O meu sobrinho joga futebol no Farense. Este fim de semana, marcou um dos golos que permitiu a vitória por 2-1 face ao adversário. Não sei o nome do outro clube, portanto, chamemos-lhe de "Os Maricas".
Eu já tinha ficado todo contente por ele ter sido importante no embate contra Os Maricas. O mundo tá cheio de putos inteligentes, mas jogar bem à bola é daquelas coisas que há que incentivar, se queremos que a geração seguinte tenha um futuro mais estável do ponto de visto financeiro e de gajas. Agora, quando ele me diz que a seguir a marcar o golo foi expulso, fiquei completamente inchado de orgulho.
"Por favor, que tenha sido uma sarrafada que lhe tenha valido o vermelho directo, e que tenha feito o outro miúdo esquecer-se das dores de crescimento, ao ter infligido outras ainda maiores" - pensei logo eu, esperançoso.
Afinal parece que não. O meu sobrinho está naquela fase desastrada de crescimento em que, quando corre, não se percebe onde começam os pés e acabam os braços, parecendo que se encontra em permanente translação à volta Terra, à mínima tentativa de locomoção. Ia simplesmente a correr, embrulhou-se noutro sem querer, e o jogador d'Os Maricas cai estrondosamente no chão, começando prontamente a ganir. O árbitro pensou que foi uma agressão e mandou-o mais cedo para o balneário.
Esta última parte ninguém precisa de saber. Foi agressão, foi. À antiga, daquelas quando o Paulinho Santos e o João Pinto se defrontavam. Boa, miúdo.
Eu já tinha ficado todo contente por ele ter sido importante no embate contra Os Maricas. O mundo tá cheio de putos inteligentes, mas jogar bem à bola é daquelas coisas que há que incentivar, se queremos que a geração seguinte tenha um futuro mais estável do ponto de visto financeiro e de gajas. Agora, quando ele me diz que a seguir a marcar o golo foi expulso, fiquei completamente inchado de orgulho.
"Por favor, que tenha sido uma sarrafada que lhe tenha valido o vermelho directo, e que tenha feito o outro miúdo esquecer-se das dores de crescimento, ao ter infligido outras ainda maiores" - pensei logo eu, esperançoso.
Afinal parece que não. O meu sobrinho está naquela fase desastrada de crescimento em que, quando corre, não se percebe onde começam os pés e acabam os braços, parecendo que se encontra em permanente translação à volta Terra, à mínima tentativa de locomoção. Ia simplesmente a correr, embrulhou-se noutro sem querer, e o jogador d'Os Maricas cai estrondosamente no chão, começando prontamente a ganir. O árbitro pensou que foi uma agressão e mandou-o mais cedo para o balneário.
Esta última parte ninguém precisa de saber. Foi agressão, foi. À antiga, daquelas quando o Paulinho Santos e o João Pinto se defrontavam. Boa, miúdo.
