quarta-feira, 21 de março de 2012

Minichuva de Bloggers - fase de selecção

As coisas começam-se a compor; ainda não para ter a certeza de quais serão os 7 escolhidos, mas já está tudo mais encaminhado. Acho é que não vou ser capaz de rapinar o estilo a alguma malta daqui. Já outros facilitam-me o trabalho, dada a sua individualidade.

Arrumadinho - 6 votos
Pipoca Mais Doce - 4 votos
Fode Fode Patife - 3 votos
Crónica das Horas Perdidas - 3 votos
Pipoco Mais Salgado - 2 votos
Quadripolaridades - 2 votos
Espaço do Nuno - 2 votos
Coisas Que Me Afligem - 1 voto
Tolan Baranduna - 1 voto
Gelado Com Chantilli - 1 voto
As Minhas Pequenas Coisas - 1 voto
Brilhozinhos - 1 voto
Sem Compromisso - 1 voto

Dia Mundial da Poesia

Era uma vez uma rapariga do Minho
Que não jogava com todo o baralho.
Naquela até o Arrumadinho
Conseguia enfiar o caralho.

Feliz coinciência;
Era fã da sua escrita.
Seria falta de sapiência?
Teria cultura geral de pita?

Não, era apenas maluca.
Nem era por ser oferecida.
Arrumadinho deu-lhe com a fruta
Com tanta força que até fez ferida.


Queria pedir ao Arrumadinho, desde já, as mais sinceras desculpas por ter usado o seu nome na pequena comemoração desta efeméride. Eu sei que ele nunca comeria uma minhota. Falta de estilo, não é?

segunda-feira, 19 de março de 2012

Minichuva de Bloggers

Imaginem que eu me propunha a imitar o estilo de alguém durante uma semana (quando não há imaginação para se fazer algo de novo, inventa-se).

Quais são os blogs que mais gostavam que eu imitasse? Cada um podia votar em três blogs (para não complicar demasiado a escolha) durante alguns dias (ou até atingir um número de comentários razoável) e eu depois somava e via quais eram os sete mais votados. Escreveria um post por dia, no estilo de cada visado, ao longo de uma semana. Pessoalmente, já sei de antemão quais os candidatos perfeitos, mas a vossa decisão é soberana.

Serei eu capaz de ser fiel à imagem dos escolhidos? Serei apenas um valente palhaço que não tem mais nada para fazer? Decidam-se.

sábado, 17 de março de 2012

Extreme Makeworse

Há os que fazem acontecer. E depois há aqueles que não têm nada de positivo a dizer e criticam aqueles que fazem acontecer. Eu pertenço ao segundo grupo.

Dito isto, e sem querer faltar ao respeito a ninguém (mas faltando), tenho alguns apontamentos a fazer:

A Marta tinha 22 anos. A Marta já era muito gira. Agora a Marta parece uma semi-rameirita de 35 anos. Envelheceu. E colar gola? Um colar gola? Aquilo não é um colar gola. Aquilo é um babete. E há uns às vezes que quase parecem aqueles funis para os cães não coçarem as orelhas. E cabelo castanho cereja? Ok, há vários tons de castanho, qualquer homem percebe isso. Mas aquilo é castanho, não é castanho cereja. Cereja é da cor de uma cereja, não é da cor do cocó. A "moda", às vezes, consegue ser uma merda.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Não sei o que me choca mais

De um lado temos o vídeo da ménage atroz do Castelo Branco e comparsas; do outro temos a nova imagem da Fanny da Casa dos Segredos. Para o vídeo, ia completamente às cegas. Encarei como um teste à minha resistência. Fiquei a saber que o José é como quem vai à guerra; dá e leva. Descobri também que, a julgar pelas declarações tanto do supra como da madame envolvida, ao que acresce a decisão do tribunal, quase toda a gente que fode o faz ou porque está drogada, ou porque foi coagida. Ou isso ou alguém mentiu. Não quero acreditar que pessoas de alto gabarito e com tantos fãs o façam.

Já para a nova imagem da Fanny, pensava eu que era trigo limpo. Pior não podia ficar. Seria uma espécie de anúncio a uma qualquer marca de refrigerantes ou iogurtes, em que se mantém o mesmo sabor (neste caso a labreguice) e se cortam as calorias pela metade. Mas não. Temos ali uma Susana parte 2, mas com uma incapacidade ainda maior para a conjugação dos mais variados tempos verbais.

Ela diz que está uma brasa. Eu digo: mandem-na para a fogueira.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Portugal - República da Irlanda

É tão giro ver as duas selecções a disputar o Mundialito de Futebol Feminino. Elas sabem que aquilo não é futebol a sério, mas mesmo assim continuam-se a esforçar, como se estivessem dentro de um sonho. É ver aqueles totós e rabos de cavalo a dar a dar... Enternecedor. Eu até acho que estão mais do que 11 em campo em cada equipa. As treinadoras devem ter decidido que o que é importante é participar, e que algumas das meninas suplentes iam ficar tristes se não jogassem... Também ninguém nota.

Preocupa-me é o jogo ser feito a esta hora, tão em cima do jantar. É que entre cumprimentarem-se todas no final do jogo (dois beijinhos a multiplicar por não sei quantas jogadoras...), tomar banho e chegar a casa, são uma data de maridos e filhotes que ficam sem papinha.

Olha, golo de Portugal. Força País Lindo (Pedro M. corre pela casa à procura de pompons e um glosszito cor de rosa)! Foi a Ana Gomes que marcou. Parece que seguiu as pegadas da Sara Norte e foi jogar para Espanha, à procura de uma maior projecção. Oxalá o consiga fazer sem ser apanhada.

domingo, 4 de março de 2012

Estereótipos

No Estados Unidos da América, é difícil haver um preto que não se borre todo ou que não desate a correr se, de madrugada, lhe aparecer de repente um polícia e gritar "Freeze, you're under arrest!".

Cá em Portugal há coisas que têm em mim efeito semelhante. Presumo que não seja só comigo, é provável que seja mais generalizado do que eu penso. Uma delas é "Por favor, o seu número de contribuinte".

sexta-feira, 2 de março de 2012

Macho latino, uma raça em vias de extinção

Ficou determinado que seria ela a tratar da roupa. Ficou determinado no momento em que se tornou visível que eu não estava muito preocupado com o facto da roupa lavada se estar a acabar. De resto, quem cozinha aqui em casa sou eu. Ficou determinado na altura em que percebi que o risco de ela me pôr veneno na comida por eu não me preocupar com a roupa aumentaria com o passar das semanas.

De repente, vejo os papéis totalmente invertidos. Eu estou em casa a fazer caretas de nojo com o vídeo das orgias do José Castelo Branco (que, curiosamente, curte mais gajas do que eu pensava), depois de ter sabido através do Vidas do Correio da Manhã online que o vídeo estava disponível na net. Ela está a trabalhar. Alguém tem de trazer o toucinho (ai...) para casa.

Recebo uma chamada. Ela esqueceu-se de tirar a roupa da máquina e pede-me para a estender. Nada mais fácil - pensei eu. Também era só o que faltava ser sempre ela a fazer a mesma coisa. Assenti, deixando-a mais descansada.

Errado. Não se deixa de ser machista de um momento para o outro. Que eu apanhe porrada depois de ter dito "vai mas é fazer-me uma sandes"* após uma crítica qualquer dela, ninguém vê, estamos dentro de portas. Agora, estender a roupa? Tenho vizinhos e uma escola por trás. Há uma loja de tintas e outra de animais por perto. O que é que vão pensar de mim se me virem a estender cuequinhas e collants? Que sou frouxo? Que não consigo manter o sardão levantado e que, por isso, só sirvo para dono de casa?

Tracei um plano. Separei a roupa por grupos (isso ela vai gostar, a colocação das molas não tanto; talvez diga que eu nunca mais tenho de fazer isto, em nome do perfeccionismo caseiro recentemente adquirido) e elaborei um horário com as tarefas. Em momentos separados e muito rápidos, fiz várias incursões ao estendal, de maneira incisiva e furtiva, como se estivesse em missão no Afeganistão (a analogia não é das melhores, já que espetar balázios em árabes é capaz de ser bem mais divertido e viril).

Acho que não fui visto. Vou é apanhar logo à noite por ter escrito este post. Apanhar, como quem diz: desta vez vou estar bem preparado. Assim que sofrer o primeiro ataque, vou atacar com cócegas nas axilas, enquanto ela fica sem respiração e solta um misto de risinhos e gritinhos que se traduzem em qualquer coisa como "NÃO PODES FAZER ISSO, EU SOU UMA MENINA".


*Ficou ofendidíssima. Disse que eu não podia brincar com aquilo e ser machista porque havia mulheres obrigadas a usar burca que, quando comiam um gelado, apanhavam porrada se ao levantarem o pulso o tecido descaisse e deixasse à mostra um bocado de pele. Eu podia ter respondido de várias formas, mas optei pela via diplomática. Fingi que também estava ofendido e gritei:

O quê, mulheres de burca a comer GELADOS????!!!!!!