segunda-feira, 28 de novembro de 2011

sábado, 26 de novembro de 2011

Sad life is sad

A minha vida está uma bodega. A situação profissional é precária, os rendimentos não são nada susceptíveis de provocar uma erecção, não faço tudo aquilo que quero (se alguém tiver cupões de promoção para safaris no Quénia em que eu possa matar animaizitos e elefantes também, diga qualquer coisa)e o meu carro anda pouco e gasta muito. Por falar em carro, perco demasiado tempo de vida no trânsito e as moças que estão paradas nos carros das filas do lado nem são lá muito giras (e é quando são moças), a minha namorada só quer sexo a toda a hora, sendo que eu tenho sentimentos, não sou um bocado de carne, às vezes faz falta aquela sedução (umas flores, um miminho, sei lá, vocês percebem).

Por isso, e porque preciso de ser feliz:


MANDEM AQUELAS BESTAS PRÁ PUTA QUE AS PARIU, CARALHO!!!11! FORÇA SPORTING!11!!!!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Reality Check

Eu: Já reparaste que a maior parte das pessoas não gosta do que faz? Que são profundamente frustradas e que apenas acordam todos os dias com o objectivo de trabalhar para ir sobrevivendo, na esperança de ter ocasionais momentos de felicidade? Que por vezes essa felicidade nem sempre é mesmo felicidade, mas apenas o experienciar da não dor, do não sofrer, do atenuar de uma medíocre existência? Que são pedras basilares, embora substituíveis, de uma gigantesca pirâmide que suporta apenas o sucesso de alguns escolhidos? Que mesmo tendo a capacidade e a paciência para fazer uma boa mousse, lutam por míseros tostões que os afastam da aquisição de chocolate, ovos e demais ingredientes de qualidade, remetendo-os para a escolha de uma insatisfatória mousse instantânea do Continente?

Ela: Já, amor. A isso se chama crescer e ser adulto.

Eu: ...

Ela. There, there.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Eu também quero ter uma secção de moda numa revista.

Entrei na Primark e nunca mais fui o mesmo.

Bem me esforcei para não olhar e não tocar em nada, mas aquela loja maldita submeteu-me ao seu jugo. Em primeiro lugar, toquei sem querer num top dourado e apanhei lepra. Uma amiga minha uma vez disse-me que o segredo para comprar na Primark era saber escolher bem as peças. Eu até acredito que sim, mas tinha-me esquecido de levar comigo o laboratório de bolso com que ando atrás, sempre que entro num espaço em que há o perigo de apanhar febre tifóide. A minha namorada ainda pegou numas calças, mas cedo a desencorajei. Olha que isso mesmo com roupa interior de algodão bem grossa é coisa para provocar cancro na cona - disse eu, com voz sedutora mas paternalista.

A verdade é que não faltava gente. Gente, gente, gente até perder de vista. Sempre o mesmo gesto, aquele de pegar na peça com a mão direita, esticá-la para fora do cabide e mirá-la de cima abaixo. E ficar com uma inflamação na córnea, no caso da Primark. A sério, basta olhar.

Seguranças? Vi apenas um, para um espaço tão grande. Eu até acho que só o colocaram lá para disfarçar, numa tentativa de diminuir o aparente fosso de qualidade que há entre esta marca e uma Bershka ou uma Zara (isto, claro, se estivermos a pensar em peças de outlet, caso contrário é como o fosso do estádio de Alvalade, intransponível). Duvido que alguém queira roubar uma peça que seja, tendo em conta que nunca vi roupa com um ar tão barato. Ainda assim, dois euros e meio por um saia-casaco, ali, é coisa para estar inflacionada em cerca de dois euros e vinte e sete cêntimos. É que há roupa em certas lojas que um gajo ainda demora a topar que é feita com acabamentos/material de segunda. Já aquela, eu venho a sair da zona da restauração e já estou a a reparar em pormenores que fariam torcer o nariz a um mendigo em Marraquexe.

Se me propusessem correr os cem metros barreiras numa pista de pregos ao invés do habitual tartan, sendo que poderia optar por correr descalço ou usar sapatos da Primark, eu escolhia os sapatos da Primark. Não sou parvo. Não curto dor. Mas se estivesse alguém a ver, podem crer que ia descalço.

Estás a ser chato - disse a tal amiga de que falei há pouco. O bom da Primark é que aqui encontras peças pelas quais terias de dar bastante mais dinheiro, caso fossem de outras marcas - continuou ela. Pois, e num restaurante de comida japonesa gerido por chineses também há doses de sashimi a cinquenta cêntimos cada uma, e não é por isso que eu vou lá experimentar sushi pela primeira vez.

Já sabia que ia ser tempo perdido, mas mesmo assim disseram-me que havia uma secção de homem, e que eu assim sempre poderia dar também uma vista de olhos e não ser tão desagradável para as pessoas com quem ia. Eu procurei e procurei e procurei, mas só vi a secção para insolventes, a dos sem abrigo, a dos afligidos por doenças infecto-contagiosas e a secção de criança (orfã). Ah, e também dei uma passagem rápida pela secção de roupa para ciganos e a coqueluche do espaço, a zona Etiópia. Roupa para homem propriamente dito é que não, mas a verdade é que a minha miopia aumentou um bocadinho nos últimos anos, sendo que eu ainda não fui ao senhor doutor fazer a actualização da graduação.

Sempre quis ser piloto, mas a minha graduação não permitia. Deve ser porque eu acordava muito cedo ao fim de semana e ficava a ver bonecos muito perto da televisão. Acho que aos oito anos já não conseguia fazer cópias como deve ser sem me levantar e chegar mais perto do quadro.

A única hipótese da Primark ser uma ideia genial é se for apenas uma fachada para experiências farmacêuticas à revelia, ou então ser propriedade dos mesmo donos da Blanco (nome irónico dependendo do local; imagem esta loja em Telheiras num domingo à tarde). É que um gajo sai da primeira, entra na segunda, e de repente tudo parece espectacular. Aliás, gajo que passe mais de meia hora na Primark, e o fascínio pela roupa da Blanco é tão grande que até dá vontade de começar a vestir roupa de mulher, apesar de sermos dos poucos que não se mascaram no Carnaval. Felizmente, para a minha virilidade, apenas estive lá cerca de vinte e oito minutos. Maluco, mas não tanto. Com sorte, serão os primeiros e os últimos.

De resto, sabem se é possível encomendar roupa da Primark através da internet? É que se der, já sei o que vou oferecer às minhas tias do norte no Natal.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

E parece...

... que vai sair mais um livro que compila textos publicados num blog*. Tendo em conta a genialidade da escrita, isto deixa as portas abertas a que, basicamente, todos os outros bloggers em Portugal editem as suas obras (pelo menos os dezassete que ainda não o fizeram).

Não acham que já saíram demasiados livros de qualidade duvidosa baseados na blogosfera nos últimos tempos? Será que ainda há assim tanto para dizer que não tenha já sido dito entre, sei lá 2003 e 2008?

O bom de tudo isto é que se começa a criar um nicho de mercado que pode ser importante. Acho que em vez de um livro, vou mas é lançar o Saco Para o Enjoo "É Inútil Resistir". Público-alvo é o que não falta.

*conseguem adivinhar a qual me refiro?

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Porque é que as gajas...

... quando se atiram à água, vão quase sempre de pé e apertam medrosamente o nariz? Será para a água não entrar nas narinas com a força do chapão? Já agora, porque é que não tapam também o cu como deve ser?

Já um gajo, se se atirar para dentro de água de pé e com o nariz tapado, está mais que justificado o facto de não proteger o rabinho.