sábado, 31 de outubro de 2009

E por seres tão especial na minha vida...

...dedico-te esta linda canção.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

E a pergunta do século é:

Qual será a linha de pensamento das pessoas que, em situações sociais, utilizam gorros e bonés com palas laterais para as orelhas? A pergunta ganha ainda mais pertinência se concentrarmos o estudo especialmente nos jovens, que serão supostamente mais esperançados e terão mais optimismo na realização de sonhos.

Já agora, se tiverem amigas assim, coloquem aqui os seus contactos. Com essas devo ter claras hipóteses de sucesso no que diz respeito ao coito. No sábado até vi uma rapariga magrinha e razoalvemente gira com um quico desses enfiado na cachimoina. Na altura o meu diagnóstico apontou para distúrbios do foro alimentar (o que é uma doença óptima, ao contrário do que muita gente diz, porque assim as gajas não engordam). Sim, porque normal é que ela não era. Não é que eu seja, mas ao menos não corro o risco de parecer o primo direito do Forrest Gump.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Deus...

Deus é o Pai Natal dos adultos.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

vida.

És
mulher

da

minha

a








És a minha mulher da vida.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dava um dos meus testículos para ser o autor da frase:

Os homens gostam de mulheres e as mulheres gostam de dinheiro; os paneleiros é que gostam de homens.


PS: Depois admiro-me de não ter tomates para fazer certas coisas; ando aí a dá-los ao desbarato.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Que merda...

... Já se passaram dois dias da semana. Só temos mais três dias para trabalhar e depois começa logo a porcaria do fim de semana :-(

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Campanha Eleitoral

Não sei se nas vossas cidades se passou o mesmo, mas aqui a campanha eleitoral de hoje resumiu-se a bandeiras de fora dos carros e PII PI PIII PIP PIIIIIIIIIIIIIIIIIIII PI PI PIIIIIIIIII PIIIIIIIIIIIIIIPIII PIIIII PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIPIIIIIIIIIII PIIIIIIIIIII PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIPI PI PI PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII.

O que é que eles acham que conseguem com isto? Digam-me, que eu gostava de perceber. Por mim, esta gente morria toda. Já agora, podendo escolher, podem morrer primeiro (desde que os outros também não se escapem) os do bloco de esquerda, que foram os pinguças que mais se atravessaram hoje à minha frente.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O trolha está para o homem assim como a ??????? está para a mulher.

Qual é o equivalente feminino de um "trolha"? A pergunta é mais pertinente do que possam pensar. Ao longo de 28 anos de vida, uma das coisas de que mais me orgulho é o meu extenso vocabulário trolhístico, do qual destaco duas expressões, a título de exemplo:

"Caiava-te toda por dentro!"

Ou ainda:

"Maravilha, maravilha, é tirar da mãe e pôr na filha!"

Uma coisa é certa: não podemos ser só nós a ter este tipo de recursos estilísticos. Verdade seja dita, tirando aquelas frases mais unisexo do género "comia-te com mel" (fraquinha, fraquinha), nunca ouvi uma mulher a exercitar o músculo linguístico para além do "temos de falar" ou "aí não que magoa". Mas afinal, que raio é que vocês dizem quando querem ser alarves? É que eu sei que as meninas também arrotam e peidam, portanto não me venham cá dizer que não têm nenhuns dizeres javardolas. Se eu fosse mulher, talvez usaria:

"Davas um rico mastro prá minha pirata!"

Ou ainda:

"Não te enfardes de ameixa que ainda tens duas metades de meloa para comer!"

Mas isto sou eu, que não conheço bem as mulheres*.



* Quer dizer, conheço apenas as partes que interessam.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Dead Letter Circus

Ultimamente ando viciado nesta banda. Presumo que a maioria não conheça, por isso não fica mal da minha parte partilhar convosco. Uma coisa é certa: quem não gostar deve passar com a mão pelo rabinho, porque é provável que haja uma vassoura lá enfiada.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Apesar de hoje ter olhado para várias raparigas na rua...

... vi uma que tinha um decote tão engenhosamente bem montado que conferia uma invulgar esfericidade às suas mamas (minuciosamente proporcionadas face ao resto do conjunto), ao ponto de eu me ver obrigado a dar graças por ser apenas o passageiro e não o condutor do automóvel naquele momento. Fiquei foi com um torcicolo.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

126SC

Este é o título de uma ingénua música de um dos meus músicos portugueses favoritos (de longe). Foi a primeira dele a ser editada, já há mais de 10 anos, quando a sua carreira ainda estava a começar. Naquela altura apenas acompanhava outros artistas, não tendo ainda pretensões de lançar nada a solo; daí a tal ingenuidade.

Só agora é que descobri que 126 vem de 126 bpm (batidas por minuto, o tempo da música), e SC significa sopa de cagalhão. O baterista queria tocar aquilo mais lento, e eles gritaram "é a 126, ó cagalhão", ficando a música baptizada.

E assim se descobre mais um dos elos perdidos que mostra a razão de eu ser tão exímio no humor escatológico.

domingo, 4 de outubro de 2009

George, the ocean called. They're running out of shrimp.

Estar acordado às oito da manhã de um domingo parece uma loucura, a menos que tenha havido uma conquista sexual no sábado à noite e eu não me consiga abster de a relatar. Já me deviam era conhecer melhor. Sou um cavalheiro, e não gosto de andar por aí a falar sobre as gajas que não como.

O que se passa é que o jantar de sábado ficará para sempre conhecido como o Grande Crash de Marisco de 2009. Se vos apetecer comer uma gambinha que seja, e depararem com preços de mercado demasiado inflaccionados, a culpa foi de 11,5 intrépidos amigos (um era uma criança).

Mariscada no restaurante dos pais de um amigo só pode significar duas coisas: paragem de digestão e flatulência, ambas esperadas, desejadas e provocadas. A primeira mariscada feita em nossa honra tinha sido tão boa que, para esta, metade de nós, se não decidiu jejuar para ter mais fome à noite, pouco faltou. Eu almocei cedo e pouco, sendo que quase conseguia não lanchar, ficando o plano estragado com o iogurte que tive de comer às seis da tarde, já com o avizinhar de uma quebra de tensão.

Quando apareceram as primeiras vieiras e gemi com a primeira colherada, sabia que estava prestes a viver um momento grandioso, tão grandioso que me dilatou o estômago ao ponto de tocar no diafragma, tornando o acto de respirar extremamente doloroso. Missão cumprida.

Desde camarão assim e assado, a sapateira, a ameijoa, os diferentes pratos iam desfilando à nossa frente, em tamanho e número, como se de diferentes fileiras de um pelotão de guerra se tratasse. Todos nós tentávamos guardar espaço para o melhor, o arroz de gambas no final, mas o cérebro há muito que estava apagado e os esforços eram direccionados no sentido de tentar aproveitar ao máximo cada um dos níveis. Saborear ao máximo, neste caso, era encher a boca ao máximo, até estalar o maxilar de tanto a abrir.

No campo dos refrescantes líquidos a coisa também estava bem encaminhada. As primeiras boémias não impediram que se provasse um vinhinho branco que entretanto apareceu na mesa (seguindo-se o despejar do vasilhame), e de copos cheios de sangria, a qual não nos lembrávamos de ser tão boa naquele estabelecimento, desde que fizemos uma das empregada entrar em depressão por ser obrigada a preparar dezenas de jarros numa só noite. "O Cáaaaatia, tenho seeeeede!"

O arroz de gambas chegou, e com ele chegaram-nos as lágrimas aos olhos. Eram lágrimas de felicidade a sair de um olho e de tristeza do outro. É que apesar do arroz ser tão bom que podia ser usado como atenuante num caso de homicídio, caso alegássemos que matámos para o comer, sabíamos que mais uma mariscada estava prestes a chegar ao fim. Tão cedo não voltarei a comer dois pratos de arroz de gambas melhores que aqueles, venha quem vier, seja em que parte do mundo for.

Pudim de ovos. Pudim de ovos. Pudim de ovos. Pudim de ovos. Pudim de ovos. Pudim de ovos. Caseirinho. Por momentos pensei que tinha entrado em coma de qualquer coisa, o meu coração tinha parado e eu estava a ter uma experiência de quase morte. Mas não, era "só" o pudim de ovos. E é aqui que a coisa nunca poderá ser descrita fielmente. Um dia disse aqui publicamente que já mandei fodas piores do que certas coisas que comi. Pois bem, neste caso, entre ser-me dada hipótese de comer daquele pudim e comer uma gaja, é melhor que a gaja seja incrivelmente boa e sabida. Vai ter de suar descomunalmente para conseguir chegar ao mesmo nível. O ideal seria intercalar uma fodinha e uma fatiazinha. Se calhar era melhor primeiro a fatia, para eu não me sentir tentado a apressar a parte da fodinha. Sinceramente, minha gente amiga deste blog que sempre trago no coração, aquele pudim é um dos mais fortes argumentos para legitimizar o facto da raça humana ainda estar viva e a destruir desta forma os recursos do planeta Terra. E olhem que sou uma pequena autoridade no que toca a pudins.

É impossível uma pessoa comer uma refeição destas e:

a) parar, tendo alcançado a satisfação.
b) abrandar o ritmo, pensando na fome no mundo.
c) ambas as alíneas anteriores.

Sim, a resposta certa é a C. Quanto à B, ao comer aquelas ameijoas grandinhas e tão bem temperadas, ensopando pãozinho no resto do molho, temos tendência para pensar "baaaaah, who gives a damn, munch munch munch munch". Já em relação a A, tal coisa é impossível. Enquanto sabe bem, queremos sempre comer mais e é impossível chegar a um climax e por ali ficar. Aquela sensação de "ainda comia mais uma garfada" passa sempre directamente para "não devia ter comido mais uma garfada". Aprendi que esta é uma das leis da física, e daí ser positivo que tenhamos ficado todos mal-dispostos a seguir. Abraçámos a possibilidade de que seria um crime não comer até rebentar, mesmo que isso significasse não voltar a querer ver comida durante umas três horas e marisco durante uns dois dias. Quem tenta apenas comer um bocadinho de cada coisa é um mariconço da pior espécie e não merece afincar as favolas em tal repasto.

Depois de 3 horas à mesa ainda fomos sair, mas o pessoal (gajas, gajos e criança) já estava demasiado fodido dos cornos para se aguentar em pé por muito mais tempo. A última coisa de que se falou, ainda assim, enquanto nos despedíamos, foi se combinávamos ou não um ajantarado em casa de outro dos amigos de ontem. Umas febras e chouriço e tal, nada de especial. Eu sei o que estão a pensar, mas mesmo que pareça incrível, nenhum de nós faz hidroginástica. Ou seja, em média, o grupo é magro.

Resta-me pedir desculpa, em nome de todos, pelo facto de mais algumas espécies estarem em vias de extinção. Aliás, desculpa o tanas.


PS: Como me esqueci de tirar uma foto, estava à procura de qualquer coisa parecida na net, apenas no intuito de tornar o post mais redondinho. Não consegui, porque está complicado olhar para comida. A menos que se trate de um iogurtinho.

sábado, 3 de outubro de 2009

I'll see you in my dreams

É raro o dia em que não me lembre dos sonhos que tive na noite anterior. Normalmente, passados uns minutos lembro-me de um pormenor, que por sua vez puxa outro, e outro.

Neste caso, só sei que de repente recebi um mail de uma grande e conhecida instituição, a pedir a minha presença nas suas instalações num determinado dia.

O mail não era claro, mas vindo de quem era, parecia coisa aliciante. Não sei porquê, mas a pessoa que escolhi para me acompanhar foi um conhecido, gajo que suspeito que até nem me curte lá muito, e caso fôssemos deixados sozinhos numa sala, a conversa seria extremamente constrangedora. Queria à toda força ir comer costeletas ao McRib, o lambão.

Chegado à sede da dita instuição, deparo-me com dezenas e dezenas de pessoas (portanto, centenas), tudo pessoal novo, de todas as cores e feitios. De repente oiço uns a falar ao lado "epá ainda bem que a tua banda foi escolhida!", e várias pessoas histéricas e vários boas sortes. É óbvio que pensei logo que, se a razão era música, então tinham-me escolhido bem e a coisa estava no papo.

Já muito depois da hora, chega a representante da instituição e manda o pessoal todo dividir-se por grupos. Para a esquerda ia o grupo das modelos (naquele caso eram gajas boas mas inexplicavelmente mal arranjadas e com a cara mais triste do mundo), depois o dos jovens engenheiros com cargos de sucesso (e eu à palavra "engenheiro" soltei um "ó porra que afinal não era a música", mas depois com o "cargos de sucesso" foi um alívio do caralho). A seguir chamou "pessoas que se sujeitam a tudo". A verdade é que dois indivíduos de leste, de gorro e de ar quase tão triste como as modelos lá se levantaram e se dirigiram para os seus lugares. Fiquei foi sem perceber o que é que modelos, engenheiros e moldavos tinham a ver uns com os outros. Engenheiros e moldavos ainda é um bocado naquela, ambos são explorados, faz sentido, mas e as modelos? Pensando melhor, tanto um engenheiro como um moldavo sonha um dia vir a comer uma ou várias modelos, uma ou várias vezes, de preferência.

Para acabar chamaram uma categoria qualquer de que eu não me lembro, sendo que o meu nome e o da maioria das restantes pessoas estava nessa lista. Senti-me cheio de sorte, sendo que as gajas eram bem mais giras e de ar mais fresquinho (mas continuavam a ter mais que idade para ter a carta de condução) do que as modelos. Algumas delas davam até boas namoradas. Chegámo-nos todos à frente, e apareceram dois paramédicos com uma maca, carregando um chinês mais amarelado que o normal, a soro, mesmo à rasca, tão à rasca que não se mexia, e cheio de ranho a sair do nariz e a espalhar-se pela cara.

"E agora vamos ver quem é que sabe prestar os primeiros socorros e fazer respiração boca a boca."

Aparece uma câmara de televisão ao meu lado, e um dos paramédicos pergunta-me se eu dou conta do recado. Eu, como é óbvio, como não curto nem homens nem ranho, achei que a atitude certa a tomar em relação à vítima era deixá-la morrer, e respondi como mais convinha.

"Eh pá, que chatice, não percebo nada disso."

"Então vai aprender!"

De repente só me vejo ao pé do cadáver (duvido que alguma coisa ali estivesse viva, para além daquela quantidade enorme de muco) e passam-me umas seringas para a mão, eu que já estava a passar-me porque "what the fuck, o que é que eu faço que há aqui gajas giras à volta que podem ou não ficar impressionadas com os meus próximos passos".

"Pegue na agulha. Faça assim, faça assado."

Ora foi literalmente faça assim, faça assado. Mesmo se eu quisesse ajudar o pobre homem, as explicações do paramédico eram do mais inútil que podia haver. Seringas para quê? E espeto isto onde? E depois? E o gajo só assim e assado, assim e assado. E eu já irritado, assado o cú da tua prima. Levantei-me, mandei o gajo ir engolir açorda, e atirei as coisas todas para o chão. As miúdas giras não sabiam se se haviam de borrar a rir ou se criticar a minha conduta, mas eu quando me sinto exposto ao ridículo, apago completamente. Fico cego de fúria e vai tudo à frente, podendo fazer-me parecer ainda mais idiota.

Depois desci no elevador com duas miúdas muita giras, que tinham ficado estranhamente impressionadas, mas não consegui sacar-lhes o número de telemóvel. Caso contrário não estaria aqui a escrever este post, tinha mas era ido sair com uma delas. Ou seja, estava sim a escrever este post, porque gajas giras num raio de 200 quilómetros que fiquem impressionadas comigo, só em sonhos.

Ir para casa é que foi um pesadelo. O meu carro tinha ficado sabe-se lá onde, só porque apeteceu ao meu conhecido ir comer as tais costoletas a um restaurante fast food de costoletas. Como nos sonhos o meu sentido de orientação fica afectado, não sabia para que lado me havia de virar. Ainda por cima deixei a carteira dentro do carro, no bolso do casaco. Ao menos tinha o telemóvel no bolso das calças. Quando ando com ele nesse sítio, tenho sempre o cuidado de o afastar para a parte exterior do bolso, para não parecer que estou com uma erecção.

Ligo àquele cabrão que eu nem sequer curto muito para me ajudar a encontrar o restaurante e o gajo não me atende. O que me safou foi que o telemóvel (desta vez a sério, na vida real) começa a tocar. Acordo e falo com um gajo do BPI, que me perguntou se eu queria fazer uma simulação de um crédito à habitação. Mas como, se eu não sou um jovem engenheiro num cargo de sucesso, nem uma modelo, nem uma pessoa que se sujeita a tudo?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

De vez em quando também tenho sorte.



Sempre gostei bastante de miniaturas, desde que não se esteja a falar de mamas. Por isso, ao esbarrar acidentalmente neste vídeo, não pude deixar de ficar impressionado com aquilo que o chavalo conseguia fazer apenas com dois dedos sem agarrar na tábua.

Uns dias mais tarde, ao entrar na Sportzone, reparei numa estante onde vendiam estes pequenos skates. Nem sequer sabia que isto era a loucura do momento dos miúdos. Olhei para o skate e olhei para a caixa. Desisti logo da ideia de comprar porque quem estava na caixa era uma miúda bem gira (ligeiramente roliça e cavalona, mas gira).

Ainda pensei em perguntar se era possível embrulhar, para não dar a entender à empregada que aquilo na verdade, era para um gajo de vinte e tais, mas sabia que não conseguiria ser convincente. Ia ficar logo nervoso e começar a balbuciar assim que ela me dissesse "boa tarde".

Como os amigos são para as ocasiões, passei por lá mais tarde com um e ele pagou por mim. A única dificuldade foi mesmo escolher o skate (o da foto no final do post), já que havia vários de que eu gostava.

Neste momento, embora continue vários patamares abaixo do gajo do vídeo, até já consigo sacar uns truquezitos engraçados. A têndencia será para não desistir e continuar a melhorar, tendo em conta que a minha vida vai dar uma grande reviravolta. É que tenho uma amiga que é professora. Ela já confiscou vários skates aos seus alunos, por brincarem com eles nas aulas, e vai-me dar uns cinco ou seis. Bestial.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A minha maçã newtoniana

Quando eu era mais novo (isto fisicamente, porque psicologicamente pouca coisa mudou), olhava muito para a minha pilinha. Era o centro do meu mundo, tendo em conta que era também o orgão que mais me intrigava. Não sabia mesmo para o que servia, já que para fazer xixi um simples buraquinho bastava, poupando-se pele, vasos sanguíneos, massa muscular, etc. Aliás, vários seres humanos tinham apenas buraquinhos. Seriam os mais espertos, pensava eu. Como é que era possível dar beijinhos na boca com todo o conforto, se as pessoas não eram achatadas (culpa do nariz, mamilos, pila e barriga de cerveja)? Assim, em vez de nos encaixarmos de frente, tinhamos de nos contorcer. Aos 5 anos, portanto, não sabia que a minha pila viria a servir para explorar lugares que poucos homens (ou nenhum, em casos bastante mais raros) teriam explorado antes, justificando a sua existência.

Quando tinha vontade, ia à casa de banho, pegava na pilinha, e la saía um jactozinho de xixi. Sabia perfeitamente que só se podia fazer isso ou na sanita ou atrás de árvores muito frondosas. Por um lado, como o Jerry Seinfeld disse e muito bem, "different pipes lead to different places!", face à revelação de que o George mijava no duche, sem perceber bem porquê a cara de repulsa da Elaine. Por outro lado, atrás de uma grande árvore, pouca gente haverá para nos chatear. A sanita era o único sítio dentro de casa onde eu me soltava e não apanhava tareia.

Sendo então a sanita o local de eleição, havia uma coisa para a qual os meus 5 anos de idade não tinham explicação. Até agora, o meu conhecimento básico de física dizia-me que todas as coisas, não tendo ajuda de qualquer espécie, caiam directamente de cima para baixo. A questão é que eu punha-me debaixo do chuveiro, e apesar de não ter vontade, olhava para baixo e via água a sair da ponta da pila. O facto de não ser nem remotamente amarelada não aguçou o meu sentido crítico. Só podia ser incontinente. Havia qualquer coisa que me fazia mijar de cada vez que me metia debaixo de água. Se vocês experimentarem levantar ligeiramente o braço enquanto tomam duche, a água "agarra-se" maioritariamente à parte de baixo do braço e, em vez de cair directamente para baixo, como a minha Física ditava na altura, escorria por ali fora e só caía quando se acabava o braço. Ou seja, transpondo o caso para a minha pila, ainda que de 5 anos, demorava imenso tempo a cair na banheira.

Óbvio que sou uma pessoa inteligente, e aos 12 anos percebi que aquele fenómeno devia ser apenas o resultado da interacção entre a tensão superficial da água e as forças de adesão sólido-líquido. Fiquei felicíssimo. Tudo estava explicado. Afinal eu não era mijão!

Por outro lado ainda não consegui perceber muito bem se sou cagão ou não, mas ainda sou novo e tenho a sensação de que isto se há-de conseguir explicar, mais cedo ou mais tarde.