quinta-feira, 25 de junho de 2009

Ai que a minha loucura de adolescência é a próxima.

Excerto de conversa no messenger (o nome da amiga interveniente foi alterado para Juraci por uma questão de protecção de identidade; eu nunca teria uma amiga chamada Juraci):


P. diz (18:10):
q playboy de merda a portuguesa
P. diz (18:11):
so mostram mamas desfiguradas
P. diz (18:11):
e dps uma q se quer mm ver
P. diz (18:11):
p tirar as duvidas
P. diz (18:11):
aparece tapada
Juraci diz (18:11):
a ver, a ver o que aparecerá
Juraci diz (18:11):
parece que é já amanhã
P. diz (18:12):
exijo ver o pipi da rita mendes
Juraci diz (18:13):
amanhã já vês o que podes ou não ver
P. diz (18:13):
faz força para eu ver o pipi dela, sim?
P. diz (18:13):
reza.
Juraci diz (18:14):
velinha e tudo
Juraci diz (18:14):
só uma coisinha...
Juraci diz (18:14):
os pipis são todos iguais...
Juraci diz (18:14):
mais coisa, menos coisa...
Juraci diz (18:14):
pelo que...
P. diz (18:14):
n sao nada
P. diz (18:14):
ai é q tu te enganas
P. diz (18:14):
cada pipi tem a sua personalidade bem definida
P. diz (18:14):
e digo-te ja
P. diz (18:14):
ver o pipi de uma rapariga
P. diz (18:14):
pela primeira vez
P. diz (18:14):
assim devagar
P. diz (18:14):
a tirar a roupa devagar
Juraci diz (18:15):
para mim é tudo pipi
P. diz (18:15):
é cm aquela sensaçao de aproximaçao de um beijo
Juraci diz (18:15):
grandes lábios, pequenos lábios.
Juraci diz (18:15):
'tá.
P. diz (18:15):
ai juraci juraci
Juraci diz (18:15):
não devia ter escrito aquilo, pois nao?
P. diz (18:15):
é tao mais do q isso...
Juraci diz (18:15):
excitatório, não é?
P. diz (18:15):
a serio
P. diz (18:16):
e ate te digo mais
P. diz (18:16):
sao mais diferentes os pipis entre si
P. diz (18:16):
do q as pilinhas
Juraci diz (18:16):
explica-te
P. diz (18:16):
morfologia
P. diz (18:16):
ha mais pipis diferentes
P. diz (18:16):
q pilinhas diferentes
P. diz (18:16):
desde a cor
P. diz (18:16):
a conformaçao dos labios
P. diz (18:17):
a forma como o clitoris espreita ca p fora
P. diz (18:17):
o hair styling
P. diz (18:17):
uns mais gorditos
P. diz (18:17):
outros menos
Juraci diz (18:17):
hair styling...
P. diz (18:17):
sei la
Juraci diz (18:17):
ahahahahahahahahahah
P. diz (18:17):
tanta coisa
P. diz (18:17):
a pontezinha do perineu
P. diz (18:17):
tb é mt diferente
Juraci diz (18:17):
as pilinhas tb
Juraci diz (18:17):
mais pequenas
Juraci diz (18:17):
maiores
Juraci diz (18:17):
mais largas, menos largas
P. diz (18:17):
basicamente resume-se a isso
P. diz (18:17):
diferem no tamanho
Juraci diz (18:18):
mais pêlo, menos pêlo
P. diz (18:18):
umas circuncisadas outras n
P. diz (18:18):
mais pelo menos pelo
P. diz (18:18):
umas tortas p a esquerda
P. diz (18:18):
outras pra direita
Juraci diz (18:18):
lol
P. diz (18:18):
mas n sai mt dai
P. diz (18:18):
pipis n
P. diz (18:18):
um pipi é uma coisa especial
P. diz (18:18):
um templo do amor
P. diz (18:18):
a pilinha é so o peregrino
P. diz (18:18):
peregrinos ha mts
P. diz (18:18):
ha mais peregrinos q templos.
Juraci diz (18:19):
oh não...
Juraci diz (18:19):
a próxima vez que for ao santuário de fátima...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Mas quem me mandou a mim...

... mandar uma mensagem querida (acho eu) a uma pessoa com a qual tenho pouco contacto (e ainda por cima contacto profissional), simplesmente porque, só de pensar nela, me tornava capaz de dizer o abcedário ao contrário sem demorar mais do que 2 segundos por letra (tentem, é bem difícil, o que atesta a força da sensação de borboletas no estômago)?

Analisando o meu registo de vitórias em termos de engate e consumação, os dados não poderiam apontar mais a favor de ter ficado caladinho e quieto, suspirando apenas nas costas dela.

Facto: nenhuma das namoradas e casitos que tive se deveram ao facto de eu as ter tentado conquistar. NEM UMA. Chegou até a ser confirmado que eu tinha feito tudo de forma perfeita, que eu era especial, que era muito importante para a vida dela, que era bonito (sendo que, neste ponto, em defesa das pessoas bonitas, aquela gaja acha toda a gente bonita), que me tinha esforçado como ninguém (em qualidade e quantidade) mas que simplesmente não havia aquele clique. Por momentos ainda me pensei numa dos tempos de secundário de quem eu gostei, e que mais tarde até lhe mexi no pipi, mas cedo me lembrei de que eu gostava dela num ano, e só a comi bastante mais tarde, quando já me era bem mais indiferente. Em todos os outros casos, das duas uma: ou elas expressavam um interesse bem marcado na minha pessoa (num dos casos, até bastante escandaloso; mas quem disse que eu era difícil), ou então era uma situação em que uma mão lavava a outra. Estás aqui e eu estou aqui, tens a pele sedosa, anda cá roçar-te na minha, pensava eu.

Não quer dizer que eu depois não viesse a gostar delas. Mas, seja como for, nenhuma foi fruto de uma conquista pura e dura, daquelas à antiga, com cartas de amor, duelos pela mão da donzela a cavalo e com pistolas à mistura, mas sem as cartas, duelos, cavalos e pistolas.

Desta vez ainda escapou. Agi por impulso, é certo, mas na certeza de que, sem ter grande espaço de manobra, ou arriscava e me expunha ao ridículo, ou então nunca saberia se teria hipóteses ou não de gerar uma reacção positiva. Para a próxima, quando quiser ir ao pomar, passo por baixo das árvores, mas a fruta que se decida a cair na cesta sozinha. Eu cá já não estico mais a mão para a apanhar. Ou vem verde ou vem podre. A estatística assim o dita.

De resto, no soup for you (como se fizesse diferença)! Next!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Provavelmente não lês o meu blog...

...mas se por obra do acaso leres, só quero que saibas que tive pena que não tivesses aparecido de manhã na associação. As fotocópias dos testes e afins eram o menos. Eu queria mesmo era ver-te outra vez. Levei a minha melhor camisa e tudo. És muito bonita e tens a melhor voz de telemóvel de sempre. Se fosses uma jogada de basket, eras um triplo do meio campo, lançado de costas.

PS: envias-me mensagem pelo número da empresa? só para ter a certeza...

E já agora...

...incontinência urinária para todos os trabalhadores da HP associados ao departamento das impressoras.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Se os funcionários da Clix...

...perdessem uma erecção por cada vez que a minha ligação à net vai abaixo, ou eram solteiros ou muita cornudos.

sábado, 13 de junho de 2009

Não serves para grande coisa, ó Santo Antoninho.

Santos Populares é uma diversão do caralho, pelo menos a partir da litrosa e meia de imperial. Se levarem já a garrafinha de casa com vodka e suminho de ananás misturado, ainda melhor. Eu cá, fiquei-me pela litrosa. Já devia ter aprendido a lição com a primeira vez em que lá pus os pés. Mais álcool no sangue é uma necessidade.

Nem tudo foi mau. Aliás, durante o jantar, houve um desenvolvimento extraordinário na minha vida. Depois do chóriço, febra e imperial, eis que chega um prato de caracóis à mesa. Eu cá nunca tinha comido caracóis. Sempre fui daqueles que nunca tinha provado mas que também não fazia questão de os provar, e isto durante anos.

Só os santos para levar um gajo a cometer uma loucura. Olho para o bicho, despeço-me dele, e ala corninhos para a boca. Parei apenas na molhanga. Digam o que disserem, aquela merda não sabe a grande coisa. Parece toucinho mais mole mas não sabe mesmo a nada. "Só comeste um, tens de comer mais!" Deve ser isso. É como com a merda. Um gajo come uma caganita e sabe mal como a merda, mas insistindo, abre-se ali todo um novo mundo de prazer. Não gosto pá, acabou-se. Desta vez não digam que não provei. Venha o tremoço e faz-se a festa na mesma. Pessoal do tremoço para um lado e pessoal do caracol para o outro.

A partir daí foi o downhill completo. Não sei se viram um gajo com tshirt branca e um tubarão da throttleman, lá para os lados da Bica, mas era eu. Tinha cara de mau? Era mesmo eu. Ainda me tentaram puxar para o princípio de um comboio, mas aquilo não é mesmo a minha cara. Toda a gente diz que não gosta daquele tipo de música, mas depois é vê-los todos doidos a dançar.

Não podia era faltar o erro habitual deste tipo de festas. A malta encontra um sítio onde se está tão bem e à vontade, onde dois velhotes cantam os grandes êxitos de Quim Barreiros & Companhia, e vai sair dali para correr os tascos todos. Acho que, para todos aqueles que já participaram no género, não vale a pena explicar o resto. Foram horas a andar para cima e para baixo à procura de outros amigos, aos empurrões ao habitual mar de gente, com os telefonemas pelo meio em que ninguém percebe ninguém, para chegarmos ao destino e voltarmos a descer passados dois minutos.

Eu também fui estúpido porque só fui para lá à espera de ver uma certa pessoa. E quem é que, em plena consciência, acha que é no meio de milhares de pessoas a olharem em frente para tentarem não perder os amigos, é que vai dar de caras com a tal? Quem é que me garante sequer que ela também foi para lá? É que de resto, em termos de gajas, vi fanecas boas suficientes para uns bons meses. Seja como for, ver não é facturar. E aquela era aquela. Não era suposto os Santos ser uma das alturas em que tudo pode acontecer?

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Activia...

... faz peidar, não faz?

terça-feira, 2 de junho de 2009

Vós que sois pessoas de extremado bom gosto...

... ajudai uma pobre alma a tomar uma decisão, face a uma dúvida meramente estética.

Se eu não tivesse medo de ser pobre, a escolha seria bastante simples:

Ora, infelizmente a minha actual situação financeira indica que seria uma loucura gastar 3700 numa guitarra (cliquem nela para ver mais pormenores, que uma fotucha piquena não lhe faz juízo). De repente quero ir às putas e não sobra dinheiro nem para bilhar, tendo de me contentar com o de bolso.

Encontrei, no entanto, outras duas de outra marca e de outro estilo, que conseguem acalmar ligeiramente as minhas ânsias. Tendo em conta que passo imenso tempo a tentar alfabetizar activos deste país (quem disse que a selecção prévia de formandos era cumprida?), achei por bem dar um mimo a mim próprio no meu aniversário (que, se me contaram a verdade em pequerrucho, deve acontecer aqui a umas dezenas poucas de dias). Daqui a 5 dias ainda me aparece um quisto nos ovários, morro, e acabo por não disfrutar nada dos frutos de enfrentar a frustração de lidar com alguns frustrados. Sim, porque pinga não é disfrutar. Eventualmente eu até iria precisar da guitarra, por isso não há mal em comprar agora em vez de comprar mais tarde, pois não?

Pedia, portanto, que TODOS participassem, avaliando as duas opções que vos vou deixar, formalizando o vosso voto com um "CEREJA" ou "BRANCA" no final de cada comentário? Fixe?

A primeira é uma Schecter C-7 Hellraiser, numa cor de cereja escura madura. Fica lindamente por cima de uma camisa branca numa das várias Fnacs deste país. Só fico de pé atrás com os embutidos em forma de cruz satânica que aparecem no braço (embora daqui pouco se notem), ou não se chamasse Hellraiser.



A segunda também é uma Schecter, mas é uma Blackjack C-7 ATX, num branco pêrola sujo. Fica bem com qualquer coisa, e ultimamente ando com a pancada do branco por ser uma cor tão clean. Corro é o risco de me passarem a tratar por Ruth Marlene, visto haver quem a ache bimba.




Pensem num rapaz alto e magro (por enquanto), a cantar lindas canções de amor, incitando à fecundação de óvulos através da coragem de espermatozóides, num palco perto de vós, com um destes charutos a tiracolo. E agora? Branca ou cereja?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Filho da fruta

Acabei de comer uns moranguinhos que me souberam como há muito não sabiam. Soltei até uns gemidinhos nos primeiros 7.

Comecei a pensar, e constatei que até sou mais pessoa de fruta do que imaginava. Bananas, como às carradas. Deve ser o fruto que mais comi na vida (por ser fácil de descascar e muito doce; considerá-lo ia o mais saboroso do mundo, se não se tivesse perdido a surpresa com os milhões que comi).

De resto, sou doido por melância (há coisa melhor no mundo quando está bem fresca e madura, estão 30 graus lá fora, e se conseguem ver moldavos na rua de roda de obras públicas?). Melão, meloa (esta última, em mais do que um formato), kiwis, ameixas, alperces, cerejas, amoras...

De repente, lembro-me de que este tipo de prazer sabe ainda melhor se for partilhado. Nota-se mesmo que já estou a precisar de uma ralação séria, não nota?

Quase "nos" imagino, eu e ela a ver o The Office (americano), sendo que eu estou esparramado na cama de boca aberta, e ela a descascar a fruta e a pô-la la dentro. Quando encho bem a barriga, arroto violentamente e ela pega num leque, começando prontamente a abaná-lo, que já começa a fazer muito calor la fora. Vida, vida...