quinta-feira, 28 de julho de 2011

It's oh so private...

Sabem qual é a semelhança entre os concorrentes do Querido Mudei a Casa e a Marianinha?

Ambos agradecem decoração.

Nos sítios por onde passo...

... costumam dar-me sempre qualquer coisa ligada à actividade da empresa. Quando dou formação em restaurantes, dão-me petiscos. Quando são pastelarias, dão-me bolos. Quando foi uma empresa de decoração de eventos, deram-me uma planta. Quando a formação é só com mulheres, dão-me dores de cabeça.

Até aqui tudo normal. O problema é que agora se trata de um infantário. Eu sei que a intenção é que conta, mas...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Mundo cruel

Fazer 30 anos é uma merda. De repente, uma pessoa vê-se privada de pequenas coisas que dava por adquiridas. E ainda dizem que os etíopes é que estão mal, com a sua baixa esperança média de vida. A maior parte devia era dar graças por nunca chegar a ter esta sensação de velhice, uma das mais horríveis do mundo (quiçá a pior).

A primeira coisa a ir é a audácia. Uma pessoa quer descer o castelo de Óbidos de bicicleta a abrir, mas já sabe que há perigo de derrapar no empedrado; em vez de pedalar cada vez mais depressa como dantes, só se trava. Qualquer dia terei de comprar um capacete e umas cotoveleiras. Que vergonha.

Depois é todo um manancial de expertises (ler à portuguesa) que se vai desvanecendo. No mês passado? Fodia, fodia, fodia, fodia. Aguentava praí umas quatro horas sempre sem parar. Pumba pumba pumba, a marcar passo. Agora não passa da horita e meia. A partir daí tenho de me pôr direito, por causa das costas, até ganhar coragem para a segunda berlaitada. Vale-me, felizmente, o velho ensinamento do pai de um amigo meu: a homem com língua e dedo, não há mulher que meta medo.

Dantes ia para entrar na segunda circular, e se não me deixavam entrar logo, começava logo a insultar "ó meu ganda filho de um cabresto, a tua mãe foi enxertada em corno de cabra". Agora já não me arrelio. Deixo passar os senhores e até lhes desejo uma boa viagem. Agora que me lembro, hoje ainda só disse umas três ou quatro caralhadas. Adeus, virilidade. Ainda há bocado, dei por mim a lavar roupa à mão, enquanto via o Masterchef australiano. Depois fiz o jantar e fui passar uma camisa. Com tudo isto, tenho medo de, qualquer dia, ir a meter a mão no meio das pernas para coçar os colhões e descobrir que tenho uma cona no lugar do orgão original.

Aconselho toda a gente a nunca fazer trinta anos. A minha namorada diz para eu não me preocupar, que os trinta são os novos vinte. No fundo, ela só diz isso porque ainda acredita que eu tenho dinheiro e que vai dar o golpe do baú num velho rico. Em vez disso, optem por outras actividades. Vão ao México, por exemplo. Come-se bem e parecemos muita finos, quando comparados com os locais. Adiem a efeméride uns tempinhos, sei lá, mais lá prós cinquenta. Isso, façam trinta quando chegarem aos cinquenta.

Perdido por cem, perdido por trinta.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Vicissitudes de uma vida de trabalho árduo

Vejo-me forçado a lidar, quase diariamente, com muitas pessoas que passam recibos verdes segundo o código 2011 da tabela de actividades do artigo 151º do CIRS.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Estou sempre à espera...

... de que o Chefe Cordeiro encha de porrada os concorrentes, ainda com a boca cheia de comida.

... de que o Ljubomir se transforme no Marco de Camillis e desate a dançar o tango com os concorrentes.

... de que a Justa Nobre arregace a saia e comece a dançar o vira.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Pediatria

Devia ser uma especialização da Medicina Veterinária.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Unidos em torno de uma nobre causa

A paralisia cerebral é um problema que nos toca a todos (mais a uns do que a outros). Que o digam Kikas, proprietária de uma das casas de alterne (isto é apenas um rumor, não há prostituição em Portugal) mais faladas do país, e Jaimão.

De modo a angariar fundos (ou fundas, se pensarmos na pessoa que tomou a iniciativa), a Kikas, conhecida empresária do ramo da restauração e hotelaria, com especialização na noite, sugeriu ao músico Jaimão que fizesse um tema alusivo à reputada casa (sendo a palavra chave reputada), a incluir numa das suas obras, que seria vendida num concerto de beneficiência, a ser realizado no La Siesta.

A pergunta que se coloca é a seguinte:

Já se esgotou o altruísmo em Portugal? Não há mais ninguém de relevo na sociedade que esteja disposto a lutar por aquilo em que acredita? Alguém sonhava que este duo dinâmico iria coordenar esforços neste sentido?

Que o pedigree e experiência são altos, ninguém duvida. Os principais frequentadores do bar La Siesta são pessoas com a doença supracitada, enquanto que o Jaimão é portador da mesma, tendo conseguido atingir um nível de funcionalidade bastante eficaz ao nível de gestos do dia-a-dia que, para nós, são um dado adquirido. No entanto, não sou capaz de deixar de pensar que o tiro lhes saiu pela culatra. Se a música foi feita no sentido de ajudar uma pessoa com paralisia cerebral, porque é que me fica a sensação de que a sua audição vai fazer disparar o número de defs no país?