domingo, 29 de julho de 2012

Quezília conjugal

A minha namorada é mais teimosa que uma coisa qualquer (ela achou "mula" um bocado ofensivo).

Há uns dias, estávamos a correr e eu reparei numa foto que, dado o timing era, no mínimo, curiosa.

- Olha ali o Renato Seabra! Mesmo estando preso ainda serve de publicidade a esta malta.

- Não é nada, tás maluco! Tás a ver pior. És maluco dos cornos.

- É claro que é! Doida és tu, ó!

- NÃO É, CARALHO!


Gente, é claro que é o Renato Seabra. A foto não é grande coisa. Se não acharem conclusiva, em vez do telemóvel e de noite, vou lá com a máquina e de dia e tiro uma de jeito.

Segue em anexo outro foto, a título de comparação.





É ou não é o mesmo gajo, porra? Quem está maluco? Eu ou a patroa? Quem precisa de levar uns valentes açoites logo à noitinha?


quinta-feira, 26 de julho de 2012

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Ou então sou eu que sou antiquado

Há certos revivalismos que não consigo compreender.

Eu usei religiosamente este tipo de relógios (aquele com que eu andava mais ainda conseguia não ser tão maricas porque era preto, embora não fosse daqueles com calculadora) entre a primária e o ciclo, e não foi por isso que a minha experiência escolar foi mais agradável. Aliás, era capaz de jurar que apanhei porrada por causa do aspecto que isto me fazia ter (vá, as calças de bombazine também podem ter contribuído).

De repente, voltam a estar na moda. Voltam não, começam. Começam? Até disso tenho dúvidas. Acho que se trata apenas de meia dúzia de celebridades com daddy issues que os começam a usar porque não têm mais nada para fazer e depois há meia dúzia de fashionistas americanos que acham cool. Para completar a receita, outra meia dúzia em Portugal lê os mesmos blogs e pum: estamos todos dentro do barco do ridículo (menos a Somália; cometer menos crimes de estilo é um dos poucos benefícios de não se ter guito).

Será que nasci na década errada? Foi um erro os meus pais se terem descuidado na década de 80?

terça-feira, 17 de julho de 2012

Como não fazer o Querido Mudei a Casa


- Nesta rua tão barulhenta, mesmo com o viaduto ao lado, fazia todo o sentido mudar esta caixilharia velha e colocar vidros duplos.
             Maria da Graça e Joaquim sofrem de acentuada perda auditiva.

- Queríamos dividir o jardim em espaços de lazer distintos, bem delimitados pelos elementos decorativos. E o que será mais relaxante no Verão do que dormir a sesta numa das camas de rede que colocamos na zona do deck?
             Celestina é muito manca de uma perna.

- Com estes elementos florais, tornamos aquilo que era um espaço muito antiquado num local paradisíaco e requintado.
             Apesar de gay, Jeremias é fã incondicional de Marylin Manson.

- Natércia, pode tirar a venda e seja feliz.
             Natércia conserva apenas 25% da visão, após ter esforçado os olhos uma vida inteira nos seus bordados.

- Para guardar os livros escolhi estas estantes em carvalho. Não há outra madeira que faça tão bem o casamento entre cultura e classe.
              Miguel, político português.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

It's Friday, I'm in love


Não vai acontecer

Parem de me encher o facebook com merdas para ganhar Iphones 4s e Samsungs Galaxy S3 e o caralho. Estão-lhes a fazer a papinha toda, eles a rir, e vocês a voltar para casa todos os dias com o vosso Nokia 3110. A paciência tem limites. A título de exemplo, alguma vez o Pipoco Mais Salgado fazia isso nos vossos murais? Haja mais vergonha na cara.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Melhor citação dos últimos tempos

"If you can afford to hire yourself, you're too cheap."

Bambi Cantrell

domingo, 8 de julho de 2012

Surpresa!

Se chegasse ao meu carro no dia de aniversário e o visse coberto de post its, ficava doido. Podem ter escrito "amo-te" e afins, mas para mim é como se dissessem "chupa, cabrón!". Não consigo entender como alguém pode achar romântico, fofinho e especial. É apenas estúpido. Depois lá fica o idiota montes de tempo a tentar tirar aquela merda, às vezes sob os olhares de terceiros. A sério que não se conseguem lembrar de nada mais significativo e menos trabalhoso?

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Pesadelo em Blog Street

Demorou muito tempo a perceber que era um sonho. As pistas eram óbvias, mas o cansaço da noite anterior teimava em não as querer revelar, toldando-as num misto de rebolanço na cama e baba na almofada.

Devia logo ter percebido quando dei por mim a frequentar um workshop acerca de como tornar a minha imagem o mais indicada possível para diversos empregos possivelmente pretendidos e o Arrumadinho não era o formador (mais: estava lá para aprender). Eu nunca faria isto. Eu iria a um workshop para o dar, nunca para o receber. Tenho um certo complexo de superioridade que advém do facto de não ter recebido carinho suficiente em criança (até aos meus 9 anos o meu berço era uma embalagem gigante de Tide que tinha vindo de americanos destacados na base das Lages) e querer, portanto, ser sempre aceite, armando-me em bom para compensar.

Os meus colegas de formação eram todos bloggers. Uns mais conhecidos, outros menos. Tínhamos a Pipoca dos Saltos Altos (aquela que não lançou um cd, não tem uma loja, não tem um perfume, não tem um almanaque comboniano, não organiza eventos, não foi à Lua, não participou num filme do Manoel de Oliveira, não vai à Rússia três vezes por ano, não apresenta um telejornal e não cria chiuauas para exposição, mas que ainda assim consegue ser simpática que nem ela), a Pólo Norte (eu juro que I <3 Pólo Norte mas não curto o Natal e mais depressa passava a ser do Benfica do que me punha a mandar postais ou a pedir a crianças no Burundi para segurar folhas A4 a dizer o óbvio já supracitado, já que quem não gosta da Pólo Norte ou é estúpido ou gaja) , o Róbene (gajo engraçado como eu, que também não se esforça para ser lido e ter seguidores , sendo por isso o único blogger com IQ  >90 com quem eu posso competir em termos de visualizações), o Tolan (que é, na realidade, um alien da Guerra dos Mundos, já que não se joga Battlefield, se bebe whisky e se escreve um romance acerca de gajas, charutos, poker e Battlefield com apenas dois braços), a S* (que foi mandada para a rua uma vez porque não parava de falar na sua relação perfeita e no amor e no escorredor de loiça que tinha comprado para a casa de banho porque já iam em três serviços de chá porque um não chegava e eram tão lindos e foram comprados com tanto amor e na cozinha já não havia espaço para tomar banho e para amor), o já referido Arrumadinho (Deus na Terra, embora eu seja ateu) e mais uns outros. O Alfaiate Lisboeta nesse dia tinha tido falta porque achou piada à bata e chinelos de uma contínua grávida e mamalhuda (embora não se soubesse se a origem do mamaçal era da condição que o futuro rebento proporcionava ou se já era rebentação sucedida na puberdade) e ficou a tirar-lhe fotos em poses várias (e vadias), enquanto a tentava levar para a cama e perceber se era suficientemente viril para fazer um irmãozinho ao nascituro em condições de improbabilidade biológica  (dizem que conseguiu, e eram gémeos).

Eventualmente, a formadora, que era uma espécie de Teresa Guilherme meets Maya meets Paula Bobone meets Marianinha mas sem o meets, lá nos deixou ir ao intervalo para bebermos um cafezito e mandarmos uma mija, uns de pé e outros sentados (só não me perguntei de que forma cada um o fez; fica a dúvida).

No sonho, fiquei na mesa do Arrumadinho, mesmo à frente dele. Não é que o tipo foi genuinamente simpático, sendo que os conselhos que deu se revelaram bons conselhos (já sei como fazer para o puré de batata não colar e ficar mesmo cremoso)? Assim como há quem lhe dê demasiado crédito, há outros tantos que pecam exageradamente por defeito.

Foi demasiado. Acordo sobressaltado, envolto numa cascata de suores frios, a repetir a frase "afinal o Arrumadinho é porreiro, afinal o Arrumadinho é porreiro", vezes e vezes sem conta. Apalpei a cama. Por sorte, não me tinha mijado. Era apenas mais uma noite mal dormida. Mais um bocado e tinha-me convencido a comprar uns óculos de massa, e de que o PES é melhor do que o Fifa.

Tenho de parar de beber leitinho quente com mel antes de ir dormir.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Após a última garfada de cheesecake

De férias no estrangeiro, algures num restaurante australiano:

Garry Kasparov (levantando o dedo): Check, mate!