quinta-feira, 30 de julho de 2009

As crianças são a pior coisa do mundo

Acabei agora mesmo de ir ao parque tomar café. Podem ficar admirados por eu ir lá sempre mas, de facto, é a única hipótese que tenho de ver a Menina do Parque o sítio mais agradável para tomar café nesta cidade a estas horas (eu era o da t-shirt laranja da throttleman, mas estou disposto a andar de camisa, se preferires; sou bastante flexível).


Vi lá hoje dois casais a mudar as fraldas a putos, um deles dominando mesmo a arte de mudar fraldas de pé (a mulher segurava o puto e puxava-lhe as pernas enquanto o homem limpava a merda e punha nova fralda). O outro, após remover a fralda mijada, punha pomada nas vergonhas provavelmente assadas do filho, enquanto a mulher acalmava a birra da segunda cria. Digamos que nem um casal nem outro eram o espelho da felicidade.


A menos que a Menina do Parque venha dizer que lê este blog, sabe quem eu sou e, inesperadamente, tem vontade de me conhecer e que adorava ter filhos num futuro próximo o meu relógio biológico (que deve estar sem pilha) me faça mudar subitamente de opinião, não me vejo a ter filhos nos próximos 30 anos. Não sei se é da expectativa de qualidade vida que a sociedade actual nos impõe, mas é raro ver pais felizes pela rua fora. O cenário é totalmente o oposto, parecem agrilhoados e a criança é a bola de ferro. Uma bola de ferro que caga e berra que se farta. Trabalham para sustentar a casa e os filhos, e sobra muito pouco tempo livre para serem verdadeiramente livres e disfrutar da vida. Se não fosse pela necessidade descomunal que eu tenho de perpetuar a minha existência, ao passar o meu código genético fraquito, contentava-me perfeitamente em brincar de vez em quando com os filhos dos outros, nos momentos em que não estão a cagar, não estão a berrar e não me incomodam o trabalho, lazer ou sono.


O meu futuro por falta de aptidão a meter conversa com mulheres que não conheço é comprar um cão.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Ser farmacêutico...

...é uma profissão muito ingrata. Fartam-se de estudar e depois a maioria não passa de empregados de balcão glorificados. Com o tempo e os dados que têm ao lidar com o cliente, conseguem ser tão eficazes como eu a automedicar-me. Eu também sei ler e ir à internet, e não precisei de adquirir conhecimentos por aí além ao longo de anos.

Será que alguém nasce com a vocação de farmacêutico ou é simplesmente uma coisa para onde se vai quando as notas não chegam nem para medicina veterinária? Às vezes acaba por ser semelhante à opção do gajo medíocre que, não conseguindo fazer nada da vida, acaba por ir para a tropa, com a diferença de que um farmacêutico é uma pessoa com QI dentro da normalidade.

Precisei de ir à farmácia de serviço comprar uma coisa para o meu pai. Ele deu uma queda lá na casa da terreola, e pediu-me para ir comprar uma pomada. Que mariquinhas pé de salsa. Andou na guerra a enfiar balázios em pretos e depois, vai-se a ver, e não serviu de nada. Um gajo se partir uma perna vai para o hospital. Se se esfolar todo lava com água e álcool. Agora, estar dorido e pôr pomada é indescritível. Eu cá começo a suspeitar que sou adoptado.

Àquela hora, estavam apenas três pessoas na farmácia. É óbvio que não ia tirar senha. Por cada papelinho corta-se uma árvore. Mas pronto, ai que isto não é um café, é uma farmácia. Ai que eu estudei tanto e tenho de ser diferente. Não é que a gaja me obriga a tirar senha para ser atendido? Com isto passou-me um labrego qualquer à frente.

Felizmente, ao ser passado à frente, acabei por ser atendido no outro balcão pela colega. Essa sim, era uma profissional competente. Novinha, gira e de aspecto delicado. Sorri ternamente na sua direcção, enquanto pensava "fazia-te gémeos e assumia a paternidade", mas não obtive qualquer tipo de reacção. O habitual, portanto.

É por estas e por outras que, sempre que me sinto adoentado, vou mas é ao frigorífico.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Tenho de confessar que...

... já há cerca de três semanas (diria até um mês) que vou tomar café ao mesmo sítio (no parque), à hora do almoço, quase todos os dias úteis, só para ver aquela miúda querida e moreninha, com o cinto castanho largo, allstar pretas e sorrisinho de boneca.

É altamente improvável que consiga ter tomates para falar com ela (porque, se os tivesse, dava um só para o fazer com sucesso), mas ao menos não há espaço para desilusões (isto é claramente o consolo de quem gostava de ter tido uma educação diferente).

Só sei que amanhã volto lá.

PS: Para que não me interpretem mal: ela não trabalha no café. Ela simplesmente vai lá àquela hora tomar café. A porra de haver pessoas que sabem quem eu sou e que lêem esta merda é que já me andam a perguntar se eu curto a mamalhuda que lá trabalha. Epá ya, tem cara querida, mas aquilo é estante para muito livro. Demasiada cultura para o meu gosto. Não vai ser um parzorro de mamas que me vai fazer desviar o olhar da Menina do Parque.

sábado, 18 de julho de 2009

Quando eu vou para o engate...

... não ponho perfume. Ponho clorofórmio.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Encantos da Cidade Termal

Quando andava na faculdade, houve ali uns tempos em que andava embeiçado por uma miúda pequenina e girinha de olho azul. Não é que ela fosse uma coisa por aí além. Simplesmente eu sou daquele tipo de gajos que precisa constantemente de estar apaixonado, como comprovativo de actividade respiratória. É coisa que passa depressa; mostrem-me um defeito insignificante e eu logo arranjarei ali todo um conjunto de vicissitudes impeditivas a um afectuoso relacionamento.

Havia ali dois pormenores que estragavam a moldura. Para começar, tinha ali um pneuzito (o maior contacto que ela tinha com o desporto devia ser ver os jogos sem fronteiras de pijama). Seja como for, e verdade seja dita, isso todas vocês têm (ou então foram os meus desafios oculares que aumentaram com esta minha nova aversão à banha). Pneu, mas não era bardaja. Aquilo ia bem ao sítio com abdominais e cremes adelgaçantes. Para terminar, aloirava o buço. Isso não teria nada de mal se muito miúdo imberbe de 15 anos não desejasse ter pelo menos metade daquela penugem.

Mas pronto, que sa foda. Ao longe era muita querida mesmo, e eu como sou da cidade onde a Rainha Dona Leonor curou as suas maleitas, ao tomar banho em água a cheirar a bufa nos finais do século XV (só para ver se vocês ganham um bocado de cultura geral), podia ter perfeitamente uma relação mais íntima com ela à distância.

Ainda antes de acabar o curso, ela decidiu que a engenharia não era a vocação dela (e não era mesmo), e foi estudar para outra cidade. Pensei que nunca mais voltava a saber nada dela, quando me liga um dia a perguntar:

- Não te importas de comprar um daqueles caralhinhos de louça das Caldas e enviar pelo correio? É só para por na lapela do traje.

Escusado será dizer que não lhe enviei porra nenhuma. Andei uns bons 3 meses a querer dar-lhe o meu e ela pede um de loiça. Tudo bem que pode ser mais rijo, mas o meu ao menos não se parte. Não se parte mas parte.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

78 kg

Afinal não eram 79. Mesmo assim, e para apenas 1 metro e 82, a situação é grave. Tentei recorrer ao Extreme Makeover, mas temo que a minha candidatura não seja aceite a tempo. Estas artérias vão entupir por completo a qualquer momento.

Também já tentei marcar uma operação para colocar uma banda gástrica, mas os médicos acham que, na minha condição, o risco de complicações é demasiado grande. Seja como for, continuo a sofrer, e isso não é justo. Era um jovem independente, e agora vejo as minhas capacidades de locomoção severamente diminuídas. Já nem os 100 metros em menos de 11 segundos consigo fazer. Agora já são 12. Aliás, chego aos 80 e já nem vou a dar o máximo, senão começa logo aquela dorzinha de burro a manifestar-se.

A roupa está cada vez mais apertada, e é um pesadelo sair do carro (mas também ninguém me manda estacionar perto de postes e paredes logo do lado do condutor). Preciso mesmo de ajuda.

Mas porra! Eu sou forte e vou conseguir dar a volta por cima! Só precisava era de algum apoio financeiro para as operações plásticas. Sabem como é. Perder 6 quilos tão drasticamente (a comer como como, estou a prever uns 4 ou 5 meses) vai deixar-me com uma enorme quantidade de pele flácida. Não sou gozado por ser obeso, mas acabo por ser gozado por ter sacos enormes de pele vazia a bailar pelo corpo a baixo. Não quero continuar a ser hediondo.

O Doutor Tallon aconselhou-me doses massivas de sexo para começar a perder este peso todo. Agora só falta saber se há voluntárias entre as leitoras deste blogue (que não sejam avós e/ou labregas, de preferência). Desde já vos peço que não fiquem preocupadas: não vou seguir a recomendação completa dele e dar-vos um arraial de porrada logo a seguir à stickada. Para compensar essa parte, já tenho a bicicleta, o ténis e a natação. É que se é para aparecer no Correio da Manhã, que seja magro e sem processos em tribunal. Promíscuo sim, mas sempre doce e meiguinho.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

First rule of porn

Make sure she has a clister.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Quando estou deprimido...

... costumo ir ao youtube, escrevo "fat people" no campo de pesquisa, e borro-me a rir durante uns sólidos cinco minutos. Normalmente era coisa que costumava resultar, mas nos últimos dois meses não consigo deixar de me sentir culpado.

No outro dia ia a sair do duche e preparava-me para colar as únicas páginas do número da Playboy com a Rita Mendes que ainda estavam soltas. Olho para baixo, ainda com o fardamento de aniversário, e reparo que a minha pila não está tão comprida como de costume. "Não pode ser; apesar daquele cabelo de poodle, a Ritinha ainda me provoca umas erecções do caralho; quanto muito devia era tê-la mais comprida só por olhar para o que resta destas fotos." Não é o mastro que está com caruncho, é mesmo um eclipse parcial devido ao pneu em mim recém formado.

Depois, e associando este facto àquele dia em que, dez minutos depois de sair de casa para andar de bicicleta, já ia com as coxas a querer saltar cá para fora (tinha comido coelho ao almoço), percebi que não estou tão em forma como desejaria. Sempre pratiquei muito desporto, e o último ano não foi excepção. Simplesmente troquei o ténis e a natação pelo automobilismo. Até para ir comprar cordas para a guitarra pego na porcaria do carro. Se isto não é amor ao desporto, não sei o que será. Torna-se complicado, portanto, perceber o que é que se passa comigo.

Eu estou mas é a ficar gordo.

Uma coisa é certa. Não andei eu ano e meio no ginásio para ganhar peitorais e eles agora se transformarem em mamas. Quer dizer, eu curto mamas, e se se roçarem em mim, melhor, mas não a nascerem dentro de mim. Já me basta andar quase sempre com os mamilos espetados.

Tenho urgentemente de começar a fazer exercício e comer bolos menos vezes ao dia. O problema é a disciplina que é necessária para conseguir cumprir estas resoluções. Normalmente só consigo fazer estas mudanças radicais na minha vida logo a partir do dia 1 de Janeiro, ou no dia do meu aniversário. Ou são datas marcantes, ou a coisa acaba por perder o impacto, atirando cedo a disciplina prás urtigas. Felizmente, esta semana faço anos.

Para começar, na manhã do meu aniversário, vou à praia, mas de bicicleta. Quando lá chegar, só vou comer um corneto (aquele novo, dos três chocolates) e beber um café. Acreditem que vou andar muito mais comedido. Até lá, e para dar a ilusão de que o plano de treinos está a ter resultados imediatos, vou comer tudo aquilo que me passar pela cabeça. Depois corto de repente.

Portanto, o objectivo é passar destes novos e decadentes 79 quilos para os antigos e esbeltos 72 aos quais habituei muito boa menina deste lindo Portugal. É que, pelo menos, quando lhes fazia moches, não era do peso que elas se queixavam.