terça-feira, 27 de abril de 2010

Achas Que Sabes What The Fuck This World Is Doomed?

Lembram-se do Pedro? O gajo que dançava baile e dj, e cuja vocação era ser jogador de bilhar e fazer truques de magia?



Pelos vistos também é cantor.



Mais um bocadinho de baile, que esta merda da arte nunca é demais.



Para os mais esquecidos:



Para terminar, adivinhando que as leitoras do blog (e algum leitor mais maroto), a esta hora, devem ter as cuecas completaemente encharcadas, deixo-vos com mais informações no site da própria vedeta. Não sei é se vão ter muita sorte, mesmo que o adicionem aos vossos facebooks e hi5s. É que, se houver coerência no universo, o Pedro a esta hora a fazer conchinha com a Katyazinha, com a sanfona lá bem entalada.

E pronto, era só isto. Continuo sem perceber porque é que não tenho gaja, eu que até sou moço de boa língua e dedo.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ser-se bem educado...

... não significa necessariamente que se teve uma boa educação.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Genuinamente emocionado.



Este vídeo só prova que o talento não tem limite. O que é mau, visto que o limite deste jovem já passou das marcas há demasiados Cheetos Barbecue atrás. Dizem que é a nova Susan Boyle. Eu limito-me a perguntar:

E ISSO É BOM, CARALHO?

Se fosse uma pessoa normal a cantar aquilo, ninguém ligava. Gente a cantar decentemente há aos pontapés. Agora, se for um gajo qualquer com ar de inadaptado já ficam todos de lágrima ao canto do olho. A população gosta é de freak shows.


PS: É impressão minha, ou ele devia-se ter esforçado por NÃO cantar como a Whitney Houston, se quer ter esperanças de sacar gajas?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Perguntei a uma amiga...

... o que ela queria como presente de aniversário. Ela disse que queria paz. Se houver festa, é melhor eu não aparecer.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Precedentes

Admiro bastante as pessoas disciplinadas. Fala-se demasiado em talento mas, no final do dia, quem atinge os seus objectivos é quase sempre aquele que se consegue manter focado durante mais tempo. Nada substitui o esforço e a dedicação.

Lembro-me de estar na primária e fazer os trabalhos de casa assim que chegava da escola. Nem sequer almoçava primeiro. Não tinha grande método. Ajoelhava-me no chão com os cadernos e a caligrafia acabava por sofrer. No entanto, a repetição do ritual levava sempre a zero erros, contas certas e caminhos de ferro todos decorados. Tinha poucos amigos, portanto.

A minha mãe, lá para a terceira ou quarta classe, lembrou-se de me perguntar porque é que eu não almoçava e brincava um bocadinho antes de fazer os deveres. Eu não ligava, mas como a pergunta persistia, lá comecei a fazer os trabalhos de casa cada vez mais tarde, ao ponto de ser hora de ir para a ginástica e ainda ter as folhas todas em branco.

O problema foi abrir um precedente. Eu nem me incomodava em despachar logo aquela porcaria, ainda que os deveres em si tivessem maior utilidade para a porção de alunos de raciocínio limitado da escola do que para mim e para os meus dois amigos inteligentes (numa turma de quase trinta, procedam à medição da popularidade). Seja como for, não devia ter parado para jogar meia hora de Space Invaders antes de escrever a composição sobre os mamíferos. Serei sempre daquelas pessoas que ou faz tudo de forma nazi, ou então, ao dar um bocadinho de espaço para outras coisas, deixa ir tudo por água abaixo.

Isto remete-nos para a noite de ontem. Estava a jogar um jogo qualquer no portátil e deu-me uma súbita mas não incontrolável vontade de cagar. Apesar da sensação causada ser tolerável, adjectivação motivada pelo prazer proporcionado pelo jogo, aquele cagalhão castanho estava mesmo a avisar que ia ser complicado de ser expulso pelo serviço de estrangeiros e fronteiras. Assim que me sentasse na retrete, iria passar lá umas férias agradáveis.

A bateria estava cheia. O rato nem sequer era preciso. Olhei para o portátil. Olhei para a casa de banho.

- Mas que mal é que faz? Logo agora que o jogo estava tão agradável... Levo o computador só um bocadinho e até o posso pousar em cima do cesto da roupa. Faço cocó, jogo mais um bocadinho e vou-me embora. É só desta vez! Tu até vais trocar de pc em breve! Fazes e puxas logo o autoclismo!


De repente aparece um clarão e começo a ouvir uma voz. Era tal e qual a aparição de Nossa Senhora de Fátima aos pastorinhos, com a única diferença de que a minha era real. Não era uma gaja vestida de branco, era eu só que com ar jeitoso e uma auréola na cabeça.

- Não podes! É errado! Não tens um pressentimento de que estás a arruinar a tua vida? Lembras-te de quando começaste a levar revistas para o cagatório? Andaste meses para conseguir perder esse vício! Mais tarde, de cada vez que pegavas na Visão, começavas logo a sentir os movimentos peristálticos, mesmo que tivesses acabado de cagar há dez minutos. Ah, e já agora tenho três segredos para ti. Dois deles revelo-te agora; o terceiro digo-te da próxima vez que conseguires comer uma gaja à canzana estando ela sóbria. Pronto... Se estiver quase a entrar em coma alcóolico também conta. Força, miúdo!

Nunca fui um gajo muito religioso, mas aqueles ensinamentos, para variar, faziam perfeito sentido. Por mais que eu dissesse que era só daquela vez, no fundo sabia que dali até começar a tratar da burocracia do trabalho sentado na sanita, ia um passo assustadoramente pequeno. Se a primeira fantasia de qualquer homem é fazer amor com duas mulheres ao mesmo tempo (e por fazer amor, entenda-se partir-lhes a bilha em cacos mil), a segunda é tratar a casa de banho como se fosse um escritório em miniatura.

Lembro-me agora que, já há uns anos, numa altura em que me decidi tirar o telemóvel do bolso para brincar um bocadinho enquanto o cocó se decidia a meter a cabeça de fora, a repercussão não foi das melhores. Passei a sair de lá quase sempre com menos dois traços. Agora aprendi a lição. Disse sim a evacuar e não à computação.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Comichão.

Sou um gajo materialista, e com uma certa dose de orgulho. Não interessa se se trata de um relógio, uma camisa, um carro, uma guitarra, uma consola ou uma mulher. Gosto de ter coisas porreiras, pronto. Atribuo tanto prazer a comer um bitoque numa esplanada à beira-mar como ao ritual de ver um objecto qualquer numa loja, andar a namorá-lo à distância por uns tempos e eventualmente trazê-lo para casa. Se for preciso, até compro qualquer coisa na loja, para ajudar a quebrar o gelo.

Só não gosto lá muito é quando toda a gente gosta das mesmas coisas que eu. Nem é tanto por uma questão de egoísmo, de querer ser o único a ter uma Playstation 3. Aliás, quantos mais melhor. É mais aquela sensação de estar na secção de jazz na Fnac, à procura do último disco de Pat Metheny, e de repente aparecer um gajo de bigode, crocs e camisola branca de alças, com manchas de molho do Big Mac que comeu ao almoço, à procura do mesmo álbum que eu. Pior, ele vira-se para mim e pergunta se eu sei se o Richard Bona ainda faz parte da banda, e confessa-me ser um dos seus músicos preferidos. Depois de lhe ter tirado a pinta, o meu cérebro não é capaz de decifrar a verborreia que me é dirigida por aquele primata e, invariavelmente, apenas me pode sair da boca um "amigo, O Melhor de Roberto Carlos é capaz de estar ali ao lado, na secção de música brasileira". Como é que acham que uma pessoa se sente quando um indivíduo daquela índole gosta das mesmas coisas que nós? Seria normal se estivéssemos a falar de futebol (afinal de conta somos ambos homens), mas de música, por exemplo, não tanto.

Dantes era doido por telemóveis, e depois percebi que a vida custava a ganhar, tendo refreado um pouco essa paixão. No entanto, dei de caras com um modelo cujas funcionalidades eram mesmo aquelas que eu procurava, podendo remeter aquele com que ando para um cartão secundário. O problema é que o telemóvel é touchscreen. Vão-me dizer "ai touchscreen é tão giro", especialmente as gajas, que se tornaram recentemente grandes adeptas deste tipo de aparelhos, ainda que nem sempre tenham a noção de que não é coisa recente. Mas agora há telemóveis destes que custam menos de 150 euros e qualquer um é livre de entrar numa loja e comprar. Para qualquer lado que olhe, só vejo gente a coçar sabonetes iluminados com a ponta do dedo, de modo a manter permanente ligação com o mundo. Que mania de democratizarem a tecnologia, pá.

Os telemóveis com touchscreen são os novos Audi A3*. Podem ainda parecer coisas relativamente sofisticadas e com classe, mas a pica perdeu-se a partir do momento em que é fácil constatar que qualquer labrego compra um barato se lhe apetecer. E isso sim, faz-me comichão. Vou estar a usá-lo em público, por conveniência, e vai passar um monhé qualquer ao meu lado e pensar:

- Olha aquele cromo, a tentar mostrar que tem estatuto. Deve ser um daqueles modelos dos pobres, e se for preciso ainda o comprou com pontos.

A única vantagem é a de que posso passar com ele ao pé de ciganos e não corro o risco de ser roubado. Não só têm todos um, como já andam à procura da "the next big thing" para fanar.


*Aviso aos mais distraídos: possuir um Audi A3 deixou de ser fixe em 2002, quando o pessoal com o 9º ano incompleto os começou a importar usados da Alemanha.