quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mas a Hermione tá jeitosa.

Ontem fui ver o Harry Potter. Perto do final, alguém decidiu que seria correcto começar a fumar uma ganza no meio do cinema.

Quem me dera que tivesse sido logo ao princípio do filme.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Greve

Os sindicatos deviam aprender comigo. Consigo, consistentemente, uma taxa de adesão à greve dos meus neurónios na casa dos noventa por cento.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Teste rápido

Sabem como é que se vê se uma mulher está grávida de outro homem que não aquele com quem casou?

Ela começa a ser simpática para o marido.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Como envergonhar uma figura pública

Quando vou trabalhar até pareço uma pessoa normal. Visto-me um bocadinho (mas só mesmo um bocadinho) melhor e ando de pastinha na mão, o que me confere alguma credibilidade (ou pelo menos, é o que gosto eu de pensar). Presumo que isso possa ter potenciado a reacção que passarei a relatar.

Ultimamente, tenho ido dar formação em Sintra, num local onde a concentração de turistas costuma ser um bocadinho superior à média nacional. Quem é que eu vi na sexta-feira a caminhar na minha direcção (simplesmente porque não havia outra saída) quando vou a chegar, com a minha habitual pose altiva? O Joaquim de Almeida.

Acontece que atrás dele estava uma formanda minha à espera. Eu saco do meu sorriso simpático (cara normalmente séria e antipática exige toda uma preparação de segundos para que isso aconteça), e com voz de António Sala (mas em versão mais viril, sem bigode) lanço o cumprimento "Boa taaaarde, Carlota!".

Admito que deixei escapar uma pausa exagerada entre o "tarde" e o "Carlota". Foi o suficiente para que o Joaquim de Almeida me dissesse boa tarde, com aquela voz característica de vilão rouco, abreviando o tarde e baixando a cabeça quando percebeu que, para variar, ninguém lhe estava a ligar nenhuma. Notou-se ali algo de constrangedor na reacção dele. Portanto, quando quiserem trocar as voltas a alguém mais conhecido ou intimidante, já sabem: juntem a palavra "Carlota" no final de qualquer frase.


PS: O que é que se aprende com isto? Pouquito. Aprende-se que eu, com mês e meio de Lisboa e arredores em cima, continuo o mesmo campónio de sempre, que quando passa por alguém mais conhecido, vai logo a correr contar aos amigos, com o mesmo entusiasmo de quem acabou de ter um filho.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Descoberta da pólvora

Ao gajo que faz rir, raramente é dada oportunidade de fazer vir. Por alguma razão é normal ser o incendiário a pegar fogo e o bombeiro a apagá-lo. As duas tarefas só são desempenhadas pela mesma pessoa em situações excepcionais.