quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Feitios

Eu tenho uma qualidade um defeito:

Sempre que a propaganda acerca de algo que está na moda começa a ser exagerada, juntando ao facto de eu nunca ter tido grande propensão para a experimentar, eu não só começo a odiar a coisa por experimentar em questão, como começo a ficar com vontade de empalar os técnicos comerciais à paisana da coisa.

Nunca tive vontade de comer sushi. Pensei que seria engraçado experimentar, durante dez dolorosos segundos de carneirada (e, provavelmente para calar/agradar a alguém), mas felizmente a coisa passou-me. Atenção, eu gosto de peixe. O problema é que também gosto de o comer cozinhado. Epá, sei lá, acho que a junção entre o processo de eliminar microrganismos patogénicos e a melhoria objectiva (se calhar é melhor apagar isto, não vá arreliar os geniozinhos delicados) de sabor é uma cena porreira de se ter. De resto, se fosse assim tão bom, nunca seria preciso juntar grande coisa para ser apetecível. Qualquer pessoa poderia deixar descongelar uns medalhões de pescada ultracongelada da Pescanova (haja garantias de segurança) e comer à mão, ou apenas com pão, uma merda do género. Eu quando como doughnuts não os ando a enrolar em arroz e molhos e ervas e merdas para disfarçar que aquilo é uma parvoíce e não sabe a nada de especial.

Ninguém é eternamente tolerante; eu não sou excepção. Portanto, porra pá. Calem-se com a merda do sushi. Não quero sushi. Não me chateiem com o caralho do sushi. NÃO GOSTO DE SUSHI (por arrasto). Quantas vezes preciso de dizer a mesma coisa? Se comer peixe cru em Portugal é sinónimo de pertencer a uma geração jovem de classe média a querer atirar-se para a alta, então quero ficar o mais longe possível dessa gente. Não me tivessem chateado tanto, e ainda hoje seríamos amigos.

Parece que não aprenderam nada com a história dos caracóis e do Singstar Abba. Foda-se.

sábado, 22 de outubro de 2011

A mi manera


Eu olho para os Gipsy Kings e penso - "eina, tanta gente". Depois a malta começa a ouvir, e é apenas uma banda como outra qualquer. Não é aquele som majestoso que se espera ouvir de tanto sócio junto.

Oito gajos? Quatro tocam e os outros andam nas alas a gamar o público.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Já são línguas a mais

Deviam acabar com a janelinha da língua gestual nos programas em português. É que aquilo às vezes fica mesmo a tapar as mamas de algumas gajas boas. Uma pessoa quer perceber se são verdadeiras ou não, e assim não dá; não está correcto. Ou metem a janelinha a rodar pelo ecrã fora, ou então resignem-se às prioridades. Aposto que os surdos também preferem ver mamas. Assim era como se lhes retirassem também a visão. É justo? Não.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Everything by the book

Irmão mais novo da namorada: Quando vocês forem morar juntos posso-vos ir visitar sempre que eu quiser?

Namorada: Claro que podes, puto...

Eu, a besta: Sempre é como quem diz. O que podemos fazer é implementar um sistema mensal de senhas de visita, não acumuláveis no caso de não se verificar o seu total usufruto dentro do período estabelecido.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Adenda ao post anterior

Quando eu não tinha namorada, estava seguro de que a minha qualidade de vida iria aumentar se eu comesse o pito à Scarlett Johansson. Agora é um bocado irrelevante porque a chicha que tenho lá em casa é bem gostosa, mas naquela altura sabia que aquele seria o rumo certo a tomar para alcançar a felicidade.

O problema sempre foi:

QUE RAIO É QUE EU FAÇO PARA ME ESTATELAR AO COMPRIDO NA PARDALA DA SCARLETT?

E é um bocado este o problema da oposição.

Temos de dinamizar a economia!
Temos de diminuir o desemprego!

E temos de x e temos de y. A partir daí, chavões vagos à parte, ninguém tem uma receita com detalhe ao nível de roteiro do google maps que permita lá chegar. O como (concreto e inequívoco, já agora) é que ninguém o consegue cuspir. Até porque se soubessem, já o tinham feito nos mandatos anteriores.

Assim como a minha namorada não se podia chatear comigo porque eu já teria comido uma data de gajas famosas antes de as trocar a todas porque ela tem mais a ver comigo. Passado é passado.

A malta precisa do guito é agora. O dente tem mesmo de ser desvitalizado. Preocupem-se com a prótese depois.

Filha da puta da austeridade

Há quem ponha os filhos no karaté. Outros preferem o ballet (filho meu, rapaz, tem permissão para se meter nisso no dia em que cagar diamantes).

Já o actual governo, pôs o país na quimioterapia. Não é uma actividade tão bonita como a jardinagem ou a pesca submarina, mas são escolhas.

Fazer quimioterapia é tramado. Cai o cabelo, ficamos fracos e magritos, e a vontade de andar a correr para a casa de banho, com o objectivo de sabermos qual era o recheio do bolo digestivo (viram o que fiz aqui? viram?), aumenta substancialmente. Lá está, tramado.

Ainda assim, e mesmo estando a coisa num estado muito avançado, prefiro ter poucas hipóteses do que zero hipóteses. É que este cancro não é de agora, sendo que andar a gritar que vai tudo correr bem, não tomando medidas correctivas à altura, não vai mudar o facto de que as coisas não estão bem. No fundo, é melhor abrirem-nos os olhos e mandarem-nos mexer o cú do que taparem-nos os olhos enquanto somos abalroados no supracitado sem o saber. O efeito placebo funciona até ao momento em que deixa de funcionar, que é mais ou menos o tempo dos meninos irem ao recreio e voltarem para a sala.

Ora se Deus não é capaz de fazer uma merda que seja bem em sete dias, não há-de ser um governo de direita que há-de conseguir endireitar este país em cento e não sei quantos dias (agora está na moda fazer balanços de governação a cada número redondo). Não sei sequer se a mudança se verificará a médio prazo, quanto mais a curto. Mais, não sei se vai resultar. Mesmo assim, prefiro continuar na quimioterapia. Já quem critica incondicionalmente, devia ter pouco mais de paciência (ou de vergonha na cara, dependendo dos casos). É que isto não vai lá com medicinas alternativas.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Se o Facebook...

... tivesse um botão de dislike, eu era capaz de o usar bastante mais.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Justiça universal

Qualquer pessoa que escreva para o consultório sexual da Maria, Correio da Manhã e afins, merece aquilo que lhe está a acontecer de errado. Aliás, provavelmente o problema ainda devia sair ampliado. Há gente da qual não tenho pena nenhuma.

“Pede-me que lhe faça sexo oral”

“Tenho 18 anos e gosto muito da minha namorada. Começámos a ter relações sexuais há seis meses, e há dias ela pediu para lhe fazer ‘cunilingus’. Diz que a ideia a excita imenso, e eu até gostava de lhe dar esse prazer, mas não sei o que é…”Perguntas: 17.9 - 11h Por: João, Viseu


Ó João de Viseu:

Tu nem merecias ter namorada. É assim tão difícil lamber a cona a uma gaja? E que processo mental é que se deu aí na tua cabecinha que achou que obterias melhor e mais rápida informação enviando uma pergunta para o consultório sexual de um tasco destes?

Por acaso nisso os homens são mais práticos. Não há puto novo que se lembre de pedir à namorada para lhe fazer um felatio. E, caso isso aconteça, face ao desconhecimento da miúda acerca do significado da palavra, seríamos rápidos em reiterar o desejo, formulando a questão de modo um bocadinho diferente. "Chupa-me a pichota, porra."

João:

Tens dezoito anos. Isso significa que já devias ter pelo menos uns quatro de visionamento de pornografia. Vives na era de informação. Ou te começas a saber desenrascar bem depressa ou não mereces foder. Provavelmente moras no campo. Pede ao teu avô que te ceda uma das suas cabritas.