quinta-feira, 19 de julho de 2012

Ou então sou eu que sou antiquado

Há certos revivalismos que não consigo compreender.

Eu usei religiosamente este tipo de relógios (aquele com que eu andava mais ainda conseguia não ser tão maricas porque era preto, embora não fosse daqueles com calculadora) entre a primária e o ciclo, e não foi por isso que a minha experiência escolar foi mais agradável. Aliás, era capaz de jurar que apanhei porrada por causa do aspecto que isto me fazia ter (vá, as calças de bombazine também podem ter contribuído).

De repente, voltam a estar na moda. Voltam não, começam. Começam? Até disso tenho dúvidas. Acho que se trata apenas de meia dúzia de celebridades com daddy issues que os começam a usar porque não têm mais nada para fazer e depois há meia dúzia de fashionistas americanos que acham cool. Para completar a receita, outra meia dúzia em Portugal lê os mesmos blogs e pum: estamos todos dentro do barco do ridículo (menos a Somália; cometer menos crimes de estilo é um dos poucos benefícios de não se ter guito).

Será que nasci na década errada? Foi um erro os meus pais se terem descuidado na década de 80?

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