segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sócrates...

... acabou de dizer que o PS apoiava a candidatura de Manuel Alegre por ele ser progressista. Será que o que queria era dizer que usava lentes progressivas? É que, na falta de outro candidato, parece-me um argumento mais plausível.

domingo, 30 de maio de 2010

O que é que será pior?

Ser punheteiro ou putenheiro?

sábado, 29 de maio de 2010

Como se preenche um vazio destes?

Quando era pequenino, o sentido da minha vida era acordar na manhã de sábado, papar os bonecos todos e saber que na manhã seguinte haveria mais, embora sendo a maratona estragada pelo 70x7 e a eucaristia dominical (era o genérico a começar e eu a dizer "motherfuckers" com voz aguda de menino). Agora que sou adulto (ainda que apenas de corpo), a única coisa que me impedia de espetar um balázio nos cornos durante o tédio da semana era o The Big Bang Theory e o How I Met Your Mother às segundas e o The Office e o Flash Forward na quinta à noite.

  • Relativamente ao TBBT, este foi o último episódio da terceira temporada. Merda.
  • Relativamente ao HIMYM, este foi o último episódio da quinta temporada (temporada de enchimento de chouriços total, by the way).
  • Relativamente ao The Office, este foi o último episódio da sexta temporada.
  • Relativamente ao FlashForward, este foi o último episódio da primeira temporada. Ah, e a segunda foi CANCELADA. Ainda me lembro de ver o segundo flashforward no final do episódio e de achar que "cool, bom final, deixa cá ver quando é que está prevista a segunda temporada" e depois a minha vida começa a desabar.
Já repararam que tudo aquilo que me era querido na vida acabou na mesma semana? Como é que se supera isto? Têm sugestões? Comprimidos? Corto os pulsos? Uma ponte? É que as outras séries todas são muita larilas. Tento o Heroes? O QUE É QUE EU FAÇO, CARALHO?

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Mundial de 2010

Tendo em conta a contagem decrescente para o início do mundial de futebol, achei que era boa altura relembrar o seguinte: o mundo não gira apenas à volta deste desporto. Para onde quer que uma pessoa se vire, só se fala na forma física dos nossos jogadores, das selecções favoritas, que vamos ser campeões, que não vamos ser campeões, que precisávamos de 11 Cristianos, de vuvuzelas e afins. A lista é demasiado extensa.

Acordem! Os portugueses não são bons apenas no futebol. Aliás, somos atletas de topo em muitos outros desportos que, injustamente, não recebem nem metade da atenção que merecem. Poderíamos falar no Chubby Bunny, a título de exemplo.

Se consultarem a Wikipedia, repositório de todo o conhecimento mundial, poderão encontrar este jogo na categoria de "games of physical skill" (e também em marshmallows).

O Chubby Bunny consiste em enfiar o máximo número possível de marshmallows dentro da boca, sem os comer, e sem vomitar. Põe-se um na boca, diz-se "chubby bunny", e repete-se o processo na tentativa de atingir grandes marcas. No fundo é um pouco como o salto à vara ou as competições de comer cachorros.

Temos uma grande atleta desta modalidade no nosso país. Não, não se trata da Telma Monteiro. Chama-se Rita, e o vídeo fala por si. Isto é difícil, exige técnica e é muito bonito. Lembrem-se dela quando Portugal der o pontapé de saída.


terça-feira, 25 de maio de 2010

Como vocês todas me querem foder...

... achava justíssimo que fossem ao blog da Polo Norte e, no segundo rectângulo azul à esquerda, votassem em mim. É que eu sou daqueles gajos tristes que ligam a estas coisas. Ah, e se isso me ajudar a ficar à frente, os rapazes também podem votar. Começo é a andar na rua com o rabo sempre colado às paredes, se suspeitar que foram mais fêmeos do que fêmeas a votar.

Eu até fazia isso sozinho e perdia uma tarde de roda daquilo, mas recebi logo a seguinte mensagem:

This computer has already voted! It is allowed to vote only once for this poll.

É lixado.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Globos de Ouro 2010 - algumas considerações

1º a Daniela está cada vez mais boah.

2º Há pessoas que gostam de ir à praia de manhãzinha apanhar seixos, que depois passam por água doce, de modo a não fazer o cu arder tanto quando os enfiam lá para dentro. Essas pessoas têm em casa uma cópia do cd dos Amália Hoje. Há mais pessoas dessas no país do que aquilo que eu pensava.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Tá muito calor, e tudo.

Vou para a praia. Alguém quer vir? O meu veículo tem lugar para três moças bem depiladas.

Caso contrário, see ya later, biatches.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Senhores do Saúde 24

Queria apenas dar-vos uma achega. Todas as palavras que envolvam cocó são extremamente engraçadas. A própria palavra "cocó" é engraçadíssima. Lá está, envolve cocó. É o que eu digo.

Portanto, quando perguntam "Então e quantas dejecções já efectuou hoje?", não fiquem ofendidos se uma pessoa, mesmo se for o próprio doente, se borrar (verbo que significa o acto de fazer cocó em barda, mas que neste caso indica apenas rir alarvemente) todo a rir. Só se uma pessoa estiver às portas da morte é que nem um sorriso esboça.

Já agora, com o novo acordo ortográfico, "dejecção" perde o primeiro "c" de "cocó", não perde? Até vem a propósito. Sempre que efectuamos uma dejecção, acabamos por perder um pouco de nós.

terça-feira, 11 de maio de 2010

O Benfica e o Sporting...

... acharam que era de bom tom oferecer uma camisola cada um ao Papa Bento XVI. Se Rafael Bordalo Pinheiro fosse vivo, presumo que optasse por lhe oferecer um caralho das Caldas. Adivinhem qual dos objectos faria mais furor no Vaticano...

The Pope Wears Prada

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Para mim, Papa...

...só mesmo a Cerelac. No fundo, é engraçado: um prato de papa Cerelac sabe tanto sobre os mistérios da vida como o vigário que chega amanhã (com demasiado peso para o erário público). Minto, talvez saiba mais, para além de que cada pacote custa menos de três euros.

Não me convidem mais para casamentos.

Não tenho nada contra a vontade que as pessoas têm em dar o nó. Se se fartaram de estar bem, o problema é deles. Até pode ser que façam parte da minoria a quem a coisa corre bem e até são relativamente felizes para sempre. No entanto, se falarmos das imposições da festa em si, aí é que me tiram do sério.

Para começar, a maior parte dos casais espera que todos os convidados lhes ofereçam uma prenda. Tudo bem, está enraizado nos nossos costumes dar presentes às pessoas nas ocasiões mais especiais. O problema é que não se pode dar qualquer coisa. A maior parte das pessoas espera uma prenda boa e cara. Aliás, a maior parte das pessoas, se possível, prefere é que lhes dêem dinheiro. Segundo consta, hoje em dia se se oferecer menos de 100 euros por pessoa (e já estou a atirar por baixo, provavelmente), os noivos já se contorcem todos por dentro.

E porque é que preferem dinheiro? Ai porque precisam, porque dá jeito. Então se dá jeito, não optem por casamentos alarves, caralho. O custo da maior parte dos casamentos é muito maior do que as possibilidades dos casais e respectivas famílias. A esta hora estão as princesinhas (sim, porque os homens estão-se a cagar) a reclamar que "mimimimimimimimi, é o meu dia, o dia mais feliz da minha vida" e que por isso não se olha a despesas. Estamos mal se o dia mais feliz for esse. O "dia mais feliz" tem de ser é depois do casamento e repetido várias vezes, não é durante.

Voltando à história do dinheiro e partindo do princípio de que o casalinho está feliz naquele momento: ora, se há ali alguém que merece um envelope com dinheiro, sou eu, foda-se! Um gajo é encalhado, tá cheio de calor, com o pescoço apertado (usei gravata tempo suficiente para saber que quem a inventou era atrasado mental), perde um dos raros dias da semana em que podia ter dormido até tarde, coçado os tomates, jogado playstation, andado de bicicleta, ido para a praia comer gelado de calções e havaianas, e ainda tem de levar com dois bardajões a esfregar na cara dos outros a sua felicidade e as fodas fantásticas que andam a mandar (por enquanto).

Às vezes olho para pessoal que conheço e que pressinto que seriam capazes de me convidar para os seus casamentos, e dou por mim a desejar que haja merda para que nunca cheguem a casar. Pode ser que ele a apanhe na cama a levar por trás do colega de trabalho e assim eu escuso de perder um dia da minha vida e dígitos na magra conta bancária.

E casamentos de ex-namoradas ou ex-interesses amorosos? Quem me dera ter coragem para, ao mínimo sinal de "era importante para mim que estivesses presente" , conseguisse dizer "só se puder ir de chinelos, se me pagares a gasolina e portagens, e se uma das damas de honor estiver suficientemente desesperada para ir para a cama comigo" ou então um "foda-se, tens uma lata do filha da puta". Mas pronto, acaba por sair um "claro, adorava, fico muito feliz por ti" ou no máximo dos máximos um "desculpa, mas esta situação ainda é muito estranha para mim, preciso de me redescobrir". Para já, o caralho é que fico feliz, e se a situação é estranha, é porque é estranho andar de fato e gravata ao fim de semana.

Admito que nem todos os casamentos sejam assim, mas a maioria é. Por isso, tenham vergonha na cara. Infelizmente, a hipocrisia é a cola da sociedade, e, feito o convite, basta dizer que não me apetece (sincero, directo e não ofensivo) para ficar muito mal visto. E pronto, assim se perpetua uma das convenções estúpidas da nossa sociedade.

domingo, 9 de maio de 2010

Perpendicularidades

Se eu for à missa e disser em conjunto com os presentes "hossana nas alturas", sou normal (lol). Se levantar um bocadinho mais a voz e disser sozinho "Cristo é o salvador!", já sou maluco.

Se após o nascimento do meu primeiro filho eu for dar voltas ao Marquês de Pombal com os quatro piscas ligados e a mão constantemente na buzina, não só sou doido varrido, como ainda sou autuado. Se for a última jornada do campeonato e tiver um cachecol do Benfica ao pescoço, serei cumprimentado efusivamente por todos.

Por razões óbvias às pessoas com o mínimo de pensamento crítico, sou ateu. No entanto, hoje vejo-me obrigado a dar a mão à palmatória: Jesus afinal sabe fazer milagres.

Parabéns, lampiões do caralho ;-)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Houve quem aproveitasse...

... este bocadinho entre a 00:00 e 00:30 para ler até adormecer, adiantar trabalho para amanhã, ou fazer amor com o seu adorado cônjuge.

Eu limitei-me a comer um prato cheio de esparguete à bolonhesa porque achei que comi pouco ao jantar.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Dupla falta

Hoje, de manhã, fui jogar ténis com o meu amigo A. Como só tinha bolas velhas no saco e já não tínhamos muito tempo, decidi entrar numa loja do chinês e comprar uma lata de bolas para desenrascar.

A minha reacção ao entrar na loja foi a mesma de sempre. Foi a quarta vez que entrei num estabelecimento destes na vida e ainda não é desta que consigo fazer outra cara que não a de vergonha. Acho até que deveria constar da Declaração dos Direitos da Criança que todos os pais estão proibidos de trazer os seus filhos para este tipo de superfície comercial, em função de possíveis traumas causados. As pessoas gostam de começar as casas pelo telhado. Insurgem-se contra a antiga prática de levar os filhos homens às putas para perder a virgindade, mas depois quando se trata deste exemplo, já ninguém se lembra de que está a privar as criancinhas de uma educação sã.

Lá encontrámos a secção desportiva com as bolas de ténis, no meio das secções de flores artificiais decorativas e da dos clísteres. Um dia ainda vou perceber o sentido de organização dos chineses. Uma lata de 3 bolas custou dois euros e meio. Uma coisa de luxo, portanto, tendo em conta os preços médios dos restantes artigos.

Quando chegámos ao campo, reparámos que as bolas não saltavam. Ora uma bola de ténis que não salta é como uma picha que não fode. Eu largava as bolas, elas ressaltavam uma vez (atingiam uns 20 centímetros no máximo), e voltavam a cair no chão, inanimadas. Eu tenho aqui acumuladas bolas com anos que saltam o triplo ou quádruplo daqueles novas. Felizmente tínhamos outras, senão não tínhamos jogado.

Fiz o filme todo durante o jogo. Chegava à loja para devolver as bolas, a empregada atendia-me com a simpatia de há bocado (ou seja, nenhuma; acho até que, sem contar com crianças, nunca vi chineses rir), arranjava desculpas para não me dar o dinheiro, e eu pedia logo o livro de reclamações. Ainda por cima havia lá mais uma data de embalagens com bolas, não seladas, e sem gás nenhum. Queria impedir que voltassem a fazer dos tenistas uns pacóvios.

Depois de acabarmos de jogar voltámos a loja. Pus as bolas e o recibo em cima do balcão e disse com voz séria que as bolas não estavam em condições para jogar, já preparado para a porrada verbal, se fosse preciso. Ela olha para mim, pergunta retoricamente (e monocordicamente) se não estavam boas e põe-me as moedas à frente (mais sujas do que aquelas que eu entreguei, se calhar nem são verdadeiras) de forma indiferente (um dos requisitos para se ser empregada de balcão chinesa é estar preparada para uma taxa de reclamações na ordem do 70%) e murmura uma frase qualquer para a colega.

Pensava ela que eu não percebia chinês! Percebo e percebo bem, minha vaca do caralho. O que tu disseste para a outra rapariga foi "olha-me para este atrasado mental todo suado, não tinha bolas para jogar, e agora que já acabou vem cá entregar", seguido de um "xin choy" que quer dizer "filho da puta" (se não é, passa a ser).

E pronto, como é hábito, fui eu que fiquei mal visto. A comunidade chinesa acha que sou caloteiro, e a comunidade portuguesa que me viu entrar DUAS vezes dentro da loja no espaço de UMA hora acha que eu não tenho dinheiro nem para pagar uma embalagem de Sugus.

E depois admira-se uma amiga minha que eu, durante a discussão de um episódio de Flash Forward, tenha ficado incomodado quando ela chamou chinesa à Keiko em três ocasiões diferentes. A Keiko é japonesa, caralho. Não tem nada a ver, tirando os olhos em bico. Quem não sabe distinguir um chinês de um japonês é etnicamente daltónico.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

De novo o programa do passaporte

Tenho continuado a ver o Achas Que Sabes Dançar e, sinceramente, Acho Que Tenho Aprendido Bastante Com O Visionamento Do Programa.

Por exemplo, aprendi que nem todos os bailarinos clássicos masculinos são paneleiros (estranho, não é?), mas que todos os paneleiros clássicos são bailarinos.

No sábado de manhã até ia na rua, e uma rapariga muito magrinha (com os seus 17, 18 anos) atira-se para o chão e começa a ter espasmos violentos. A multidão ficou em reboliço, mas mandei logo dispersar. Não era epilepsia, era apenas dança contemporânea.

domingo, 2 de maio de 2010

Rumo ao título?

Acho que nunca torci pelo Benfica na vida. Não sei se será hoje a primeira vez. Por mim, o Braga ganhava o campeonato. Por outro lado, a possibilidade de ver o Porto a fazer o papel de organizador de eventos, sendo esse evento a conquista do campeonato por outrem nas suas próprias instalações, é uma sensação docinha.