sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ontem...

...tive de explicar a duas raparigas de 25 anos o que era um strap-on. Não que eu precise de um.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Já não sei se...

... sou um homem bem educado com bastante jeito para ser ordinário, ou se sou um gajo ordinário com bastante jeito para ser bem educado.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Felizmente a única coisa que tenho é um pipi...

Foram estas as declarações de Cláudio Ramos à Agência Lusa, após contratar um segurança pessoal a tempo inteiro. "Há malucos por todo o lado; felizmente a única coisa que tenho é um pipi, mas mesmo assim fico mais descansado com o Flávio sempre atrás de mim" - referiu o cronista social, completando ainda com as declarações "vai ser complicado confiar nos rapazitos que a Fátima Lopes me manda no último domingo de cada mês; a partir de agora, só rapaziada madura".

Apaixono-me facilmente se ela:

1º Não usar Crocs

2º Respirar

3º Não tiver por hábito cagar cinco minutos antes de eu utilizar a casa de banho

4º Souber o nome do meu tenista preferido

5º Não se importar que eu fantasie com as minhas tenistas preferidas

6º Tiver mais que o 12º ano de escolaridade (Novas Oportunidades não conta)


A mulher ideal não existe, meus amigos.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Lembro-me de um rapaz lá da escola

... que andava numa daqueles turmas para gente que já sabe que nunca vai tirar um curso superior na vida. Tinham um pavilhão à parte para eles e tudo. Nós só íamos lá quando não havia mais salas, ou quando era para fazer trabalhos manuais. Sempre quis ter um mordomo para vir comigo às aulas de EVT. Achava aquilo muito desnecessário. Sabia que nunca ia ter de voltar a fazer coisas daquela na vida e, caso tivesse, que seria um falhado, e portanto não haveria incentivo para tentar aprender a fazê-las bem.

Voltando ao rapaz, houve uma altura em que ele arranjou uma namorada, apesar de ter aulas a tempo inteiro naquele pavilhão dos taditos. Havia um pequeno pormenor: a namorada dele tinha quarenta anos. Ele devia ter na altura uns dezasseis, no máximo. Este pormenor não seria um problema se fosse uma cota toda para lá de jeitosa, com peitos firmes (e falsos). Era gorda, feia e tinha o cabelo muito oleoso (sendo que apenas uma destas coisas vai tendo solução).

Que ele estivesse desesperado para perder a virgindade e o assumisse, eu ainda percebia. Não batia palmas, mas percebia. O mal era geral, e naquele tempo de guerra, todo o buraco era trincheira. Quase todo o buraco.

Mas não, aquilo não era só badalhoquice, era mesmo amor. Quer dizer, era também alguma badalhoquice, tendo em conta o nível de higiene pessoal que aparentavam. Andavam de mãos dadas pelas ruas e tudo. Suspeito até que, em época natalícia, se houvesse azevinho por onde passassem, que se beijariam despreconceituosamente. O que não ia acontecer era um daqueles sapos se transformar em príncipe.

Sei que tiveram (pelo menos) um filho. Andavam na rua a empurrar o carrinho de bebé (ela empurrava o carrinho e ele empurrava-a a ela), como se fosse um jovem casal normal, apesar de só metade ser jovem, e mais do que a conta. Toda a gente olhava, mas eles não se importavam.

Lembro-me deles e penso que ainda não se devem ter separado. Provavelmente devem ser mais felizes que eu. Mas como, se eu sei controlar os meus gases melhor do que eles? Como, se apesar da minha miopia, mesmo sem óculos eu consigo sempre descobrir num grupo de cinco qual delas é a gaja mais boa? Não sei. Só sei que devem ser mais felizes do que eu. Pelo menos nunca pensei chegar às portas dos trinta com este grau de insatifação. E, agora que um ano novo começa, espero que me dê razões para ser tão feliz como eles (mais!), e não ter de gozar com os mais desfavorecidos só para ter margem de manobra para me rir. A mim e a vocês, ó pseudo-esquadrão da moral e dos bons costumes (ai credo mas também se riem).