sábado, 16 de novembro de 2013

A cavalo dado não se olha ao dador

A primeira vez que vi os resultados de um dos primeiros passatempos da Pipoca, tive um imediato sentimento de "really?!", culpando-a de mau gosto por ter escolhido aqueles vencedores. 

Eu sei que ninguém tem a obrigação de ser poeta e que, quem não o é, tem todo o direito a querer ganhar qualquer coisa, mas há um lado mesquinho em mim sem botão de on/off. 

Hoje, olhando para o enésimo passatempo, percebo que estava a ser injusto. O problema não é dela, a malta que concorre é que só é mesmo capaz daquilo. Isso não faz com que as pessoas sejam automaticamente más ou burras no todo apenas por uma pequeníssima falha, mas fico sempre com um esgarzinho de vergonha alheia. Tenho pena de, quando andava na 3ª classe, ainda não existir aquele blog e eu não ser maricas (lá está, é um blog de gaja, não se pode agora estar à espera que se ande a sortear sempre gadgets e só de vez em quando cremes e bandoletes). É que, precisamente a esse nível, eu já exibia as competências necessárias para me lembrar de um "Leio cada conselho da Pipoca com rigor e atenção, por isso vou experimentar este Baileys Chocolate Luxe com prazer e moderação." e achar que já não me precisava de esforçar mais para concorrer. Sim, eu já sabia o significado de rigor e atenção. Quanto muito diria "mamã, o que é Bailis?".

Aos que dirão automaticamente "ai é, então porque é que não fazes melhor, ó sacripanta?":

Às vezes, fazer melhor é, precisamente, admitir que não se sabe fazer algo e, pura e simplesmente, não fazer.

 

1 comentário:

S* disse...

ahahah Pensa positivo: com tanta fraca concorrência, podes ganhar aquilo tudo.