segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Portugal de olhos em bico

Sou um grande fã de muita coisa que vem do Japão. Não falo apenas da tecnologia, mas também da maluquice em geral. Se pudesse escolher uma cultura para conhecer, seria sem dúvida a japonesa. Nem que seja em cinzas, espero ir lá um dia.

Portanto, assim que soube que o programa "Portugal de olhos em bico" ia estrear na televisão portuguesa, fiquei logo com a pulga atrás da orelha, não pelo programa em si, mas porque sempre que oiço a palavra bico, sinto um arrepio na espinha. Nem é bem na espinha.

Aquele tipo de programa (tipo, porque isto que estreou cá é apenas um sucedâneo), faz muito sentido no contexto daquele povo. Já connosco, fica apenas aquele sentimento de vergonhinha alheia. Somos péssimos a imitar os outros, mas insistimos quase sempre em não tentar criar os nossos próprios conceitos. Isto é tão válido para as cópias de programas japoneses, como para as telenovelas brasileiras, concursos americanos ou telejornais dos países desenvolvidos e civilizados.

Com sorte, nunca deixaremos de ter Portugal, olhos e bicos. Tudo na mesma frase é que não parece ter grande resultado. Seja como for, se só se puder preservar um dos três vocábulos, que seja o bico. Porque esse, é universal.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Não aguento mais.

Ele é "valha-me deus", é "valha-me cristo", é "deus me ajude". Já não posso mais com esta lengalenga. É em casa, é na rua, é no restaurante, é na tabacaria. Raio da frase tá na boca de qualquer pessoa. O que me irrita mais é que metade das pessoas não o diz por reflexo, mas por acreditar que muda alguma coisa.

Até eu sei que um dos mandamentos é não invocar o nome de (inserir aqui o nome de um dos pandas kung fu por quem o povo mais chama) em vão e não acredito em nada dessas merdas. Se existisse deus, era o primeiro a dizer "cala-te, foda-se que já não te posso ouvir".

Aliás, se andar a chamar por este e por aquele fizesse alguma diferença nas tarefas que temos a desempenhar, o que não faltaria por aí seria mulheres (e mais homens do que possam imaginar) a exclamar "caralhos ma fodam! caralhos ma fodam!".



PS: e assim, com picuinhices se prolonga o mau-humor que me tem mantido afastado da net. Graças a deus que não há mal que sempre dure.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

De vez em quando...

... não faz mal nenhum cedermos a passagem a outro condutor. Tinha acabado de chegar à cidade; ela esperava, pouco pacientemente, com o pisca ligado. Como sabia que era difícil virar para aquele lado, vindo daquela rua, parei e fiz-lhe sinal. Acelerou, levou a mão à boca e mandou-me um beijo. Já há demasiado tempo que não via aquele gesto.

Ou me confundiu com alguém ou gosta de Hondas.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

DJs

O cenário era um qualquer programa de televisão num qualquer canal de cabo. O chavão era o do costume - "ah quando eu vou tocar e isso".

Vamos lá esclarecer uma coisa: vocês passam música, ou o verbo que quiserem chamar, menos tocar. Vocês não tocam. Nunca tocaram nem nunca vão tocar. No máximo dos máximos tocam ao bicho e já é uma sorte.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Legen... wait for it... dary

"Are you nuts? That would involve me speaking to a woman I already had sex with, which frankly is a little bit like changing the oil in a rental car."

Barney Stinson in How I Met Your Mother

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Uma das razões pelas quais adoro "The Office" e me encharco em Imodium

Michael: An intervention - it's really hard to describe. It's a coming together... it's a surprise party for people who have addictions. You get in their face and you scream at them and make them feel really badly about themselves, and then they stop.

...


Michael: As it turns out you can't just check someone into rehab against their will. They have to do it voluntarily. They have to hit rock bottom. So I think I know what I need to do at this point - I need to find ways to push Meredith to the bottom. I think I can do it. I did it with Jan.


É de borrar a rir (ou melhor, a sorrir, tendo em conta que sou um chavalo sofisticado).

domingo, 1 de novembro de 2009

Estou confuso.

Há bocado, enquanto fazia zapping, apareceu na televisão um grupo de hip hop chamado VIP Party Boys. O pormenor que me pretendeu a atenção foi o facto de se autoproclamarem como o primeiro grupo gay a fazer hip hop... Então mas o hip hop não era já suficientemente gay antes deles aparecerem?