quarta-feira, 25 de agosto de 2010

About the interwebs

Que serviço de acesso à internet é que têm? Estão satisfeitos? Qual acham melhor?

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Era o realizar de um sonho...

... ser escolhido para desempenhar um papel numa destas novas novelas da TVI. Vocês não imaginam o gosto e o jeito que eu tenho para fazer de labrego. O único senão é que isto é como gozar com um colega estrábico e sopinha de massa na primária. Um dia, após o imitarmos tanto, ficamos mesmo a olhar para dois lados ao mesmo tempo e a falar à mariconço.

Percebemos...

... que estamos a ficar velhos quando já apelidamos minis e tremoços de requintada iguaria.

Percebemos que, afinal, não estamos a ficar assim tão velhos (ou que nunca seremos adultos responsáveis) quando passa uma gaja boa e começamos a ronronar alto, como sempre fizemos desde os 14 anos.

No final fica a sempre a dúvida: fará tudo isto parte da condição masculina, ou somos apenas trolhas?

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Descubra as diferenças #1

1989: Cada cadeira de escritório giratória que encontrava era pretexto para me sentar e pôr-me a girar nela até ficar tonto, tentando sempre superar o record de voltas consecutivas sem voltar a dar balanço.

2010: Cada cadeira de escritório giratória que encontro é pretexto para me sentar e pôr-me a girar nela até ficar tonto, tentando sempre superar o record de voltas consecutivas sem voltar a dar balanço.

domingo, 15 de agosto de 2010

Aviso a todas as moças moradoras em Lisboa

Habituem-se a ter pó de talco e creme para assaduras num local de fácil acesso.

No mês que vem mudo-me para aí.

Comentário aos comentários do post anterior

Não me interpretem mal. Eu até prefiro a mama portuguesa. Juro que prefiro (sobre qualquer outro tipo de mama gringa). Ela é que não me prefere a mim. A mama inglesa tem também aquela vantagem de ser muito menos complicada com paneleirices que não lembram a ninguém. E mais! Se for preciso, a mama inglesa tira a roupa dela, tira a minha, põe-se de joelhos sem eu sequer ter tido o trabalho de a empurrar gentil e descontraidamente para baixo pelos ombros, dá corda ao Big Ben, sorri e agradece, tudo isto sem um gajo ter tido tempo para perceber pelo sotaque se ela é de Liverpool ou Birmingham. Ah, e o nome da chavala.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Até breve

Este blog de merda vai de férias, que os mamilos das inglesas não se lambem sozinhos. Someone's got to do the dirty work.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Últimos instantes de decisão

Ir ou não ir, eis a questão: será mais nobre
Em nosso intestino sofrer as cólicas e avantajada flatulência
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de pressão social
E em negação aos convites para um festival pôr-lhes fim?

Cagar... limpar: não mais.
Dizer que acabamos com um antidiarreico a angústia
Dos mil movimentos peristálticos - herança do homem:
Cagar para limpar... é uma consumação
Que bem merece e desejamos com fervor.
Limpar... Talvez em assépsia: eis onde surge o obstáculo:
Pois quando livres do tumulto intestinal
No repouso da sanita o novo conforto que tenhamos
Deve fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que impõe dezenas de novas estirpes de coliformes fecais
À flora microbiana em nós já existente.
Quem sofreria da diarreia súbita no dia do seu casamente,
O agravo das dores, o escárnio do recém-aliviado,
Toda a lancinação proveniente do avantajado diâmetro do cagalhão,
As dúvidas acerca da existência de papel,
As dúvidas acerca da higiene do próprio papel
O aguentar estóico sem certezas, quem o sofreria
Quando alcançasse a mais perfeita quitação
Com a ponta de um punhal?

Quem levaria rolos de papel higiénico para a mata,
Gemendo e temendo o ataque do mosquitame,
Se o receio de alguma coisa após refeição rica em fibras,
–Essa inevitabilidade que põe fim a qualquer desejada prisão de ventre –
Nos impedisse de fazer novos amigos (amigas)?
O pensamento assim nos acobarda, e assim
É que se cobre a tez normal da decisão
Com o tom pálido e enfermo da cara de cu;
E desde que nos prendam tais cogitações,
Iniciativas sociais com boas intenções
Desviam-se de rumo e cessam até mesmo
De se chamar férias quentes de Verão.



William Shakespoop

2 da manhã

2 da manhã. O silêncio da noite é abruptamente interrompido por um carro que cruza a rua, quiçá sem motivo, sem intenção. Prossegue simplesmente porque sente que não pode parar. Deixo de o ouvir mas não desanimo. Sei que não estou sozinho. Tenho-te a ti, cocó.

Se cagar agora este bocadinho que ainda é apenas um principezinho, um projecto de cagalhão-rei com brinde e sem fava, talvez ainda consiga cagar de novo na quarta-feira de manhã, antes da viagem rumo ao sul, deixando o tripame bem preparado. Talvez. Se aguentar o hoje e o amanhã, cago de certeza na quarta de manhãzinha. Havendo mal estar amanhã, serviria sempre de estágio para a indeterminação dos dias que se seguem.


Escolhas...

PS: amanhã acabaram-se as frutas, cereais e doces.

PS2: se na farmácia for atendido por uma gaja boa, disfarço, peço um paracetamol qualquer, e vou pedir o Imodium a outro lado, onde seja atendido por um farmacêutico de meia idade com bigode.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A minha ida ao Sudoeste...

... está em parte presa às minhas fobias de falta de condições para uma aprumada higiene pessoal com uma certa privacidade e à incerteza quanto à minha capacidade para não me cagar todo em altura inoportuna. Sou conhecido por aguentar seis dias sem cagar (num acampamento quando era puto), embora no ano passado a minha melhor marca se tenha ficado apenas nos quatro dias. O quarto já foi puxado, sendo que o meu cu me fez a vida negra, à medida que a autoestrada me apresentava saídas cada vez mais próximas do meu destino, o trono real designado por sanita lá de casa, qual baluarte do alívio intestinal. Suspeito mesmo que o meu rabo tenha gps.

Poderia até fazer um diário de bordo (seria mais um diário de bordas) com os avanços ou recuos da matéria fecal naquela zona de transição preocupante que é a válvula ileocecal. Uma vez no grosso, não há recuo possível para o delgado. Cagar numa árvore está fora de questão. Tenho medo que uma mosca me entre pelo cu num momento de maior descontracção. Ou que me vejam em poses deprimentes, longe da dignidade a que um ser humano se propõe (mas nunca atinge porque todos cagamos, menos a Scarlett Johansson). Cagar numa casa de banho de plástico onde só os habitantes da Guiana Francesa ainda não foram cagar, idem.

A única parte mais descontraída seria uma espécie de onde está o Wally, em que documentaria no blog a tshirt que estaria a usar nesse dia. A mais incauta (mas perspicaz) leitora poderia então identificar-me e aproximar-se de mim. Identificava-se como fã, embebedava-me e fazia-me coisas porcas, como por exemplo chochos e festinhas no limbo. Caso encontrem dois gajos com a mesma tshirt, eu serei, sem dúvida o menos giro. Se acharem que sou feio por natureza, fico triste; se acharem que sou feio porque sou o mais fiel espelho da prisão de ventre, dou-vos um abraço forte e sentido, seguido de uma apertadela no nalguedo. Uma coisa é certa: vêm ter comigo primeiro, riem-se um bocado, melhoram a disposição, e depois podem ir comer o giro com gosto, mesmo que ele não saiba a diferença entre um ditongo e um hiato.

A propósito:

Será possível apanhar uma overdose de Imodium?