sábado, 25 de dezembro de 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sinónimos

Sexo com uma moça na casa de banho?

WC Pito.

Leva dois.

A palavra homossexual leva dois S's e dois dicks.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Nunca na vida...

... tinha deixado queimar nada na cozinha. Foi preciso uma gaja me ter ligado para eu me ter esquecido de que estava qualquer coisa ao lume. Agora resta-me ir esfregar o resto do fundo da panela... Seja como for, o sucedido ia-me obrigar a esfregar outra coisa de qualquer das formas. A energia já cá estava, basta apenas redireccionar os esforços do meu aço para o aço inoxidável.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Quando uma namorada...

... me quiser apresentar aos pais dela, vou querer ver fotos (e, se possível, vídeos) deles antes de os conhecer. Quero estar preparado. Afinal de contas, até o Fernando Alonso, antes de correr numa pista pela primeira vez, faz dezenas de voltas num simulador para estar mais ambientado, de modo a ser mais rápido durante os primeiros treinos cronometrados.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Passar o testemunho

Ser alvo do tsunami provocado por um carro a passar numa poça é um dos rituais de passagem do ser humano. É como ter sarampo, papeira e varicela. Se nunca vos aconteceu, mais tarde ou mais cedo vai acontecer. Quanto mais tarde for, mais sérios serão os efeitos.

Comigo deu-se quando tinha uns 16 anos. Ia para a escola, num passeio estreito, e fiquei com as calças encharcadas quase ao nível do abono de família. Era como se tivesse duas pilas, uma para cada perna das calças, uma bexiga com capacidade para vinte litros, e incontinência urinária permanente. Claro que, quando cheguei, toda a gente apontou para a minha zona genital, o que seria agradável se a ocasião fosse outra. Já eu, fiz como se tivesse levado com um grande pingo de chuva de uma goteira de um prédio na testa, em público. Continuei a andar, como se não conhecesse ninguém e não se tivesse passado nada, rezando para que, das duas uma: ou o aquecedor da sala de química estivesse ligado, ou então que as luzes dos corredores estivessem quase todas fundidas.

Anos mais tarde, passei o testemunho. Um puto ia a passar na rua, e eu acelerei mesmo antes de uma poça morbidamente obesa. Infelizmente, acelerei porque ia com pressa, e não por ter visto o raio do miúdo. Soube a pouco. Sinto que podia ter feito algo mais.

No fim de semana, redimi-me indirectamente. Ia com um amigo no carro (com ele a conduzir), precisamente num dia em que as ruas estavam inundadas. Se o carro fosse um bocadinho mais depressa e perto das bermas, a água era projectada, literalmente, à altura do tejadilho. Aliás, precisamente por ser tão fixe andar depressa e ver água dos dois lados à altura das nossas cabeças, o meu amigo acelerou. Infelizmente, vinha uma mulher na rua, mesmo do meu lado. Ela mal teve tempo para por o chapéu de chuva à frente do corpo. Mas é que nem teve hipótese. Foi uma luta desigual, qual David versus Golias, em que o Golias é um Opel Astra preto que parte a boca toda ao David enquanto o Fernando Mendes come uma dúzia de pastéis de Belém. Uma coisa é certa; nunca esquecerei aquele esgar polivalente, num misto de terror e de indignação. Fiquem descansados que a coisa também não foi assim tão grave, já que ela não era lá muito bonita. Olhámo-nos nos olhos durante uma fracção de segundo. Senti-me vingado, embora com a certeza de que aquela mulher, um dia, também irá passar o testemunho. E, meus amigos, não será nada bonito. Só espero não estar por perto nessa altura.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Não percebo a indignação das mulheres...

... quando são alvo de piropos brejeiros. Juro que não percebo. Afinal de contas, é apenas uma forma exacerbada de elogio, porra! Não levar a bem um piropo porco não passa de pura ingratidão. A maior parte, muito provavelmente, nem sequer foi elogiada durante o resto do dia. Não o fez o marido, não o fez o namorado, não o fez o amigo, o colega de trabalho com quem passam mais tempo, ou mesmo a recepcionista lésbica do ginásio onde se vão pôr mais atraentes . E, já agora, atraentes para quê? Para, mais uma vez, meio mundo fazer de conta que não repara (ou que não repara literalmente) nos vossos atributos.

Se de repente houvesse uma vaga de mulheres a querer trabalhar nas obras e eu, ao passar por um grupo delas, ouvisse um "punha-te massa folhada à volta da pila e chamava-te rolo de salsicha ao pequeno almoço, almoço, lanche e jantar", ficava com um sorriso na boca, no mínimo. Podiam não ser as trolhas mais atraentes do mundo. Podiam até ser as menos atraentes. Mas reparem: não ficamos obrigados a ir para a cama com quem os faz. A gorda de bigode que me disser que eu sou pau para a obra dela não vai levar daqui nada. Não merece é que eu fique repugnado.

Aliás; o piropo até costuma ser mais genuíno do que o elogio educado. Se um taxista olhar para uma mulher que o atraia e disser "as tuas mamas dão tesão até ao Cristo Rei", ele sabe, na esmagadora maioria dos casos, que não há qualquer hipótese dele vir a ter um caso, por mais esporádico que seja, com canhões daquele calibre. Já o colega de trabalho, sempre de fatinho, quando diz "ai Matilde, já sabia que era bonita, mas hoje está deslumbrante", na realidade (consciente ou inconscientemente), está a pensar "punha-te ovo e pão ralado nesse cu e fazíamos um croquete". O taxista sabe que não pode; já o engravatado não terá escrúpulos. Ela pode ter marido, pode ser freira, pode ter enviuvado há dois dias, que nada mais interessa que não a satisfação das suas necessidades. O elogio não é um fim em si para quem elogia de modo eloquente; é apenas um meio para se meter no meio.

Em último caso, se querem expressar indignação, não dêem desprezo. Respondam à letra! Digam qualquer coisa do género de "querias-te roçar nelas mas vais acabar o dia a esfregar a cobra zarolha, ó meu cara de caralho". Nós, ao contrário de vocês, sabemos apreciar as palavras de uma mulher quando são ditas sem rodeios, com sentimento, com intensidade, mesmo quando insinuam que temos aspecto de ser gordos, carecas e com apenas um olho estreitinho e comprido no meio da testa.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mas a Hermione tá jeitosa.

Ontem fui ver o Harry Potter. Perto do final, alguém decidiu que seria correcto começar a fumar uma ganza no meio do cinema.

Quem me dera que tivesse sido logo ao princípio do filme.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Greve

Os sindicatos deviam aprender comigo. Consigo, consistentemente, uma taxa de adesão à greve dos meus neurónios na casa dos noventa por cento.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Teste rápido

Sabem como é que se vê se uma mulher está grávida de outro homem que não aquele com quem casou?

Ela começa a ser simpática para o marido.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Como envergonhar uma figura pública

Quando vou trabalhar até pareço uma pessoa normal. Visto-me um bocadinho (mas só mesmo um bocadinho) melhor e ando de pastinha na mão, o que me confere alguma credibilidade (ou pelo menos, é o que gosto eu de pensar). Presumo que isso possa ter potenciado a reacção que passarei a relatar.

Ultimamente, tenho ido dar formação em Sintra, num local onde a concentração de turistas costuma ser um bocadinho superior à média nacional. Quem é que eu vi na sexta-feira a caminhar na minha direcção (simplesmente porque não havia outra saída) quando vou a chegar, com a minha habitual pose altiva? O Joaquim de Almeida.

Acontece que atrás dele estava uma formanda minha à espera. Eu saco do meu sorriso simpático (cara normalmente séria e antipática exige toda uma preparação de segundos para que isso aconteça), e com voz de António Sala (mas em versão mais viril, sem bigode) lanço o cumprimento "Boa taaaarde, Carlota!".

Admito que deixei escapar uma pausa exagerada entre o "tarde" e o "Carlota". Foi o suficiente para que o Joaquim de Almeida me dissesse boa tarde, com aquela voz característica de vilão rouco, abreviando o tarde e baixando a cabeça quando percebeu que, para variar, ninguém lhe estava a ligar nenhuma. Notou-se ali algo de constrangedor na reacção dele. Portanto, quando quiserem trocar as voltas a alguém mais conhecido ou intimidante, já sabem: juntem a palavra "Carlota" no final de qualquer frase.


PS: O que é que se aprende com isto? Pouquito. Aprende-se que eu, com mês e meio de Lisboa e arredores em cima, continuo o mesmo campónio de sempre, que quando passa por alguém mais conhecido, vai logo a correr contar aos amigos, com o mesmo entusiasmo de quem acabou de ter um filho.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Descoberta da pólvora

Ao gajo que faz rir, raramente é dada oportunidade de fazer vir. Por alguma razão é normal ser o incendiário a pegar fogo e o bombeiro a apagá-lo. As duas tarefas só são desempenhadas pela mesma pessoa em situações excepcionais.

domingo, 31 de outubro de 2010

Nasci na época errada?

Eu também já tive um relógio Casio, daqueles que custavam dois mil escudos, tinha um display do mais simples possível (apesar de servir de cronómetro), apitava de hora a hora (só um beep) e aguentava debaixo de água até uma profundidade de cinquenta metros.

Mais ou menos por essa altura, o meu desenvolvimento pubertário ligeiramente tardio ditava que eu havia de ter pelugem fina na zona que divide o lábio superior do nariz. O meu buço era ridículo, mas ainda assim era o meu buço.

Também por essa altura, pasme-se, usava um casaquito de malha meio coçado durante os meses mais frios. Ainda bem que já estava gasto, já que sempre tive uma grande intolerância aos pelitos da lã. Todos os putos choravam quando vestiam camisolas de lã, enquanto gritavam "Isto pica mãe, isto pica". Eu era dos poucos que não fazia isso por birra. Não consigo mesmo usar esse tecido. Quando descobri que os preservativos eram de látex e não de lã, ao contrário do que me tinham dito para eu ficar arreliado, afundei a cabeça na almofada e chorei de felicidade. Afinal poderia andar no roça roça sem correr o risco de ficar sidoso. Já agora, na escola primária, sidoso era o termo utilizado para qualquer criança que fosse alvo de um ataque de piolhos.

A combinação de todos estes factores fez com que as meninas e raparigas preferissem andar aos beijinhos com outros rapazes. Agora seria diferente. Há quem diga que tudo isto passou a ser moda. O relógio rasco é cool porque é geek (paradoxo). O bigode é cool porque tem uma certa bimbice charmosa taxística e demonstra falta de preocupação com o que os outros pensam (paradoxo). O casaco de malha, mesmo com mau aspecto, é cool porque é vintage (as duas coisas nunca serão obrigatoriamente sinónimos). Se eu deixar um tupperware de arroz com passas e pinhões no frigorífico durante, pelo menos, vinte anos, será cool a sua ingestão?

Em criança, há sempre uma atenuante: grande parte das vezes, usamos o que usamos e não temos escolha, apesar de sabermos que somos totós. O sentido crítico precede, quase sempre, o estilo. A moda é circular e reciclável, é certo; mas há coisas que nunca foram bonitas, nunca funcionaram, e nunca funcionarão. Calças justíssimas com uma terminação à boca de sino com cinquenta centímetros de diâmetro? Epá, nunca mais, quer a Lady Gaga venha a usar ou não.

O Aston Martin DB5 que Sean Connery utilizou no filme Goldfinger (entre outros, encarnando James Bond), sendo vintage, e apesar de não ir de encontro aos meus gostos (eu sou mais Audi R8, Lamborghini Gallardo, Ferrari 458 e coisas que tal), é cool, terei de admitir. Um bigode, por mais bem tratado que seja, infelizmente, não. Não e não.

Se eu hoje em dia utilizasse todas estas três coisas, dava muitos mais beijinhos do que aqueles que dou agora. Será que nasci na década errada, ou as pessoas que agora apregoam estas modas aos ventos são míopes (para não dizer outra coisa)? Trick question. As duas opções estão correctas, já que as miúdas em idade escolar, no meu tempo, ou não eram, ou não mostravam ser tão desenvolvidas e liberais como são agora. Quem diria que a área-escola (ou área projecto, who cares) podia ser tão divertida?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Cada vez mais, um exemplo a seguir

Barney: I cannot stop staring at that girl's face.

Ted: Face, uh... That's your weirdest nickname for boobs yet.

Barney: No, Ted. I'm really looking at her face.

Lily: Ohhh... That's actually really sweet.

Barney: Puffy cheeks, smudged mascara, slightly red nose... That girl was just crying. She's so sad and defenseless... Anyone have a condom?

À moda antiga

"Golden Rule: I do not buy dinner to get the Yes. Dinner is a very intimate activity. It requires a level of connection and eye contact that sex just doesn't. Call me old fashioned, but I need to have sex with a girl at least three times before I'll even consider having dinner with her."

by Barney Stinson

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Via de sentido único

Que nome se dá a um homem que está na cama com febre?

Paneleiro.


Não creio que um homem se possa afirmar como viril depois de sucumbir a uma simples constipação. Estamos em meados de Outubro; ainda é tempo de andar de tshirt. Mas não, denunciei-me ao sair de casa com um casaquinho (vá lá, a maricagem não foi completa; o casaco não era de malha). De resto, se cair no erro de espirrar violenta e repetidamente, não há muitos alibis que possam ser utilizados. Alergia ao pó? Maricas. Sinusite? MARICAS. Sinusite, rinite e alergia ao pó ao mesmo tempo? YMCA.

Para me redimir desta vergonha, comprometi-me a não tomar qualquer tipo de medicamento, ao contrário daquilo que a maioria dos arranjos florais faz. Ai que é só um Cegripe ou um Panasorbe. É assim que começa muita marcha à retaguarda. Sou capaz de abrir uma excepção quando tiver filhos. Uma criança, quando é pequena, não sabe bem o que se está a passar. Não é a porcaria de um paracetamol que, nessa altura, vai influenciar as suas orientações sexuais - que disparate.

Ainda assim, uma coisa é certa: supositórios, nunca! A mãe da criança até pode vestir as calças lá em casa, mas neste ponto eu não cedo. Sei bem o que sofri quando era puto. Para quem nunca tomou um supositório (serão pouquíssimos, tenham a coragem de admitir), a sensação de se ter um comprimido frio e pontiagudo a querer entrar pelo cu acima, é mais ou menos análoga (viram a graçola que fiz aqui) a trabalhar a recibos verdes com este PEC. Não se vira gay pela doença, vira-se pela cura.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Ainda bem que o inferno não existe II

Sabem porque é que os cegos não precisam de livros de culinária?

Porque costumam juntar tudo a olho.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ainda bem que o inferno não existe

A parte má de se ser cego é que, quando chega a altura de estacionar numa grande superfície, é preciso sair do carro e andar de joelhos a apalpar o chão até se encontrar o símbolo do lugar para deficientes.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Manual do pessimista (optimista realista)

Como descrever-se, de modo a ser reconhecido, em situação de blind date


Dê a pior descrição possível de si antes do primeiro encontro. Os possíveis desfechos serão todos igualmente positivos:


a) A visada irá com baixas expectativas e será agradavelmente surpreendida, fazendo com que a representação do gráfico de performance seja uma recta ligeiramente ascendente.

b) A sua descrição, muito provavelmente, irá corresponder à dura realidade. Parabéns; o seu sentido auto-crítico é fenomenal. Afinal há coisas na vida em que é bom.

c) Ela irá desmarcar, com medo do choque inicial. Deste modo, acaba de se poupar tempo e gasolina, reduzindo-se de igual modo o desgaste associado à circulação em estradas de qualidade duvidosa. A factura da sua próxima revisão será bem mais barata, não envolvendo gastos com velas e amortecedores.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Tenham a bondade de me auxiliar

Multitasking

Ontem, uma amiga ofereceu-me um presente do mais fofo que já vi. De um lado é corta-unhas, do outro abre-caricas.

De modo a fazer-lhe justiça, terei de arranjar forma de usar as duas funções ao mesmo tempo. De um lado estará uma unha, do outro uma mine. A unha será do pé.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Não me batam, estou só a exagerar um bocadinho

Hoje em dia, as mulheres já não se medem pelo número do encontro ao qual cedem pela primeira vez, mas sim pelo número de vezes que cedem logo ao primeiro encontro.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Lá porque se consegue, não quer dizer que se deva fazer

A complexidade nem sempre é sinónima de coisas bonitas ou interessantes. Que o diga quem assistir a este vídeo de mallakhamb, um desporto bastante popular na Índia. Se alguém tinha dúvidas de que o homem moderno não é mais do que um ramo evoluído da ordem dos primatas, aqui têm a prova (especialmente o segundo exemplar). Praticado especialmente por indivíduos do sexo masculino, tem expressão também no ocidente através da variante feminina praticada em varões de inox.

Uma coisa é certa: eu hoje acordei com a certeza de que o Sexo e a Cidade era a coisa mais ridícula inventada nos tempos modernos e afinal tive de voltar atrás na minha posição. Enfim, desfrutem, se conseguirem.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ténis - Alguém daqui costuma...

... ir jogar para o estádio universitário? Parceiro ou parceira regular precisa-se. Se o nível for muito elevado, não percam tempo comigo (a menos que me queiram humilhar; por um lado, eu acabo por melhorar à força, por outro, preparem-se para ouvir asneiras em barda). Já se o nívelfor fraquinho, poupem-me tempo a mim (a menos que seja uma gaja podre de grossa, precisando ainda assim de conseguir devolver as pancadas com o mínimo de consistência). Ajudem o campónio a não parar de mexer nas bolas, mandando um mail.

PS: mas olhem que é mesmo para jogar ténis. Dispenso mails de pessoal que tá em brasa para me conhecer e ver se sou um Adónis ou um trambolho. Se for preciso a única vez que pegaram numa raquete foi no secundário numa aula de badminton.
..

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

True story

A minha casa de banho tem três anexos. Ao entrar, temos um de 1 m2, com um lavatório e portas de acesso aos outros dois (é, portanto, uma espécie de hall da higiene pessoal). Um é maior, tendo banheira, sanita e toda a parafernália normal em tamanho de gente, enquanto que o outro tem igualmente 1m2, com espaço apenas para uma sanita e um bidé.

Acontece que eu estava a cagar na sanita do cubículo mais pequenito. Tinha-me dado a vontade de deitar fora lastro ao mesmo tempo que enviava uma mensagem escrita, legitimando (?!) a minha decisão de levar o Nokia para tão vil (do ponto de vista olfactivo) espaço.

Foi uma das cagadelas mais sofisticadas da história, já que escrever uma mensagem com o estilete em telemóvel touchscreen continua, pelo menos para mim, a ter conotações de atitude de homem de negócios. A única diferença é que eu não estava de fato. Ah, e estava sentado numa sanita. Ah, e mesmo se estivesse de fato, parte dele estaria para baixo, o que retira logo a aura negocial à coisa.

Finalizado o serviço, começa o pesadelo. As minhas pernas estavam no seu estado mais dormente desde o episódio da queca sentada de 1999. Levantei-me e, apercebendo-me subitamente de que não tinha qualquer tipo de controlo sobre as pernas, caí de pé para a frente, qual soldadinho de chumbo, batendo estrondosamente com os cornos na porta. Curiosamente, ainda bem que decidi cagar no cubículo pequeno. É que, se bater com a cremalheira numa porta de madeira maciça já é mau, no chão é muito pior. E pronto, lá fiquei eu de pé, literalmente na diagonal, durante uns eternos 5 segundos, apoiado apenas pela cabeça. Se alguém se lembrasse de abrir aquela porta naquele momento, podia até nem estar agora a escrever este post. Podia ter batido a bota. Realmente sou como o Jack Bauer do 24, na medida em que estou sempre a correr grandes perigos, independentemente do local ou hora do dia.

Fica apenas uma nota positiva. Quando caí, caí com o cu já limpo. Meus amigos: se isto não é cair de cabeça erguida, então não sei o que será.

domingo, 19 de setembro de 2010

Afinal pode-se ter...

... o chão da cozinha demasiado limpo. O meu cóccix que o diga.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Um homem na cozinha

Como hoje não comi quase nada, decidi começar a fazer o jantar mais cedo. Como é hábito, fiz a dobrar, para que amanhã ao almoço não tenha de fazer ponta de corno. No entanto, com a fome que tenho, sou capaz de voltar a jantar lá para as 22:30. Sim, para variar estava bom. É provável que não sobre.

Depois da panela estar encaminhada, vim até ao quarto ver se tinha mensagens de alguma faneca no telemóvel. Não tinha, mas uma rápido olhar pela janela encontrou logo substituta. Que moça tão tesuda - pensava eu. Enquanto um burro pensa, uma panela sem supervisão pode estar prestes a ser fonte de um desastre. Não foi muito grave, mas deu logo que pensar. Tendo em conta que a cozedura era de baixo lume, a gaja tinha de ser mesmo jeitosa. Senão, como é que aquilo vinha por fora? O fogão depois também se limpa; já pernas daquelas não se vêem todos os dias.

Como a fome era inversamente proporcional à chama, decidi aumentar a intensidade da fervura. Segundos depois daquele momento, era só ver o arroz e as ervilhas a pedir clemência. Medo; não pelas viçosas ervilhas, mas porque me deu uma vontade inquantificável de cagar, essa sim proporcional à fome que sentia.

Já me tinha acontecido antes ter vontade de ir dar à luz pelo rabo havendo comida envolvida, mas sempre em contexto de consumo de refeições*, nunca de confecção. Ora eu, que sou extremamente criativo e lido com grande à vontade com tudo o que sejam teoréticas complexas, sempre que me aparece uma situação nova na vida de peso corriqueiro, sofro de flatulência cerebral violenta. A primeira vez que andei de bicicleta depressa, esqueci-me de como se usavam os travões e fui contra uma grade de Super Bock. Hoje, demorei dois minutos a lembrar-me de que não havia problema algum em tapar a panela, desligar o lume, fazer o meu cocozinho descansado, e voltar a retomar o processo assim que a higiene das manápulas (e antebraços, que há que jogar pelo seguro) estivesse concluída. Mas não.

Uma mão segurava a tampa, a outra mexia com a colher de pau, e os pés faziam uma dança epiléptica, na tentativa de afastar o cagalhão da luz ao fundo do túnel, como se a cozedura fosse acabar mais cedo só porque o meu intestino assim o determinava. Cozinha? Eu é mais cuzinho.

*não me costuma fazer muita confusão quando me dá vontade de cagar logo a seguir à sopa. Uma pessoa faz o que tem a fazer e, perante um prato novo, torna-se mais fácil pôr para trás das costas aquilo que se passou há momentos na divisão menos nobre da casa. Já a meio do prato principal, tenho sentimentos conflituosos. Só se a comida for muito boa é que consigo lavar as mãos e dizer "que sa foda", voltando a empunhar os talheres com a habitual alarvidade que me caracteriza. E vocês, estimados leitores? Conseguem misturar o cagar com o comer? Não imaginam a importância que essa informação tem para desenrolar do resto desta terça-feira de fim de Verão.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

E assim de repente, é capaz de ser mais isto.

Assim que viram o vídeo dos testemunhos acerca do minete de ouro, era ver as gajas todas de ego cheio, como se de repente tivessem descoberto a pólvora. "Ai que vídeo tão inteligente, que engraçado, os homens são mesmo básicos".

O Unas (uma reforma vitalícia de 5 dígitos para este senhor a contar a partir de agora, se faz favor) adiantou-se aos pensamentos de todos os homens com mais do que 10 neurónios, com sentido crítico suficiente para perceberem que aquilo era fraquito, e, paralelamente, a resposta é esta:



Vá, bolinha mais baixa e amigos como dantes.

sábado, 11 de setembro de 2010

O pessoal que tá em relações...

... apaixonadas, carinhosas e de partilha* devia ser proibido de ter blogs, ou pelo menos de fazer posts durante uns tempos. É que só escrevem coisas do género nhã nhã nhã, nhã nhã nhã, shlep shlep. São um enjoo, vocêzes. Sim, tu também.

* ou seja, relações que começaram há menos de 6 meses.

PS: Tenho aqui um prurido na articulação entre o braço e o antebraço. Sabem se Fenistil Gel tem um grau de eficácia satisfatório?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Lista de figuras públicas que já deviam ter juízo na tola mas que decidiram ser benéfico usar Power Balance

Ajudam-me a compilar esta lista? Depois entregava-se no Ministério Público, Felícia Cabrita style. Nem que a pena seja um simples facepalm em público, já era uma vitória.

Vou abrir as hostilidades com:

Jorge Gabriel (quem diria)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

As vendas de sabão azul e branco...

... vão aumentar, facto motivado pelo lançamento do livro de Hugo Marçal. O aumento de vendas será protagonizado, na sua maioria, por homens casados.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Vítimas da Casa Pia não são adeptas de futebol

Se fossem, o Professor Carlos Queiroz, Gilberto Madaíl e grande parte da equipa técnica respectiva teriam feito parte dos acusados no processo Casa Pia, não estando a selecção agora à rasca no apuramento para o Europeu de 2012, logo à 2ª jornada.

Tirem aquela gente dali, por favor!

sábado, 4 de setembro de 2010

Processo Casa Pia

Ainda me custa a acreditar que seja verdade. É que mesmo pela cara, parecia boa pessoa. Tantos anos naquela profissão deitados por água a baixo. Ninguém lhe vai voltar a dar trabalho depois de sair da prisão, se é que a saudinha o vai permitir. A prisão nunca foi bom sítio para ninguém. Só os maricas é que acabam por gostar daquilo. É como a cerveja; é uma questão de hábito. Parece amarga ao princípio, mas depois fresquinha e com tremoços é uma maravilha.

E pronto, continuo sem acreditar. Sabia que gostava de miúdos, mas nunca pensei que fosse por maus motivos. Tão boa pessoa... até tinha nome de criança. Recorre da sentença, Bibi, recorre. O povo português está contigo.

Ai e o Ferreira Diniz, também tão bom moço. Tem é aquela cara de pedófilo. Não teve a culpa de nascer assim, pois não? Os paizinhos é que deviam ir presos. É como o Cláudio Ramos, que tem cara de paneleiro, e falar de paneleiro, mas é completamente heterossexual. Mas pronto, o povo olha para o homem e pensa que ele é mesmo gay. Mas não é. Recorre tu também, Dini (sem "z", que é diminutivo, era como a moçada o tratava).

É uma afronta, este sistema judicial. Uma pessoa esforça-se para chegar a cargos importantes e depois não pode realizar nenhum sonho diferente ou ter hobbies engraçados que vai logo dentro. Lamentável.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

About the interwebs

Que serviço de acesso à internet é que têm? Estão satisfeitos? Qual acham melhor?

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Era o realizar de um sonho...

... ser escolhido para desempenhar um papel numa destas novas novelas da TVI. Vocês não imaginam o gosto e o jeito que eu tenho para fazer de labrego. O único senão é que isto é como gozar com um colega estrábico e sopinha de massa na primária. Um dia, após o imitarmos tanto, ficamos mesmo a olhar para dois lados ao mesmo tempo e a falar à mariconço.

Percebemos...

... que estamos a ficar velhos quando já apelidamos minis e tremoços de requintada iguaria.

Percebemos que, afinal, não estamos a ficar assim tão velhos (ou que nunca seremos adultos responsáveis) quando passa uma gaja boa e começamos a ronronar alto, como sempre fizemos desde os 14 anos.

No final fica a sempre a dúvida: fará tudo isto parte da condição masculina, ou somos apenas trolhas?

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Descubra as diferenças #1

1989: Cada cadeira de escritório giratória que encontrava era pretexto para me sentar e pôr-me a girar nela até ficar tonto, tentando sempre superar o record de voltas consecutivas sem voltar a dar balanço.

2010: Cada cadeira de escritório giratória que encontro é pretexto para me sentar e pôr-me a girar nela até ficar tonto, tentando sempre superar o record de voltas consecutivas sem voltar a dar balanço.

domingo, 15 de agosto de 2010

Aviso a todas as moças moradoras em Lisboa

Habituem-se a ter pó de talco e creme para assaduras num local de fácil acesso.

No mês que vem mudo-me para aí.

Comentário aos comentários do post anterior

Não me interpretem mal. Eu até prefiro a mama portuguesa. Juro que prefiro (sobre qualquer outro tipo de mama gringa). Ela é que não me prefere a mim. A mama inglesa tem também aquela vantagem de ser muito menos complicada com paneleirices que não lembram a ninguém. E mais! Se for preciso, a mama inglesa tira a roupa dela, tira a minha, põe-se de joelhos sem eu sequer ter tido o trabalho de a empurrar gentil e descontraidamente para baixo pelos ombros, dá corda ao Big Ben, sorri e agradece, tudo isto sem um gajo ter tido tempo para perceber pelo sotaque se ela é de Liverpool ou Birmingham. Ah, e o nome da chavala.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Até breve

Este blog de merda vai de férias, que os mamilos das inglesas não se lambem sozinhos. Someone's got to do the dirty work.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Últimos instantes de decisão

Ir ou não ir, eis a questão: será mais nobre
Em nosso intestino sofrer as cólicas e avantajada flatulência
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de pressão social
E em negação aos convites para um festival pôr-lhes fim?

Cagar... limpar: não mais.
Dizer que acabamos com um antidiarreico a angústia
Dos mil movimentos peristálticos - herança do homem:
Cagar para limpar... é uma consumação
Que bem merece e desejamos com fervor.
Limpar... Talvez em assépsia: eis onde surge o obstáculo:
Pois quando livres do tumulto intestinal
No repouso da sanita o novo conforto que tenhamos
Deve fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que impõe dezenas de novas estirpes de coliformes fecais
À flora microbiana em nós já existente.
Quem sofreria da diarreia súbita no dia do seu casamente,
O agravo das dores, o escárnio do recém-aliviado,
Toda a lancinação proveniente do avantajado diâmetro do cagalhão,
As dúvidas acerca da existência de papel,
As dúvidas acerca da higiene do próprio papel
O aguentar estóico sem certezas, quem o sofreria
Quando alcançasse a mais perfeita quitação
Com a ponta de um punhal?

Quem levaria rolos de papel higiénico para a mata,
Gemendo e temendo o ataque do mosquitame,
Se o receio de alguma coisa após refeição rica em fibras,
–Essa inevitabilidade que põe fim a qualquer desejada prisão de ventre –
Nos impedisse de fazer novos amigos (amigas)?
O pensamento assim nos acobarda, e assim
É que se cobre a tez normal da decisão
Com o tom pálido e enfermo da cara de cu;
E desde que nos prendam tais cogitações,
Iniciativas sociais com boas intenções
Desviam-se de rumo e cessam até mesmo
De se chamar férias quentes de Verão.



William Shakespoop

2 da manhã

2 da manhã. O silêncio da noite é abruptamente interrompido por um carro que cruza a rua, quiçá sem motivo, sem intenção. Prossegue simplesmente porque sente que não pode parar. Deixo de o ouvir mas não desanimo. Sei que não estou sozinho. Tenho-te a ti, cocó.

Se cagar agora este bocadinho que ainda é apenas um principezinho, um projecto de cagalhão-rei com brinde e sem fava, talvez ainda consiga cagar de novo na quarta-feira de manhã, antes da viagem rumo ao sul, deixando o tripame bem preparado. Talvez. Se aguentar o hoje e o amanhã, cago de certeza na quarta de manhãzinha. Havendo mal estar amanhã, serviria sempre de estágio para a indeterminação dos dias que se seguem.


Escolhas...

PS: amanhã acabaram-se as frutas, cereais e doces.

PS2: se na farmácia for atendido por uma gaja boa, disfarço, peço um paracetamol qualquer, e vou pedir o Imodium a outro lado, onde seja atendido por um farmacêutico de meia idade com bigode.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A minha ida ao Sudoeste...

... está em parte presa às minhas fobias de falta de condições para uma aprumada higiene pessoal com uma certa privacidade e à incerteza quanto à minha capacidade para não me cagar todo em altura inoportuna. Sou conhecido por aguentar seis dias sem cagar (num acampamento quando era puto), embora no ano passado a minha melhor marca se tenha ficado apenas nos quatro dias. O quarto já foi puxado, sendo que o meu cu me fez a vida negra, à medida que a autoestrada me apresentava saídas cada vez mais próximas do meu destino, o trono real designado por sanita lá de casa, qual baluarte do alívio intestinal. Suspeito mesmo que o meu rabo tenha gps.

Poderia até fazer um diário de bordo (seria mais um diário de bordas) com os avanços ou recuos da matéria fecal naquela zona de transição preocupante que é a válvula ileocecal. Uma vez no grosso, não há recuo possível para o delgado. Cagar numa árvore está fora de questão. Tenho medo que uma mosca me entre pelo cu num momento de maior descontracção. Ou que me vejam em poses deprimentes, longe da dignidade a que um ser humano se propõe (mas nunca atinge porque todos cagamos, menos a Scarlett Johansson). Cagar numa casa de banho de plástico onde só os habitantes da Guiana Francesa ainda não foram cagar, idem.

A única parte mais descontraída seria uma espécie de onde está o Wally, em que documentaria no blog a tshirt que estaria a usar nesse dia. A mais incauta (mas perspicaz) leitora poderia então identificar-me e aproximar-se de mim. Identificava-se como fã, embebedava-me e fazia-me coisas porcas, como por exemplo chochos e festinhas no limbo. Caso encontrem dois gajos com a mesma tshirt, eu serei, sem dúvida o menos giro. Se acharem que sou feio por natureza, fico triste; se acharem que sou feio porque sou o mais fiel espelho da prisão de ventre, dou-vos um abraço forte e sentido, seguido de uma apertadela no nalguedo. Uma coisa é certa: vêm ter comigo primeiro, riem-se um bocado, melhoram a disposição, e depois podem ir comer o giro com gosto, mesmo que ele não saiba a diferença entre um ditongo e um hiato.

A propósito:

Será possível apanhar uma overdose de Imodium?

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Se forem convidados para uma festa supresa...

... de aniversário e não puderem ir, lembrem-se de não o comunicar directamente ao principal visado.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Simplicidade

Uma mulher, quando quer fugir um pouco da ditadura da rotina e sentir-se mais livre e feminina, toma um banho demorado com sais, perfuma-se, escolhe uma roupa que a favoreça e que chame a atenção sem parecer vulgar. Usa a maquilhagem como a melhor das artistas plásticas e melhora aquilo que já nem precisava de ser melhorado. Sai para a noite e olha para o mundo em jeito de desafio, do topo dos seus saltos altos. É capaz de seduzir quase sem sorrir e, apenas quando quer, finge que se deixa conquistar. Demora duas horas, mas marca sempre alguém para toda a vida.

Um homem, quando quer o mesmo, tira a pila para fora das calças e mija ao ar livre. Demora apenas dois minutos e amanhã de manhã nem se nota em que árvore foi.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O que só prova que sou cusco.

Tenho uma data de seguidoras bem giras.

sábado, 17 de julho de 2010

Palavra de honra

Qualquer dia não me consigo conter. A próxima gaja boa que eu vir acoplada a um gajo sub 30 (ou sub 40 até) de bigode vai ter de me dar explicações. PORQUÊ? Estamos a falar de uma deficiência ocular ou mental (de ambos, já agora)?

Por favor!

Acabem com a moda dos trikinis. Não vos torna mais bonitas e tira-nos a vontade de ir à praia. Proponho que os homens, em jeito de protesto, passem a andar todos de tanga e com o colhão esquerdo a sair por fora, até que as mulheres ganhem juízo.

Retiro o que disse se a razão pela qual as mulheres andam de trikini for o novo gosto que alguns atrasados mentais sub 30 têm pelo bigode.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Iam para a cama com um rapazola

acabadinho de fazer 29 anitos, se o lençol de baixo estivesse cheio de personagens da Disney? Se sim, qual seria a vossa extensão de favores sexuais oferecidos (e recebidos, subentenda-se)?

Ao princípio, o sono era tanto que, quando acordei, pensei que se tratasse apenas de dezenas de Dumbos. Estava enganado. Para tornar a decisão mais clara (já que as mulheres precisam de estar a par de todos os pormenores para mexer o cu, enquanto que para nós basta, enfim, cu), incluo neste post a lista dos personagens do referido lençol:

Dumbo
Mickey
Minnie
Um dos anões da Branca de Neve
Pluto
Pinóquio
Fada Sininho

Deixem-me adivinhar: estava tudo mais ou menos dentro da normalidade até aparecer a Sininho, não é? Tenho sorte se houver sequer nudez, certo?

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Quem não gosta de elogios?

Ontem uma amiga minha disse-me que eu tinha uma voz muito bonita (disseste "muito", ou foi apenas wishful thinking e o muito é produto do meu cérebro? Porra que pensando melhor acho que disseste só bonita. Foda-se mais o ego.).

Já no Verão passado outra amiga tinha dito que, afinal, e apesar dos meus complexos, os meus pés eram bonitos (e aqui lembro-me claramente que o muito não foi mencionado).

Posto isto, há apenas dois cenários possíveis, caso eu queira começar a sacar altas gajas (ou gajas, apenas):

  • O mundo sofre uma metamorfose, começamos todos a fazer o pino, a andar com as mãos e a falar pelos pés.

  • Já só preciso de mudar a cabeça, o tronco, as pernas os braços e o caralho.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A minha relação com as loiras

Às vezes um gajo olha para certas gajas e pede ao amigo do lado que, caso alguma vez se apaixone por uma daquelas, que arranje maneira de fazer fracassar a relação. Nalgumas ocasiões, não podíamos estar mais certos; noutras tantas, há que assumir uma certa dose de exagero.

A verdade é que, dependendo do ambiente e do nível de rebarba, há várias mulheres que, embora não façam parte da lista de convocados, se apresentam como bastante comestíveis. Por exemplo, basta estar calor, haver uma mini-saia, cair-lhe a carteira e ela dobrar-se noventa graus para a apanhar, e os requisitos mínimos são automaticamente atingidos.

A minha relação com a cerveja é igualzinha. Eu não gosto muito de cerveja. Sou capaz de beber de vez em quando, socialmente, mas não passa muito daí. Se tiver mulher, portanto, acho que nunca lhe vou bater (acho!?). Agora, metam-me dois ou três pires de tremoços bem salgadinhos à mistura e é ver-me a despachar minis como se fossem judeus num campo de concentração alemão.

domingo, 11 de julho de 2010

A minha principal preocupação...

...quando vou sair para algum lado em que o convívio é sentado, é avaliar qual o número de cadeiras disponíveis por cada mesa, comparando posteriormente esse valor com o número de indivíduos grupo.

Caso a taxa de ocupação do espaço seja elevada, não me interessa quem faz parte dele.Podem ser crianças, idosos, inválidos ou até mulheres. O facto é que eu vou acelerar o passo e agarrar uma das últimas cadeiras existentes. Não é que precise de ficar sentado; tenho boas pernas. Não gosto é de ter de pedir nada a ninguém, mesmo que se trate de um assento.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Um dia o Mohammed foi ao Lux

..., viu uma tipa sozinha que lhe agradava sobremaneira, e dirigiu-se a ela para lhe bater o corão.

Mulheres de burka

Há algumas que, mesmo tapadas, são umas bombas.

Filhos de pais fundamentalistas islâmicos...

... dão novo sentido à palavra "rebento".

Vantagens de se ser homem-bomba

Poupa-se em endoscopias.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Pretendentes

J.: Olha, a M. tá aqui a falar com uma amiga que era mesmo boa pra ti.

Pedro: Ai é? Atão?

J.: É gira, bem disposta...

(interrompo prontamente)

Pedro: E tem baixa autoestima?

J.: Epá isso não.

Pedro: Epá então assim tenho de me esforçar um bocado mais e fingir que sou uma pessoa que não sou. Mas também a coisa para se dar tem de ser sempre assim, né?

J.: Welcome to the real world.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ainda não me conformei...

...com a eliminação dos Bifana Bifana pelas mãos do Esquadrão Paella. Para mim acabou. Não vejo mais jogo nenhum. Ainda assim, este mundial teve um aspecto interessante: finalmente o Kenny G descobriu um instrumento de sopro em que até ele pode aspirar a ser virtuoso.

Síndrome Youtube

Tenho a noção de que quem mais lê este blog são as mulheres e que, provavelmente, vos vou ofender com a minha generalização. No final damos todos um abracinho e até prometo que não estico as mãos para vos apalpar o rabo (estou a fazer figas).

No geral, os homens têm uma cultura desportiva maior do que as mulheres (nas gerações futuras a diferença irá diminuir, espero). Desde pequenos que o desporto ocupa uma parte bastante maior do seu tempo (DESPORTO, não é ginástica rítmica ou patinagem). Temos maior tendência para correr, saltar, pular e chutar ou arremessar tudo aquilo que tenha um formato mais ou menos esférico (vide a nossa obsessão por boas mamas). Nas aulas de educação física não damos gritinhos nem saltamos para o lado com as mãos a tapar a cara quando nos passam a bola. Não dizemos que temos o período para podermos ir para trás do pavilhão falar de gajos e vernizes. É claro que depois também falhamos noutras coisas, mas isso não está aqui em questão (frase politicamente correcta; foi de propósito).

No entanto, a maior parte das pessoas que vejo a desancar no Cristiano Ronaldo e na selecção, tecendo todo o tipo de considerações estratégicas (?) e técnicas (??) são mulheres. Os homens falam na primeira substituição polémica e já sabiam de antemão que, pelo facto das equipas terem sido muito iguais, a primeira a sofrer um golo teria grandes dificuldades para discutir o resultado. Agora se se cospe ou se não se canta o hino, isso é verniz. Não teve influência no resultado.

É fácil vir dizer que o Cristiano Ronaldo não jogou nada (e isto agora serve para homens e mulheres), e que não fez nada, e que não gosta da selecção, e que o Fábio Coentrão é que é (espero que mantenha o nível no futuro). O problema é que a maior parte das pessoas que diz isso não vê futebol o resto do ano (ou vê e não percebe). Limitam-se a ver os clips de highlights de um jogador no youtube ou na televisão e acham que ele ao longo de um jogo (e de todos os jogos) tem de obrigação de sacar consistentemente noventa minutos daquele bailado futebolístico.

Há vinte e dois jogadores no campo durante esses noventa minutos. Simplificando (imenso), cada um deles tem a bola nos pés durante cerca de quatro. Agora contabilizem todos os momentos mortos e o facto de haver posições com tendência para maior posse de bola que outras. Será fácil para alguém, em jogos absolutamente decisivos, fazer milagres durante esses (bastante) menos de quatro minutos, sendo quase sempre muito bem marcado pelo adversário? É difícil. Não é, seguramente, falta de vontade.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Casamento

É nestas alturas que percebo a sua utilidade. Portugal perdeu, estamos cheios de vinho nas veias e os miúdos foram sair e ainda não chegaram a casa. Em quem é que vamos bater?

Para a próxima, quando passarem pela Sportzone ao domingo com o marido e os filhos, vão-se arrepender de não terem deixado o vosso homem comprar aquele saco de boxe de 70 euros. Gasto supérfluo? O dinheiro tem de chegar até ao fim do mês? De qualquer das formas, se o dinheiro não vai para o saco, vai para as taxas moderadoras.

Hipermetropia

Deve ser lixado; não me passa pela cabeça ter de por os óculos para fazer um minete em condições.

domingo, 27 de junho de 2010

O Segredo de Vitória


Pasme-se; a montra não é de uma loja em Canêdo.

sábado, 26 de junho de 2010

Força Portugal

Parece que não há mais chouriços para encher e ainda só agora acabou a fase de grupos. No canal 1, dão vários minutos de antena a um gajo qualquer a falar de tarot terapêutico (lol!?), sendo a entrevista de Jorge Gabriel conduzida como se a coisa funcionasse mesmo e ele quisesse apenas saber mais pormenores, seguindo-se (coerentemente) a música de Élvio Santiago (agora já não é sobre o orkut, é sobre o hi5). Quem foi a brilhante mente encarregue do alinhamento? Ainda se fosse num qualquer canal de cabo...

Acontecerá isto em todos os países? Será só nos subdesenvolvidos? Somos só nos que somos um povo tão fraquinho e burro que papa esta televisão generalista com todo o gosto?

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Cara de vomitado de feijoada

Quando comecei o "É Inútil Resistir", já achava que a blogosfera estava saturada. Mas pronto; era teimoso e achava que podia contribuir para a alfabetização do país. País de brandos costumes só aprende com valentes apertões nas nalgas, coisa a que me propus fazer por intermédio de palavras.

Eventualmente, vamos querer ser lidos; quantos mais melhor. Infelizmente, não basta mandar umas postas de pescada certeiras. É preciso sermos do sexo feminino, falar de sapatos, malas e sentimentos, ajudando também à festa que se comente frequentemente todo e qualquer blog no topo da hierarquia, de modo a chamar à atenção. Nunca me prestei muito a isso; dá muito trabalho comentar com frequência os blogs dos outros, e se fizesse uma operação de mudança de sexo, Portugal ganhava apenas mais uma lésbica de meter medo.

Ainda assim, houve uma coisa com que sempre sonhei: ser insultado no meu próprio blog. O insulto gratuito de quem fica ofendido por qualquer coisa que seja escrita por nós é a maior prova de qualidade que se pode ter quando se escreve sobre parvoíces. É fácil escrever directamente para o coração das pessoas, mas deixá-las com o pêlo eriçado, a espumar da boca e com as virilhas assadas é uma sensação apenas igualada por um Super Menu Big Tasty com Fanta de laranja.

A criatura em questão, de seu nome Isabel, ao ler o meu blog de ponta a ponta (são horas de vida que ninguém te devolve, filha), desencantou um post de Abril de 2008, acerca do desfile em fato de banho para o concurso Miss Canedo, um dos principais certames de moda da altura (só não sei é onde). Passo a publicar o comentário da Miss Isabel, de modo a ficar mais à vista:

"Eu realmente vi o vídeo, e engraçado, não achei assim tão mal quanto isso. Porquê? Eu sou uma das meninas de quem tanto mal dizes. Engraçado, depois de ser Miss Canedo, Fui eleita, e isto sem concorrer, miss caloira do IPP em 1998. Fui Miss France-Comté(em França). Em contrapartida, acho que tu comcerteza, deves permanecer virgem, sem ter de viver em Canedo. Tomei a liberdade de ler o teu blogue e sinceramente, não encontrei nada digno duma pessoa que se acha esperto. (uso a palavra esperto, porque inteligente é apenas usado para pessoas - esperto é mais apropriado para seres como tu...) Posso não ver a tua cara, que deve ser pior que vomitado de feijoada, mas pela tua cabeça, deve ser mais fácil ter amor e carrinho por um cão do que por ti..."

Realmente, a única forma de não achares que há ali qualquer coisa de errado (e estranhamente belo, ao mesmo tempo), é teres participado no desfile. Sabes que, para se ter beleza, não basta ser-se magro. Convém saber andar ligeiramente melhor do que um servente de pedreiro (não desfazendo; linda profissão). Já agora, pouca roupa não indica sensualidade. Fingir que os panos da louça são bikinis não resulta nos dias de hoje. Parece que foram à tropa e vos roubaram a farda. Antes viessem vestidas de camuflado, bebé. Espero que a moda em Canedo, esse palco mundial do estilo, não tenha ficado parada no tempo. Ao menos o salão da paróquia onde o vosso evento é organizado sempre estava mais bem enfeitado do que as concorrentes.

Por outro lado, parabéns por tudo aquilo que alcançaste como manequim. Realmente, ser eleita sem concorrer não é para qualquer um. Ouvi dizer que também não concorreste ao Achas Que Sabes Dançar mas que mesmo assim foste eleita para a lista de cromos. Eu se fosse a ti emoldurava os diplomas e pendurava no teu local de trabalho, onde fazes baínhas às saias que as senhoras de Canedo pedem para arranjar. Não vale é a pena pendurares o de Miss Franche-Comté, já que não pareces fazer parte da lista de vencedoras (e olha que consultei desde 1974). Mesmo que tivesses ganho, até eu seria capaz do mesmo. Bastava-me depilar os sovacos e aprender a desfilar. Há concorrência mais feroz noutros lados.

De resto, se não encontraste vestígios de inteligência neste blog, deves procurar a resposta dentro de ti mesma (não, não é aí, tira o anelar do cu). É que é complicado uma pessoa reconhecer inteligência quando tem falta dela. Mesmo assim, o teu falhanço não foi total: dizer que a minha cara deve ser pior que vomitado de feijoada foi das coisas mais fofinhas que ouvi nos últimos tempos. Encheste-me o coração de alegria e ternura. És uma mistura de Florbela Espanca e Frida Kahlo das passerelles. Em mau.

Despeço-me com uma certeza: vou emoldurar o teu comentário. Sempre que olhar para ele, vou voltar a ver o vídeo do desfile Miss Canedo 1997, soltar um valente porra, e lembrar-me porque é que Canedo, em 1997, foi eleita a terra oficial da canzana. Sim, porque de frente, nem o Quagmire lá metia a mangueira.


Deixo-vos com o vídeo.


O ketchup é tanto...

... que eu nem vejo o bife e as batatas.

domingo, 20 de junho de 2010

L'Osservatore Romano acerca de Saramago

Não sei quem é Claudio Toscani e, sinceramente, pouco interesse tenho nessa informação. Já o Vaticano, felizmente, cada vez mais sabemos o que é, o que defende, e o que pretende no contexto da sociedade moderna, por mais camuflagem que seja empregue numa tentativa de adequação à modernidade.

Tenho a convicção de que, à medida que a nossa sociedade evoluir, a influência da religião sobre o mundo diminuirá (não só o cristianismo mas todas as outras). Uma pessoa isenta, com vontade de conhecer e bem informada, tem mais probabilidades de possuir suficiente sentido crítico para ver além dos dogmas, da imoralidade, da repressão e controlo que a religião representa.

Saramago, relativamente à religião, limitou-se apenas a dizer "o rei vai nú", ao longo da sua vida. A crença em deuses omnipotentes, omniscientes, omnipresentes, omnibenevolentes, e omni tudo aquilo que acabar em ente, que nos ama a menos que sejamos paneleiros e muitas outras coisas, é tão coerente como as rubricas da Maya numa qualquer revista cor-de-rosa.

Até a Igreja Católica em Portugal soube abordar a morte do escritor de forma elegante, para minha surpresa. O diário do Vaticano, não tendo nada para dizer ao nível daquilo que Saramago merecia, tinha o dever era de ficar caladinho, em vez de publicar a retrospectiva de Claudio Toscani. Teria sido mais inteligente.


Resumo simplificado no Diário de Notícias, para quem tiver preguiça de googlar

Banda Larga

- o mais provavel é não termos tv cabo

- não ligo mt à televisão

- se houver porreiro

- se não houver, tá-se

- eu também nem estou em casa tempo suficiente para ver tv, por isso não vejo necessidade de ter tv cabo

- net é que é bem de primeira necessidade

- tenho muitas coisas que só posso fazer pela net

- é como eu

- nas faculdades hoje em dia é tudo pela net

- ya

- e na casa pia hoje em dia é tudo pelo cú

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Fazes-me um favor sexual?

- Sexual? Epá, claro!

- Vai-me comprar pensos ao supermercado.

- Queres uma resposta sexual?

- Vá, rápido, diz.


- Vai pó caralho.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Os golos são como o ketchup

"Umas vezes, por muito que se tente, não saem, outras surgem todas de seguida."

Esta frase é do Van Nistelrooy, tendo sido a citação utilizada pelo Cristiano Ronaldo na última conferência de imprensa.

Desde essa altura, já ouvi chamar de tudo ao Ronaldo, desde bronco e afins para cima. Ou é porque não sabe falar, ou porque a frase é estúpida, ou isto ou aquilo.

A frase, de estúpida, não tem nada. Quem não perceber o sentido da analogia (embora o ketchup hoje em dia já seja de utilização mais simples), ou tem menos de 6 anos, ou é idiota.

Quanto ao não saber falar, acho até que ele fala muito bem. Uma coisa é ter pouco vocabulário e dar os pontapés ocasionais na gramática (e sabe-se bem porquê). Outra é não saber falar. Queria ver quantos iluminados deste país fora seriam capazes de se exprimir com desenvoltura em público, quanto mais no contexto de um evento destes.

Sinceramente, se eu estivesse no lugar do gajo, tinha pelo menos o dobro ou o triplo da "arrogância" que ele demonstra. Ia aproveitar as oportunidades que ser um dos melhores do mundo me proporciona, e ia cagar bem de alto para qualquer juízo de valor menos profundo que tivessem a menos respeito.

Quantos de nós somos sequer bons nalguma coisa, quanto mais os melhores?

domingo, 13 de junho de 2010

Santos Populares

Eu bem tento ficar perdido de bêbedo e divertir-me, mas apenas consigo ficar perdido. Neste caso, não é meio caminho andado.

sábado, 12 de junho de 2010

Antes do banho

Tenho a sensação de que o meu sovaco direito, às vezes, cheira pior do que o esquerdo*.

*e nunca o contrário.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Momorte aos vuvuzuelanos



Se eu estivesse encarregue da segurança do Mundial de Futebol, qualquer adepto que fosse visto num raio de 1 quilómetro do estádio com um cagalhão de plástico daqueles na mão, era obrigado a enfiar o raio da vuvuzela pelo cú acima e fazer força até sair som pela boca. Tentei ver um bocado do jogo de anteontem contra Moçambique e aguentei no máximo 5 minutos. Ou se tira o som (perdendo metade da piada de um jogo de futebol) ou então leva-se em cima com uma cortina de som infernal. Se esta imbecilidade continua pelo mundial dentro, o consumo de minis em cafés, da minha parte, vai ser reduzidíssimo.

Uma coisa é um gajo em África decidir ser atrasado mental e inventar a vuvuzela. Outra coisa é uma população inteira achar que deve tornar aquela aberração parte da tradição futebolística do país. São tão atrasados mentais como o bardajão que a inventou e as empresas que a comercializam. Desejo, aliás, insolvência patrimonial e financeira a cada uma delas, desde a Galp até ao caralho mais velho do raio que as parta.

Foda-se, que mania que nós temos também em pegar em tudo o que de merdoso se faz no estrangeiro. Até trouxemos um gajo da África do Sul para andar aí em digressão a explicar às pessoas como é que se toca aquilo. Por acaso foi preciso contratar alguém de outro continente para explicar ao Cláudio Ramos como é que se mama numa picha? Será que a coisa não é suficientemente autoexplicativa?

Mal por mal, mais valia pegarmos nas tampas das canetas bic e assobiar com aquilo, ou fazer estalinhos com a tampa do compal. Ninguém lhes chama de instrumentos e não foram gastos recursos a fazê-los com esse propósito.

domingo, 6 de junho de 2010

É curioso que a BP...

... não consiga conter na sua totalidade a maré de crude no Golfo do México. Digo que é curioso porque me faz lembrar a primeira vez que amei uma moça à canzana.

Passou-se o seguinte:

- Ena pá que isto é tão bom. É mesmo como as gajas de sexta à noite do canal Viver Vivir faziam. Porra que isto é capaz de ser o melhor dia da minha vida. AI QUE SE NÃO TENHO MÃO NISTO MAIS UNS SEGUNDOS E COMEÇO A VERTER DA JUNTA.

E foi aí que comecei a pensar em dois camiões cisterna, um da Galp e outro da BP, que se ultrapassavam, andando um a oitenta e oito e outro a noventa quilómetros horários, como é habitual. É um processo meio demorado. Foi remédio santo para combater o excesso de entusiasmo, já que me retirou a cabeça de cima do processo amoroso, enquanto a de baixo continuava em vigorosa basculação, alheia ao supracitado entusiasmo.

E por isso não percebo esta ineficácia da BP em estancar o derrame. Se funciona comigo, devia funcionar com os outros.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Ora o nosso amigo André Villas Boas...

...diz que é mais como o Bobby Robson e menos como o José Mourinho. Tem o nariz grande e gosta de beber vinho.

Que alívio! Da maneira como isto anda, qualquer clube com que o meu Sporting não precise de se preocupar à partida, já é meio caminho andado para voltar a sonhar com um campeonato.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Psicologia Comportamental

A definição da personalidade de um indivíduo é feita, principalmente, ao longo dos primeiros anos de vida. Grande parte dos comportamentos exibidos por um determinado sujeito são adquiridos em função do modo de actuação na primeira ocorrência de cada uma das fases marcantes da vida de uma pessoa.

Imaginemos, no seguimento desta premissa, uma das mais importantes etapas de maturação:

Dois sujeitos independentes, designados de A e B, sentem fome antes de dormir e decidem preparar uma sandes de pão caseiro com sementes de sésamo, barradas com manteiga e adicionando à posteriori duas fatias de fiambre da perna ultra-fino. Finda a confecção e dada a primeira dentada, são acometidos por uma inesperada vontade de cagar. Existirá um conjunto de instruções inconscientes para todos os seres humanos mediante o caso exposto, ou haverá espaço para o exercício da capacidade cognitiva por parte de cada um?

Vejamos:

O Sujeito A, após primeira sensação degustativa por via do palato, tomará a seguinte linha de raciocínio:

Não só faz mal prender o cocó, como pode ser perigoso. Estreei estas cuecas na sexta-feira e hoje ainda é só domingo. Como não estou a pensar transpirar, ainda dão perfeitamente para usar amanhã. Se deixar sair um caganita que seja, vão ter de ir para o lixo. Vamos lá mas é cagar; quando voltar, como vou ter a tripa vazia, ainda vou ter mais fome. Acabo até por ainda comer também uma pecinha de fruta. Assim tipo um pêro ou umas ameixinhas.

Por oposição, o Sujeito B, embora possuindo todos os mecanismos inconscientes de suporte básicos de vida, análogos ao do primeiro, optará pelo seguinte cenário:

Eu se vou cagar agora não como mais e há muitos filhos de pais drogados a passar dificuldades. Ainda estão para inventar um desinfectante que me faça esquecer que, caso decida limpar o cú, as minhas mãos andaram por ali a vadiar muito perto de fezes. E se for diarreia? Assim é que não consigo comer durante o dia todo de amanhã. Só o cheiro tira logo a larica toda. Deixa cá fazer uma forcinha com o esfíncter e dar uns pulinhos que isto já passa. Entretanto como a sandes de empreitada e vou logo para o quarto de banho cagar no fim.

Em termos gerais, para considerarmos que um dos dois comportamentos é prevalente na totalidade da espécie humana, dever-se-á obter uma percentagem de pelo menos 85% do comportamento dominante, independentemente do estrato socio-económico dos inquiridos. A amostragem deverá, portanto, ser representativa. Caso contrário, estamos perante um comportamento que depende apenas do historial educativo dos constituintes da comunidade, podendo até observar-se diferenças que definam o grupo observado. A título de exemplo, finlandeses de classe média poderiam apresentar principalmente um comportamento análogo ao do sujeito A, enquanto que franceses de classe operária se identificariam mais com B.

À parte do estudo ficarão todos os indivíduos bipolares, já que escolherão A ou B consoante tenha chovido ou feito sol, e indivíduos obsessivo-compulsivos, que andarão de trás para a frente, da cozinha ao corredor, até conseguirem finalmente ou sentar-se de consciência semi-tranquila na sanita ou borrar as calças desde o cós às baínhas.

Pela parte que me toca, sou ligeiramente bipolar, com maior tendência para o comportamento B. A minha fobia a merda obriga-me a aguentá-la e comer a sandes toda primeiro antes de cagar, que senão já não consigo e é uma maçada porque se estraga. A única diferença é que não dou pulinhos. Contorço-me um bocado e depois levanto rapidamente ora uma perna, ora outra, até à altura do joelhos, como se estivesse a correr devagarinho sem sair do mesmo sítio.

E vocês?

terça-feira, 1 de junho de 2010

Eurovisão 2010

Sempre achei que a única coisa mais panascona que uma parada gay alemã era o Festival da Eurovisão. Aliás, não é uma mera opinião, é um facto.

Se Portugal quer ter a mais pequena hipótese de ficar bem classificada (ou até ganhar) naquele tipo de concursos, tem de fazer um casting para gajas com ar de puta fina e metê-las a cantar em inglês.

Escolher a Filipa Azevedo e aquela versão específica em português para representar o nosso país foi como ir lá dar pérolas a porcos. A miúda simplesmente canta demasiado bem e demonstrou demasiada classe.

Filipa:

Cresce mais dois aninhos, mete umas mamas iguais às da Fafá de Belém (com a diferença de não haver o risco de roçar os joelhos), carrega no eyeliner, volta lá em 2012 e esforça-te um bocado menos. És capaz de ter mais pontos. A única desvantagem é que eu vou passar menos tempo a rever no youtube. Não sei, escolhe o que preferires.

Tranquem...

... os professores de educação física e os padres à chave, sim? Ao menos só por hoje...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sócrates...

... acabou de dizer que o PS apoiava a candidatura de Manuel Alegre por ele ser progressista. Será que o que queria era dizer que usava lentes progressivas? É que, na falta de outro candidato, parece-me um argumento mais plausível.

domingo, 30 de maio de 2010

O que é que será pior?

Ser punheteiro ou putenheiro?

sábado, 29 de maio de 2010

Como se preenche um vazio destes?

Quando era pequenino, o sentido da minha vida era acordar na manhã de sábado, papar os bonecos todos e saber que na manhã seguinte haveria mais, embora sendo a maratona estragada pelo 70x7 e a eucaristia dominical (era o genérico a começar e eu a dizer "motherfuckers" com voz aguda de menino). Agora que sou adulto (ainda que apenas de corpo), a única coisa que me impedia de espetar um balázio nos cornos durante o tédio da semana era o The Big Bang Theory e o How I Met Your Mother às segundas e o The Office e o Flash Forward na quinta à noite.

  • Relativamente ao TBBT, este foi o último episódio da terceira temporada. Merda.
  • Relativamente ao HIMYM, este foi o último episódio da quinta temporada (temporada de enchimento de chouriços total, by the way).
  • Relativamente ao The Office, este foi o último episódio da sexta temporada.
  • Relativamente ao FlashForward, este foi o último episódio da primeira temporada. Ah, e a segunda foi CANCELADA. Ainda me lembro de ver o segundo flashforward no final do episódio e de achar que "cool, bom final, deixa cá ver quando é que está prevista a segunda temporada" e depois a minha vida começa a desabar.
Já repararam que tudo aquilo que me era querido na vida acabou na mesma semana? Como é que se supera isto? Têm sugestões? Comprimidos? Corto os pulsos? Uma ponte? É que as outras séries todas são muita larilas. Tento o Heroes? O QUE É QUE EU FAÇO, CARALHO?

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Mundial de 2010

Tendo em conta a contagem decrescente para o início do mundial de futebol, achei que era boa altura relembrar o seguinte: o mundo não gira apenas à volta deste desporto. Para onde quer que uma pessoa se vire, só se fala na forma física dos nossos jogadores, das selecções favoritas, que vamos ser campeões, que não vamos ser campeões, que precisávamos de 11 Cristianos, de vuvuzelas e afins. A lista é demasiado extensa.

Acordem! Os portugueses não são bons apenas no futebol. Aliás, somos atletas de topo em muitos outros desportos que, injustamente, não recebem nem metade da atenção que merecem. Poderíamos falar no Chubby Bunny, a título de exemplo.

Se consultarem a Wikipedia, repositório de todo o conhecimento mundial, poderão encontrar este jogo na categoria de "games of physical skill" (e também em marshmallows).

O Chubby Bunny consiste em enfiar o máximo número possível de marshmallows dentro da boca, sem os comer, e sem vomitar. Põe-se um na boca, diz-se "chubby bunny", e repete-se o processo na tentativa de atingir grandes marcas. No fundo é um pouco como o salto à vara ou as competições de comer cachorros.

Temos uma grande atleta desta modalidade no nosso país. Não, não se trata da Telma Monteiro. Chama-se Rita, e o vídeo fala por si. Isto é difícil, exige técnica e é muito bonito. Lembrem-se dela quando Portugal der o pontapé de saída.


terça-feira, 25 de maio de 2010

Como vocês todas me querem foder...

... achava justíssimo que fossem ao blog da Polo Norte e, no segundo rectângulo azul à esquerda, votassem em mim. É que eu sou daqueles gajos tristes que ligam a estas coisas. Ah, e se isso me ajudar a ficar à frente, os rapazes também podem votar. Começo é a andar na rua com o rabo sempre colado às paredes, se suspeitar que foram mais fêmeos do que fêmeas a votar.

Eu até fazia isso sozinho e perdia uma tarde de roda daquilo, mas recebi logo a seguinte mensagem:

This computer has already voted! It is allowed to vote only once for this poll.

É lixado.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Globos de Ouro 2010 - algumas considerações

1º a Daniela está cada vez mais boah.

2º Há pessoas que gostam de ir à praia de manhãzinha apanhar seixos, que depois passam por água doce, de modo a não fazer o cu arder tanto quando os enfiam lá para dentro. Essas pessoas têm em casa uma cópia do cd dos Amália Hoje. Há mais pessoas dessas no país do que aquilo que eu pensava.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Tá muito calor, e tudo.

Vou para a praia. Alguém quer vir? O meu veículo tem lugar para três moças bem depiladas.

Caso contrário, see ya later, biatches.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Senhores do Saúde 24

Queria apenas dar-vos uma achega. Todas as palavras que envolvam cocó são extremamente engraçadas. A própria palavra "cocó" é engraçadíssima. Lá está, envolve cocó. É o que eu digo.

Portanto, quando perguntam "Então e quantas dejecções já efectuou hoje?", não fiquem ofendidos se uma pessoa, mesmo se for o próprio doente, se borrar (verbo que significa o acto de fazer cocó em barda, mas que neste caso indica apenas rir alarvemente) todo a rir. Só se uma pessoa estiver às portas da morte é que nem um sorriso esboça.

Já agora, com o novo acordo ortográfico, "dejecção" perde o primeiro "c" de "cocó", não perde? Até vem a propósito. Sempre que efectuamos uma dejecção, acabamos por perder um pouco de nós.

terça-feira, 11 de maio de 2010

O Benfica e o Sporting...

... acharam que era de bom tom oferecer uma camisola cada um ao Papa Bento XVI. Se Rafael Bordalo Pinheiro fosse vivo, presumo que optasse por lhe oferecer um caralho das Caldas. Adivinhem qual dos objectos faria mais furor no Vaticano...

The Pope Wears Prada

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Para mim, Papa...

...só mesmo a Cerelac. No fundo, é engraçado: um prato de papa Cerelac sabe tanto sobre os mistérios da vida como o vigário que chega amanhã (com demasiado peso para o erário público). Minto, talvez saiba mais, para além de que cada pacote custa menos de três euros.

Não me convidem mais para casamentos.

Não tenho nada contra a vontade que as pessoas têm em dar o nó. Se se fartaram de estar bem, o problema é deles. Até pode ser que façam parte da minoria a quem a coisa corre bem e até são relativamente felizes para sempre. No entanto, se falarmos das imposições da festa em si, aí é que me tiram do sério.

Para começar, a maior parte dos casais espera que todos os convidados lhes ofereçam uma prenda. Tudo bem, está enraizado nos nossos costumes dar presentes às pessoas nas ocasiões mais especiais. O problema é que não se pode dar qualquer coisa. A maior parte das pessoas espera uma prenda boa e cara. Aliás, a maior parte das pessoas, se possível, prefere é que lhes dêem dinheiro. Segundo consta, hoje em dia se se oferecer menos de 100 euros por pessoa (e já estou a atirar por baixo, provavelmente), os noivos já se contorcem todos por dentro.

E porque é que preferem dinheiro? Ai porque precisam, porque dá jeito. Então se dá jeito, não optem por casamentos alarves, caralho. O custo da maior parte dos casamentos é muito maior do que as possibilidades dos casais e respectivas famílias. A esta hora estão as princesinhas (sim, porque os homens estão-se a cagar) a reclamar que "mimimimimimimimi, é o meu dia, o dia mais feliz da minha vida" e que por isso não se olha a despesas. Estamos mal se o dia mais feliz for esse. O "dia mais feliz" tem de ser é depois do casamento e repetido várias vezes, não é durante.

Voltando à história do dinheiro e partindo do princípio de que o casalinho está feliz naquele momento: ora, se há ali alguém que merece um envelope com dinheiro, sou eu, foda-se! Um gajo é encalhado, tá cheio de calor, com o pescoço apertado (usei gravata tempo suficiente para saber que quem a inventou era atrasado mental), perde um dos raros dias da semana em que podia ter dormido até tarde, coçado os tomates, jogado playstation, andado de bicicleta, ido para a praia comer gelado de calções e havaianas, e ainda tem de levar com dois bardajões a esfregar na cara dos outros a sua felicidade e as fodas fantásticas que andam a mandar (por enquanto).

Às vezes olho para pessoal que conheço e que pressinto que seriam capazes de me convidar para os seus casamentos, e dou por mim a desejar que haja merda para que nunca cheguem a casar. Pode ser que ele a apanhe na cama a levar por trás do colega de trabalho e assim eu escuso de perder um dia da minha vida e dígitos na magra conta bancária.

E casamentos de ex-namoradas ou ex-interesses amorosos? Quem me dera ter coragem para, ao mínimo sinal de "era importante para mim que estivesses presente" , conseguisse dizer "só se puder ir de chinelos, se me pagares a gasolina e portagens, e se uma das damas de honor estiver suficientemente desesperada para ir para a cama comigo" ou então um "foda-se, tens uma lata do filha da puta". Mas pronto, acaba por sair um "claro, adorava, fico muito feliz por ti" ou no máximo dos máximos um "desculpa, mas esta situação ainda é muito estranha para mim, preciso de me redescobrir". Para já, o caralho é que fico feliz, e se a situação é estranha, é porque é estranho andar de fato e gravata ao fim de semana.

Admito que nem todos os casamentos sejam assim, mas a maioria é. Por isso, tenham vergonha na cara. Infelizmente, a hipocrisia é a cola da sociedade, e, feito o convite, basta dizer que não me apetece (sincero, directo e não ofensivo) para ficar muito mal visto. E pronto, assim se perpetua uma das convenções estúpidas da nossa sociedade.

domingo, 9 de maio de 2010

Perpendicularidades

Se eu for à missa e disser em conjunto com os presentes "hossana nas alturas", sou normal (lol). Se levantar um bocadinho mais a voz e disser sozinho "Cristo é o salvador!", já sou maluco.

Se após o nascimento do meu primeiro filho eu for dar voltas ao Marquês de Pombal com os quatro piscas ligados e a mão constantemente na buzina, não só sou doido varrido, como ainda sou autuado. Se for a última jornada do campeonato e tiver um cachecol do Benfica ao pescoço, serei cumprimentado efusivamente por todos.

Por razões óbvias às pessoas com o mínimo de pensamento crítico, sou ateu. No entanto, hoje vejo-me obrigado a dar a mão à palmatória: Jesus afinal sabe fazer milagres.

Parabéns, lampiões do caralho ;-)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Houve quem aproveitasse...

... este bocadinho entre a 00:00 e 00:30 para ler até adormecer, adiantar trabalho para amanhã, ou fazer amor com o seu adorado cônjuge.

Eu limitei-me a comer um prato cheio de esparguete à bolonhesa porque achei que comi pouco ao jantar.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Dupla falta

Hoje, de manhã, fui jogar ténis com o meu amigo A. Como só tinha bolas velhas no saco e já não tínhamos muito tempo, decidi entrar numa loja do chinês e comprar uma lata de bolas para desenrascar.

A minha reacção ao entrar na loja foi a mesma de sempre. Foi a quarta vez que entrei num estabelecimento destes na vida e ainda não é desta que consigo fazer outra cara que não a de vergonha. Acho até que deveria constar da Declaração dos Direitos da Criança que todos os pais estão proibidos de trazer os seus filhos para este tipo de superfície comercial, em função de possíveis traumas causados. As pessoas gostam de começar as casas pelo telhado. Insurgem-se contra a antiga prática de levar os filhos homens às putas para perder a virgindade, mas depois quando se trata deste exemplo, já ninguém se lembra de que está a privar as criancinhas de uma educação sã.

Lá encontrámos a secção desportiva com as bolas de ténis, no meio das secções de flores artificiais decorativas e da dos clísteres. Um dia ainda vou perceber o sentido de organização dos chineses. Uma lata de 3 bolas custou dois euros e meio. Uma coisa de luxo, portanto, tendo em conta os preços médios dos restantes artigos.

Quando chegámos ao campo, reparámos que as bolas não saltavam. Ora uma bola de ténis que não salta é como uma picha que não fode. Eu largava as bolas, elas ressaltavam uma vez (atingiam uns 20 centímetros no máximo), e voltavam a cair no chão, inanimadas. Eu tenho aqui acumuladas bolas com anos que saltam o triplo ou quádruplo daqueles novas. Felizmente tínhamos outras, senão não tínhamos jogado.

Fiz o filme todo durante o jogo. Chegava à loja para devolver as bolas, a empregada atendia-me com a simpatia de há bocado (ou seja, nenhuma; acho até que, sem contar com crianças, nunca vi chineses rir), arranjava desculpas para não me dar o dinheiro, e eu pedia logo o livro de reclamações. Ainda por cima havia lá mais uma data de embalagens com bolas, não seladas, e sem gás nenhum. Queria impedir que voltassem a fazer dos tenistas uns pacóvios.

Depois de acabarmos de jogar voltámos a loja. Pus as bolas e o recibo em cima do balcão e disse com voz séria que as bolas não estavam em condições para jogar, já preparado para a porrada verbal, se fosse preciso. Ela olha para mim, pergunta retoricamente (e monocordicamente) se não estavam boas e põe-me as moedas à frente (mais sujas do que aquelas que eu entreguei, se calhar nem são verdadeiras) de forma indiferente (um dos requisitos para se ser empregada de balcão chinesa é estar preparada para uma taxa de reclamações na ordem do 70%) e murmura uma frase qualquer para a colega.

Pensava ela que eu não percebia chinês! Percebo e percebo bem, minha vaca do caralho. O que tu disseste para a outra rapariga foi "olha-me para este atrasado mental todo suado, não tinha bolas para jogar, e agora que já acabou vem cá entregar", seguido de um "xin choy" que quer dizer "filho da puta" (se não é, passa a ser).

E pronto, como é hábito, fui eu que fiquei mal visto. A comunidade chinesa acha que sou caloteiro, e a comunidade portuguesa que me viu entrar DUAS vezes dentro da loja no espaço de UMA hora acha que eu não tenho dinheiro nem para pagar uma embalagem de Sugus.

E depois admira-se uma amiga minha que eu, durante a discussão de um episódio de Flash Forward, tenha ficado incomodado quando ela chamou chinesa à Keiko em três ocasiões diferentes. A Keiko é japonesa, caralho. Não tem nada a ver, tirando os olhos em bico. Quem não sabe distinguir um chinês de um japonês é etnicamente daltónico.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

De novo o programa do passaporte

Tenho continuado a ver o Achas Que Sabes Dançar e, sinceramente, Acho Que Tenho Aprendido Bastante Com O Visionamento Do Programa.

Por exemplo, aprendi que nem todos os bailarinos clássicos masculinos são paneleiros (estranho, não é?), mas que todos os paneleiros clássicos são bailarinos.

No sábado de manhã até ia na rua, e uma rapariga muito magrinha (com os seus 17, 18 anos) atira-se para o chão e começa a ter espasmos violentos. A multidão ficou em reboliço, mas mandei logo dispersar. Não era epilepsia, era apenas dança contemporânea.

domingo, 2 de maio de 2010

Rumo ao título?

Acho que nunca torci pelo Benfica na vida. Não sei se será hoje a primeira vez. Por mim, o Braga ganhava o campeonato. Por outro lado, a possibilidade de ver o Porto a fazer o papel de organizador de eventos, sendo esse evento a conquista do campeonato por outrem nas suas próprias instalações, é uma sensação docinha.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Achas Que Sabes What The Fuck This World Is Doomed?

Lembram-se do Pedro? O gajo que dançava baile e dj, e cuja vocação era ser jogador de bilhar e fazer truques de magia?



Pelos vistos também é cantor.



Mais um bocadinho de baile, que esta merda da arte nunca é demais.



Para os mais esquecidos:



Para terminar, adivinhando que as leitoras do blog (e algum leitor mais maroto), a esta hora, devem ter as cuecas completaemente encharcadas, deixo-vos com mais informações no site da própria vedeta. Não sei é se vão ter muita sorte, mesmo que o adicionem aos vossos facebooks e hi5s. É que, se houver coerência no universo, o Pedro a esta hora a fazer conchinha com a Katyazinha, com a sanfona lá bem entalada.

E pronto, era só isto. Continuo sem perceber porque é que não tenho gaja, eu que até sou moço de boa língua e dedo.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ser-se bem educado...

... não significa necessariamente que se teve uma boa educação.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Genuinamente emocionado.



Este vídeo só prova que o talento não tem limite. O que é mau, visto que o limite deste jovem já passou das marcas há demasiados Cheetos Barbecue atrás. Dizem que é a nova Susan Boyle. Eu limito-me a perguntar:

E ISSO É BOM, CARALHO?

Se fosse uma pessoa normal a cantar aquilo, ninguém ligava. Gente a cantar decentemente há aos pontapés. Agora, se for um gajo qualquer com ar de inadaptado já ficam todos de lágrima ao canto do olho. A população gosta é de freak shows.


PS: É impressão minha, ou ele devia-se ter esforçado por NÃO cantar como a Whitney Houston, se quer ter esperanças de sacar gajas?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Perguntei a uma amiga...

... o que ela queria como presente de aniversário. Ela disse que queria paz. Se houver festa, é melhor eu não aparecer.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Precedentes

Admiro bastante as pessoas disciplinadas. Fala-se demasiado em talento mas, no final do dia, quem atinge os seus objectivos é quase sempre aquele que se consegue manter focado durante mais tempo. Nada substitui o esforço e a dedicação.

Lembro-me de estar na primária e fazer os trabalhos de casa assim que chegava da escola. Nem sequer almoçava primeiro. Não tinha grande método. Ajoelhava-me no chão com os cadernos e a caligrafia acabava por sofrer. No entanto, a repetição do ritual levava sempre a zero erros, contas certas e caminhos de ferro todos decorados. Tinha poucos amigos, portanto.

A minha mãe, lá para a terceira ou quarta classe, lembrou-se de me perguntar porque é que eu não almoçava e brincava um bocadinho antes de fazer os deveres. Eu não ligava, mas como a pergunta persistia, lá comecei a fazer os trabalhos de casa cada vez mais tarde, ao ponto de ser hora de ir para a ginástica e ainda ter as folhas todas em branco.

O problema foi abrir um precedente. Eu nem me incomodava em despachar logo aquela porcaria, ainda que os deveres em si tivessem maior utilidade para a porção de alunos de raciocínio limitado da escola do que para mim e para os meus dois amigos inteligentes (numa turma de quase trinta, procedam à medição da popularidade). Seja como for, não devia ter parado para jogar meia hora de Space Invaders antes de escrever a composição sobre os mamíferos. Serei sempre daquelas pessoas que ou faz tudo de forma nazi, ou então, ao dar um bocadinho de espaço para outras coisas, deixa ir tudo por água abaixo.

Isto remete-nos para a noite de ontem. Estava a jogar um jogo qualquer no portátil e deu-me uma súbita mas não incontrolável vontade de cagar. Apesar da sensação causada ser tolerável, adjectivação motivada pelo prazer proporcionado pelo jogo, aquele cagalhão castanho estava mesmo a avisar que ia ser complicado de ser expulso pelo serviço de estrangeiros e fronteiras. Assim que me sentasse na retrete, iria passar lá umas férias agradáveis.

A bateria estava cheia. O rato nem sequer era preciso. Olhei para o portátil. Olhei para a casa de banho.

- Mas que mal é que faz? Logo agora que o jogo estava tão agradável... Levo o computador só um bocadinho e até o posso pousar em cima do cesto da roupa. Faço cocó, jogo mais um bocadinho e vou-me embora. É só desta vez! Tu até vais trocar de pc em breve! Fazes e puxas logo o autoclismo!


De repente aparece um clarão e começo a ouvir uma voz. Era tal e qual a aparição de Nossa Senhora de Fátima aos pastorinhos, com a única diferença de que a minha era real. Não era uma gaja vestida de branco, era eu só que com ar jeitoso e uma auréola na cabeça.

- Não podes! É errado! Não tens um pressentimento de que estás a arruinar a tua vida? Lembras-te de quando começaste a levar revistas para o cagatório? Andaste meses para conseguir perder esse vício! Mais tarde, de cada vez que pegavas na Visão, começavas logo a sentir os movimentos peristálticos, mesmo que tivesses acabado de cagar há dez minutos. Ah, e já agora tenho três segredos para ti. Dois deles revelo-te agora; o terceiro digo-te da próxima vez que conseguires comer uma gaja à canzana estando ela sóbria. Pronto... Se estiver quase a entrar em coma alcóolico também conta. Força, miúdo!

Nunca fui um gajo muito religioso, mas aqueles ensinamentos, para variar, faziam perfeito sentido. Por mais que eu dissesse que era só daquela vez, no fundo sabia que dali até começar a tratar da burocracia do trabalho sentado na sanita, ia um passo assustadoramente pequeno. Se a primeira fantasia de qualquer homem é fazer amor com duas mulheres ao mesmo tempo (e por fazer amor, entenda-se partir-lhes a bilha em cacos mil), a segunda é tratar a casa de banho como se fosse um escritório em miniatura.

Lembro-me agora que, já há uns anos, numa altura em que me decidi tirar o telemóvel do bolso para brincar um bocadinho enquanto o cocó se decidia a meter a cabeça de fora, a repercussão não foi das melhores. Passei a sair de lá quase sempre com menos dois traços. Agora aprendi a lição. Disse sim a evacuar e não à computação.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Comichão.

Sou um gajo materialista, e com uma certa dose de orgulho. Não interessa se se trata de um relógio, uma camisa, um carro, uma guitarra, uma consola ou uma mulher. Gosto de ter coisas porreiras, pronto. Atribuo tanto prazer a comer um bitoque numa esplanada à beira-mar como ao ritual de ver um objecto qualquer numa loja, andar a namorá-lo à distância por uns tempos e eventualmente trazê-lo para casa. Se for preciso, até compro qualquer coisa na loja, para ajudar a quebrar o gelo.

Só não gosto lá muito é quando toda a gente gosta das mesmas coisas que eu. Nem é tanto por uma questão de egoísmo, de querer ser o único a ter uma Playstation 3. Aliás, quantos mais melhor. É mais aquela sensação de estar na secção de jazz na Fnac, à procura do último disco de Pat Metheny, e de repente aparecer um gajo de bigode, crocs e camisola branca de alças, com manchas de molho do Big Mac que comeu ao almoço, à procura do mesmo álbum que eu. Pior, ele vira-se para mim e pergunta se eu sei se o Richard Bona ainda faz parte da banda, e confessa-me ser um dos seus músicos preferidos. Depois de lhe ter tirado a pinta, o meu cérebro não é capaz de decifrar a verborreia que me é dirigida por aquele primata e, invariavelmente, apenas me pode sair da boca um "amigo, O Melhor de Roberto Carlos é capaz de estar ali ao lado, na secção de música brasileira". Como é que acham que uma pessoa se sente quando um indivíduo daquela índole gosta das mesmas coisas que nós? Seria normal se estivéssemos a falar de futebol (afinal de conta somos ambos homens), mas de música, por exemplo, não tanto.

Dantes era doido por telemóveis, e depois percebi que a vida custava a ganhar, tendo refreado um pouco essa paixão. No entanto, dei de caras com um modelo cujas funcionalidades eram mesmo aquelas que eu procurava, podendo remeter aquele com que ando para um cartão secundário. O problema é que o telemóvel é touchscreen. Vão-me dizer "ai touchscreen é tão giro", especialmente as gajas, que se tornaram recentemente grandes adeptas deste tipo de aparelhos, ainda que nem sempre tenham a noção de que não é coisa recente. Mas agora há telemóveis destes que custam menos de 150 euros e qualquer um é livre de entrar numa loja e comprar. Para qualquer lado que olhe, só vejo gente a coçar sabonetes iluminados com a ponta do dedo, de modo a manter permanente ligação com o mundo. Que mania de democratizarem a tecnologia, pá.

Os telemóveis com touchscreen são os novos Audi A3*. Podem ainda parecer coisas relativamente sofisticadas e com classe, mas a pica perdeu-se a partir do momento em que é fácil constatar que qualquer labrego compra um barato se lhe apetecer. E isso sim, faz-me comichão. Vou estar a usá-lo em público, por conveniência, e vai passar um monhé qualquer ao meu lado e pensar:

- Olha aquele cromo, a tentar mostrar que tem estatuto. Deve ser um daqueles modelos dos pobres, e se for preciso ainda o comprou com pontos.

A única vantagem é a de que posso passar com ele ao pé de ciganos e não corro o risco de ser roubado. Não só têm todos um, como já andam à procura da "the next big thing" para fanar.


*Aviso aos mais distraídos: possuir um Audi A3 deixou de ser fixe em 2002, quando o pessoal com o 9º ano incompleto os começou a importar usados da Alemanha.



segunda-feira, 29 de março de 2010

Eu preciso disto.



Depois de ver isto, olhei para baixo e reparei que tinha nascido uma protuberância nos boxers. Olá, velho amigo.

domingo, 21 de março de 2010

Nunca digas "nunca digas nunca".

Ao contrário do que se passou com a bíblia, para um acontecimento ser relatado com exactidão, convém que o processo seja levado a cabo por testemunhas fidedignas (ou seja, eu, por exemplo) e, de preferência, tendo todos os pormenores referentes ao desenrolar da coisa ainda bem frescos na memória. Caso contrário, trata-se apenas de historietas e não de História.

Antes de contar a minha versão dos factos, ou seja, a verdade absoluta, é importante deixar um reparo, que poderá ser útil para demasiadas pessoas, infelizmente. Se vão estar vestidos à filhos de uma relação entre um beto e um intelectual, enquanto bebem um copo de vinho tinto, ao menos aprendam a agarrar o copo pelo pé. Já agora, peçam um copo que seja mesmo para esse tipo de vinho. Eu nem gosto de vinho, mas acho que se as pessoas querem mostrar que gostam de esconder coisas no rabo, ao menos que o façam como deve ser. De resto, não percebo de onde vem esta nova moda de beber vinho tinto enquanto se usam óculos de massa e barba mal aparada. Digam-me só é se isso ajuda realmente a sacar gajas, e aí pode ser que eu vos mostre como é que se faz para se parecer ridículo.

Em relação à noite de sábado (ou madrugada de domingo, se quiser ser um pouco mais preciso), tenho demasiadas palavras para a descrever, e todas elas más. Para já, a expressão "nunca digas nunca" é daquelas, a par de "carpe diem", que só é dita por pessoas que começaram a desenvolver o seu pensamento filosófico depois dos 26. Digam nunca, foda-se. Se sabem que se vão meter numa coisa merdosa, não vale a pena dar o benefício da dúvida a quem vos tenta convencer. Pressão social is a bitch.

Mas pronto. Depois das jolas lá fui empurrado, a contragosto, para uma discoteca reputada na região (sendo que a reputação ainda agrava mais a minha apreciação da juventude portuguesa), sob o pretexto de que hoje ia ser divertido, ia ser noite de rock, íamos estar todos juntos, e que seria épico. Ora, se eu não punha lá os pés desde os tempos da faculdade, por alguma razão era. Note to self: aprender a dizer não e nunca. Sempre disse que nunca mais lá voltaria e violei o meu princípio.

O aspecto positivo de se ir a uma discoteca é o seguinte: pode-se arrotar alarvemente e nunca ninguém saberá quem foi o autor de tamanha obra de arte. O aspecto negativo é pedir martini e darem-me apenas um copo alto, embora devesse estar subentendido que qualquer pessoa, eu incluído, precisa de uma garrafa inteira para ter condições de sentir empatia por qualquer ser vivo que entre de livre e espontânea vontade num espaço daqueles. Seja como for, por aquele preço preço, deveria ser obrigatório, no mínimo, que as gajas a quem pagam para verter as garrafas (rocket science) esfregassem as mamas no copo antes de eu o levar à boca.

Quanto à noite de rock propriamente dita, deixem-me só rebolar no chão a rir e já tento acabar o post. Os DJs estão para os músicos como os ciganos estão para as etnias. Na eventualidade de ser necessário eliminar alguém dentro de uma das categorias, seria sempre por eles que se começaria a fazer o trabalho de recuperação da classe. Só não tenho medo de sofrer represálias ao pintalgar a minha veia humorística com este tipo de frases porque sei que tanto uns como outros são indivíduos que não são muito dados à leitura. Mas também, como é que se pode gostar de ler, se nunca se aprendeu?

Um DJ não tem legitimidade para passar rock, quanto mais uma meia dúzia deles. Se querem fazer uma noite rock, arranjem uma banda de jeito, com instrumentos a sério, e que saibam o que estão a fazer. Não percebo como é que uma multidão de gente pode fazer aquele sinalzinho de reverência aos DJs, similar à continência entre oficiais das SS, quando não está ninguém a tocar coisíssima nenhuma. Minto, a voz é um instrumento, e gritar ao microfone "Como é que é, pessoal?!" é, de certa forma, um exercício vocal.

Eventualmente, se a intenção for fazer uma noite com música um bocadito mais pesada, ao contrário do habitual numa discoteca, não vamos querer passar The Cure e o "Boys Don't Cry". Seria um tema incontornável se tivéssemos entre 20 e 30 anos, óculos de massa e um copo de vinho tinto na mão, isso sim. Ainda por cima parece que são preciso quatro gajos em cima do palco para carregar no botão de play e baixar os faders durante os refrões para ver se a multidão os canta entusiasticamente. Ainda assim, se querem reacção do público, o melhor é mesmo deixarmo-nos por uma setlist similar, já que o pessoal que vai a estas festas apenas conhece as músicas que continuam a passar na rádio e a vencer por repetição já desde há vários anos. Se passarem a "Here comes your man", o povinho todo irá achar que a noite estará a ser óptima, ainda que não conheçam nem os Pixies nem mais nenhuma das outras músicas deles. Ah, e continua a não ter lugar numa noite dita de rock a sério.

Há pouco utilizei a palavra povinho com o significado de percentagem iletrada da população de um país. Portanto, e como a noite também tinha prometido ser eclética, se abanar a cabeça ao som de "Nookie" dos Limp Bizkit não é um dos possíveis sinónimos de povinho, então não sei o que será. Para além disso, volume exagerado e música pesada não são necessariamente a mesma coisa. Mas lá está, aquilo é gente que o único instrumento que tocou na vida foi a gaita que mora entre os seus membros inferiores, portanto não se espera que saibam fazer a distinção. Quem está mal muda-se, e então lá fui pôr os ouvidos de molho para a outra pista, que ao menos com aquelas batidas repetitivas e gajas com bons cus e mamas a dançar em cima do balcão a minha indignação será totalmente diferente. Ao menos havia sofás. Pelo caminho encontrei uma amiga minha. Cumprimentámo-nos, ela disse qualquer coisa, eu não percebi e disse-lhe apenas ao ouvido "não percebi nada do que disseste, mas tá-se bem que eu vou lá fora". Tenho muito jeito para fingir que estou a perceber o que as pessoas me estão a dizer, ao mesmo tempo que digo o tipo de perguntas retóricas que se conseguem encaixar em qualquer tipo de conversação sem parecerem deslocadas. Durante a semana de trabalho lido com pessoas de outras nacionalidades que não a portuguesa, mas no fim de semana não me apetece muito ser actor, que dá trabalho, e isto era um momento de lazer.

Nos sofás estavam pessoas com semblantes tão interessados como o meu, o que contribuiu para que me sentisse como peixe dentro de um aquário minúsculo. Porém, apesar de eu gostar tanto de batidas repetitivas como o meu cão (já agora perguntem-me se tenho cão), a partir do momento em que começam a passar Ivete Sangalo (ou seria Daniela Mercury? é que há tanta cantora brasileira bimba que um gajo perde-se) os meus sentimentos começam a ficar um pouco confusos. Fico ali ou vou assistir a gajos que não fazem puta de ideia do que é rock fingirem que são sujeitos fixes só porque têm uma orelha enfiada nos phones?

Enfim, lá fui mudar de poiso. Para todos os efeitos, a gaja gira que eu estava a galar tinha semelhanças com o meu pai, no que diz respeito à altura em que a cintura das calças assenta no corpo. Sim, davam-lhe quase vergonhosamente pelas axilas. Deal breaker.

Que fique notado que passar Rage Against The Machine, e ainda para mais aquela música, é desonestidade intelectual. É claro que ao passar apenas músicas que toda a gente, mesmo que não queira, conhece, alguma há-de ser melhorzita e coadunar-se com os parâmetros de peso e ecletismo anunciados. Engraçado é, também, ver uma multidão a cantar a frase "Fuck you, I won't do what you tell me", como se sentissem que representam a juventude inconformista deste país. A música até pode ter sido feita nesse sentido, mas umas centenas de ovelhas enfiadas num sítio daquele género não passam a ter sentido crítico só porque sabem uma parte estratégica da música (e como se o resto fosse complicado de decorar).

Choraminguices à parte, acho que, para sermos pessoas mais completas, temos também de saber apreciar o lado positivo das coisas. Esta noite também o teve. Foi aquela parte em que finalmente conseguimos pagar, sair cá para fora, respirar ar puro e ver a transição que antecede os primeiros clarões da manhã. A julgar pela cara das pessoas, não era eu o único aflito para sair dali. Simplesmente, grande parte deles voltará para a semana e eu não, pelo menos enquanto me lembrar do verdadeiro sentido da palavra nunca.

PS: 4 mamas (pelo menos que conseguisse identificar como deve ser, já que dentro de uma lata, eventualmente, acabaremos por nos roçar em muita coisa).