segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

E eis que entro em 2013...

... com este ar. Pelo menos é a melhor aproximação à realidade que consigo fazer para vos mostrar qual é o meu novo ângulo de visão. Em suma, não atravessem a estrada só porque está lá uma passadeira.

Feliz ano novo!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Tenha a bondade de me auxiliar

Há poucas coisas mais estúpidas na vida do que comprar óculos. O problema não é a necessidade de os comprar, mas o acto em si. Expliquem-me como é que eu vejo qual é o par que não me faz parecer um palhaço virgem se eu não consigo ver um caralho à frente do nariz. É a mesma coisa do que ser sujeito a um casamento combinado. Como é que me posso apaixonar por uma pessoa com quem nunca fodi e/ou (sim, ou, há casos todos os dias) nunca vi? E mesmo sendo eu a escolher a gaja, basta imaginar que estou a brincar ao quarto escuro com meia dúzia delas, até lhes posso mexer e deixar de lado logo as que são demasiado esqueléticas ou que têm demasiada xixa, mas depois não lhes consigo destrinçar a fucinheira. Ainda por cima, quando se fazem  estas escolhas, não é propriamente fácil de retroceder o processo. Aliás, por vezes é mais fácil acabar com uma pessoa de quem não se gosta muito do que ter dinheiro suficiente à mão para se comprar uns óculos minimamente decentes.

Lentes de contacto não vou comprar de propósito para isso. Já há alguns anos que deixei de usar por ficar facilmente com conjuntivites (não por falta de cuidado). Levar gente comigo também não é necessariamente a solução para a coisa. Confiar no gosto dos outros para estas coisas é mais difícil do que comer uma puta sem preservativo e confiar que ela não tem mesmo sida ou outra doença sexualmente transmissível. É que gonorreia ainda dá para tratar mais ou menos depressa, agora o incómodo de andar com esta merda na cara e o subsequente mau aspecto é que já é coisa para nos acompanhar uns bons tempos, mais ainda do que aquelas mulheres que acham que fazem parte da franja de 1% de mulheres que ficam bem de cabelo muito curtinho.

Eu até me tento aproximar muito do espelho (sou míope), e acho que a ideia geral é suficientemente aproximada da realidade, mas há mais do que um requisito para se ter boa aparência. Assim como não basta parecer bem pela frente e há que o conseguir igualmente por trás, também não basta ser-se jeitoso ao perto. A cinquenta centímetros do espelho somos capazes de apreciar os pormenores, mas ter uma noção da figura que se faz como um todo, só olhando a pelo menos cinco metros de distância. Não me digam que nunca olharam para o vosso reflexo numa fachada espelhada, endireitando os ombros com mais confiança quando a apreciação foi positiva. Não o fazemos apenas por vaidade, mas principalmente porque nos faz falta a informação.

Abraçada a dificuldade inerente à tarefa, resta-me apenas desejar uma coisa: só espero não sair do oculista com ar de paneleiro ou de intelectual. Mais ainda.

Parem...

... com o All Together Now, caralho! POR FAVOR!

domingo, 2 de dezembro de 2012

100 jeito

Ver o novo programa da Marta Crawford é a melhor forma que pode haver de se passar um serão, caso sejamos uma mulher de quarenta anos perdida numa aldeia do Minho mas que até fez o 12º ano.

O programa era sobre "puns e traques e cheiros durante o acto sexual", comentado por professores numa escola de música. Houve até, portanto, lugar para uma Orquestra da Flatulência. Sim, foi este o nome, literalmente, inventado por esta catedrática da posição de missionário.

O sexo é uma coisa boa e porca. Se falarem disto desta forma estéril e educadinha, o único resultado vai ser criar mulheres que só servem para casar com o Coronel Jesuíno mas que acham que são Malvinas. Nunca na vida tive menos vontade de foder do que a ver aquela bosta de programa. Marta, querendo ser esclarecida e esclarecer os portugueses, acaba por ter o discurso mais púdico sobre sexo que eu já vi. Tive conversas no secundário bastante mais esclarecedoras do que qualquer assunto comentado naquele desperdício de tempo televisivo. Seja com professores de música ou com forcados (true story, segundo me contaram), o objectivo de aligeirar e globalizar estes assuntos é um remate claro por cima da baliza.

Se a minha opinião ainda não ficou bem patente, acho que posso até dizer o seguinte: uma mulher que não queira ser violada só precisa de levar vestida uma tshirt com a cara da Martinha e qualquer frase em que se fale de "fazer as fezes à frente do parceiro" ou dos traques produzidos pelas vaginas. Até podiam fabricar uma boneca à sua semelhança, e a mulher apontava a boneca ao meliante, em jeito de spray pimenta, e saiam clips audio retirados do programa. Garanto-vos que o violador perdia, AUTOMATICAMENTE, qualquer réstia de força que ainda pudesse ostentar no seu sardão.

Em suma, não há lugar para estas coisas na televisão portuguesa, mesmo na Sic Mulher, a menos que se queira que o resultado seja meramente humorístico. Quer dizer, nem assim, porque não passa de constrangedor. Há piadas fortes sobre aborto e incesto e consanguinidade que conseguem ser mais suaves.

Se sabes pouco sobre sexo, desejas aprofundar os teus conhecimentos e estás a considerar ver este programa, peço-te que reconsideres. Mais vale ver vídeos na net ou ir cobrir uma ovelha. Fica-se mais bem servido.

Tipo de fast food mais consumido em Itália

Prego.