domingo, 29 de abril de 2012

No domicílio

- Acho que estou com uma quebra de tensão.

- Põe a cabeça entre as pernas, amor.

...

- Não é nas minhas!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O Ricky Martin português

Jorge Martinez. O nome diz-vos algo? Devia. Cantor, compositor, performer, bailarino, coreógrafo. Intitula-se de "o Ricky Martin português". Um artista completo? Não, é só ele que o diz. A única coisa que bate certo é mesmo a comparação com o Ricky, se bem que num está patente mais virilidade do que no outro.

Ainda assim, é um artista internacional. Internacional porque ninguém o quer cá. Onde é que ele vai para mais vezes? Ao país em que os emigrantes portugueses têm o pior gosto musical de sempre, o Canadá.

A sua filosofia de trabalho passa por uma perseguição da entrega total em palco (diria que demasiada). Afirma que não teria qualquer problema em morrer em palco. Acho que não era o único, embora já leve mais de 20 anos de carreira (um termo cada vez mais subjectivo na conjectura actual) e a coisa ainda não se tenha dado.

Prova número 1:




 0:04 - Ferrari Testarrossa, modelo bastante conhecido nos anos 80, um pouco caído no esquecimento devido ao excelente trabalho de superação que a marca do Cavallino Rampante nas últimas décadas. Eu percebo, o Jorge é um homem de entrega e tinha de ter um Ferrari no vídeo, fosse qual fosse. Alugou o mais barato. Ainda assim, lá por não ser nosso, não significa que se vá pôr a cabrar com ele. Mais respeitinho por aquilo que é dos outros, se faz favor.

0:29 - Ainda não chegámos ao final do primeiro minuto e já sabemos que estamos perante um pervertido. Tudo bem, não será o único. Mas seria mesmo preciso partir os binóculos? Seria. Entrega total.

0:48 - Quando eu andava no secundário, se tinha calor, punha a camisola ou o casaco à volta da cintura e dava um nó. Era moda. A mamã do Jorge assim tem o dobro do trabalho a lavar roupa. Tudo em nome da entrega.

1:14 - Jorge, no refrão, canta "silêncio". É provável que seja a letra que todos os fãs mais conhecem e mais apreciam. Aliás, cantam-na em todas as músicas. Senõr Martinez abre a boca e toda a gente começa logo - "Silêncio!". Para quem, na descrição do vídeo (sendo a conta propriedade do Jorge) escreve "SILÊNCIO" é uma bela e comovente história que retrata o amor em todo o seu esplendor!
Um videoclip enigmático, com uma tenacidade dramática brilhante. Fascínio, sedução, glamour, lamas, areias, ruínas, escombros, falésias sumptuosas, entrelaçadas com dor, desespero e sofrimento, tornam este filme num monumento à capacidade do ser humano, em acreditar e lutar contra qualquer adversidade. Mistério e Amor num filme / videoclip com impacto, poderoso!!!
estava à espera de o artista soubesse, pelo menos, cantar. Lá está, um bailarino dança, uma prostituta aluga o rabo (aluga ou arrenda? deve depender dos casos), um cantor canta.O Jorge tem algumas dificuldades com a parte do canto, embora se denote esforço.

1:34 - Aquilo ilustra o quê? Numa história de amor a donzela tem de banhar os seios com leite? Aquilo é leite, não é?

1:39 - Se eu cantasse assim, ter-me-ia atirado.

2:01 - "Esta ferida que sangra no meu interior..." Nunca tive hemorróidas, mas se tivesse preferia tomar um analgésico (analgésico para hemorróidas é genial). Não se consegue nada a dar pontapés na areia. Visualmente, continua a ser demasiado. Mas há quem goste (normalmente portuguesas que foram paras as limpezas no Canadá, antes de concluirem o 6º ano. de escolaridade.

3:00 - E pronto, isto é apenas badalhoco. Já não basta saber que vai caiar a rapariga de branco por dentro, e ainda tem de a cagar toda de terra por fora. Amigo, isto nem no Canadá é sensual.

E pronto, a partir daqui é apenas a destruição pegada. Ele é telefones, é televisões, é a pia do leite, é pirotecnia... Basta. Silêncio!

4:12 - The end, as palavras que gostaríamos de ter visto escritas mais cedo (lá para os primeiros 10 segundos do vídeo).


A partir daqui revelou-se o meu calcanhar d'Aquiles. Eu deliro com a mediocridade. Não fui capaz de ficar quieto e tive de ir ver duas entrevistas (ok, três) do Jorge Martinez, cada uma a rondar os 10 minutos. Eu sei que tenho coisas melhores para fazer, mas não sou capaz de estar quieto. Uma coisa deu para perceber: penso que há ali um distúrbio de personalidade. O próprio classifica o seu espectáculo de fascinante, entre outros adjectivos, sem ter a mínima noção da realidade. Há por aí alguém formado em Psicologia que o queira identificar este distúrbio(e já agora que me ajudem a perder menos tempo com estas coisas)? Não pode ser apenas narcisismo. Tenho alguma curiosidade.



sexta-feira, 13 de abril de 2012

Devia ser proibido

...um PORTUGUÊS ter a lata de dizer à boca cheia que não gosta do Ronaldo e que acha que o Messi é melhor, seguido de um "ah, e também acho que o Guardiola é superior ao Mourinho". É que mesmo que fosse verdade (coisa que não é, puta que pariu), não se pode permitir uma afronta destas.

Português que tem o mínimo de respeito pelo seu país, e que não combateu no Ultramar (consoante o número de pontos que lá marcou, então teria algumas atenuantes) tem direito de ter três clubes. O primeiro tem de ser um dos grandes. Passando a citar, são o Sporting, o Benfica e o Porto. Bragas e Boavistas e Belenenses e essas merdas, não contam. O meu é o Sporting até morrer (nem que fosse no último lugar da tabela, será sempre um dos três grandes e o resto são bocadinhos de cocó na boca dos maldizentes). Cada um terá o seu, desde que obedeça à regra dos três supracitados. A idade limite estabelecida para se mudar de clube são os cinco anos de idade, na fase de transição para a entrada na escola primária. Todos sabemos que desde pequenos, os miúdos são aliciados para ser dos verdes pelos avós, para ser dos amarelos pelos pais, para ser dos vermelhos pelos tios, para ser do Porto pelos vizinhos ciganos do bairro social do outro lado de lá do viaduto. É difícil estabelecer uma identidade clubística enquanto se é criança. No entanto, há que traçar a linha do aceitável algures.

O segundo clube de cada um será aquele onde o melhor jogador do mundo e/ou o melhor treinador do mundo estiverem colocados. O melhor jogador do mundo é o Ronaldo e o melhor treinador do mundo é o Mourinho, logo, só quem é estúpido é que não diz que o seu outro clube do coração é o Real. Eu já fui do Barcelona nos tempos do Figo, tendo posteriormente mudado para o Real, que apoiarei até prova em contrário. Em tempos já se pôde ser do Atlético, quando o grande Futre lá jogava. De resto, não há excepções a estas regras.

O terceiro clube é o da terra, e aqui é onde cada um tem alguma margem de manobra para demonstrar a sua individualidade. Eventualmente poderão mudar de clube quando viverem há vários anos noutra localidade que não a que os viu nascer, podendo adoptar o clube local.


Caso prático de estudo:

Juvenal, 38 anos, monta as suspensões do Eos na Autoeuropa. Acha que o Messi é melhor porque é mais humilde, é da Académica porque sempre teve o sonho de ter estudado mais, e só mais ligeiramente torce pelo Benfica, em noites de derby ou competições europeias.

ERRADO. O Juvenal é do Benfica. Sabe todos os nomes do plantel do Benfica. Sabe o nome das putas onde os jogadores do Benfica vão depois de terem ganho ao Porto (quando isso acontece, claro; quando não acontece é porque decidiram ir antes e o broche não foi lá muito bem feito, prejudicando a prestação no jogo propriamente dito). A Académica não é um clube grande, logo aqui a coisa morreu. Quanto muito a Académica podia ser o clube da terra, mas não, o Juvenal nasceu em Esmoriz. Logo, é do Sporting Clube de Esmoriz. Mais, o Juvenal defende cada uma das patacoadas que saem da boca de Jorge Jesus. Ele não dá calinadas; devia era ver o seu dialecto elevado, pelo menos, à mesma importância do mirandês.

Quanto a gostar do Messi por ser mais humilde, caralhos o fodam. Os portugueses não têm muitas coisas boas. Os únicos que se vão safando ainda os são vizinhos ciganos do bairro social do outro lado de lá do viaduto, à conta do RSI. E, mesmo assim aquele BMW nem é português, é alemão. Por isso, quando somos mesmo os melhores, vamos pôr de lado a filha da putice da humildade. Nem que o Ronaldo tivesse um equipamento especial banhado a ouro, diferente dos restantes jogadores, e comesse criancinhas pobres ao pequeno almoço, o Juvenal só tem é de dizer que ele é o melhor, a segunda reencarnação de Deus na terra (como se tivesse havido primeira; um snob lol daqui vos envio). Tudo o resto é inválido.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Men, unite.

Já era altura de alguém fazer uma petição para a Pipoca Mais Doce parar de fazer "extreme makeovers". Três tiros, três melros. Ela tem o toque de Mirdas: todas as miúdas em que toca transformam-se em merda.

No meu caso, proibi a minha faneca de concorrer a qualquer iniciativa deste género promovida pela P+D, sendo que isso não significa que não me preocupe com outros colegas de profissão (profissão: fodelhão) que andam à procura de gajas boas.

Até percebo que a Pips tenha de ganhar o guito dela. Todos temos. Não nos estraguem é um recurso que já é escasso. Porque é que ela não pega numa bajarda gasolineira ou coisa do género? É que por cada miúda gira que ela transforma, morre um golfinho. Pelo menos carregue menos na maquilhagem e ABSTENHA-SE DAS GOLAS, que já só morre um pastor alemão com displasia da anca.