quinta-feira, 10 de junho de 2010

Momorte aos vuvuzuelanos



Se eu estivesse encarregue da segurança do Mundial de Futebol, qualquer adepto que fosse visto num raio de 1 quilómetro do estádio com um cagalhão de plástico daqueles na mão, era obrigado a enfiar o raio da vuvuzela pelo cú acima e fazer força até sair som pela boca. Tentei ver um bocado do jogo de anteontem contra Moçambique e aguentei no máximo 5 minutos. Ou se tira o som (perdendo metade da piada de um jogo de futebol) ou então leva-se em cima com uma cortina de som infernal. Se esta imbecilidade continua pelo mundial dentro, o consumo de minis em cafés, da minha parte, vai ser reduzidíssimo.

Uma coisa é um gajo em África decidir ser atrasado mental e inventar a vuvuzela. Outra coisa é uma população inteira achar que deve tornar aquela aberração parte da tradição futebolística do país. São tão atrasados mentais como o bardajão que a inventou e as empresas que a comercializam. Desejo, aliás, insolvência patrimonial e financeira a cada uma delas, desde a Galp até ao caralho mais velho do raio que as parta.

Foda-se, que mania que nós temos também em pegar em tudo o que de merdoso se faz no estrangeiro. Até trouxemos um gajo da África do Sul para andar aí em digressão a explicar às pessoas como é que se toca aquilo. Por acaso foi preciso contratar alguém de outro continente para explicar ao Cláudio Ramos como é que se mama numa picha? Será que a coisa não é suficientemente autoexplicativa?

Mal por mal, mais valia pegarmos nas tampas das canetas bic e assobiar com aquilo, ou fazer estalinhos com a tampa do compal. Ninguém lhes chama de instrumentos e não foram gastos recursos a fazê-los com esse propósito.

6 comentários:

S* disse...

Essa do Claúdio Ramos foi muito má. Bad bad boy.

Rita disse...

isso é tudo preocupação com o meio ambiente? Muito bem! é sempre importante a reutilização de recursos! E certamente fazem muito menos barulho do que as benditas vuvuzelas.

Abaixo as vuvuzelas! Vamos investir em tampas bibic!

bem esgalhada ;)

Daniel Monferrato disse...

Que post tão bonitinho!

Achei especial piada ao termo "Cagalhão de plástico"! detesto-as a ponto, de também já ter feito um post sobre a temática lá no blog.

Foi a primeira vez aqui. Gostei e hei-de voltar!

Corset disse...

Disseram-me que a vuvuzela faz parte da tradição histórica do país. claramente não devia ser feita de plástico, mas sim d'outro material. Enfim, trata-se de cultura. De qualquer das formas acho uma péssima ideia terem adoptado o objecto para o mundial. Acho que pela 1ª vez na vida não vou conseguir ver o Mundial. É demasiado mau, é demasiado barulho. (E eu sou uma esquisita)

Lucio disse...

temos de respeitar a diversidade cultural de quem organiza o evento.
Nota-se neste "post" um insensibilidade infantil para o avanço do conhecimento dos nossos dias. Espera-se que o autor se redima do impulso negativo que o tomou na altura em que escreveu a mensagem.
LF

Zane disse...

"Mal por mal, mais valia pegarmos nas tampas das canetas bic e assobiar com aquilo, ou fazer estalinhos com a tampa do compal. Ninguém lhes chama de instrumentos e não foram gastos recursos a fazê-los com esse propósito"

Eu ri muito. Você tem razão. Pagar ao preto para ensinar a tocar aquilo? Sem contar que os jogadores não se conseguem concentrar...
Ai, ai.

O que fazer...