quarta-feira, 20 de março de 2013

Ser farmacêutico II



Há quatro anos atrás fui atendido de forma um bocado pedante por uma farmacêutica. Como é habitual, a minha primeira reacção foi vir destilar fel para o blog com as minhas generalizações. No fundo, se quisermos resumir a coisa, e para vos poupar tempo, à conta daquela gaja acabei por dizer que a maior parte dos farmacêuticos não passava de empregados de balcão glorificados (e bastante mais bem pagos).

Passados quatro anos, é com muita vergonha que afirmo que aquele é dos posts mais lidos por aqui, apesar dos laivos de genialidade bem patentes noutras prosas. A única razão pela qual me estou a lembrar disto agora é o facto de ainda hoje eu receber mensagens condenadoras por causa disso. Normalmente os remetentes são portugueses e brasileiros que estão a estudar Ciências Farmacêuticas e seus sucedâneos e, mesmo assim, têm dificuldade em conjugar alguns verbos (ai essas hifenizações, minha gente). Isto dá-me algum consolo e faz-me pensar que a maioria não ficou ofendida e percebeu a ironia da situação, já que não é qualquer cromo que faz farmácia. De vez em quando também recebo alguma mensagem de alguém já no mercado de trabalho, vangloriando-se daquilo que ganha face ao que eu ganho. Nesses casos, penso apenas que se trata de alguém que anda a praticar muito mau sexo. Caso contrário, estariam a irritar-se com um post escrito por alguém que não conhecem em 2009?

Acreditem: ando a fazer os possíveis para o irmão da minha namorada ir para farmácia ou medicina dentária em detrimento de um curso de engenharia, opção para a qual ele está virado. Eu próprio, caso gostasse da área e não fosse burro, preferia neste momento estar numa farmácia ao balcão do que ser engenheiro. Além disso, pelo menos em Lisboa, o aparecimento dos primeiros raios de sol dotados de +23 graus centígrados tornam a faculdade de farmácia num paraíso para rebarbados (a minha senhora diz que a faculdade de direito é que é, mas tenho dúvidas). O puto tem pinta, acho que lá se safava e sempre era uma aprendizagem para a vida.

Leave Pedro alone.

PS: e antes que me voltem a chatear, sim, tenho consciência de que o atendimento é apenas uma das muitas vertentes da área, e quase uma necessidade para quem começa. Também tive carradas de química na universidade, porra!

4 comentários:

Anónimo disse...

subscrevo.são médicos frustados na maioria das vezes!no outro dia uma "técnica de farmácia" tomou a liberdade de perguntar á minha irmã se o médico tinha a certeza que ela devia tomar a medicação na dosagem prescrita...
WTF??

Anónimo disse...

subscrevo.são médicos frustados na maioria das vezes!no outro dia uma "técnica de farmácia" tomou a liberdade de perguntar á minha irmã se o médico tinha a certeza que ela devia tomar a medicação na dosagem prescrita...
WTF??

A Chata disse...

Sou farmacêutica. Deixas aqui o link desse famoso post? Também quero fazer comentários nhenhenhe :p

Anónimo disse...

Sou médica e não me sinto ofendida por esse tipo de comportamentos, anónimo das 01h13. É sinal de que estão alerta! :)
Inês