando se eu estaria disponível para dar mais um curso noutra localidade. Já uns dias antes, tinha sido elogiado pela minha coordenadora à frente de uma turma nova, durante a abertura de um curso. Para além disso, ao longo destes meses, e após uma quantidade apreciável de formandos me ter passado pelas mãos (sendo que uma delas passava literalmente nas minhas mãos se eu não fosse uma pessoa com um elevado sentido ético e tivesse oportunidade), sempre consegui manter uma relação excelente com quase todos os formandos, independentemente do seu nível de escolaridade, idade e experiências de vida. Já me chegaram a dizer que nunca mais se iam esquecer de mim, e que tinham adorado a formação.

Pelos vistos, mesmo assim ainda não me ando a desleixar o suficiente.

domingo, 15 de março de 2009

É impossível acreditar...

... numa pessoa, seja homem ou mulher, que diz que nunca mandou uma foda má na vida. Não estou a falar de não serem todas fantásticas, estou a falar de berlaitadas mesmo fraquinhas. Desculpem, mas não acredito. Há uma excepção: os que só aviaram salsicha (ou comeram com ela) umas duas vezes na vida e aqueles que são virgens. Ou é falta de jeito ou inspiração de ambas as partes, ou o zé bernardo tá com sono, ou a gaja não se mexe, ou é frígida, ou púdica, ou mal lavada (ela ou ele), ou o gajo é lavrador e só sabe mexer nas galinhas, ou há contas para pagar e a vida tá difícil.

Até o casal mais despreocupado e com melhor química tem dias em que aquilo nem para um filme amador servia.

sábado, 14 de março de 2009

Não acham irritante...

... dar vontade de cagar precisamente no segundo a seguir a sairmos do banho? Uma pessoa tenta lavar-se o melhor que pode e sabe, mas só faz merda.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Oops... Escorregou!

Tou a um passo de mudar o nome do meu blog para isto. É uma expressão bela!

Quando escrevi aquele post, nunca pensei que fossem buscar categorias para a falta de diálogo na cama sobre anal. De repente, com tanta polémica, parece que todos os dias tento ir ao cú a uma gaja diferente (quem me dera) dizendo com voz preocupada "ai que maçada, a pilinha foi-se enfiar no buraquinho de cima". Vocês levam tudo muito a sério! Seja como for, estão à vontade para usar e abusar deste buraco da internet para este tipo de discussões.

Para que fique bem claro, nunca na vida disse "oops, escorregou". Eu sou do género de, quando ganho confiança, ir por a cobra zarolha mesmo à portinha do cagueiro e empurrar com jeitinho, como se nada fosse. Depois é rezar para que não me digam "buraco errado", como já ouvi uma vez, quando era mainovo. Conversar sobre isso é que não me parece, já tive a minha conta. Talvez um dia. Seja como for, eu tou-me a cagar para a maturidade. Não é coisa que me interesse; sinto-me bem com a que tenho (pelo menos em parte das vicissitudes da vida, claro).

Só quero é andar à vontade e ser feliz.


PS: Só espero é que uma futura namorada minha não use a mesma estratégia, mas para inserir o dedinho dela no meu rabinho. Terei de a mandar matar (depois de passar aquele momento inicial de choque, como se voltasse ao momento do meu nascimento). Sou demasiado preconceituoso para juntar o ramo das importações ao das exportações, no que diz respeito ao olho do cu.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Vocês, mulheres...

... blah blah blah whiskas saquetas (estava mortinho por usar esta expressão pela primeira vez na vida), e a intenção até é boa, mas os argumentos não são os melhores.

"Ai as minhas amigas são todas limpinhas, e toalhetes, e cuequitas lindas, e a nossa higiene intima é facílima." Oh sim. As mulheres são mesmo todas iguais. Têm mesmo todas o mesmo tipo de cuidado. A vossa fisiologia é exactamente igual em todos os casos e ocasiões. Têm sempre tempo para andar perfeitas e prevenidas com tudo e mais alguma coisa.

Não me parece. Nem a isso são obrigadas.

Na grande maioria dos casos, vocês têm experiência diária com o material, sim senhor, mas não deixa de ser apenas UMA pachacha. Da vossa são dótoras. De resto, ponham-se a lamber várias, e então aí sim, conversamos melhor. ODEIO generalizações (menos quando me dá jeito ser eu a fazê-las).

Acham que é fácil ser-se ginecologista? Agora imaginem um actor (ou actriz) porno com saída...

quarta-feira, 4 de março de 2009

Ontem...

... houve uma mulher que me disse que eu era super simpático, bem parecido, e que tinha gostado muito de me conhecer. Infelizmente é minha formanda e tem 62 anos.

terça-feira, 3 de março de 2009

Resposta aos comentários do último post

Vocês esquecem-se que, se formos a ver bem, não há homens nem mulheres, há pessoas. Embora as mulheres tenham a fama de ter uma maior capacidade de conversar sobre estes assuntos do que um homem, a verdade é que há de tudo e não se pode generalizar. Depende sempre da experiência que cada um viveu. Se há mulheres que caiem na do "oops escorregou"? Acreditem que há.

Digo-vos mesmo mais. Sempre que tentei conversar sobre estes assuntos de forma mais racional, não só não cheguei a lado nenhum, como em certos casos ainda deu discussão da forte. Demora muito menos tempo a encostá-lo à porta dos fundos de mansinho, e logo se vê se temos guia de marcha ou não, do que a ter uma discussão exaustiva sobre o assunto. Por outro lado isto também são coisas que, demasiado discutidas, perdem logo o interesse associado. Às vezes passa-se para o campo de "demasiada informação". Tem muito mais piada fazer do que conversar sobre. Se tiver de preencher muita burocracia para ir ao cu de uma gaja, perde logo aquela piada de fugir ao prato do dia. Agora imaginem se souber que a simples menção da coisa me vai levar a discussões. Por alguma razão vocês fingem muito mais orgasmos do que nós (sim, nós também exageramos de vez em quando, e não é pouco). Às vezes é porque não se tão pra chatear, mas outras é porque a química não está assim tão afinada como devia. No entanto, podia estar, se houvesse mais diálogo. Tenho amigas que, se tivesse esta conversa com elas, sem risotas e afins, ficariam escandalizadas, porque ainda encaram a coisa da forma mais púdica que existe, que é a do "eu só faço amor". Pila no rabo não é amor. É foder, e à grande.


É lógico que os homens, seres intrinsecamente rebarbados, se vêem uma gaja podre de boa, um dos desejos imediatos é lambê-la toda, como se fosse um gelado. Aquilo vai morango, vai chocolate, vai bolacha, vai tudo. Infelizmente a realidade é bem diferente. É lógico que me dá imenso prazer saber que estou a dar prazer a uma mulher. Fico contente porque gosto dela e fico orgulhoso por mim porque mostra que sou claramente habilidoso, um verdadeiro artesão da queca. No entanto, vocês tiveram um pouco de azar com a vossa maquineta. Não só é bem mais complicada de manter as instalações bem limpinhas e cheirosas como, hormonalmente, é são criaturinhas bem caprichosas. Isso leva a todo um jogo de sentidos da nossa parte e a uma ginástica íntima muito complicada da vossa parte, sempre que há possibilidades de haver algo mais do que beijinhos (às vezes é tramado ser-se mulher).

Sempre que eu pedia um batido de morango do mcdonald's (no tempo em que os serviam), sabia exactamente o que ia encontrar, em termos organolépticos. Eram bons comó caraças. Já lamber uma vagina, é sempre uma aventura. Ainda está para ser inventado o Guia Michelin da genitália feminina (ponho-me desde já ao disposição, caso alguém queria fundar um, só para verem como sou altruísta). Mesmo quando se lambe a mesma, nem sempre é igual, sendo que nalgumas alturas, por maior que seja o vosso cuidado (e, mais uma vez, uma palavra amiga, carinhosa e sincera de apreço para as que se esforçam), pode ser um pesadelo. Ninguém pode negar que é universalmente mais fácil manter uma pila limpa. É muito mais fácil para vocês chuparem do que nós. Diria mesmo que o sexo oral é a maior prova de amor e de que nos importamos verdadeiramente convosco que pode existir. Ir à Zaras ou à Salsas da vida, aguentar lá dentro duas horas e ainda dar opinião sobre todas as peças de roupa, não se compara.

Esta conversa toda deixou-me foi com vontade de ir lamber um rico par de mamas. Sou doido por mamas. Como posts tão sinceros como este reduzem altamente a probabilidade de voltar a meter a boca numas, resta-me a PS3. Enfim.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Apesar de hoje em dia...

... já não ser o mesmo banana romântico que era dantes, continuo a achar que, numa relação, para não haver alguém descontente, é necessário um diálogo constante e fazer algumas cedências. Não digo que uma discussão de vez em quando não venha a calhar bem, e até é saudável, desde que os dois nunca se levem demasiado a sério nesses momentos. Detesto discussões por causa de coisas estúpidas. Pelo menos até agora, sempre tive esta qualidade de ter uma paciência bastante acima da média, e saber ouvir aquilo que uma mulher tem para dizer. Agora até já sou capaz de ser assertivo e não dar parte fraca, fazendo todas as suas vontade. Seja como for, por mais que amadureça, duvido que venha a ter capacidade para discutir racionalmente dois assuntos, especialmente nas etapas iniciais de uma relação: sexo oral e sexo anal.

Para o sexo oral, a estratégia que escolhi (e de certeza absoluta que não serei o único) foi fazer-lhe a ela sempre que haja oportunidade, sem que ela o peça, fazendo de conta na altura de que não há nada na vida mais maravilhoso para mim. Claro que há: beber um batido de morango, comer um bitoque, ou ela vir cá fazer-me o mesmo. Eventualmente, mesmo que não tenha vontade, sentir-se-á culpada por sermos tão alegremente receptivos e ela não. Para todos os efeitos, a partir do momento em que ela ceder, saberá que nunca mais iremos abdicar disso e que o repertório acabou de ser alargado.

Já para o sexo anal não tenho resposta. Como a maior parte dos homens (penso eu), resta-me apenas fazer de conta que me enganei no buraco ou que escorregou. Pode ser que passe e ela não se importe. Mais uma vez, "basta" abrir um precedente. Mas daí até o abrir...