quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Considerações acerca da ergonomia de processos elementares

Há duas escolas de pensamento diferentes. De um lado estão os que cagam e limpam o cu sem se levantarem da sanita, pondo a mão com o papel por trás. Do outro estão os que se levantam, mantendo apenas as pernas ligeiramente flectidas.

Não serei arrogante ao ponto de dizer que uma está mais correcta do que a outra, tomando, inevitalmente, partido de um dos lados. Há pontos positivos e negativos em ambos os procedimentos. Sinto que serei capaz de ser suficientemente claro, já que este liégeois de chocolate e nata do Pingo Doce que tenho na mão me está a deixar inspirado. Haverá coisa melhor do que misturar uma agradável sobremesa com o prazer da escrita? Claro que há: foder e jogar Playstation (e se for ao mesmo tempo, ui).

Limpar o cu de pé tem dois inconvenientes que, para alguns, são incontornáveis. Caso se ande a comer bastante fibra, seja por via da fruta ou não, levantarmo-nos da sanita pode levar a um encontro catastrófico entre as nossas bordas. Imaginem Moisés a separar as águas do Mar Vermelho, de repente recebe um telefonema, distrai-se, e todos os que circulavam alegremente pelo leito seco, vêem-se envolvidos pelas águas que antes se encontravam estáticas. Ah, e imaginem também que o mar não é vermelho, é castanho. Pois. Junte-se a este cenário uma mentalidade de aversão à nojice e/ou falta de bidé, e temos uma visão dantesca daquela que é a actividade humana que mais nos une. De resto, limpar o cu de pé (não esquecer as pernas ligeiramente flectidas) coloca o mais viril dos homens na posição mais amaricada que pode haver (pior só o Cláudio Ramos a fazer o pino). Já experimentaram olhar para o espelho?

Peço aos que se limpam sentados para tirarem esse sorrisinho trocista da cara. Não estão isentos de vergonha. A verdade é que ânus é o orifício mais sujo que pode haver no corpo humano (obviamente haverá uma ou outra excepção à regra). É por isso que o sentamos na sanita. Nenhuma outra parte do corpo se encontra tão perto de tão vil receptáculo. Portanto, para limparmos o cu sentados, a mão vai ter de violar essa barreira invisível e moral que se estende para lá do tampo. Embora não queira dizer necessariamente que vá tocar em alguma coisa, a verdade é que já passou para o triângulo das bermudas da dignidade humana. Uma vez dentro da sanita, tudo é válido e sabe-se lá onde vamos parar. Imaginam-se a fazer isso numa casa de banho pública? Pôr a mão abaixo do nível a que milhares de pessoas já puseram o cu? É por todos estes factores que considero esta modalidade apropriada apenas para quem se alivia em casa, necessitando de igual modo uma sanita de áreas generosas, com margem de manobra para a mão se movimentar. No fundo, é um gesto que implica muita intimidade entre nós e a retrete. Ou isso, ou caso toquem na loiça sanitária, não estão muito preocupados com o facto de ser obrigatório amputar a mão logo de seguida.

E vocês, depois de dar à luz pelo cu levantam-se ou mantêm-se sentados? Isto bem equilibrado ainda dá para fazer uma futebolada entre as duas tendências. Sempre era uma espécie de solteiros e casados do cagalhão.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Imprescindível...

... no presépio de qualquer casa portuguesa:

Cláudio Ramos, Manuel Luís Goucha e Luís Borges.

Os Três Gays Magros.


Votos de um Feliz Natal para todos vocês, caralho.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

E amizade é isto

Um amigo liga-nos. Não podemos atender porque estamos a cagar. Limpamos o cu e devolvemos a chamada. O amigo não nos pode atender porque sentiu vontade de cagar no preciso instante em que se deu o contacto falhado.

O entrosamento pode dar-nos coisas muito bonitas.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

50/50

A minha namorada é advogada. Quanto mais tempo passamos juntos, mais gosto dela e menos de direito.

Dor de cotovelo

Fico um bocado surpreendido com a quantidade de comentários que duvidam não só das competências como da necessidade de criação de workshops por parte de um estimado membro desta nossa blogosfera.

Digam o que disserem, se alguém sabe como conquistar um homem, é ele.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Não, não, não, por favor não. NÃAAAAAAAAAAAAAO!

Namorados por toda a parte vão sofrer.
Amigos coloridos por toda a parte vão sofrer.
Maridos por toda a parte vão sofrer.
Primos de gajas mais feias do que tentativas de abóbora do dia das bruxas vão sofrer.
Amigos que querem ser mais do que amigos mas que nunca vão passar disso porque elas preferem ter lá dentro a pichota dos que se estão a cagar pra elas e não para quem as trata bem vão sofrer.
Fufas por toda a parte vão sofrer.

Vai ser feito o Sexo e a Cidade 3.

Homens em Timor vão ficar na mesma.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

sábado, 26 de novembro de 2011

Sad life is sad

A minha vida está uma bodega. A situação profissional é precária, os rendimentos não são nada susceptíveis de provocar uma erecção, não faço tudo aquilo que quero (se alguém tiver cupões de promoção para safaris no Quénia em que eu possa matar animaizitos e elefantes também, diga qualquer coisa)e o meu carro anda pouco e gasta muito. Por falar em carro, perco demasiado tempo de vida no trânsito e as moças que estão paradas nos carros das filas do lado nem são lá muito giras (e é quando são moças), a minha namorada só quer sexo a toda a hora, sendo que eu tenho sentimentos, não sou um bocado de carne, às vezes faz falta aquela sedução (umas flores, um miminho, sei lá, vocês percebem).

Por isso, e porque preciso de ser feliz:


MANDEM AQUELAS BESTAS PRÁ PUTA QUE AS PARIU, CARALHO!!!11! FORÇA SPORTING!11!!!!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Reality Check

Eu: Já reparaste que a maior parte das pessoas não gosta do que faz? Que são profundamente frustradas e que apenas acordam todos os dias com o objectivo de trabalhar para ir sobrevivendo, na esperança de ter ocasionais momentos de felicidade? Que por vezes essa felicidade nem sempre é mesmo felicidade, mas apenas o experienciar da não dor, do não sofrer, do atenuar de uma medíocre existência? Que são pedras basilares, embora substituíveis, de uma gigantesca pirâmide que suporta apenas o sucesso de alguns escolhidos? Que mesmo tendo a capacidade e a paciência para fazer uma boa mousse, lutam por míseros tostões que os afastam da aquisição de chocolate, ovos e demais ingredientes de qualidade, remetendo-os para a escolha de uma insatisfatória mousse instantânea do Continente?

Ela: Já, amor. A isso se chama crescer e ser adulto.

Eu: ...

Ela. There, there.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Eu também quero ter uma secção de moda numa revista.

Entrei na Primark e nunca mais fui o mesmo.

Bem me esforcei para não olhar e não tocar em nada, mas aquela loja maldita submeteu-me ao seu jugo. Em primeiro lugar, toquei sem querer num top dourado e apanhei lepra. Uma amiga minha uma vez disse-me que o segredo para comprar na Primark era saber escolher bem as peças. Eu até acredito que sim, mas tinha-me esquecido de levar comigo o laboratório de bolso com que ando atrás, sempre que entro num espaço em que há o perigo de apanhar febre tifóide. A minha namorada ainda pegou numas calças, mas cedo a desencorajei. Olha que isso mesmo com roupa interior de algodão bem grossa é coisa para provocar cancro na cona - disse eu, com voz sedutora mas paternalista.

A verdade é que não faltava gente. Gente, gente, gente até perder de vista. Sempre o mesmo gesto, aquele de pegar na peça com a mão direita, esticá-la para fora do cabide e mirá-la de cima abaixo. E ficar com uma inflamação na córnea, no caso da Primark. A sério, basta olhar.

Seguranças? Vi apenas um, para um espaço tão grande. Eu até acho que só o colocaram lá para disfarçar, numa tentativa de diminuir o aparente fosso de qualidade que há entre esta marca e uma Bershka ou uma Zara (isto, claro, se estivermos a pensar em peças de outlet, caso contrário é como o fosso do estádio de Alvalade, intransponível). Duvido que alguém queira roubar uma peça que seja, tendo em conta que nunca vi roupa com um ar tão barato. Ainda assim, dois euros e meio por um saia-casaco, ali, é coisa para estar inflacionada em cerca de dois euros e vinte e sete cêntimos. É que há roupa em certas lojas que um gajo ainda demora a topar que é feita com acabamentos/material de segunda. Já aquela, eu venho a sair da zona da restauração e já estou a a reparar em pormenores que fariam torcer o nariz a um mendigo em Marraquexe.

Se me propusessem correr os cem metros barreiras numa pista de pregos ao invés do habitual tartan, sendo que poderia optar por correr descalço ou usar sapatos da Primark, eu escolhia os sapatos da Primark. Não sou parvo. Não curto dor. Mas se estivesse alguém a ver, podem crer que ia descalço.

Estás a ser chato - disse a tal amiga de que falei há pouco. O bom da Primark é que aqui encontras peças pelas quais terias de dar bastante mais dinheiro, caso fossem de outras marcas - continuou ela. Pois, e num restaurante de comida japonesa gerido por chineses também há doses de sashimi a cinquenta cêntimos cada uma, e não é por isso que eu vou lá experimentar sushi pela primeira vez.

Já sabia que ia ser tempo perdido, mas mesmo assim disseram-me que havia uma secção de homem, e que eu assim sempre poderia dar também uma vista de olhos e não ser tão desagradável para as pessoas com quem ia. Eu procurei e procurei e procurei, mas só vi a secção para insolventes, a dos sem abrigo, a dos afligidos por doenças infecto-contagiosas e a secção de criança (orfã). Ah, e também dei uma passagem rápida pela secção de roupa para ciganos e a coqueluche do espaço, a zona Etiópia. Roupa para homem propriamente dito é que não, mas a verdade é que a minha miopia aumentou um bocadinho nos últimos anos, sendo que eu ainda não fui ao senhor doutor fazer a actualização da graduação.

Sempre quis ser piloto, mas a minha graduação não permitia. Deve ser porque eu acordava muito cedo ao fim de semana e ficava a ver bonecos muito perto da televisão. Acho que aos oito anos já não conseguia fazer cópias como deve ser sem me levantar e chegar mais perto do quadro.

A única hipótese da Primark ser uma ideia genial é se for apenas uma fachada para experiências farmacêuticas à revelia, ou então ser propriedade dos mesmo donos da Blanco (nome irónico dependendo do local; imagem esta loja em Telheiras num domingo à tarde). É que um gajo sai da primeira, entra na segunda, e de repente tudo parece espectacular. Aliás, gajo que passe mais de meia hora na Primark, e o fascínio pela roupa da Blanco é tão grande que até dá vontade de começar a vestir roupa de mulher, apesar de sermos dos poucos que não se mascaram no Carnaval. Felizmente, para a minha virilidade, apenas estive lá cerca de vinte e oito minutos. Maluco, mas não tanto. Com sorte, serão os primeiros e os últimos.

De resto, sabem se é possível encomendar roupa da Primark através da internet? É que se der, já sei o que vou oferecer às minhas tias do norte no Natal.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

E parece...

... que vai sair mais um livro que compila textos publicados num blog*. Tendo em conta a genialidade da escrita, isto deixa as portas abertas a que, basicamente, todos os outros bloggers em Portugal editem as suas obras (pelo menos os dezassete que ainda não o fizeram).

Não acham que já saíram demasiados livros de qualidade duvidosa baseados na blogosfera nos últimos tempos? Será que ainda há assim tanto para dizer que não tenha já sido dito entre, sei lá 2003 e 2008?

O bom de tudo isto é que se começa a criar um nicho de mercado que pode ser importante. Acho que em vez de um livro, vou mas é lançar o Saco Para o Enjoo "É Inútil Resistir". Público-alvo é o que não falta.

*conseguem adivinhar a qual me refiro?

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Porque é que as gajas...

... quando se atiram à água, vão quase sempre de pé e apertam medrosamente o nariz? Será para a água não entrar nas narinas com a força do chapão? Já agora, porque é que não tapam também o cu como deve ser?

Já um gajo, se se atirar para dentro de água de pé e com o nariz tapado, está mais que justificado o facto de não proteger o rabinho.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Feitios

Eu tenho uma qualidade um defeito:

Sempre que a propaganda acerca de algo que está na moda começa a ser exagerada, juntando ao facto de eu nunca ter tido grande propensão para a experimentar, eu não só começo a odiar a coisa por experimentar em questão, como começo a ficar com vontade de empalar os técnicos comerciais à paisana da coisa.

Nunca tive vontade de comer sushi. Pensei que seria engraçado experimentar, durante dez dolorosos segundos de carneirada (e, provavelmente para calar/agradar a alguém), mas felizmente a coisa passou-me. Atenção, eu gosto de peixe. O problema é que também gosto de o comer cozinhado. Epá, sei lá, acho que a junção entre o processo de eliminar microrganismos patogénicos e a melhoria objectiva (se calhar é melhor apagar isto, não vá arreliar os geniozinhos delicados) de sabor é uma cena porreira de se ter. De resto, se fosse assim tão bom, nunca seria preciso juntar grande coisa para ser apetecível. Qualquer pessoa poderia deixar descongelar uns medalhões de pescada ultracongelada da Pescanova (haja garantias de segurança) e comer à mão, ou apenas com pão, uma merda do género. Eu quando como doughnuts não os ando a enrolar em arroz e molhos e ervas e merdas para disfarçar que aquilo é uma parvoíce e não sabe a nada de especial.

Ninguém é eternamente tolerante; eu não sou excepção. Portanto, porra pá. Calem-se com a merda do sushi. Não quero sushi. Não me chateiem com o caralho do sushi. NÃO GOSTO DE SUSHI (por arrasto). Quantas vezes preciso de dizer a mesma coisa? Se comer peixe cru em Portugal é sinónimo de pertencer a uma geração jovem de classe média a querer atirar-se para a alta, então quero ficar o mais longe possível dessa gente. Não me tivessem chateado tanto, e ainda hoje seríamos amigos.

Parece que não aprenderam nada com a história dos caracóis e do Singstar Abba. Foda-se.

sábado, 22 de outubro de 2011

A mi manera


Eu olho para os Gipsy Kings e penso - "eina, tanta gente". Depois a malta começa a ouvir, e é apenas uma banda como outra qualquer. Não é aquele som majestoso que se espera ouvir de tanto sócio junto.

Oito gajos? Quatro tocam e os outros andam nas alas a gamar o público.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Já são línguas a mais

Deviam acabar com a janelinha da língua gestual nos programas em português. É que aquilo às vezes fica mesmo a tapar as mamas de algumas gajas boas. Uma pessoa quer perceber se são verdadeiras ou não, e assim não dá; não está correcto. Ou metem a janelinha a rodar pelo ecrã fora, ou então resignem-se às prioridades. Aposto que os surdos também preferem ver mamas. Assim era como se lhes retirassem também a visão. É justo? Não.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Everything by the book

Irmão mais novo da namorada: Quando vocês forem morar juntos posso-vos ir visitar sempre que eu quiser?

Namorada: Claro que podes, puto...

Eu, a besta: Sempre é como quem diz. O que podemos fazer é implementar um sistema mensal de senhas de visita, não acumuláveis no caso de não se verificar o seu total usufruto dentro do período estabelecido.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Adenda ao post anterior

Quando eu não tinha namorada, estava seguro de que a minha qualidade de vida iria aumentar se eu comesse o pito à Scarlett Johansson. Agora é um bocado irrelevante porque a chicha que tenho lá em casa é bem gostosa, mas naquela altura sabia que aquele seria o rumo certo a tomar para alcançar a felicidade.

O problema sempre foi:

QUE RAIO É QUE EU FAÇO PARA ME ESTATELAR AO COMPRIDO NA PARDALA DA SCARLETT?

E é um bocado este o problema da oposição.

Temos de dinamizar a economia!
Temos de diminuir o desemprego!

E temos de x e temos de y. A partir daí, chavões vagos à parte, ninguém tem uma receita com detalhe ao nível de roteiro do google maps que permita lá chegar. O como (concreto e inequívoco, já agora) é que ninguém o consegue cuspir. Até porque se soubessem, já o tinham feito nos mandatos anteriores.

Assim como a minha namorada não se podia chatear comigo porque eu já teria comido uma data de gajas famosas antes de as trocar a todas porque ela tem mais a ver comigo. Passado é passado.

A malta precisa do guito é agora. O dente tem mesmo de ser desvitalizado. Preocupem-se com a prótese depois.

Filha da puta da austeridade

Há quem ponha os filhos no karaté. Outros preferem o ballet (filho meu, rapaz, tem permissão para se meter nisso no dia em que cagar diamantes).

Já o actual governo, pôs o país na quimioterapia. Não é uma actividade tão bonita como a jardinagem ou a pesca submarina, mas são escolhas.

Fazer quimioterapia é tramado. Cai o cabelo, ficamos fracos e magritos, e a vontade de andar a correr para a casa de banho, com o objectivo de sabermos qual era o recheio do bolo digestivo (viram o que fiz aqui? viram?), aumenta substancialmente. Lá está, tramado.

Ainda assim, e mesmo estando a coisa num estado muito avançado, prefiro ter poucas hipóteses do que zero hipóteses. É que este cancro não é de agora, sendo que andar a gritar que vai tudo correr bem, não tomando medidas correctivas à altura, não vai mudar o facto de que as coisas não estão bem. No fundo, é melhor abrirem-nos os olhos e mandarem-nos mexer o cú do que taparem-nos os olhos enquanto somos abalroados no supracitado sem o saber. O efeito placebo funciona até ao momento em que deixa de funcionar, que é mais ou menos o tempo dos meninos irem ao recreio e voltarem para a sala.

Ora se Deus não é capaz de fazer uma merda que seja bem em sete dias, não há-de ser um governo de direita que há-de conseguir endireitar este país em cento e não sei quantos dias (agora está na moda fazer balanços de governação a cada número redondo). Não sei sequer se a mudança se verificará a médio prazo, quanto mais a curto. Mais, não sei se vai resultar. Mesmo assim, prefiro continuar na quimioterapia. Já quem critica incondicionalmente, devia ter pouco mais de paciência (ou de vergonha na cara, dependendo dos casos). É que isto não vai lá com medicinas alternativas.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Se o Facebook...

... tivesse um botão de dislike, eu era capaz de o usar bastante mais.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Justiça universal

Qualquer pessoa que escreva para o consultório sexual da Maria, Correio da Manhã e afins, merece aquilo que lhe está a acontecer de errado. Aliás, provavelmente o problema ainda devia sair ampliado. Há gente da qual não tenho pena nenhuma.

“Pede-me que lhe faça sexo oral”

“Tenho 18 anos e gosto muito da minha namorada. Começámos a ter relações sexuais há seis meses, e há dias ela pediu para lhe fazer ‘cunilingus’. Diz que a ideia a excita imenso, e eu até gostava de lhe dar esse prazer, mas não sei o que é…”Perguntas: 17.9 - 11h Por: João, Viseu


Ó João de Viseu:

Tu nem merecias ter namorada. É assim tão difícil lamber a cona a uma gaja? E que processo mental é que se deu aí na tua cabecinha que achou que obterias melhor e mais rápida informação enviando uma pergunta para o consultório sexual de um tasco destes?

Por acaso nisso os homens são mais práticos. Não há puto novo que se lembre de pedir à namorada para lhe fazer um felatio. E, caso isso aconteça, face ao desconhecimento da miúda acerca do significado da palavra, seríamos rápidos em reiterar o desejo, formulando a questão de modo um bocadinho diferente. "Chupa-me a pichota, porra."

João:

Tens dezoito anos. Isso significa que já devias ter pelo menos uns quatro de visionamento de pornografia. Vives na era de informação. Ou te começas a saber desenrascar bem depressa ou não mereces foder. Provavelmente moras no campo. Pede ao teu avô que te ceda uma das suas cabritas.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Era dos poucos gajos...

... sobre quem um homem podia dizer que tinha pinta, sem ter receio de ser apelidado de homo. Proporcionou-me a melhor decapitação (humana) de sempre. Sempre pensei que se fosse safar.

Não safou.

Se algum dia tiver de sacar a cabeça a alguém com um gladius, lembrar-me-ei de ti.

Agora é que é mesmo private, prometo.

Em vez da FNO, devia ir para um CNO.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Nunca ninguém me descreveu tão bem.

Não sei se já reparaste:

Tens 30 anos, são não-sei-quantas-da-manhã, tens a tua namorada semi-nua ao lado na cama e, no entanto, estás a fingir que o teu braço esquerdo é um periscópio.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

DUMB ASS BITCHES



É que até aquelas que defendem que a teoria da evolução deve ser ensinada nas escolas dão as justificações mais mentecaptas que se podem imaginar.

Vou tentar ser educado:

Não se trata de mostrar diferentes lados da história para cada um escolher aquele de que gosta mais, suas bestas. A teoria da evolução é um facto. Até prova em contrário, qualquer tentativa de relativizar a sua importância é uma estupidez. As pessoas que, apesar de estarmos em 2011, ainda acreditam no criacionismo, ou não tiveram acesso a uma educação de jeito, ou tiveram e não perceberam um caralho do que lhes foi ensinado, ou têm graves desafios cognitivos. Já agora, quando eu estiver a fazer um ovo estrelado, e subitamente ele começar a subir e ir parar ao tecto, concordarei também em pôr em causa a gravidade. As raparigas desta idade em Portugal não são assim, pois não? É que estas só servem para cozinhar, tratar da casa, e levar na peida.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

It's oh so private...

Sabem qual é a semelhança entre os concorrentes do Querido Mudei a Casa e a Marianinha?

Ambos agradecem decoração.

Nos sítios por onde passo...

... costumam dar-me sempre qualquer coisa ligada à actividade da empresa. Quando dou formação em restaurantes, dão-me petiscos. Quando são pastelarias, dão-me bolos. Quando foi uma empresa de decoração de eventos, deram-me uma planta. Quando a formação é só com mulheres, dão-me dores de cabeça.

Até aqui tudo normal. O problema é que agora se trata de um infantário. Eu sei que a intenção é que conta, mas...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Mundo cruel

Fazer 30 anos é uma merda. De repente, uma pessoa vê-se privada de pequenas coisas que dava por adquiridas. E ainda dizem que os etíopes é que estão mal, com a sua baixa esperança média de vida. A maior parte devia era dar graças por nunca chegar a ter esta sensação de velhice, uma das mais horríveis do mundo (quiçá a pior).

A primeira coisa a ir é a audácia. Uma pessoa quer descer o castelo de Óbidos de bicicleta a abrir, mas já sabe que há perigo de derrapar no empedrado; em vez de pedalar cada vez mais depressa como dantes, só se trava. Qualquer dia terei de comprar um capacete e umas cotoveleiras. Que vergonha.

Depois é todo um manancial de expertises (ler à portuguesa) que se vai desvanecendo. No mês passado? Fodia, fodia, fodia, fodia. Aguentava praí umas quatro horas sempre sem parar. Pumba pumba pumba, a marcar passo. Agora não passa da horita e meia. A partir daí tenho de me pôr direito, por causa das costas, até ganhar coragem para a segunda berlaitada. Vale-me, felizmente, o velho ensinamento do pai de um amigo meu: a homem com língua e dedo, não há mulher que meta medo.

Dantes ia para entrar na segunda circular, e se não me deixavam entrar logo, começava logo a insultar "ó meu ganda filho de um cabresto, a tua mãe foi enxertada em corno de cabra". Agora já não me arrelio. Deixo passar os senhores e até lhes desejo uma boa viagem. Agora que me lembro, hoje ainda só disse umas três ou quatro caralhadas. Adeus, virilidade. Ainda há bocado, dei por mim a lavar roupa à mão, enquanto via o Masterchef australiano. Depois fiz o jantar e fui passar uma camisa. Com tudo isto, tenho medo de, qualquer dia, ir a meter a mão no meio das pernas para coçar os colhões e descobrir que tenho uma cona no lugar do orgão original.

Aconselho toda a gente a nunca fazer trinta anos. A minha namorada diz para eu não me preocupar, que os trinta são os novos vinte. No fundo, ela só diz isso porque ainda acredita que eu tenho dinheiro e que vai dar o golpe do baú num velho rico. Em vez disso, optem por outras actividades. Vão ao México, por exemplo. Come-se bem e parecemos muita finos, quando comparados com os locais. Adiem a efeméride uns tempinhos, sei lá, mais lá prós cinquenta. Isso, façam trinta quando chegarem aos cinquenta.

Perdido por cem, perdido por trinta.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Vicissitudes de uma vida de trabalho árduo

Vejo-me forçado a lidar, quase diariamente, com muitas pessoas que passam recibos verdes segundo o código 2011 da tabela de actividades do artigo 151º do CIRS.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Estou sempre à espera...

... de que o Chefe Cordeiro encha de porrada os concorrentes, ainda com a boca cheia de comida.

... de que o Ljubomir se transforme no Marco de Camillis e desate a dançar o tango com os concorrentes.

... de que a Justa Nobre arregace a saia e comece a dançar o vira.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Pediatria

Devia ser uma especialização da Medicina Veterinária.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Unidos em torno de uma nobre causa

A paralisia cerebral é um problema que nos toca a todos (mais a uns do que a outros). Que o digam Kikas, proprietária de uma das casas de alterne (isto é apenas um rumor, não há prostituição em Portugal) mais faladas do país, e Jaimão.

De modo a angariar fundos (ou fundas, se pensarmos na pessoa que tomou a iniciativa), a Kikas, conhecida empresária do ramo da restauração e hotelaria, com especialização na noite, sugeriu ao músico Jaimão que fizesse um tema alusivo à reputada casa (sendo a palavra chave reputada), a incluir numa das suas obras, que seria vendida num concerto de beneficiência, a ser realizado no La Siesta.

A pergunta que se coloca é a seguinte:

Já se esgotou o altruísmo em Portugal? Não há mais ninguém de relevo na sociedade que esteja disposto a lutar por aquilo em que acredita? Alguém sonhava que este duo dinâmico iria coordenar esforços neste sentido?

Que o pedigree e experiência são altos, ninguém duvida. Os principais frequentadores do bar La Siesta são pessoas com a doença supracitada, enquanto que o Jaimão é portador da mesma, tendo conseguido atingir um nível de funcionalidade bastante eficaz ao nível de gestos do dia-a-dia que, para nós, são um dado adquirido. No entanto, não sou capaz de deixar de pensar que o tiro lhes saiu pela culatra. Se a música foi feita no sentido de ajudar uma pessoa com paralisia cerebral, porque é que me fica a sensação de que a sua audição vai fazer disparar o número de defs no país?


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Eu não doava...

...os meus orgãos vitais ao hospital. Iam-me servir de alguma coisa depois de ser enterrado? Provavelmente não. Seja como for, o risco de irem parar a alguém que escreve "se eu gosta-se", a alguém pobre, a alguém do Benfica ou até, horror dos horrores, alguém que nunca frequentou o ensino superior (estar cansado depois de lavar o chão das salas e sentar-se um bocadinho no anfiteatro para recuperar o fôlego não é bem a mesma coisa), deixa-me com o coração apertado.

Quando muito, seria capaz de abrir uma excepção para o Cláudio Ramos*. Há trabalho científico para ser feito ali. É interessante saber se ele deixa ou não de mamar pilas após receber um transplante de colhões a sério.


* bem sei que o que não falta por aí são blogs a usar o nome do Cláudio Ramos para fazer piadas sobre homossexuais. Ele não merece ser mencionado tantas vezes em tom de gozação. O problema é que pedi ajuda a vários amigos para me darem nomes de pessoas que, ao mesmo tempo, fossem figuras públicas, paneleiros, desempenhassem um trabalho ridículo e não fossem nem o Cláudio nem o José Castelo Branco. Ninguém foi capaz de me ajudar.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

É mais forte do que eu

Sempre que recebo uma sms terminada em "Bj" ou "Bjs", não sou capaz de, à primeira leitura, interpretar aquilo como outra coisa que não "blow job".

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Fará sentido manter este modelo de educação?

Sou afortunado por poder dizer que tenho um trabalho que adoro. Todos os dias é-me dado o privilégio de lidar com documentos pessoais de outras pessoas e preencher papéis, para além de dar formação a essas mesmas pessoas (a última, claramente um mero complemento secundário das duas primeiras).

Ao olhar para o certificado de habilitações de um dos formandos, reparei numa situação comum, embora caricata, sobre a qual já várias pessoas escreveram (e de forma bem mais acutilante do que eu, que sou apenas um normal palerma). Chamemos-lhe Dulcineíldo. O Dulcineíldo, segundo consta nos seus dados, passou a Educação Moral e Religiosa Católica com uma boa nota (4), embora tenha tido péssimas notas a Línguas e Matemática. Nada fora do vulgar, cumprem-se as prioridades. A minha pergunta é:

O que é que significa ter um 4 a Educação Moral e Religiosa Católica? O que é que se ensina lá? Se fosse sobre a sua história, não seria preciso o prefixo de Educação Moral, e já existiria uma disciplina que, consoante o programa, aborda a temática. Chama-se "História". Será sobre Deus, Jesus, demais personagens e histórias? Poderia o Dulcineíldo, caso fosse esse o seu credo, optar por Educação Moral e Religiosa Budista? Quais são as opções disponíveis no mercado? Terão todos a mesma oportunidade de escolha?

Nesse caso, não percebo o 4. Como é que se tem 4 a uma coisa que fala de coisas que, das duas uma:

A) Não existem.

B) Existem mas ninguém sabe afirmar nada sobre o assunto com autoridade.

O que é que o Dulcineíldo passou a saber que tenha aumentado as suas competências, que não se pudesse ter ensinado num outro ambiente, um pouco menos tendencioso? Não será lógico que as únicas notas possíveis numa cadeira desta índole, sejam o 1 ou o 5? Ou ninguém sabe nada porque não há hipótese disso, ou todos sabem tudo, porque é como a astrologia e é tudo inventado à medida que a brincadeira se vai desenrolando. Nenhuma outra nota faz sentido.

É que reparem: o que é que um padre, catequista ou similar "educador" sabe sobre Deus que o Dulcineíldo ou até mesmo, pasme-se, eu? Nada? Pois, nada. Similar educador não tem dados para dizer se os fundamentos da sua religião são verdadeiros ou falsos, quanto mais existentes. Nunca nenhum padre falou com Deus. Nunca nenhuma catequista leu sequer um guardanapo de papel com uma quadra de Santo António escrita por Deus. Nunca viram nenhum filme, mudo ou não, realizado por fonte fidedigna sobre toda esta macacada. Só a Alexandra Solnado é que fala com Jesus, sendo que ela, que eu saiba, não preenche recibos verdes segundo esta categoria do CIRS.

Alexandra Solnado foi professora de Educação Moral e Religiosa Católica do Dulcineíldo? Não. Então não percebo o 4.

Gosto de pensar que os meus filhos, quando forem para a escola, irão aprender somente factos e nada mais do que factos. Opiniões parvas sobre coisas, terão muito tempo para as adquirir, à medida que a vida os for moldando, mas nunca, endoutrinando.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Juro por todos os santinhos.

Tenho sido inundado de e-mails acerca da possibilidade de eu ter sido parte integrante da perda da virgindade de Margarida Menezes.

A verdade é só uma: mais rapidamente me apanhavam a enfiar a pichota numa colmeia do que ali.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Resposta errada.

Então Nossa Senhora perguntou: "Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?". -"Sim, queremos". - "Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto".

Jackasses.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

O milagre da Fátima

Cheguei a casa mais cedo do que o habitual. Só tenho de sair de novo daqui a umas duas horas.

Encho uma taça com gelatina de pêssego e ligo a televisão. Por sorte, estava mesmo a dar o programa que me apetecia ver, o Especial Fátima da Praça da Alegria.

Senhora idosa, com poucos estudos, é entrevistada acerca da razão de ser peregrina. Veio para agradecer a nossa senhora de Fátima. E porquê, pergunta Jorge Gabriel? Porque tem um marido com Parkinson, uma filha com esclerose múltipla, e ela própria tem problemas de locomoção e diabetes. Engraçado não ter abordado o problema da fraca escolaridade, de oportunidades na vida e sentido crítico. A nossa senhora é uma segunda mãe para ela, segundo conta. Olha que mãe do caralho. Se eu tivesse contactos em lugares de poder, não tinha de ir dar formação à noite, de modo a poder financiar os gostos caros da minha namorada (sim, porque não é com a minha fraca figura na cama que isto vai lá).

Como esta história, muitas outras são mostradas. A fé desta mulher, perdão, as fezes desta gente toda, são um catalisador para que eu fique emocionado durante um bom par de minutos. Tão emocionado que vou mudar de canal e repetir a dose de gelatina. Chamemos-lhe um gesto de penitência.

PS: Quem achar que não há uma forte correlação entre habilitações académicas/nível cultural e crenças religiosas, no sentido da inversa proporcionalidade, é um bidé mal lavado.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Hell Centers

- Bom dia. Estou a falar com o senhor Pedro M.?

- Sim, é o próprio.

- Daqui fala a Não Sei Quantas do banco #!$. Estou a ligar-lhe para lhe fazer umas perguntas acerca do seu grau de satisfação com o banco. Seria oportuno conversarmos?

- Uma coisa é certa: o meu grau de satisfação com o banco acaba de baixar consideravelmente só pelo facto de me estar a chatear a estas horas.

- ...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Primeiras vezes

- Mas isso é porque eu te amo.

- Porque tu o quê? O que é que tu disseste?

- Err... Porque eu gosto de ti.

- Naaa, não foi isso que tu disseste. Havia uma palavra começada por "a".

- Porque eu te adoro...

- Era uma palavra mais pequena começada por "a".

- Porque eu te ato?!

- Deve ser isso. Sabes, eu também te ato.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Há pessoas...

... que têm um rácio estupor/amor adorável. O problema é que são 7 cães a um osso, relativamente a tudo o que é bom na vida. Um gajo tira senha, espera e desespera, sem nunca ter a certeza se será atendido. Mas, às vezes, os cães com sorte somos nós.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Quando a minha colega de casa...

...anda mais desanimada, dá-lhe para se meter a fazer bolos.

Só espero que, enquanto eu cá estiver, a vida lhe continue a correr tão mal como agora.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ninguém mais...

... acha que o facto da comunicação social aderir ao dia das mentiras é uma perfeita idiotice?

segunda-feira, 21 de março de 2011

Vamos foder os Censos

Questionário de alojamento familiar

Pergunta 3 - O alojamento tem retrete?

A resposta correcta: 2. Sim, sem dispositivo de descarga.


Questionário individual

Pergunta 10.5 - Tem dificuldade em tomar banho ou vestir-se sozinho?

A resposta correcta: 3. Não consegue tomar banho ou vestir-se sozinho.


Pergunta 10.6 - Tem dificuldade em compreender os outros ou fazer-se entender?

A resposta correcta: 3 Não consegue compreender ou fazer-se entender.



Quem não responder como eu mando fica obrigado, desde já, a oferecer-me um pacote de Sugus de laranja. Quem se lembrar de outras questões pertinentes, disponha.

segunda-feira, 14 de março de 2011

domingo, 13 de março de 2011

Alguém tem à mão umas cuecas...

... da Simara? É que podíamos cortar ao meio, e usava-se uma das metades para tapar a fissura na central nuclear de Fukushima.

Amanhã não vai haver Preço Certo :(

Se alguém tiver informações sobre o paradeiro do Fernando Mendes, diga qualquer coisa. A malta não sabe nada dele desde o dia do tsunami no Japão.

sábado, 12 de março de 2011

E depois não queremos que nos apelidem de geração rasca.

- Tão pá, marca-se a manif pra que horas?

- Na sei. A malta vai sair na sexta e depois quer dormir um bocado. Assim à tardita, hã?

- Porreiro. Assim dá para ir almoçar aos meus pais e já venho com aquela pujança do costume. É cozido e acho que há bolo no fim.

How to watch "127 Days" like a true man.

1) Instantly skip to the amputation part.

2) Without puking, shout as loudly as you can "WTF? Is this it? Bullcrap!".

3) Grab a few cold brewskis (six or nine might do the trick; make it eighteen) and go watch Rambo IV.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Digam-me o nome de uma figura pública feminina...

... portuguesa ou estrangeira, que nunca me irá processar pela piada de qualidade sofrível que vou fazer a seguir (vou ter de temporizar os posts para isto aparecer sempre em primeiro lugar). Rápido. Ah, e que seja badalhoca.

A Andreia da Casa dos Segredos...

... é o porta-estandarte daquela clássica situação em que é a vaca que tira leite ao agricultor todos os dias, e não o contrário. Vá, senta-te aqui no banquinho, amor.

Eu avisei que era sofrível.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Já não é Carnaval, ninguém leva a mal.

O Carnaval para mim é como o tuning. O conceito base é bom, é interessante, mas 90% dos portugueses dispostos a colocá-lo em prática já passou a fronteira do labrego há mais de trinta quilómetros. É claro que depois, o resultado nunca pode ser positivo.


Epá, vamos cá tentar adaptar isto aos nossos costumes, fazer uma coisa nossa, impulsionar a identidade cultural de todo um povo. Naaaaaaa... tenho 22 anos, acabei há pouco tempo o 9º (foi no 2º andar do pavilhão dos cursos profissionalizantes, por isso já é considerado ensino superior) e vou aqui, com os meus 80 quilos e 10 centímetros de trapos, sambar com as minhas amigas para os senhores da RTP. Ah, isto afinal é prá Sic.

Nunca me mascarei na vida. Quando era puto, não o fiz na escola primária. Simplesmente queria ser diferente, sendo que numa turma de 30 mascarados de mãos dadas, dois a dois, a vaguear pela rua, com três Zorros e quatro Pierrots, para se ser diferente basta ter um aspecto mais normal. Nisso eu era bom.

Mais tarde, achei que já fazia figuras de atrasado mental durante o 1º, 2º, 3º períodos e, ocasionalmente, férias de Verão, optando novamente por gozar da recém descoberta normalidade que o Carnaval me vinha oferecer. Mas, anteontem, cometi um erro.

Estava a falar com uma amiga, querendo ela saber o que é que era preciso fazer para que eu me mascarasse. Disse-lhe que, se para o ano me arranjasse um fato com qualidade de oficial das SS, (ou de Jesus Cristo, como plano B) que eu me mascarava. Ora eu até nem sou nazi, apesar de já me terem chamado skinhead (um deles, o cabrão do anão de há uns posts atrás). Reservo-me ao direito de proferir piadas xenófobas para deleite de amigos e familiares, mas sou das pessoas mais despreconceituosas e afáveis no trato que irão encontrar (é o que dá lidar com múltiplas nacionalidades no contexto profissional e sentir a obrigação de os tratar com simpatia). Os meus amigos não irão corroborar isto, mas é a mais pura das verdades; eles nunca me viram trabalhar.

Gostava simplesmente de ver até que ponto iria a tolerância dos outros mascarados, só por eu estar vestido de braço direito do Hitler. Até pensei em preparar uma pequena rábula, em que entrava a marchar pelos bares dentro, gritando em seguida "VUERE...ARE... ZE JEWZ?!" Suspeito que meia dúzia de gajos peludos, mascarados de filha do Nené (imagem, por si só, desconcertante) fossem ficar ofendidos.

A cena do JC era só para o caso de não haver amigos suficientes que alinhassem comigo no primeiro cenário, só para poder ter as costas quentes na eventualidade de me oferecerem porrada. A ideia, muito mais suave, mas ainda assim provavelmente mal compreendida, seria a de andar a explicar às pessoas a impossibilidade lógica de existir um ser/entidade superior que é simultaneamente omnipotente, omnisciente, mas que mesmo assim nos fez conscientemente desta forma, amando-nos a todos incondicionalmente*, embora de forma não interventiva. Assim tipo "look at this ant farm gone wrong", só que eu teria um copo de Martini Rosato numa das mãos, só para o estilo.

A minha sorte, nestas merdas, é que passados três dias, já ninguém se lembra de metade das alarvices que eu digo. Restam-me, portanto, os dois habituais trajes que me acompanham nestas quadras: o de engenheiro sóbrio e o de engenheiro embriagado. Um vai ao desfile da tarde, e o outro ao da noite. Depois trocam.

*incondicionalmente, não é bem assim. Tudo bem que, mesmo se gastares dinheiro a modificar o carro, se te mascarares de Pikachu da loja do chinês ou se roubares a pensão de invalidez do marido da velhota do rés-do-chão, vais à mesma para o céu. Mas isso só acontece se, pelo menos no último instante antes de morrer, te arrependeres e afirmares que acreditas na santíssima trindade. Ah, men...

terça-feira, 8 de março de 2011

Por cada vez...

... que se ouve "cidade maravilhosa" ou "mamã eu quero", morre um urso bebé na Sibéria.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Não tenho nada contra...

... os Homens da Luta. Por outro lado, também não tenho nada a favor. Se o Festival da Canção fosse uma merda importante e limitada, em termos de visibilidade, ao nosso país, era capaz de bater palminhas. Para eu conseguir fazer uma música pior do que qualquer uma das que foi a concurso, tinham de me dar um tiro de caçadeira num dos hemisférios cerebrais, cortarem-me os braços e as pernas, ficando obrigado a escrever música e letra apenas com a pila e metade dos neurónios. Portanto, se é para ganhar merda, que ganhe a merda que agita mais o povo, pá. Dispenso é que me revirem os olhos quando digo que aquilo não tem nem piada, nem particular inteligência.

Mesmo assim, tenho dificuldades em dizer que não mereceram ganhar. Pelo menos fizeram uma coisa diferente, que toca mais o povinho. Será que vai servir de lição para os próximos que tentarem concorrer, obrigando-os a fazer músicas objectivamente boas? É claro que não. Festival da Canção é como o Portugal Tem Talento, Ídolos e afins: as pessoas realmente geniais não se metem nessas coisas. Ainda acabam por perder (tendo em conta os conhecimentos de quem vota) e depois é uma chatice para os egozinhos.

Tenho um grande defeito (pelo menos é o único): preocupo-me demasiado com o que os outros pensam de mim. Portanto, e apesar de me estar a cagar para a Eurovisão, não consigo deixar de ter vergonha por saber que todas as pessoas dos outros países vão ficar a achar que somos uma cambada de trolhas. Não é que não seja verdade, mas por alguma razão se inventaram as aparências. Estamos mesmo na ponta, mas isto ainda é suposto ser Europa. Se já em português as músicas não têm piada, imaginem a eficácia que a luta terá na Alemanha.

Pode ser que sejam uma espécie de Lordi portugueses. Pior aspecto, já têm. Força, camaradas.

Mesmo aqui ao lado...

Um arrumador de carros acaba de gritar "FINALLY!". Parecia uma versão portuguesa do Charlie Sheen, mas com barba e menos droga no papo. Fui logo à janela, desejoso de gritar o mesmo, mas o gajo ainda estava de pé, tão vivo como há bocado. Por enquanto, fico calado.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Despedidas sentidas

Nunca gostei de despedidas. Na maior parte dos casos, sinto-me obrigado a fingir que estou a sentir uma coisa que, na realidade, não sinto. Noutros, a minha incapacidade de esboçar sempre as expressões faciais apropriadas, leva a que me sinta culpado por não conseguir fazer passar à outra pessoa aquilo que é suposto sentir, sentindo-o de facto.

Uma das poucas alturas em que cara e coração se encontram de mãos dadas é quando como um pacote de M&Ms até ao fim (ser magro é um fardo). Pegar no último remete-me sempre para um estado de pesar, de impotência, de saudade, de humildade perante as inevitabilidades da vida que escolhemos viver. Aquele último amendoim achocolatado, naquele momento, representa um amigo, um pai, um irmão, um vizinho simpático, uma namorada dedicada, sendo que, de todas as cinco despedidas, apenas era suposto ter-se comido uma.

quinta-feira, 3 de março de 2011

O dia pode ter sido merdoso...

... mas encontrar um bom lugar de estacionamento ao pé de casa, muda tudo.

terça-feira, 1 de março de 2011

Portugal dos pequeninos

É complicado arranjar lugar ao pé daquele edifício. Ontem estava cheio de pressa para ir lá buscar uns documentos e fiquei surpreendido por ver um lugar mesmo perto da porta. Mesmo assim, as condições não eram as ideais. Sabem aquelas ocasiões em que tanto o carro da frente como o de trás roubam preciosos centímetros do espaço delineado em que queremos estacionar? Bingo. Começo a achar que mais vale não fazer marcações no chão. Em alternativa, pintem todos os lugares com o dístico para deficientes, que a maior parte dos condutores portugueses é, no mínimo, amblíope.

Achei, no entanto, que mesmo assim conseguiria estacionar. Eram lugares espaçosos. Cabiam ali dois smarts de lado. Porque é que o meu não haveria de caber (para os fãs da série The Office, "that's what she said")?

Considero-me um condutor razoável durante noventa e cinco por cento do tempo, sendo alvo de uns brainfarts lixados nos restantes cinco. Com sono, as percentagens começam-se a equiparar aflitivamente. Era um desses dias. Alinhei o carro com o da frente, e inicio a marcha atrás. Percebo que vou ficar demasiado afastado do passeio, sem poder fazer grandes correcções, por ter o carro de trás já tão perto. Puxo de novo à frente, meto a marcha atrás, e desta vez fico com o pneu traseiro do lado direito encaixado no passeio. Primeira, de novo, em frente.

Pelos vistos parece que devia ter cobrado bilhete. Ao lado, ao pé de uma pastelaria, estava um gajo a olhar para mim e a rir-se, aumentando progressivamente o volume, à medida que se tornava evidente que eu não ia desistir do lugar, por mais vezes que iniciasse a manobra (foram umas quatro ou cinco, o meu ego não sabe precisar). Do riso à chacota verbal foi um pequeno passo, mais pequeno ainda do que o lugar em que eu tentava deixar o carro.

Chamemos ao indivíduo chalaceiro de Playmobil, a título exemplificativo:

Playmobil: Tá difícil, ó amigo!

Pedro: ... (detesto quando estranhos me tratam por amigo)

Playmobil: Ainda bem que os dias estão a ficar maiores! Isso com calma vai lá, HEHEHEHEHE!

Pedro: ...

Playmobil: Olha práquilo, cabia ali um camiôn!

Pedro (de vidro aberto, a começar a ficar irritado): Só se for um pequenino, daqueles com que tu brincas.

O que é certo é que lá consegui deixar o carro bem alinhado, tal e qual me ensinaram nas aulas de condução. Já a risota, continuava em marcha acelerada. O gajo tinha o tronco encorpadote mas não condizia bem com o meu físico atlético, sendo até um bocado mais baixo. Fosse eu um daqueles acéfalos de ginásio (o que não significa que todos os frequentadores de ginásio sejam acéfalos) a tentar impressionar a namorada na discoteca, e passava ao pé dele de mão puxada atrás. Não, estou mais bem vestido do que ele e devo ter mais estudos - pensei eu - se fosse para sujar as mãos, sujava-se a sério.

Acho que mesmo que tivesse demorado mais tempo, o Playmobil continuaria plantado no mesmo lugar, troçando à mais pequena anomalia que o movimento urbano lhe proporcionasse. Ainda mal me tinha aproximado do carro e já se começava a ouvir aquele riso inconfundível à palerma do 5º ano.

Playmobil: gfawemxcsmfmeiwehyr238423w'efso (frases indecifráveis). HEHEHE!

Pedro: ...

Playmobil: Isto agora, mais um quarto de hora, meia horita, e consegue tirar a máquina daí. Mas veja lá, ó amigo, quer uma ajudinha? Assim já isso ia num instante.

Pedro: Eu até aceitava a ajuda se tu conseguisses chegar aos pedais como deve ser e ver a estrada ao mesmo tempo.


Entrei no carro, rodei a chave, fiz pisca e vim-me embora. Tinha acabado de insultar um anão. Não dizem que há uma primeira vez para tudo?

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Orgulho

O meu sobrinho joga futebol no Farense. Este fim de semana, marcou um dos golos que permitiu a vitória por 2-1 face ao adversário. Não sei o nome do outro clube, portanto, chamemos-lhe de "Os Maricas".

Eu já tinha ficado todo contente por ele ter sido importante no embate contra Os Maricas. O mundo tá cheio de putos inteligentes, mas jogar bem à bola é daquelas coisas que há que incentivar, se queremos que a geração seguinte tenha um futuro mais estável do ponto de visto financeiro e de gajas. Agora, quando ele me diz que a seguir a marcar o golo foi expulso, fiquei completamente inchado de orgulho.

"Por favor, que tenha sido uma sarrafada que lhe tenha valido o vermelho directo, e que tenha feito o outro miúdo esquecer-se das dores de crescimento, ao ter infligido outras ainda maiores" - pensei logo eu, esperançoso.

Afinal parece que não. O meu sobrinho está naquela fase desastrada de crescimento em que, quando corre, não se percebe onde começam os pés e acabam os braços, parecendo que se encontra em permanente translação à volta Terra, à mínima tentativa de locomoção. Ia simplesmente a correr, embrulhou-se noutro sem querer, e o jogador d'Os Maricas cai estrondosamente no chão, começando prontamente a ganir. O árbitro pensou que foi uma agressão e mandou-o mais cedo para o balneário.

Esta última parte ninguém precisa de saber. Foi agressão, foi. À antiga, daquelas quando o Paulinho Santos e o João Pinto se defrontavam. Boa, miúdo.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Cue the sun!

Não há semana em que não sinta que a minha vida não passa de um gigantesco "The Truman Show". Se isso me assusta? Não. A remota hipótese de todo o ambiente que me rodeia ser orquestrado não impede que eu tenha sido genuíno. Só espero é que não haja câmaras na casa de banho.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A todos os que se preocuparam comigo


Obrigado pelas mensagens escritas, emails, postais e amostras de perfume da Sephora. Aquilo que vocês mais temiam (especialmente o público feminino que me lê), não aconteceu. Conheci a Pólo Norte e ela não me saltou em cima. Vejam lá que nem sequer veio acompanhada de um bando de russos, para me levarem à força e roubar um rim ou outra coisa de maior monta.

Mas desenganem-se: aquilo não é boa peça. Guardem os maridos, namorados e filhos em idade de maior ímpeto reprodutivo em armários com o dístico de produtos químicos. Façam alguma coisa. Ela se os vê, e a partir do momento em que passarem no teste da higiene pessoal, não há nada a fazer. Come-os e nem deixa os ossos (em caso de aflição, gritem LOL a plenos pulmões, costuma funcionar). Se mexe, marcha. Eu, pelo sim pelo não, deixei de tomar banho uns três dias antes da data combinada e fiquei sempre muito quietinho na cadeira que me era destinada (depois de inspeccionar a possiblidade de existência de correntes ou similares equipamentos de restrição de movimento).

Contudo, não se pode dizer que a moça não tenha qualidades. Fiquei surpreendido por constatar que era possuidora de um apurado gosto musical. Ninguém disse que para se ser vilão era preciso ser-se bronco. Há uns até que são bastante cultos e educados. Mostrei-lhe duas ou três de que gostava e ela foi incapaz de disfarçar a emoção.

Parece que já está a ser organizada a nova edição dos Bilf Awards (e, pela última vez, já que há sempre alguém que pergunta o significado, BILF = Blogger I'd like to fuck). Se eu fosse a vocês, nunca mais ia ao blog da Pólo Norte, de modo a não ceder à tentação de concorrer. Eu safei-me, mas vocês podem não ter a mesma sorte. Para além disso, apesar de eu não poder voltar a concorrer este ano, acham mesmo que são dignos do galardão, com um antecessor como eu? Ora pois claro que não.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dia dos Namorados: o melhor acontecimento do ano a seguir ao Pão por Deus

Hora de almoço, café com um amigo:

J: Então e o que é que ofereceste hoje à tua mão direita?

P: ...

Let's get cynical, let me hear your body talk

A todos os que festejam o dia 14 de Fevereiro de forma demasiado fofinha e efusiva:

A vossa relação, provavelmente, vai terminar assim. Pelo menos para um dos lados.

MUAHAHAHAHAHAHA!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Tenho Facebook...

... há apenas uma semana, mais coisa menos coisa. Fui, portanto, o último indivíduo com acesso a uma ligação à internet a aderir a esta rede social. Antes, já tinha tido conta no Mercado da Carne de Almeirim (vulgo hi5), tendo-a apagado uns meses depois. Já vi várias pessoas subnutridas no Bangladesh que já tinham conta no Facebook, ainda não tinha eu perdido a virgindade.

Mesmo assim, dou por mim hoje a repetir para uma amiga aquilo que eu próprio já ouvi vezes sem conta:

- O quê, tu não tens Facebook? AHAHAHAHAHAHAHAH! Epá, metes-me uma certa dose de nojo. Mata-te.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O problema dos After Eight...

... é que só consigo parar after twelve, o que significa que, à minha taxa metabólica habitual, precisarei de uns fifty minutes extra de running sem stopping à volta do neighbourhood, contabilizando mais umas cerca de eighteen times (valor que, confesso, ainda hei-de tirar a clean) que a empregada do café de baixo me vê passar, pensando que sou completely nuts por correr neste sítio, com tanto fine place por aí.

Isto, para um gajo que, até há bem pouco tempo, tinha como objectivo de vida chegar aos forty com físico suficiente para ter hipótese de se enrolar com miúdas de twenty, torna-se um challenge do caraças. Eu quando vou ao supermercado compro apenas o suficiente para me manter barelly well fed. Não compro bolos, não compro chocolates, não compro refrigerantes, e mesmo assim as merdas vêm-me cá parar a casa.

Epá, poupem-me que eu tenho one hundred and sixty five pounds to maintain. Como é que se diz "apre" e "já não há pachorra" em inglês? É que "bolas" e "chiça", eu ainda sei.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Educar Portugal

A formanda pensava que só ia ter 25 horas de formação. Quando a informei de que a seguir teria outras 25, de uma unidade complementar, ficou muito vermelha, e depois muito pálida.

- Cinquenta horas? (sotaque brasileiro)

- Exactamente, M. Neste momento estou-vos a dar a unidade X, mas começarão logo a seguir, no mesmo horário, a unidade Y.

- Cinquenta é muito, poxa! Eu vou morrê!

- Não se preocupe M, o formador da unidade seguinte é muito simpático. Vai ver que passa depressa.

- Quem é?

- Sou eu.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Fazer figas

Quando estou a ver ténis na televisão, salvo os casos em que joga ou o Nadal ou o Ljubicic, tenho sempre a tendência para torcer por aquele que, à partida, apresenta menos hipóteses de ganhar. Faço-o até ao último set, até ao último ponto, se for preciso. Dos melhores, o melhor se espera. A verdade é que os outros também têm sonhos, também suaram para chegar ali. A qualquer momento podemos estar perante uma reviravolta, perante aquela centelha no olhar que diz "hoje mereço eu!", aquele esgar de génio que emociona os espectadores quando parte de não génios. Eu torço sempre pelo menos favorito.

Querer raramente é poder, por mais que nos queiram incutir o contrário. Querer "apenas" nos aumenta a probabilidade de esbarrar com o sucesso. Não gosto de "apenas". Gosto de sim, gosto de não, gosto da pequena margem de manobra para a qual a inevitabilidade nos empurra. É nessas alturas que se revela o verdadeiro poder de decisão, o saber fazer muito a partir de pouco.

Está tudo na nossa cabeça. Há quem não tenha armas para tomar de assalto as rédeas da sua vida, quer pense ou não que as tem, há quem saiba incondicionalmente que não pode falhar, e há ainda quem pense que tem poucas hipóteses, menosprezando o real valor da componente probabilística. Mas, pelo menos um dia em cada ano, todos acordamos com pegada de gigante e relegamos os feitos banais para segundo plano.

"Hoje" sinto que sou o menos favorito. Mas, para todos os efeitos, eu torço sempre pelo menos favorito.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ontem...

...tive de explicar a duas raparigas de 25 anos o que era um strap-on. Não que eu precise de um.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Já não sei se...

... sou um homem bem educado com bastante jeito para ser ordinário, ou se sou um gajo ordinário com bastante jeito para ser bem educado.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Felizmente a única coisa que tenho é um pipi...

Foram estas as declarações de Cláudio Ramos à Agência Lusa, após contratar um segurança pessoal a tempo inteiro. "Há malucos por todo o lado; felizmente a única coisa que tenho é um pipi, mas mesmo assim fico mais descansado com o Flávio sempre atrás de mim" - referiu o cronista social, completando ainda com as declarações "vai ser complicado confiar nos rapazitos que a Fátima Lopes me manda no último domingo de cada mês; a partir de agora, só rapaziada madura".

Apaixono-me facilmente se ela:

1º Não usar Crocs

2º Respirar

3º Não tiver por hábito cagar cinco minutos antes de eu utilizar a casa de banho

4º Souber o nome do meu tenista preferido

5º Não se importar que eu fantasie com as minhas tenistas preferidas

6º Tiver mais que o 12º ano de escolaridade (Novas Oportunidades não conta)


A mulher ideal não existe, meus amigos.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Lembro-me de um rapaz lá da escola

... que andava numa daqueles turmas para gente que já sabe que nunca vai tirar um curso superior na vida. Tinham um pavilhão à parte para eles e tudo. Nós só íamos lá quando não havia mais salas, ou quando era para fazer trabalhos manuais. Sempre quis ter um mordomo para vir comigo às aulas de EVT. Achava aquilo muito desnecessário. Sabia que nunca ia ter de voltar a fazer coisas daquela na vida e, caso tivesse, que seria um falhado, e portanto não haveria incentivo para tentar aprender a fazê-las bem.

Voltando ao rapaz, houve uma altura em que ele arranjou uma namorada, apesar de ter aulas a tempo inteiro naquele pavilhão dos taditos. Havia um pequeno pormenor: a namorada dele tinha quarenta anos. Ele devia ter na altura uns dezasseis, no máximo. Este pormenor não seria um problema se fosse uma cota toda para lá de jeitosa, com peitos firmes (e falsos). Era gorda, feia e tinha o cabelo muito oleoso (sendo que apenas uma destas coisas vai tendo solução).

Que ele estivesse desesperado para perder a virgindade e o assumisse, eu ainda percebia. Não batia palmas, mas percebia. O mal era geral, e naquele tempo de guerra, todo o buraco era trincheira. Quase todo o buraco.

Mas não, aquilo não era só badalhoquice, era mesmo amor. Quer dizer, era também alguma badalhoquice, tendo em conta o nível de higiene pessoal que aparentavam. Andavam de mãos dadas pelas ruas e tudo. Suspeito até que, em época natalícia, se houvesse azevinho por onde passassem, que se beijariam despreconceituosamente. O que não ia acontecer era um daqueles sapos se transformar em príncipe.

Sei que tiveram (pelo menos) um filho. Andavam na rua a empurrar o carrinho de bebé (ela empurrava o carrinho e ele empurrava-a a ela), como se fosse um jovem casal normal, apesar de só metade ser jovem, e mais do que a conta. Toda a gente olhava, mas eles não se importavam.

Lembro-me deles e penso que ainda não se devem ter separado. Provavelmente devem ser mais felizes que eu. Mas como, se eu sei controlar os meus gases melhor do que eles? Como, se apesar da minha miopia, mesmo sem óculos eu consigo sempre descobrir num grupo de cinco qual delas é a gaja mais boa? Não sei. Só sei que devem ser mais felizes do que eu. Pelo menos nunca pensei chegar às portas dos trinta com este grau de insatifação. E, agora que um ano novo começa, espero que me dê razões para ser tão feliz como eles (mais!), e não ter de gozar com os mais desfavorecidos só para ter margem de manobra para me rir. A mim e a vocês, ó pseudo-esquadrão da moral e dos bons costumes (ai credo mas também se riem).