quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

C_S_MENTO

Os meus pais fazem hoje anos de casados. Não me perguntem em que período do Mesozóico é que casaram; só sei que foi há colhões de anos. Não sei se existe a boda de colhões, e até é capaz de nem ser a melhor designação para eles. É que ela vai desde o segundo ano de casamento até às bodas de prata (altura a partir da qual basicamente toda a gente se tá a cagar, aceitando o facto de não conseguirem arranjar ninguém 15 anos mais novo), sendo que eles já devem ir caminhando para as de ouro. Imaginem que eu era casado e ia a passear na rua com a minha adorada esposa. Se encontrássemos um amigo que eu não via há anos e ele me perguntasse há quanto tempo estavamos casados, eu não quereria responder "há demasiados, meu caro amigo" ou "deixei de contar quando deixámos de pinar". Ia ofender os sentimentos da gaja, e a vida conjugal na próxima semana tornar-se-ia um inferno maior do que o normal, pelo menos até a levar a um restaurante de 50 euros por pessoa (no mínimo) e um filme panilas qualquer a seguir. Portanto, colhões é uma expressão bem menos fracturante, aumentando as probabilidades de manutenção do bem estar no lar, no caso de sermos submetidos a questões dessa índole.

Voltando ao que interessa, esta coisa dos meus pais só comprova a lentidão da justiça portuguesa. Gago Coutinho e Sacadura Cabral ainda não tinham acabado de encher os depósitos naquele dia em que lhes apeteceu ir ao Brasil comer picanha (finórios), e aqueles dois já estavam casados. No entanto, não houve nenhum juiz capaz de lhes atribuir a condicional, nem mesmo após tantos anos de bom comportamento. Os gays é que tinham tudo e quiseram voar demasiado perto do sol. Agora que a sociedade começa a ser menos preconceituosa com eles, decidem que também querem casar, acabando por dar um tiro no pé. A impossibilidade de casar era a última desculpa para fugirem a uma castrante e prolongada relação monogâmica (aparentemente, pelo menos). Há uns tempos, a Raquel diria à Josefina que a amava, conseguindo levá-la para a cama repetidas vezes até se fartar. Nada mais era preciso. "Que pena termos dois pipis". Agora, se quiser manter a frequência semanal de roçanso, vai-se ver obrigada pela púdica da Josefina a dar o nó (que é claramente um nó, mas no pescoço). Quando se fartar dela e quiser ir afagar o jardim a outras moças, o sociedade será duplamente dura com ela. "Raisparta as sapatonas. Queriam tanto casar e agora é esta pouca vergonha. O meu único consolo é que Deus é infinitamente justo e castiga."

Os meus pais, para comemorar a data, foram a Fátima, como sempre fazem. Não sei se é por serem pessoas religiosas ou se os moteís de lá figuram entre os melhores do país. Eu, no caso deles, nunca conseguiria comemorar. Seria mais desanuviar, sendo que, para esse efeito, também iria à Fátima, desde que o nome da minha mulher fosse outro qualquer.

De resto, como não posso fazer mais do que isso neste dia, comprei um presente. Não é para eles, é para mim. A única diferença face à da imagem (sou demasiado preguiçoso para ir tirar uma foto à t-shirt a sério e passar para o computador) é que escolhi bonecos pretos sobre fundo branco, para dar um ar mais casto.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Acabo com o blog ou deixo de ver televisão?

Tenho andado um bocado desorientado desde domingo. Pensava que era forte, que aquilo não era nada, e que ia superar facilmente. Mas não se fecha assim de um dia para o outro uma ferida destas no nosso coração.

Já quando a Mariline saiu, morreu um bocado de mim (morreu se calhar é exagero, foi mais uma espécie de flacidez que se instalou num daqueles orgãos do corpo que eu considero vitais). Que miúda tão boa. Boa e dava baile a grande parte dos que ainda lá ficaram. O problema é que andavam (e andam) todos demasiado apaixonados pelo Filipe para pensar noutra coisa.

Agora, a Carolina? A CAROLINA? Uma das mulheres que mais amei na vida (amar à minha maneira, que eu não sou como esses ursos que têm sentimentos)?! Eu quando vi que o Laurent estava a sorrir demasiado, já sabia que ia dar merda. Aquele gajo sempre que tem uma critica a fazer, abrem-se os cantos da boca desde uma ponta da orelha à outra. Ele devia ser contratado pelos serviços de oncologia para dar a notícia aos doentes quando se encontram em fase terminal. Mesmo assim, ainda pensei que ele fosse exercer o direito do júri e salvar a Carolina. Mas não, começou a sorrir e depois saiu qualquer coisa do género "tu és fantástica, mas agora vais apanhar na peida e não nos chateias mais, sim?".

O meu coraçãozinho não tem força para aguentar desgostos destes. Acho que depois da minha Carolina, a única má notícia que ainda me podem dar, é que a Ana Rita não vai voltar a ser escolhida para decoradora no Querido Mudei a Casa.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A sorte dela foi o gajo ser meio surdo

Executivo da Playboy: Menina Ruth Marlene, estamos preparados para lhe oferecer a módica quantia de oit...

Ruth Marlene: OITO EUROS? Tanto?! Aceito!!! Chupa no dedo, Ana Malhoa!

Executivo da Playboy: ...ocentos euros. Queira compreender que, devido à fraca qualidade desta revista, não podemos oferecer mais. De qualquer modo, se pudéssemos, andaríamos era atrás da Marta Leite Castro e da Dânia Neto.

Ruth Marlene: ... (sorrindo)


PS1: Suspeito que até a Mamalhoa recebeu mais (vá-se lá saber porquê; há algumas putas ao pé do Técnico bem mais baratas e boas que fariam o mesmo trabalho de forma mais competente).

PS2: Tadinha da Ruth, a miúda tem aquele ar de tontinha mas é bastante fodestível.

PS3: Igual à PS1 e PS2, mas com muito melhores gráficos, wi-fi e disco rígido.