sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Também quero uma Chanel preta

Quando a minha namorada chegou a casa e me contou que tinha rebentado uma bronca qualquer nos blogs e no facebook por causa de uma campanha publicitária, eu ainda pensei em dizer "porreiro, vai mas é fazer-me uma sandes". Mas não disse, porque o mais provável era apanhar uma belinha logo a seguir.

Quero, desde já, colocar-me ao dispôr da Samsung para ser responsável pela próxima campanha a realizar no nosso país. Cobro menos e terei maior discernimento para perceber quando é que uma ideia minha é semelhante a atirar-me para a frente de um comboio em andamento. Uma coisa é certa; não recorria a bloggers. A Pépa não tem a culpa de ser assim. Uma pessoa quer respirar e está alguém a apertar-nos o nariz durante doze horas por dia. Imaginem uma infância disto. Como é que vocês acham que ficavam a falar depois? E qual é o mal de alguém, como objectivo supremo, querer mamá-la uma mala?

Acho ridículo o ponto a que esta merda de se "ser blogger" está a chegar. NÃO EXISTE TAL COISA. Se a Maria Papoila escrever no seu diário e o mostrar à turma do 11ºC, que nome é que lhe vamos inventar agora? A malta escreve umas merdas na net e acabou-se. O que é que há de especial para além disso? Porque é que em Portugal alguma marca, tirando uma de vernizes ou dessas merdas mariconças, há-de ligar àquilo que um toni qualquer registado no blogspot escreve? O poder de compra já está tão baixo, e é um blogger (até me dá comichão escrever isto) que vai influenciar uma pessoa a comprar qualquer coisa? Lá está, tirando vernizes, e lacas, e porras.

És advogado e tens um blog? És advogado. És jornalista e tens um blog? És jornalista. És uma das dez pessoas no mundo cujo rendimento vem maioritariamente da publicidade feita no blog? Talvez sejas blogger. O resto? Meh.


1 comentário:

S* disse...

Yap. Dão demasiado valor aos bloggers e querem transformá-los em profissionais da comunicação - coisa que 99% deles não são.